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O poder da imagem nos negócios

Conteúdo sobre significados, representações e percepções das imagens em nossas vidas e reflexos na criação de marcas e comportamento de consumo.

A criação de símbolos e significados é um comportamento natural ao ser humano desde sua origem civilizada e sempre estará presente em sua informação genética, independente da era tecnológica em que estivermos, assim como a competitividade, a busca por novidade, harmonia e diferenciação.

Uma das representações imagéticas mais antigas na história humana são as pinturas rupestres, desenhos em cavernas de milhares de anos utilizadas para registrar crenças, valores ou regras da civilização da era paleolítica. Desde então, as civilizações vêm aperfeiçoando e multiplicando suas formas de representação como em normas de conduta, arte, indústria e comércio.

Podemos citar normas como a organização das civilizações, contagem do tempo, leis, sinalizações, ou modelos de vestimenta, assim como representações funcionais e estéticas nos esportes, arte e comércio, formando uma rede de significados presentes em todas as ações de nosso dia a dia.

 

Grandes mudanças comportamentais!

A transformação do consumo pela revolução industrial e design

Como reflexo da segunda revolução industrial e de movimentos artísticos que aliaram arte e função aos produtos industriais no início do século XX, iniciou-se um caminho crescente para a transformação na forma de consumo de produtos, serviços e informação, agora com o design direcionando projetos de móveis, objetos de decoração, construções e bens de consumo.

Após a metade do século, o comércio passou do modelo de mercearia para o contato direto dos produtos com os consumidores em prateleiras, iniciando uma era de experiência de consumo onde as empresas tiveram que transformar a forma de apresentação de suas marcas e produtos para atender este novo comportamento, investindo não só em qualidade, mas também em design e marketing.

Hoje a integração digital fez com que as oportunidades para capacitação, criação de negócios e concorrência aumentassem, com os consumidores cada vez mais informados, exigentes e seletivos, com possibilidades de mudar de ideia em um clique caso não tenham uma experiência positiva a marca, como falta de identificação, entendimento, qualidade, atendimento ou assistência.

 

Uma imagem vale mais que mil palavras!

Um mundo de percepção e relação

A imagem é fundamental para percebermos e relacionarmos ações em nosso dia a dia, tanto nos negócios como em qualquer representação com a qual nos identificamos. Essa identificação depende de aspectos químicos, comportamentais e tecnológicos em constante transformação, que fazem com que nos aproximemos ou afastemos de algo.

Estudo realizado pelo Laboratório de Neurociência Cognitiva da Universidade de Georgetown revela que o cérebro interpreta e processa melhor informações visuais do que textuais, inclusive entendendo palavras como imagens. Por isso, pensar na demonstração de sua imagem é essencial para transmitir sua mensagem de maneira efetiva, fazendo com que os consumidores entendam e realizem ações pretendidas.

À medida que crescemos, nosso cérebro capta mais complexidade de informação e cores, que somados à evolução tecnológica influenciam diretamente nosso comportamento de consumo, fazendo com que a imagem de qualquer negócio tenha que se adaptar às novas características do mercado para que não seja percebida como ultrapassada e não tenha dificuldade na interação com os consumidores.

 

Mas enfim, o que uma imagem representa?

Uma das imagens mais conhecidas no mundo é a Suástica, marca associada pela maioria da população ao nazismo, que representa ações e uma época de horrores sofridos pela humanidade, que ficou marcada com esse significado, mesmo tendo sido representada anteriormente como símbolo de sabedoria e ciclo de vida no Hinduísmo.

Na arte, componente essencial da cultura em todas as eras e civilizações, os monumentos do Egito são referências históricas de beleza e poder, a Mona Lisa representa uma composição artística de contemplação à beleza e harmonia, assim como tantos outros exemplos na dança, teatro, cinema e música.

A imagem às vezes é percebida de forma fantasiosa, como o fanatismo por ídolos como John Lennon dos Beatles, que levou à sua morte por um fã, ou como a princesa Diana, que morreu pela incessante perseguição de carro por jornalistas. Também percebemos exageros e, promoções esportivas como a contratação do Neymar por valores inimagináveis no esporte, ou ainda celebridades que ditam opiniões em diversas áreas, criadas da noite para o dia devido ao crescente acesso às mídias digitais.

A representação por formas singulares sempre foi utilizado na história da humanidade para identificar ideologias, famílias, religiões ou nações, e com o passar dos tempos, continuaram sendo a interface estre um grupo e seus seguidores, como os símbolos esportivos. Hoje também temos representações de sentimentos cotidianos por memes e gifs animados, que destacam e geram mais identificação com a mensagem.

Nós mesmos somos uma imagem que representa nossas experiências e crenças, interpretada pela maneira em que nos vestimos e nos comportamos, assim como os negócios transmitem mensagens de acordo com sua aparência, qualidade e atendimento, criadas de acordo com o público desejado e interpretadas de acordo com a vivência de cada indivíduo e da cultura em que ele está inserido.

 

E as marcas?

"Sua marca é o que as pessoas dizem sobre você quando você não está na sala" Jeff Bezos, fundador, presidente e CEO da Amazon

Toda essa cultura da imagem constrói significados que direcionam o comportamento, como a simbologia da conquista esportiva por meio de troféus, ou mesmo representações como a formatura, o casamento, a indústria da beleza, do entretenimento e como percebemos o mercado, assim como as marcas representam uma essência, conduta, linguagem e qualidade de um negócio.

Com a percepção da importância da imagem em nossas vidas, a conscientização sobre sua importância cognitiva no comportamento de consumo, junto à integração tecnológica e crescimento de concorrência qualificada, podemos afirmar que os negócios que não adaptarem sua apresentação ao mercado e seus consumidores, estão destinados ao fracasso, sejam eles pequenos, médios ou grandes.

A marca é o início de toda essa transformação e materializa a essência do negócio, facilitando processos de comunicação e relacionamento com consumidores. Ela representa a interação do conteúdo de um negócio com o mercado, colaboradores internos e externos, criando conexões emocionais e valores aos consumidores, indo além das qualidades técnicas de produtos ou serviços.

 

"A forma é a configuração visível do conteúdo” Ben Shahn, um dos artistas plásticos mais importantes do século XX

 

A forma é o primeiro impacto da marca percebido pelo mercado, sendo a configuração visível do conteúdo, segundo Ben Shahn, um dos artistas plásticos mais importantes do século XX. Essa percepção, somado às mídias impressas e digitais, determina a continuidade ou não do relacionamento dos consumidores com o conteúdo do negócio, podendo potencializar ou arruinar ótimos produtos e serviços.

Uma marca de sucesso é constituída por uma forma pregnante, de fácil memorização e entendimento, representando atributos tangíveis como seu desenho e aplicações, e intangíveis como identificação com seus valores e atuação. Sua forma, denominado de logotipo, deve possuir padrões estéticos adaptados ao seu tempo para possibilitar aplicações que facilitem a percepção de seu conteúdo.

A criação de uma identidade visual gera identificação do consumidor com serviços ou produtos, por meio da criação do logotipo, processos de comunicação e apresentação ao mercado. Essa identidade da marca reflete na percepção de confiança junto aos consumidores e credibilidade junto ao mercado, pela criação dessa linguagem organizada de comunicação para todas as ações da empresa. 

A representação de uma forma pode ser um simples traço como o da Nike, com tantos significados e valores que já não utilizam o nome em muitas divulgações. Percebemos essa pregnância em nossa memória quando uma marca traz consigo valores funcionais, estéticos e conceituais aperfeiçoados ao longo dos anos de adaptação ao comportamento e exigências de consumo.

Por exemplo, quando ouvimos crianças aprendendo a falar Coca como sinônimo de refrigerante, ou quando atravessamos a cidade para tomar um café no Starbucks, por lembrar a gostosa experiência e atendimento que a marca representa. Também quando temos vontade de ir ao McDonald's mesmo que o lanche do seu bairro seja muito mais saboroso, ou mesmo quando desejamos um lançamento da Apple pela sensação de status ou pertencimento a um grupo.

Uma marca transcende seu produto, quando uma empresa reconhecida mundialmente na venda de motocicletas, a Harley-Davidson, entra em processo de falência na década de 1980. Em mobilização conjunta com comunidades de fãs apaixonados pelo estilo de vida incorporado pela empresa, consegue se reerguer e compreender que o segredo está na conexão emocional com os consumidores.

 

Mas por onde começar?

Primeiro, conheça bem seu negócio e seu público

De maneira simplificada, vimos até agora uma transformação comportamental de milhares de anos na forma que representamos e geramos significados em nossa comunicação, com a imagem presente em todos os momentos como característica imutável do ser humano, independente do tempo ou tecnologia, sempre em transformação para a novidade, harmonia e diferenciação.

Considerando a marca de um negócio como uma imagem que representa seus valores visíveis e comportamentais, o primeiro passo para construir uma marca de sucesso é o conhecimento completo do negócio e seu público, seguido de uma forma gráfica que represente seus valores e seja aplicável em qualquer mídia - o logotipo.

De nada adianta uma forma atraente sem um conteúdo que sustente a relação comercial com seu público. O sucesso de sua atuação dependerá da combinação de uma marca representativa com conhecimento do mercado, processos eficazes de trabalho, comunicação integrada e relacionamento próximo com consumidores, sendo essa gestão da imagem, processo e venda - o branding.

Construa uma imagem que transmita significados alinhados aos desejos do seu público, que gere vínculos emocionais e relações comerciais que farão deles, clientes fieis do seu negócio e porta-vozes da sua marca. Segundo o empresário multimilionário, investidor e filantropo Berkshire Hathaway, "são necessários anos para construir uma reputação e minutos para arruiná-la", então, faça tudo profissionalmente.

 

"Pode-se dizer que as marcas nesse novo contexto histórico são a base para estratégias de sobrevivência das empresas. Estratégias de marca permitem preservar a identidade, mesmo com administradores de perfis diferentes, ajudando, por exemplo, a profissionalizar empresas familiares, por meio de ações de médio e longo prazo” Álvaro Guillermo / SEBRAE

 

Qual a imagem do seu negócio?

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Tags: branding consumo design imagem logotipo marca marketing mercado negócios

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