Mais comentada

A importância do fluxo de caixa para sobrevivência de micro e pequenos negócios

Um dos grandes motivos pelo qual as empresas decretam falência, uma boa soma delas, é a gestão financeira descontrolada, por falta de acompanhamento bem elaborado e consultado no decorrer do tempo, falta de geração de registros que possam indicar qual caminho seguir. Na verdade talvez esse seja o maior motivo, sobretudo para micro e pequenas empresas. Não é à toa que os órgãos que acompanham essas empresas no Brasil como o SEBRAE, juntamente com a FGV, que realizam esses estudos, baseiam-se em dados que se referem à, no máximo, dois anos de existência, seguindo de falência.

O fluxo de caixa passa de ser apenas uma ferramenta de controle. Considera-se a ferramenta que interfere nas tomadas de decisões das empresas, não importando o porte da mesma. É claro que a sua visualização permite o auxilio no controle financeiro.
O conceito não é difícil de definir. O próprio nome da diz muito sobre isso. Fluxo é movimentação. Fluxo de caixa então é o movimento de entradas e saídas de dinheiro da empresa. Isso compreende toda forma de recebimentos e pagamentos: boletos, cédulas, cartão de crédito, crediário etc. Para que o fluxo de caixa seja assertivo em suas informações, é muito necessário que fatos sejam registrados com de uma balança de pesar ouro, visto que o dinheiro da empresa garante a sua continuidade. Isso deve ser feito com disciplina e zero erro.
Um sistema de gestão cada vez menos complexo e capaz de oferecer detalhamento de informações é muito importante. Lê-se sistema como sistemática de trabalho para esse fim, como um procedimento padrão sem ruídos e não sistemas de computadores, embora seja muito importante também.
Fazer registro dessas informações e não consultar é o mesmo que ir ao médico e não tomar as providências indicadas na consulta. O registro bem manuseado indica aos gestores do processo a continuidade das atividades no mercado.
Em se falando de Pequenas e Médias empresas, onde a taxa de mortalidade chegou a 33% em 2014, no período da resseção econômica, o problema tornou-se ainda maior. O ramo mais atingido sempre foi e sempre é o dos serviços.
O desfecho do segredo da falência é mais sério, pois o não acompanhamento dos registros ocasiona descontrole financeiro, que ligado à deficiência em outras áreas da gestão do negócio, que aponta para o baixo capital de giro. Capital de Giro, ou capital de trabalho é o ponto do fluxo de caixa mais necessário para financiar a continuidade da operação da empresa.
Empresas que dispõe de um fluxo de caixa bem definido pode ajudar o negócio a perceber a que ponto pode vender a prazo, em quantos meses e qual o valor disponível a organização tem para financiar a aquisição do bem ou do serviço pelo cliente. Além disso, empresas que mantém estoques precisam de recursos para financiá-lo, e são as tomadas de decisões baseadas no fluxo de caixa que ajuda o definir isso.
Essa análise vale para toda a gestão financeira e o fluxo de caixa deve servir para essa interpretação e o gestor deve garantir que uma visão sistêmica seja aplicada. Chamo de gestão financeira não somente o ato de perceber o fluxo de contas a pagar e a receber, mas o estoque de mercadoria ou de matéria-prima, os impostos e tributos a pagar e seus prazos, os financiamentos adquiridos, a gestão de pessoal etc.
O sucesso está na boa gestão, nos registros e no acompanhamento dos resultados. A partir daí, emprega-se planos de ação, seja para retrair investimento ou alavanca-los.

As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.

Avalie este artigo:
(0)
Tags: análise financeira bennilson barros billbarros bill barros consultoria falência nas empresas finanças fluxo de caixa gestão gestão financeira micro-empresas pequenas empresas registro financeiro