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CUSTEIO DIRETO E CUSTEIO POR ABSORÇÃO: UMA ABORDAGEM ANALÍTICA

Gilberto de Paiva,
CUSTEIO DIRETO E CUSTEIO POR ABSORÇÃO: UMA ABORDAGEM ANALÍTICA


Andreza Gonçalves de Lima1
Flávio Luiz Ferreira Serafini1 
Gilberto de Paiva Gonçalves1
Gilson Wanderson Muniz1
Silvio Aparecido Crepaldi


RESUMO

O cenário mundial tem passado por várias transformações, tanto na perspectiva político-econômico, quanto na gestão das organizações. Como conseqüência, as empresas se deparam com uma nova realidade, cujos reflexos são invocados pelo mercado e pela concorrência. As organizações não só precisam buscar a flexibilidade em termos de estrutura organizacional, para responderem mais rapidamente às mudanças do mercado, como também deverão antecipar-se às necessidades dos consumidores, procurando surpreendê-los com soluções cada vez mais personalizadas. Desta forma, faz-se necessários que os gestores tenham informações relevantes e pertinentes aos custos da empresa, de modo que estas se configurem em subsídios para otimizar o desempenho empresarial. Assim a contabilidade tem como um de seus objetivos o oferecimento de informações aos gestores que possam auxiliar na tomada de decisões e que são imprescindíveis para uma boa gestão em um mundo globalizado, de forte concorrência e de necessidade elementar de redução de custos para conseqüentemente maximização do lucro. O objetivo geral deste trabalho é analisar as vantagens e desvantagens do custeio direto e por absorção, a fim de identificar a correta interpretação dos custos operacionais, por serem condições essenciais para o funcionamento racional de qualquer entidade contábil, com e sem fins lucrativos. Diante de um mercado cada vez mais competitivo, as informações sobre custos tem sido consideradas um elemento estratégico dentro das organizações. A utilização de sistemas de custeio pelas empresas vem auxiliando os gestores no momento de definir estratégias e gerenciar os custos incorridos nos processos e atividades. Assim as empresas podem aprimorar os custos ao produto por meio do sistema de custeio, entre eles: o custeio por absorção alem de ser um dos mais antigos sistemas, é o único aceito para fins fiscais, consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados. O custeio direto é um sistema que só considera como custo do produto os custos variáveis utilizados no processo produtivo, sendo assim, os custos fixos são considerados como despesas do período, pois estes independem do volume de produção. Deste modo, os gestores devem analisar as características especificas de cada sistema de custeio a fim de verificar aquela que mais condiz com a realidade da empresa para o oferecimento das informações, que possam auxiliar de forma clara a tomada de decisão nas organizações.



1. Introdução

O cenário mundial tem passado por várias transformações, tanto na perspectiva político-econômica, quanto na gestão das organizações. Como conseqüência, as empresas se deparam com uma nova realidade, cujos reflexos são invocados pelo mercado e pela concorrência. As organizações não só precisam buscar a flexilbilidade em termos de estrutura organizacional, para responderem mais rapidamente às mudanças do mercado, como também deverão antecipar-se às necessidades dos consumidores, procurando surpreendê-los com soluções cada vez mais personalizadas. Desta forma, faz-se necessários que os gestores tenham informações relevantes e pertinentes aos custos da empresa, de modo que estas se configurem em subsídios para otimizar o desempenho empresarial.
Assim a contabilidade tem como um de seus objetivos o oferecimento de informações aos gestores que possam auxiliar na tomada de decisões e que são imprescindíveis para uma boa gestão em um mundo globalizado, de forte concorrência e de necessidade elementar de redução de custos para conseqüentemente maximização do lucro.
Pois a conjuntura econômica faz com que as empresas tenham a necessidade de alargar seus horizontes em termos de perspectivas dos seus negócios, pois assim poderão posicionar-se estrategicamente e enfrentar a concorrência.


2. Objetivos

2.1 Objetivo geral

O objetivo geral deste trabalho é analisar as vantagens e desvantagens do custeio direto e por absorção, a fim de identificar a correta interpretação dos custos operacionais, por serem condições essenciais para o funcionamento racional de qualquer entidade contábil, com e sem fins lucrativos.

2.2 Objetivo específico

• Levantar informações sobre as características específicas de cada sistema de custeio a fim de interpretar as desvantagens e vantagens competitivas.
• Determinar informações sobre importância do sistema de custeio no meio empresarial.
3. Referencial Teórico

Para as empresas atingirem resultados satisfatórios é necessário que as organizações adotem sistemas de gestão que possibilitem obter informações referentes aos seus negócios, permitindo que seus gestores tracem caminhos que conduzam ao êxito.
Segundo Beuren (1998), a operacionalização adequada de um sistema de custeio pode encontrar ampla aplicação nas empresas. Ressalta-se que a utilização efetiva de um sistema de custeio não se limita apenas à sua importância na avaliação de estoques, é também um instrumento de suporte voltado ao fornecimento de subsídios importantes à avaliação de desempenho dos gestores, taxa de retorno nas decisões de investimentos e formação de preço de venda.
Também Leoni (1996), define o método de custeio como sendo formas de apuração dos valores de custos dos bens, mercadorias ou serviços das entidades públicas ou privadas, que tem como função determinar o modo de como será atribuído custo aos produtos.
Para Crepaldi (2002) existem dois métodos básicos de custeio: custeio por Absorção e custeio Variável ou Direto, eles podem ser usados com qualquer sistema de acumulação de custos.


4. O sistema de custeio Direto e Custeio por Absorção suas Vantagens e Desvantagens



4.1 Custeio Direto (Variável)

Leoni (1996) diz que o sistema de custeio variável ou direto é um método que considera apenas os custos variáveis de apropriação direta como custo do produto ou serviço. È o critério utilizado para acumular os custos de qualquer objeto ou segmento da empresa. Este sistema só agrega os custos variáveis aos produtos, considerando os custos fixos como despesas. O uso deste sistema exige a clara distinção entre custos diretos e indiretos, o que pode gerar o uso da arbitrariedade.
O sistema de custeio variável procura as distorções existentes nos critérios de rateios exigidos no sistema de custeio por absorção. No custeio por absorção os custos fixos são rateados aos produtos e/ou serviços enquanto no custeio variável estes custos são tratados como despesas, e vão direto para o resultado.
Meglioni (2001) afirma que “enquanto no custeio por absorção eles são rateados aos produtos, no custeio variável, são tratados como custos do período, indo diretamente para o resultado igualmente as despesas”.
A diminuição da necessidade de rateio deve-se ao fato de que no sistema de custeio variável, são alocados aos produtos e/ou serviços, somente os custos variáveis e, como na maioria dos casos, os custos variáveis também são diretos, ex purgam-se assim os rateios dos custos indiretos.
A margem de contribuição é uma ferramenta utilizada neste sistema, a qual faz parte do preço de venda de um produto e serve para cobertura dos custos indiretos e para formação do lucro. Antes de determinar a margem de contribuição de qualquer segmento, atividade ou produto, é necessário identificar seus custos diretos e eleger o parâmetro representativo e classificar os custos fixos e variáveis diante deste parâmetro.
Crepaldi (2002) salienta que método de custeio variável segue os princípios de contabilidade do regime de competência e confrontação, por isso não é reconhecido para efeitos legais. No entanto é de grande auxilio para a tomada de decisão gerencial.
Outro ponto negativo é que comparado ao sistema por absorção, o custeio variável tem sua utilização nas empresas de forma tímida por se tratar de um método mais sofisticado.

4.2 Vantagens do Custeio Direto

Leoni (1996) salienta como sendo:
• Destaca o custo fixo, que independe do processo fabril;
• Não ocorre a prática de rateio;
• Evita Manipulações;
• Fornece o ponto de equilíbrio,
• Enfoque Gerencial;
• Identifica o número de unidades que a empresa necessita produzir e comercializar para saldar seus compromissos de caixa.
• Os dados necessários para análise da relação custo/lucro/volume são rapidamente obtidos.
• É totalmente integrado com o custo padrão e orçamento flexível.



4.3 Desvantagens do Custeio Direto

• O custo variável não e aceito pela auditoria externa das entidades que tem capital aberto e nem pela legislação do IR, bem como uma parcela significativa de contadores. A razão disto é que o custeio variável fere os princípios fundamentais de contabilidade, em especial aos princípios de realização da receita, da confrontação e da competência.
• O valor do estoque não mantém relação com o custo total,
• Isoladamente, não se aplica para formação do preço de venda. (Leoni, 1996).


4.4 Custeio por Absorção

O sistema de custeio por absorção é aquele sistema que apura o valor dos custos dos bens ou serviços, tomando como base todos os custos da produção.
Meglioni (2001) define que o custeio por absorção é o método que consiste em atribuir aos produtos fabricados todos os custos de produção, quer de forma direta ou indireta. Assim todos os custos, sejam eles fixos ou variáveis, são absorvidos pelos produtos.
O sistema de custeio por absorção apropria todos os custos da área de fabricação. Os custos diretos são apropriados mediante apontamento de forma objetiva e os custos indiretos são apropriados através de rateio, entre os critérios mais utilizados temos a proporcionalidade ao valor da matéria-prima insumida, ao valor da mão-de-obra direta, número de horas-homem, horas-máquinas.
A principal distinção existente no uso do custeio por absorção é entre custos e despesas. A separação é importante porque as despesas são jogadas imediatamente contra o resultado do período, enquanto que apenas os custos relativos aos produtos vendidos terão o mesmo tratamento. Já os custos relativos aos produtos em elaboração e aos produtos acabados que não tenham sido vendidos são ativados nos estoques destes produtos.
Para Crepaldi (2002) o custeio por absorção é o método derivado da aplicação dos princípios fundamentais de contabilidade e é, no Brasil, adotado pela legislação comercial e pela legislação fiscal.
Nesse sentido reconhece todos os custos de produção como despesas somente no momento da venda, demonstrando de forma mais apropriada a confrontação entre receita e despesa, na apuração do resultado. Por este motivo é aceito pelo fisco brasileiro.
Meglioni (2001) escreve que a dificuldade que encontramos para alocar custos indiretos reside na definição da base de rateios a ser utilizada, pois é uma tarefa que envolve aspectos subjetivos e arbitrários. Se o critério adotado não for bem consistente, o resultado de custos ficará por certo deficiente para atender aos fins a que se propõem. Nesse sentido, o gestor de custos ficará “amarrado” pelo próprio sistema.

4.5 Vantagens do custeio por absorção

Segundo Leoni (1996) são:
• Considera o total dos custos por produto;
• Formação de custos para estoque,
• Permite a apuração dos custos por centros de custos.

4.6 Desvantagens do custeio por absorção

• Poderá elevar artificialmente os custos de alguns produtos;
• Não evidencia a capacidade ociosa da entidade;
• Os critérios de rateio são sempre arbitrários, portanto nem sempre justos;
• Apresentar pouca quantidade de informações para fins gerenciais. (Leoni, 1996)

5. Conclusão

Diante de um mercado cada vez mais competitivo, as informações sobre custos tem sido consideradas um elemento estratégico dentro das organizações. A utilização de sistemas de custeio pelas empresas vem auxiliando os gestores no momento de definir estratégias e gerenciar os custos incorridos nos processos e atividades.
Sendo assim ao escolher um sistema de custeio, os gestores devem posicionar-se em buscar um conjunto de preceitos, coordenados entre si, que atenda a empresa, seja funcional e que respeite o principio da relação custo-beneficio, ou seja, de nada adianta implantar um sistema de custeio muito detalhado em que as informações geradas não justificam os valores gastos para produzi-las.
Contudo a necessidade imposta pelo mercado, os custos de implantação e acompanhamento, o recurso humano necessário, os produtos envolvidos e as necessidades dos gestores, devem ser analisados para que se dimensionem as vantagens e desvantagens para cada instituição.
Assim as empresas podem aprimorar os custos ao produto por meio do sistema de custeio, entre eles: o custeio por absorção alem de ser um dos mais antigos sistemas, é o único aceito para fins fiscais, consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados.
O custeio direto é um sistema que só considera como custo do produto os custos variáveis utilizados no processo produtivo, sendo assim, os custos fixos são considerados como despesas do período, pois estes independem do volume de produção.
Deste modo, os gestores devem analisar as características especificas de cada sistema de custeio a fim de verificar aquela que mais condiz com a realidade da empresa para o oferecimento das informações, que possam auxiliar de forma clara a tomada de decisão nas organizações.

6. Referencia bibliográfica

BAUREN, Ilse, Maria. Evolução Histórica da Contabilidade de Custos. Contabilidade Vista & Revista. Belo Horizonte, v 5, Atlas 1998.
CREPALDI, Silvio Aparecido. Curso Básico de Contabilidade de Custos. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
CREPALDI, Silvio Aparecido. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
LAWRENCE, W.B. Contabilidade de custos. 4 ed. Brasília: São Paulo, 1975.
LEONI, George S.G. Planejamento, Implantação e Controle. São Paulo: 2 ed; Atlas, 1996.
MAHER, M. Contabilidade de Custos: Criando Valor Para a Administração; São Paulo: Atlas, 2001.
MEGLIONI, Evandir. Custos. São Paulo: Makron Books, 2001.

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