O Brasil pode dar certo?

Nosso país tem jeito? O que esperar dele?

Pode parecer arriscado tocar em um tema tão sensível como esse logo após um jogo entre Brasil e Sérvia, onde o Brasil conseguiu não só a vitória, mas também a classificação. Estamos todos nas ruas, torcendo e festejando a vitória da seleção canarinho, mas o que temos de palpável não é muito animador.

Hoje, logo após o jogo, um vizinho amigo do meu filho mais velho me perguntou: e aí? A seleção ganhou aqui também? Eu respondi que sim, e que estava feliz pela vitória. Tomara que continue assim, né? A resposta dele me surpreendeu: pois eu não gostei muito não. Está sendo ruim para a minha empresa.

Caiu a ficha: quem produz está sendo obrigado a parar. E máquina e pessoas paradas não rendem. Não produzem e as contas não param. Não temos desconto de IPTU, ISSQN, COFINS, dentre outros tributos que, ora, vejam só, não demonstram patriotismo nenhum. Continuam batendo à porta das empresas que, tendo menos produção, nem por isso pagam menos.

Por outro lado, vemos as pesquisa eleitorais mostrando réus da Lava-jato como candidatos preferidos para as próximas eleições: Dilma Rousseff, Renan Calheiros, Gleisi Hoffman, dentre outros. O que esperar de um país desses?

Ainda no dia de hoje, vi a Alemanha perder para a Coréia do Sul. O mais incrível: celebramos mais a derrota da Alemanha do que a vitória do Brasil. Como pode isso? Celebramos mais a derrota de um oponente do que a vitória do nosso país? A vingança é um prato que se come frio?

Não tenho do que me orgulhar. Enquanto no congresso nacional nossos representantes engendram uma CPI para a Lava-jato, enquanto no STF nossos guardiões da justiça soltam condenados em segunda instância, contrariando até mesmo o que a corte decidiu como sendo correto, estamos a festejar a derrota de uma seleção por vingança, a vitória da nossa seleção e ficamos parados, como se esperássemos cair do céu, como o maná, o nosso sustento para pagarmos as contas que não tem escrúpulos e nem adiam o vencimento. Realmente, continuamos andando para trás.

Ricardo Rabelo Mota

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Tags: jogo, copa, seleção, eleição, justiça, empresa