A Netflix vai quebrar (mas você não precisa se preocupar com isso)

Ninguém pode abusar do oceano azul; tubarões estão sempre à solta, dispostos a deixá-lo vermelhinho

O título deste texto parece apocalíptico, mas não sou eu que digo, dando um simples chute de escrevinhador da internet. São analistas de mercado gabaritados. A Netflix surfou solitária durante alguns anos um oceano azul maravilhoso, tranquilo e calmo. Seu pioneirismo deixou muita gente empolgada e inflou bastante suas projeções futuras. A empresa saiu  ̶g̶a̶s̶t̶a̶n̶d̶o̶  investindo a torto e a direito, a dívida foi aumentando e chegou a um nível comprometedor US$ 20 bilhões, segundo o LA Times.

A ideia é cobrir essa dívida com o crescimento no número de assinantes. A empresa guarda esse dado a sete chaves, mas estima-se que 104 milhões de pessoas usem o serviço atualmente. Ainda é pouco para o que a companhia precisa para cobrir os investimentos que fez em novas produções originais.

Mas até aí tudo bem: a Netflix é fantástica. Os conteúdos são cada vez mais maravilhosos e esse número de assinantes vai dobrar rapidinho, não é? Não sei. Se o ocenano continuasse azul e livre, talvez até triplicasse. Quadruplicasse. Mas ninguém surfa uma onda tão boa sozinho por muito tempo.

A Amazon com seu Amazon Prime está crescendo rapidamente. Tem o HBO Go. Hulu. Até mesmo o brasileiro Looke virou uma pedra no sapato da Netflix. E ainda tem as operadoras de TV a cabo, que estão reagindo, como é o caso da Oi, que disponibilizou seu conteúdo para assinatura digital sem a necessidade de ter um contrato de TV.

Com o cerco se fechando, o futuro da Netflix fica cada vez mais nebuloso. "Ninguém controla um monopólio para sempre. Penso que eles precisarão de muita sorte para não se afundar em contas quando o crescimento se estagnar", diz Mike Vorhaus, presidente da consultora Magid Advisors ao LA Times.

Além disso, ainda há as grandes produtoras e distribuidoras, como a Disney, que anunciou sua saída da Netflix para abrir seu próprio serviço de streaming. 

Mas, sinceramente, acho que você, fã, assinante do serviço, não tem porque se preocupar. Um negócio como a Netflix não some do mapa. Geralmente, apenas troca de mãos. E caso quebre mesmo, chegue a um ponto de se desintegrar, suas séries e filmes do coração terão lugar em outra casa.

No processo de disrupção, alguns produtos e também agentes da mudança sempe ficam no caminho. Mas as transformações permanecem. A essência fica.

Don't worry! =)

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