LIDERANÇA: FERRAMENTA INDISPENSÁVEL PARA O MELHOR DESEMPENHO DAS ORGANIZAÇÕES

Através do levantamento bibliográfico e da análise dos dados, pode-se constatar que há influência dos estilos de liderança na gestão organizacional, pois se constatou que os líderes que não consultam sua equipe e que apresentam dificuldades em se comunicar....

SANTOS,J.F.Vasconcelos,
LIDERANÇA: FERRAMENTA INDISPENSÁVEL PARA O MELHOR DESEMPENHO DAS ORGANIZAÇÕES


RESUMO:

Através do levantamento bibliográfico e da análise dos dados, pode-se constatar que há influência dos estilos de liderança na gestão organizacional, pois se constatou que os líderes que não consultam sua equipe e que apresentam dificuldades em se comunicar possuem como característica predominante o estilo autoritário coercitivo, enquanto os líderes com bom relacionamento interpessoal tendem a serem participativos na tomada de decisões. Neste contexto, pode-se inferir que, conforme o estilo de liderança predominante existe uma variação na forma com que se administra a organização.


Palavras Chave: Liderança; Tipos de liderança; Gestão Organizacional


1 INTRODUÇÃO


A história da Administração é recente. Ela se desenvolveu com impressionante lentidão, apesar de vivemos em uma sociedade pluralista de organizações, na qual a maior parte das obrigações é a produção de bens e serviços é confiada a organizações como indústrias, universidades e escolas, hospitais, comércio, comunicações, serviços públicos, que precisam ser administradas para serem eficientes e eficazes. Nos idos do Século XIX, a sociedade era diferente. As organizações eram poucas e pequenas: minúsculas oficinas, artesões independentes, pequenas escolas, profissionais autônomos, como médicos, advogados e artistas que trabalhavam por conta própria, o lavrador, o armazém da esquina. Embora o trabalho sempre tenha existido na história da humanidade, as organizações e sua administração formam um capítulo recente.

As organizações são constituídas de muitas pessoas que trabalham juntas, atuando em diferentes atividades e em diferentes níveis organizacionais. Muitas dessas pessoas ocupam posições nos diversos níveis administrativos como diretores, gerentes ou supervisores para cuidar do trabalho de outras pessoas, tornando-se, assim, responsáveis pela atividade conjunta de vários indivíduos. Chiavenato (2006)

Neste contexto, o presente trabalho traz a intenção de investigar: Como a liderança favorece ao melhor desempenho nas Organizações? A partir deste problema, surge a necessidade de levantar o seguinte objetivo geral: Apresentar as formas de liderança que estimulam os colaboradores ao melhor desempenho em suas tarefas. Com este, há a necessidade de estudar os seguintes objetivos específicos: Apresentar o conceito de liderança; Levantar os tipos de liderança; Mostrar a importância de liderar no contexto atual das organizações.


2 CONTEXTO HISTÓRICO ADMINISTRATIVO


A administração recebeu forte influência da Filosofia desde a antiguidade. De acordo com Chiavenato (2006) Confúcio (551 a.C – 479 a.C) ressaltava a importância do mérito pessoal. E este tem por base o conhecimento. A capacidade e a excelência moral é que habilitam uma pessoa a ser um líder, e não o seu nascimento ou família. As idéias de Confúcio foram adotadas por Shih Huang-Ti, que substituiu o sistema feudal chinês, em que o poder e a força militar dependiam da família do imperados, por um sistema baseado no mérito para alcançar posições mais elevadas na hierarquia. Além disso, Confúcio adotava o principio da reciprocidade: tratar os outros como se gostaria de ser tratado.

Platão (429 a.C -347 a.C), outro filósofo grego, mostra em sua obra A República, a forma democrática de administração dos negócios públicos. Em outra obra, Política, ressalta que a responsabilidade fundamental dos políticos os administradores da polis, a cidade é promover a felicidade dos cidadãos. Chiavenato (2006)

Ao longo dos séculos, os princípios da administração pública passaram das instituições dos estados (Atenas, Roma etc.) para as instituições da Igreja Católica e da organização militar, a organização militar influenciou as teorias da Administração. Há 2.500 anos, Sun Tzu, general e filósofo chinês. Onde a Disciplina é o requisito básico da organização militar. Na industrialização teve uma grande influência na invenção da máquina a vapor por James Watt (1736- 1819) e sua aplicação à produção levou a uma nova concepção de trabalho que mudou a estrutura social e comercial da época e provocou a Revolução Industrial, com transformações de ordem econômica, política e social que todas as mudanças ocorridas no milênio anterior. A revolução Industrial teve início na Inglaterra e é dividida em duas épocas distintas a 1º Revolução Industrial e a 2º Revolução Industrial. Chiavenato (2006)

A 1º Revolução Industrial passou por quatro fases:

Mecanização da indústria e da agricultura onde substituiu o trabalho muscular do homem, e do animal ou da roda de água, para enormes máquinas com incrível superioridade sobre os processos manuais de produção da época.Aplicação da força motriz à indústria: A aplicação do vapor às maquinas transformou as oficinas em fábricas.Desenvolvimento do sistema fabril: O artesão e sua pequena oficina patronal cederam lugar ao operário e às usinas baseadas na divisão de trabalho, e as indústrias e as massas humanas migram das áreas agrícolas para as proximidades das fábricas, provocando a urbanização.Espetacular aceleramento dos transportes e das comunicações: Navegação a vapor, estradas de ferro e novos meios de transporte e comunicação surgem com impressionante rapidez, o desenvolvimento econômico, social, tecnológico e industrial e as profundas transformações que veriam a seguir.

A 2° Revolução Industrial começa ao redor de 1860, provocada por três eventos: o processo de fabricação do aço (1856), o dínamo (1873) e o motor de combustão interna (1873). Onde as características da Revolução industrial são:

Substituição do ferro pelo aço como material industrial básico;Substituição do vapor pela eletricidade e petróleo como fontes de energia;Desenvolvimento de máquinas automáticas e especialização do operário;Crescente domínio da indústria pela ciência;Transformações nos transportes e nas comunicações. As vias férreas são ampliadas. Em 1880, Daimler e Benz produzem automóveis; Dunlop aperfeiçoa o pneumático, Henry Ford produz o modelo T, em 1908. Em 1906, Santos Dumont faz sua experiência com o avião;Novas formas de organização capitalista. O capitalismo industrial cedeu lugar ao capitalismo financeiro, que tem quatro características principais:

Dominação da indústria por investimentos de bancos e instituições financeiras, como na formação da United States Steel Corporation, em 1901, pela J.P.Morgan & Co.

Acumulação de capital, fusões de empresas e formação de trustes;Separação entre a propriedade particular e a direção das empresas;.Aparecimento do holding companies para integrar os negócios;Expansão da industrialização desde a Europa até o extremo Oriente. Chiavenato (2006)

Conforme Chiavenato (2006) o início da história da Administração foi uma história de cidades, de países, governantes, exércitos e da igreja. A revolução Industrial provocou mudanças: Aparecimento das fábricas e empresas industriais, substituição do artesão pelo operário especializado, crescimento das cidades e a necessidade de administração pública, surgimento dos sindicatos como organização proletária, início do marxismo em função da exploração capitalista, doutrina social da igreja para mediar o conflito entre capital e trabalho, primeiras experiências sobre administração de empresas, consolidação da administração como área de conhecimento, início da Era industrial que se prolongou até a última década do século XX.

No decorrer da história da humanidade sempre existiu alguma forma simples ou complexa de administra as organizações, o desenvolvimento das idéias e teorias a respeito da administração foi muito lento até o século XIX. Acelerando-se a partir do inicio do século XX, a influência de filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles nos conceitos de Administração na Antiguidade é notável, com o surgimento da filosofia moderna. Destacam-se Bacon e Descartes, a organização eclesiástica da Igreja Católica influencia o pensamento administrativo, a organização militar influenciou a Administração contribuindo com alguns princípios que a teoria administrativa iria mais adiante assimilar e incorporar, a revolução industrial criou o contexto industrial, tecnológico, social, político e econômico que permitiu o surgimento da teoria administrativa. Onde as indústrias aceleraram o processo de urbanização de muitas cidades do mundo e boa parte delas se transformou em grandes aglomerados urbanos da atualidade. Chiavenato (2006)


3 O PAPEL DA LIDERANÇA NAS ORGANIZAÇÕES


Para Chiavenato (1999, pág. 533-627)

A liderança é um processo chave em todas as organizações. O administrador deveria ser um líder para lidar com as pessoas que trabalham com ele. Para ele a liderança é definida como uma influência interpessoal exercida numa dada situação e dirigida através do processo de comunicação humana.

A liderança é um processo-chave em toda organização e tem sido uma preocupação constante tanto das organizações que dela necessitam, como também de teóricos e pesquisadores. Os líderes causam um profundo impacto na vida das pessoas e das organizações. Por essas razões. A conclusão é que não existe ainda uma abordagem ampla e universalmente aceita a respeito. Liderança não é sinônimo de administração. O administrador é responsável pelos recursos organizacionais e por funções como planejar, organizar, dirigir e controlar a ação organizacional no sentido de alcançar objetivos. Isso inclui muita coisa. A rigor, o administrador deveria ser também um líder, para lidar adequadamente com as pessoas que com ele trabalham. O líder, por seu lado, pode atuar em grupos formais e informais e nem sempre é um administrador. O administrador pode apoiar-se totalmente na autoridade do seu cargo ou pode adotar um estilo de comportamento mais participativo que envolva decisão conjunta com seus subordinados. Em resumo, o administrador pode adotar um estilo autocrático e impositivo ou democrático e participativo para fazer com que as coisas sejam feitas pelas pessoas. Dois conceitos emergem dessa situação: O poder e a sua aceitação por parte dos liderados. Onde Segundo Idalberto Chiavenato no seu livro Administração nos novos tempos fez o seguinte comentário: A liderança é, de certa forma, um tipo de poder pessoal. Através da liderança uma pessoa influencia outras pessoas em função dos relacionamentos existentes. A influência é uma transação interpessoal na qual uma pessoa age no sentido de modificar ou provocar o comportamento de uma outra, de maneira intencional. Assim, sempre se encontra um líder aquele que influencia e os liderados aqueles que são influenciados. A influência é um conceito ligado ao conceito de poder e de autoridade?

O poder significa o potencial de influência de uma pessoa sobre ou outras, que pode ou não ser exercido. O poder em uma organização é a capacidade de afetar e controlar as ações e decisões das outras pessoas, mesmo quando elas possam resistir. A autoridade é o poder legítimo, ou seja, o poder que tem uma pessoa em virtude do papel ou posição que exerce em uma estrutura organizacional. É o poder legal e socialmente aceito. Uma pessoa que ocupa uma alta posição em uma organização tem poder pelo fato de que sua posição tem o que chamamos de poder de posição. O poder do presidente é maior do que o do gerente devido à sua autoridade formalmente atribuída pela sua posição hierárquica, e não devido a suas características pessoais que certamente o levaram até lá. A capacidade de influenciar, persuadir e motivar os liderados está muito ligada ao poder que se percebe no líder.

A importância de uma boa liderança não pode ser subestimado a uma empresa descapitalizada pode tomar dinheiro emprestado, uma em má localização pode ser mudada, assim como o produto final ou o processo produtivo. Mas uma empresa que tenha falta de liderança tem pouca oportunidade de sobreviver. Cumpre salientar que o líder é muito mais necessário nas situações instáveis, o líder é necessário para mudar lideres são agentes de mudança. O lideres influenciam as pessoas por meio do poder de que dispõem.

Segundo Max Weber (2003, p. 347.)

Poder é a capacidade de controlar indivíduos, eventos ou recursos, fazendo com que aconteça aquilo que a pessoa quer, a despeito de obstáculos ou oposições ou sendo a capacidade para influenciar decisões, pessoas e ou uso de recursos.

Um líder bem-sucedido usa eficazmente o poder para influenciar os demais, e é importante que ele entenda as fontes e os usos do poder para aprimorar o funcionamento da liderança. Os tipos de poder organizacional são: Poder Legítimo, Poder Premiador, Poder Coercitivo, Poder de Especialização, Poder Carismático, Poder de Referência e Poder de Informação.

Poder Coercitivo: É o poder baseado no temor e na coerção. O liberado percebe que o fracasso em atender às exigências do líder pode levá-lo a sofrer algum tipo de punição ou penalidade que ele quer evitar. O aspecto principal a ser lembrado em associação com esse tipo de poder gerencial é que a punição ou a ameaça de punição não promove o desempenho desejado do funcionário apenas desencoraja ações indesejadas, ela é uma poderosa ferramenta gerencial.Poder Legitimado: É o poder que decorre do cargo ocupado pelo líder no grupo ou na hierarquia organizacional. Em uma organização formal, o gerente tem mais poder do que o supervisor e o diretor têm mais poder do que o gerente. É a nivelação hierárquica que estabelece e legitima os escalões de autoridade dentro da organização.Poder de Referência: É o poder baseado na atuação e no apelo. O líder que é admirado por certos traços de personalidade possui poder referencial, é o poder conhecido popularmente como carisma. O carisma está sempre por trás das pessoas cujo desempenho vai muito além da sua competência não importa a profissão. O líder carismático possui características pessoais marcantes e certo magnetismo pessoal que influenciam fortemente as pessoas,.Poder Carismático: É o poder de um individuo de influenciar outro pela força do caráter, muitas vezes chamado de carisma pessoal. Um gerente pode ser admirado por um traço pessoal especifico e essa admiração cria a oportunidade para a influencia interpessoal que consiste em estabelecer valores e padrões e criar os meios para guiar os esforços coletivos na direção das metas.Poder Premiador: Também é inerente à estrutura organizacional pelo fato de os gerentes serem dotados de poder administrativo sobre uma série de recompensas. Uma vez que os funcionários subordinados desejam as recompensas, serão influenciados pela possibilidade de recebê-las como fruto de seu desempenho. A recompensa é uma forma de motivar o desempenho no trabalho e o autêntico. Poder de Especialização: Deriva da competência possuída pelo gerente esse poder decorre dos talentos, conhecimento, habilidades especiais do individuo, ou de sua experiência anterior essa forma de poder permite que uma pessoa relativamente jovem ou nova força de trabalho ganhe influência dentro da organização.Poder de Informação: São informações necessárias ao funcionamento da organização, a posse de informações pode não ter nenhuma relação com a posição organizacional ou poder atribuído a um individuo. Alguém que esteja por dentro possui poder genuíno assim sendo a secretaria de um gerente pode de fato estar em uma posição poderosa se tiver a confiança do gerente ou adquirir conhecimento sobre a empresa.

Quando a liderança funciona na base do poder de recompensas, do poder de coerção ou poder legitimado, ela se baseia exclusivamente no poder da posição que a organização confere ao líder. O desafio do administrador está em saber migrar decisivamente para o poder de competência e de referência a fim de exercer uma liderança baseada em seu poder pessoal. A liderança não pode ser confundida com direção e nem mesmo com gerência. Um bom administrador deve ser necessariamente um bom líder. Por outro lado, nem sempre um líder é um administrador, na verdade os líderes devem estar presentes no nível institucional, intermediário, e operacional das organizações. Liderança é um fenômeno tipicamente social que ocorre exclusivamente em grupos sociais e nas organizações exercida com uma influência interpessoal em uma dada situação e dirigida através do processo de comunicação humana para a consecução de um ou mais objetivos específicos.

Os estudos de White e Lippitt apud Aguiar (2005, p. 392) mostraram que os estilos de liderança autocrática, democrática, e laissez-faire são formas diferentes de exercer influência no grupo. A liderança autocrática não se fundamenta exclusivamente no controle do grupo pela força física ou ameaça de punição. O líder autocrático satisfaz as necessidades psicológicas dos membros dos grupos da mesma forma que o líder democrático. Ambos controlam psicologicamente o grupo. A grande diferença encontra-se na natureza das necessidades psicológicas satisfeitas. O líder autocrático explora e estimula a dependência mediante a satisfação dessas necessidades, enquanto o líder democrático desenvolve a autodeterminação a responsabilidade e a criatividade dos membros do grupo. Cattel apud Aguiar (2005, p. 393), ao analisar as conseqüências da liderança autocrática, mostra que ela gera necessidades que originalmente não se manifestavam no grupo e explora o medo, a insegurança e a frustração, bem como as necessidades inconscientes, primitiva e de regressão, tais como a dependência paterna, a identificação e a projeção do grupo a crescer. Cattel apud Aguiar (2005, 393) mostra a similaridade entre o líder autocrático e o chefe a obediência de seus subordinados às suas ordens. Krech e Crutchfied apud Aguiar (2005, p. 393) por seu lado, apontam como uma das características da liderança autocrática a manutenção da segregação dentro do grupo, a comunicação no grupo é mínima e só se faz por meio do líder, centralizado nele. O líder autocrático é o centro de toda atividade do grupo e sem ele o grupo não funciona.

A liderança democrática é a antítese da liderança autocrática. Krech, Crutchfied e Balachey apud Aguiar (2005, p. 393) indicam as seguintes características da liderança de democrática

Envolvimento e participação de cada membro nas atividades do grupo e na definição e objetivos;Distribuição da responsabilidade entre os membros do grupo. A concentração de responsabilidade é evitada;Incentivo aos contatos pessoais entre os membros do grupo e reforço das relações inter-grupais por meio da estrutura do grupo, o que a torna mais forte;Busca de redução das tensões e conflitos intra-grupais;Tentativa de evitar a predominância de privilégios e diferenças de status na estrutura hierárquica do grupo;

Gibb apud Aguiar (2005, p. 393) revela que ao estudar o padrão de papéis do líder democrático, acentua a diferença entre papéis do líder democrático e os exercidos pelo líder autocrático. Segundo ele, "o líder democrático cria condições para que as satisfações dentro do grupo sejam compartilhadas num clima de respeito mutuo entre o líder e os liderados". Por outro lado, ele tem a difícil tarefa de possibilitar aos membros do grupo a necessidade básica de todo humano, é de certo modo frustrada na vida grupal. O líder democrático deve, portanto, conciliar o interesse individual e o coletivo, proporcionando a cada membro do grupo a satisfação do individuo como individuo e, ao mesmo tempo, protegendo o grupo como grupo. A liderança como propriedade do grupo, ou liderança contingencial, mostra o dinamismo e a organicidade da organização, ao mesmo tempo em que oferece meios para que o líder identifique qual estilo de liderança é mais adequado nas diferentes situações grupais.

Fiedler apud Robbins (2005) desenvolveu um modelo contingencial de liderança eficaz a partir da idéia de que não existe um estilo único e melhor de liderança, que seja válido para toda e qualquer situação. Pelo contrário, os estilos eficazes de liderança são situacionais: cada situação requer um diferente estilo de liderança. O modelo contingencial se baseia em três fatores situacionais:

Poder de posição: Refere-se à influência inerente à posição ocupada pelo líder, isto é, ao volume de autoridade formal atribuído ao líder, independentemente de seu poder pessoal.Estrutura da tarefa: Refere-se ao grau de estruturação das tarefas, ou seja, ao grau em que o trabalho dos subordinados é rotineiro e programada em um extremo ou é vago e indefinível no outro extremo. A eficácia da liderança depende do grau em que a tarefa dos subordinados é rotineira ou variada. Algumas tarefas são fáceis de definir, desempenhar, medir e avaliar objetivamente, ou seja, se as tarefas são estruturadas ou não estruturadas.Relação entre líder e liderados: Refere-se ao relacionamento que existe entre líder e os membros do grupo. O relacionamento interpessoal pode envolver sentimentos de aceitação entre ambos, confiança e lealdade que os membros depositam no líder ou sentimento de desconfiança, de reprovação, falta de lealdade e de amizade entre ambos.

O passo seguinte de Fiedler apud Robbins (2005) é avaliar a situação em relação a essas três variáveis contingenciais. A relação entre líder e liderados é boa ou ruim o grau de estrutura da tarefa é alto ou baixo e o poder da posição é forte ou fraco. Segundo Fiedler, "quanto melhor a relação líder-liderado, mais alto o grau da estrutura da tarefa e mais forte o poder da posição, mais controle o líder tem". No geral, a revisão dos principais estudos que testaram a validade do modelo Fiedler chegou a uma conclusão positiva. Existem evidências consideráveis para apoiar pelo menos uma parte substancial do modelo. A teoria situacional de Hersey e Blanchard desenvolveu um modelo de liderança que vem conquistando seguidores entre diversos especialistas em desenvolvimento da administração. Esse modelo chamado de teoria da liderança situacional foi incorporado aos programas de treinamento de liderança de mais de 400 das 500 empresas listadas pela revista Fortune. Seus elementos básicos vêm sendo ensinados a mais de um milhão de executivos por ano nas mais variadas organizações, essa teoria contingencial que centra foco sobre os liderados. A liderança bem sucedida é alcançada pela escolha do estilo adequado, que Hersey e Blanchard argumentam ser contingente ao nível de prontidão dos liderados. A ênfase dos liderados no que se refere a eficácia da liderança, reflete a realidade de que são eles que aceitam, ou não, um líder. Independentemente do que o líder fizer, a eficácia dependerá das ações de seus liderados. Essa é uma dimensão importante que foi menosprezada ou pouco enfatizada na maioria das teorias sobre liderança. O termo Prontidão, conforme a definição de Hersey e Blanchard, refere-se a habilidade e à disposição demonstradas pelas pessoas para a realização de uma determinada tarefa.

A teoria da liderança situacional percebe a relação líder- liderados de maneira análoga aquela existente entre pais e filhos. Da mesma forma que os pais devem reduzir o controle sobre os filhos quando estes se tornam mais maduros e responsáveis, o mesmo deve ser feito pelo líder. Hersey e Blanchard identificam quatro comportamentos específicos de lideres do estilo mais diretivo ao mais laissez-faire. O comportamento mais eficaz depende da capacidade e da motivação dos liderados. De acordo com essa teoria, se os liderados foram incapazes ou estiverem desmotivados para executar uma tarefa, o líder precisará oferecer muita orientação para a tarefa para compensar a falta de habilidade dos liderados, além de muita orientação de relacionamento para conquistá-los. Se os liderados forem capazes mais estiverem desmotivados o líder precisará usar um estilo apoiador e participativo e finalmente, se os liderados forem capazes e estiverem motivados, o líder não precisará fazer muita coisa. Esse líder apoiador é o líder que se preocupa com os assuntos, bem- estar e necessidades das pessoas. O Comportamento do líder é aberto e o líder cria um clima de equipe e trata os subordinados como iguais, ou seja o participativo é apenas o líder que consulta os subordinados a respeito de decisões, o líder que pergunta sobre opiniões e sugestões, encoraja a participação na tomada de decisões e faz freqüente reuniões com os subordinados em seus locais de trabalho. Essas lideranças podem ser praticado pelo mesmo líder, em varias situações, conforme o resultado da pesquisa, essas descobertas são contrarias às idéias de Fiedler referentes à dificuldade de mudança e estilo.


5 CONCLUSÃO


A liderança está presente em nossa vida desde muitos anos. Ela nos proporciona autoridade, autodeterminação, criatividade, comunicação em grupo. O bom líder tem que ser um bom administrador, gerando uma boa autoridade que ele tem em grupo lhe demonstra uma liderança, proporcionando um clima de equipe onde os subordinados são encorajados a participar das decisões em seus locais de trabalho. Os elementos básicos da liderança vêm sendo ensinados a mais de um milhão de executivos por ano nas mais variadas organizações, ajudando empresas a se erguerem de formar eficiente e eficaz tornando a liderança uma ferramenta importante para as organizações.

A liderança é como uma propriedade do grupo, ao mesmo tempo oferece meios para que os líder identifique qual estilo de liderança é mais adequado nas situações grupais. Não existe um estilo único e melhor de liderança, que seja válido para qualquer situação. Pelo contrário, os estilos eficazes de liderança são situacionais a cada situação requer um diferente estilo de liderança.

Com o passar do tempo, começa-se a perceber que o seguidor não é tão passivo à ação do líder como até então se pensava. Dentro de uma nova maneira de procurar entender o vínculo entre o líder e seu seguidor, passa-se a procurar estudar como ocorre o processo de interação que envolve, sobretudo, trocas sociais. O líder é então visto como alguém que pode trazer benefícios não somente para o grupo em geral, mas também para cada membro desse grupo em particular. É ele a quem cabe fazer nascer desse intercâmbio o valor que seus seguidores lhe atribuem. Quando cada membro de um grupo percebe seu líder de maneira positiva, haverá uma tendência natural em devolver ao líder seu reconhecimento e aceitação como forma de lhe conferir a autoridade da qual necessita para desempenhar seu papel de dirigir pessoas.


REFERÊNCIAS:

AGUIAR, Maria Aparecida Ferreira de Psicologia aplicada à administração: Uma Abordagem Multidisciplinar. São Paulo: Saraiva, 2005.

CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 2. Ed. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

MONTANA, Patrick J. Administração - 2. Ed.- São Paulo: Saraiva, 2003.

ROBBINS, Stephen P. Comportamento Organizacional. 11.ed.- São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.

SANTOS, José Wilson dos; BARROSO, Rusel Marcos Batista. Manual de Produções Acadêmicas. Aracaju: Gráfica e Editora J. Andrade, 2005.

CHIAVENATO, Idalberto. Principios da Administração. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

Avalie este artigo:
(0)

Curta o Administradores.com no Facebook
Acompanhe o Administradores no Twitter
Receba Grátis a Newsletter do Administradores

As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
Tags: Liderança; Tipos de liderança; Gestão Organizacional