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Filme Tempos Modernos e Taylor.

Matheus Generoso,
       No início do Século XX, nos EUA, Frederick Taylor iniciou uma ideologia, que daria partida aos princípios da Administração Científica. Podemos chamar essa ideologia de Movimento da racionalização industrial. Que consistia em: separar o "pensar" e o "fazer", a produtividade depende diretamente da remuneração e que o homem era um mero instrumento de trabalho. Podemos analisar de imediato que Taylor estava preocupado em Aumentar a produção para satisfazer a necessidade das demandas. E para que isso fosse possível ele teria que aproveitar mais sua mão de obra, capacitando cada operário para um certo setor da fábrica, formando assim a divisão de trabalho e logo agilizando o processo de produção com o mínimo de custo possível.



        Esse foi um breve resumo da teoria elaborada por Taylor, agora comparando-a com o filme Tempos Modernos que também se passava no início do Século XX na Inglaterra. Podemos reparar o horário em que as pessoas saíam para trabalhar e o horário que elas voltavam, que começava por volta das 6 horas da manhã e terminava no tardar do dia,colocando em prática o máximo aproveitamento da mão de obra. Charles Chaplin, protagonista do filme representava um Operário, onde ele era instruído a fazer um único trabalho de apertar parafusos durante todo dia numa linha de montagem. Após muito estresse no trabalho ele acaba tendo reações que causaram problemas durante o trabalho, cai em confusões no seu setor, e vai parar nas engrenagens da máquina da fábrica, fazendo uma grande crítica à comparação do homem sendo tratado como uma máquina pela forma de administração de Taylor.
       A partir daí o Operário vai preso por irresponsabilidades, e na cadeia ele encontra comida, segurança e abrigo, coisas que na sociedade da época pra conseguí-las no mínimo você tinha que se render às condições de trabalho que mesmo sendo ruins eram disputadas à tapa.Cabia ao ser humano na época aceitar essas condições de trabalho, ou roubar para manter o seu sutento(Ato que uma Garota orfã comete, que se tornaria companheira do Operário). O Operário sai da prisão, em busca de um novo emprego se depara com a fábrica fechada, por motivo de greve. Demonstrando neste ponto influências da Teoria de Relações Humanas de Helton Mayo que agia como uma reação e oposição à Teoria Clássica formulada por Taylor, mostrando a reação que os grupos que existem dentro das empresas podem ter, se não forem incentivados com uma boa remuneração e com condições humanas de trabalho. O Operário então, vai em buscas de outras oportunidades, e a cada emprego ele era instruido, sobre como fazer o trabalho, mas nunca o realizava direito,sendo assim sempre demitido. Enfatizando neste ponto o sistema educativo para o funcionário antes dele iniciar seu trabalho.
       O protagonista no final do filme se encontra sem emprego junto com sua parceira a garota Orfã. esta situação em que eles terminaram é resultado de um sistema capitalista desigual,e forma de trabalho das empresas na época, que acabou contribuindo com o aumento da criminalidade e da escravidão.
       Apesar da Teoria de Taylor não ser geralmente bem aplicada nas empresas do filme, sobre pontos como a boa remuneração dos trabalhadores, e incentivos morais e respeitando as condições humanas, a sua teoria visava o foco da Produção. Neste ponto as empresas exploraram bem a Teoria.Finalizado com o exemplo da linha de montagem, gerando a divisão de trabalho.A racionalização do trabalho, intensificando o tempo de trabalho do operário.Garantindo assim uma produção maior e suficiente para garantir a demanda desejada. Podemos ver todo esse processo no filme que faz uma ótima crítica ao sistema desigual da época, mostrando bem a realidade dos operários e a dos patrões, e a desordem encontrada nos centros das cidades.

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