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A importância da Leitura

Ana Maria,



Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal
Curso de Letras, Licenciatura Plena,
Habilitação em Português/Inglês e Respectivas Literaturas.
Professora: Monique Gonçalves
Acadêmico(a): Ana Maria J.Ramires




A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA A FORMAÇÃO DE ALUNOS CRÍTICOS.

Artigo cientifico, solicitado para o trabalho de conclusão de graduação do curso de Letras, ministrada pelos professores Ms. Márcia Rita Trindade Leite Malheiros e Ms. Renata Pessoa Silvano, oferecido pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – UNIDERP Interativa.
Acadêmica: Ana Maria J.Ramires


RESUMO: este artigo tem como objetivo abordar a questão da importância da leitura na formação de alunos conscientes e críticos, onde os mesmos possam fazer do ato de ler uma condição essencial para viver a sua cidadania,. Esta pesquisa buscou por meio de observação e análise compreender o processo do ensino e do hábito de leitura no ensino fundamental. A partir desse aspecto desenvolveu-se o trabalho enfatizando a importância da leitura no contexto escolar, apontando a problemática da falta de leitura e suas conseqüências no processo de ensino-aprendizagem e seus reflexos no comportamento dos alunos.

ABSTRACT :

Palavras-chave: Leitura, alunos, formação e comportamento.



Introdução

As políticas de leitura vêm sendo discutidas nos diversos segmentos da educação, destacando-se a sua relevância para a aquisição do conhecimento, da cultura, do saber e da conscientização política, face aos desafios do mundo. Saber ler tornou-se, pois, condição indispensável para o acesso a qualquer área do conhecimento e, mais ainda, à própria vida do ser humano, uma vez que a leitura apresenta função utilitária e transformadora da sociedade. Porém, pesquisas indicam que a falta de leitura não se concentra apenas no ensino fundamental, mas prossegue no ensino médio e, por efeito dessa constatação, alcança o ensino superior. Sendo assim, nem sempre é correto acreditar que o aluno chega à universidade adotando práticas sistemáticas de leitura. Embora a problemática da leitura esteja em todos os níveis da educação, este trabalho busca identificar as possíveis relações entre as experiências de leitura no ensino fundamental. Já que foi esta a etapa observada e analisada durante o estágio supervisionado.
Silva (1992, p.42) enfatiza que a leitura está intimamente relacionada com o sucesso acadêmico do ser que aprende, e, contrariamente, à evasão escolar. Mais adiante, o autor conclui que escrever e ler são atos complementares: um não pode existir sem o outro (idem, p.64). Sendo assim, para escrever bem, esse aluno terá na leitura o suporte do conhecimento a ser armazenado em sua memória de longo prazo (Smith, 1989; Lencastre, 2003), na organização do repertório lexical e semântico, à semelhança de fontes matriciais.
Por tal motivo, defendemos que ler é estabelecer relações entre o texto e o conteúdo sistematicamente internalizado sob a forma de conhecimentos. Abordamos a questão do conhecimento como resultado de experiências que se sobrepõem àquilo que se é e já se sabe. Essa idéia reforça nossa concepção de que a prática da escrita também pode estar atrelada às experiências de leitura.
Quando evidenciamos aqui a questão da importância da leitura na formação de alunos críticos, não se entenda a situação de decodificar palavras e frases para depois proclama-las ensaidamente, porém compreender os textos para além das linhas, identificando seu sentido e expondo opiniões e raciocínio próprio sobre o conteúdo lido.



Algumas considerações sobre a importância da Leitura na formação de alunos críticos.

O acesso ao aprendizado da leitura apresenta-se como um dos múltiplos desafios da escola e, talvez, como o mais valorizado e exigido pela sociedade. Como afirma Foucambert (1994, p.123), o acesso à escrita é o único meio de alcance da democracia e do poder individual, o qual ele define como "a capacidade de compreender por que as coisas são como são" e que não se confunde com os "poderes" permitidos ou facilitados pelo status social do indivíduo. Desta forma, ele diferencia o "Poder" dos "poderes", dizendo que o primeiro permite ir além do que é evidente, possibilitando a descoberta das relações por detrás das circunstâncias, situações ou coisas, estando, portanto, ligado à transformação; enquanto os poderes encontram-se na reprodução e na compreensão estática e não reveladora do real.
Ainda de acordo com Foucambert (1994), o acesso ao "Poder" só é possível a partir da reflexão, distanciamento e teorização do real. Ou seja, através de uma atitude científica frente ao mundo, a qual, nos moldes da própria Ciência, favorece a transformação da realidade. Contudo, segundo esse autor, isto só é possível através do acesso ao processo de produção do saber e não, apenas, por meio da transmissão dos saberes, os quais são imbuídos de neutralidade e se apresentam como objetos separados dos processos que os geram, promovendo a uniformidade entre os indivíduos que a eles têm acesso.
Sendo assim precisam-se oportunizar diferentes leituras aos alunos e assim, estabelecer uma ampla rede de relações de indivíduos que buscam no universo da leitura o gosto, o aprendizado e a formação de cidadãos críticos, reflexivos e atuantes. É imprescindível que, criem diferentes oportunidades para levar aos seus alunos a ler. Tarefa não muito fácil, mas estudos mostram que é possível explorar esse universo e torna-lo atrativo nas escolas com diferentes textos que usamos no dia-a-dia. Despertar esse prazer no aluno de ler, de descobrir e de crescer humano e intelectualmente, deve ser o objetivo central de toda instituição e de ensino e dos professores.
Neste sentido o autor Smith (1999), fala que a concepção para estimular a leitura consiste em:
“Somente por meio dela que as crianças aprendem a ler, e que os professores devem, portanto garantir que a leitura seja acessível e agradável a todas as crianças [...] mostro que elas podem aprender a ler somente pelo uso de materiais e atividades que elas entendam e que desperta seu interesse, que possam relacionar com atividades que já conhecem.”Os únicos livros que devem ser lidos para as crianças ou que elas devem ler são aqueles que realmente despertam interesse, que contêm rimas e histórias fascinantes, e não a prosa desinteressante e artificial a que muitas crianças são obrigadas a prestar a atenção, como por exemplo, ler sobre um dia entediante na vida de duas crianças fictícias ou então ler frases tipo vovó viu a uva” (SMITH, 1999:134).

Portanto, o que acontece em sala de aula referente à leitura é de extrema importância, pois essas experiências são determinantes para que os alunos tornam-se leitores ou não; considerando que ser leitor não é apenas decodificar códigos, mas ler, entender e opinar sobre o que foi lido.




















Considerações Finais

Para falar em Educação como instrumento de ação reflexiva é preciso falar da importância da leitura na Educação. Importante porque a leitura como instrumento proporciona melhoria da condição social e humana.
Então observar, analisar e procurar entender o mundo e interagir tem através da leitura um caminho para a promoção do desenvolvimento de competências na medida em que os conhecimentos vão sendo absorvidos e se amplia gradativamente a produção cultural da humanidade.
Os indivíduos necessitam de conhecimento e reflexão sobre os processos de aquisição, sobre como filtrar melhor a informação que desejam principalmente neste novo contexto informacional onde a quantidade de informações tem aumentado a cada dia.
Se quisermos uma sociedade mais justa, solidária e humana, e é este o nosso objetivo, resta-nos investir na formação de alunos críticos, capazes de nortear sua vida, sua história, decidir, discernir, participar e transformar o meio em que vive. Este processo requer não apenas investimentos financeiros, ainda que importantes, mas também dedicação, esforço e profissionalismo da parte da instituição de ensino e responsabilidade e consciência da parte dos alunos. Embora seja esta a constatação lógica do processo de formação, fica evidente, que apensar do profissionalismo, dedicação e esforço, o professor tem que “andar na contramão” de um sistema estruturado, que teima em manter “analfabetos intelectuais”, para que estes sejam apenas “massas manipuláveis”.
Sendo assim, o desafio de formar alunos críticos, torna-se mais agravante, principalmente quando há índices de indisciplina; que reflete a desmotivação, a desvalorização, o desleixo e a desconfiança no processo de aprendizagem de si e dos demais. Daí faz-se necessário trabalhar essa questão, de uma forma vinculada à leitura, ou seja, fazer da leitura, não apenas a decodificação de códigos, mas um mecanismo de transformação da realidade, onde ler torna-se um ato de conhecimento e de descobertas de “novos mundos”, novas possibilidades e novas opções de escolha. É um trabalho de conscientização, de resgate de valores em todas as dimensões da vida. Por isso, a leitura e a interpretação do que se lê tem o poder de alcançará a transformação pessoal dos alunos, e uma vez conseguido isto, fica mais acessível chegar à formação da criticidade frente a si mesmo e o mundo que o rodeia. Aí sim, acontece a transformação, tendo então, um cidadão, sujeito de sua história e a partir disso, tudo começa a mudar.
Concluindo percebe-se que as questões mais intrigantes que desenvolveu-se nesse artigo, como apresentar formas atraentes de leitura e por meio destas formar alunos críticos, é na verdade, uma questão de projeto político sustentável e socializado nas instituições de ensino, onde o objetivo deve ser trabalhado por todos. Quando há essa práxis, há simultaneamente a transformação humana, social e política. Isso não é mágica, nem tão pouco utopia, é tão somente consciência e trabalho em pró da vida de qualidade.























Referências Bibliográficas


FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. 9ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1998.


FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler: em três artigos que se completam.
22 ed. São Paulo: Cortez, 1988.


SMITH, F. Leitura Significativa. Trad. Beatriz Affonso Neves. Porto Alegre: Artmed,1999. p. 01-66.


FOUCAMBERT, J. (1994). A leitura em questão. Porto Alegre: Artes Médicas.


FOUCAMBERT. J. (1997). A criança, o professor e a leitura. Porto Alegre: Artes Médicas.


LERNER, Delia. Ler e escrever na escola - o real, o possível e o necessário. Artmed. Porto Alegre. 2002


Kato, Mary. O aprendizado da leitura. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.











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