A importância do olhar imparcial na gestão de empresas familiares

Como amplamente divulgado em todos os meios de comunicação, claro está que as empresas familiares correspondem à maior parte das pessoas jurídicas atualmente em exercício da atividade empresarial no Brasil. Contudo, gerir empresas familiares sustentáveis revela-se uma atividade conflituosa e, muitas vezes, difícil.

Como amplamente divulgado em todos os meios de comunicação, claro está que as empresas familiares correspondem à maior parte das pessoas jurídicas atualmente em exercício da atividade empresarial no Brasil. Contudo, gerir empresas familiares sustentáveis revela-se uma atividade conflituosa e, muitas vezes, difícil.

Parte dos problemas começa quando a segunda geração da família empreendedora não se vê completamente preparada. Isto pode derivar de duas razões: a primeira delas é quando os filhos são idealizados para gerirem a empresa, porém não possuem qualquer interesse ou aptidão pelos negócios. Entretanto, pela pressão ou pelo medo de desagradar seus familiares, acabam entrando para o ambiente empresarial familiar e, inevitavelmente, se frustram e frustram os negócios, uma vez que não conseguem dar o seu melhor, por falta de identidade ou de conhecimento, fatos que levam a empresa a uma potencial decadência.

O segundo aspecto, provavelmente mais visível, é quando o membro da geração seguinte quer seguir com os negócios, porém não foi devidamente preparado. Muitas vezes, o futuro líder jamais fez sequer um estágio na sua área de atuação. Ainda assim, é, tão logo recebe seu diploma de graduação, alçado a um posto elevado na hierarquia organizacional, vindo a chefiar equipes multidisciplinares quando ainda não adquiriu conhecimentos suficientes para ajustar relações humanas, mediar conflitos e, principalmente, ser respeitado como líder.

Diante de tal quadro, há ainda uma situação mais delicada quando a geração anterior não vê tais aspectos, pois eleva seus descendentes ao nível dos melhores e mais preparados gestores, não aceitando críticas e sugestões para equalizar este cenário. Daí surge então a importância do mencionado “olhar imparcial” na gestão de empresas familiares, o que pode, e de fato costuma ser feito por consultores especializados na gestão de empresas familiares. Estes profissionais serão encarregados de entender os conflitos familiares e distorções de liderança que envolvem a dicotomia família-empresa, no intuito de prover soluções transparentes que venham a manter o posicionamento da empresa em seu mercado, independente da transição dos gestores.

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