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O que “determina” a ação dos seres humanos é a lei ou a forma de habitar (ética)?

Rogério Marcos,
O que “determina” a ação dos seres humanos é a lei ou a forma de habitar (ética)?



As duas coisas, uma vez que não há como pensar a ética sem a moral ou vice versa, pois sendo a moral o conjunto de normas que regulamenta o comportamento humano adquiridos pela educação, tradição e costume, cria-se desde então um paradigma no cérebro das pessoas, pois no princípio da criação de determinada norma e/ou lei, aquela geração que assiste sua criação sabe como era o antes e o depois, entretanto a informação de como era antes vai se apagando com o tempo rapidamente e as demais gerações simplesmente agem não mais por imposição de lei e sim pelo costume e tradição uma vez consolidado aquele paradigma nas mentes humanas.
A forma de habitar (ética) não pode ser confundida com lei, embora com certa freqüência a lei baseia-se em princípios éticos, desta forma nenhum indivíduo pode sofrer qualquer sanção pelo Estado ou outro indivíduo por desobedecer a “normas” éticas ou ser compelido a cumpri-las, pois o seu papel é repensar a moral, a nossa forma de habitar e interferir nela, haja vista que a moral estabelecida é incapaz de resolver problemas sociais, como trabalho infantil, prostituição infantil e outras mazelas imorais toleradas pelo ser humano.
É lógico que não são muitos os que querem se expor negativamente na sociedade mostrando a verdade “nua e crua”, desse modo o preço do constrangimento se torna mais caro os forçando a fazer “vista grossa” como a maioria; estabelecendo assim a hipocrisia generalizada na sociedade.
Sendo assim a ação dos seres humanos é determinada pela ética e pela moral que em alguns aspectos se confundem apesar de distintas, entretanto é da forma de habitar que se constrói a moral, e é da ética que repensa a moral tornando um mundo melhor habitável.
Por isso se faz necessário o debate para discutir nossa forma de habitar e as leis dentro dos contextos éticos filosóficos sobre a moral para chegarmos a um denominador comum na nossa discussão para melhorarmos a nossa forma de habitar universalmente, onde todos sejam beneficiados e não como atualmente, alguns poucos beneficiados em detrimento de muitos, fator esse que determina as ações desta maioria a se conformarem com a “perfeita” ordem impostas pelos poucos beneficiados.

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