O que esperar como efetiva entrega do novo governo?

Após os brasileiros irem às urnas para decidir quem seria o novo presidente do Brasil, já é possível fazer uma previsão do que o empresariado deve esperar para os próximos quatro anos.

No último dia 28 de outubro, os brasileiros foram pela segunda vez às urnas para decidirem quem governará o Brasil nos próximos quatro anos. Depois de um período repleto de dúvidas – devido às grandes diferenças entre os candidatos –, com a escolha por Jair Bolsonaro (PSL), algumas delas começam a se dissipar e já é possível traçar um possível panorama para a economia a partir de 2019.

Nesta nova etapa, o desenvolvimento econômico e social do País é peça chave para garantir um período produtivo para a população e aumentar também as perspectivas do empresariado.

O novo presidente deve, então, seguir uma das propostas mais fortes de sua campanha com relação à Economia: a aprovação de imprescindíveis reformas estruturais estacionadas nos últimos anos. No entanto, ainda é preciso que a agenda econômica planejada por Bolsonaro fique mais clara, pois, enquanto isso não acontecer, a confiança dos investidores levará mais tempo para crescer.

Com a certeza da aprovação das reformas, não só a segurança destes investidores aumenta, como também a geração de empregos – o que garantiria maior poder de consumo e a saída da estagnação econômica na qual o Brasil se encontra atualmente.
Recentes máculas ampliam dúvidas e impõem certa cautela ao empresariado brasileiro que, atento, acompanha a efetiva entrega dos compromissos de campanha.

O que esperar quando no apagar das luzes e no curso da transição, o atual governo delibera alterações que maculam parte das expectativas pactuadas com a sociedade durante o processo eleitoral, como:

- O aumento desproporcional concedido ao Judiciário e seus potenciais desdobramentos nas contas públicas.

- Aumento da carga tributária das empresas, pois, sem alterar alíquota, o governo traveste o aumento da carga tributária das empresas com o cerceamento da compensação de prejuízos auferidos em exercícios anteriores na base de cálculo para IR e CSLL, perpetuando assim mais uma vez, a vocação do governo de sangrar a parcela produtiva da sociedade.

Muitas são as expectativas sinalizadas pelo Novo Governo especialmente aquelas advindas das reformas estruturais, que tem relevante parte de seu sucesso condicionado, entre outros, ao restabelecimento da confiança e apoio da sociedade em geral, especialmente do sofrido empreendedor brasileiro. A reconquista se dará pela transparência, austeridade e disciplina.

Este é o momento para que os empresários empreendedores utilizem sua veia inovadora para buscarem a transformação de seus negócios que, somados ao cumprimento da agenda proposta pelo novo governo, surfarão neste novo e virtuoso ciclo de expansão e crescimento socioeconômico.

Agora, é preciso focar em um planejamento que garanta um futuro promissor para as organizações.

Portanto, ao empresariado, sugiro que se mantenham construtivamente críticos ao governo e mais do que nunca atentos às oportunidades empresariais desta nova fase – sem nunca perder o controle – analisem as melhores estratégias a serem adotadas e, sempre, sejam líderes presentes.

Sem partidarismo político, torcendo e apostando na retomada, com a crença realista e atitude positiva, devemos, como empreendedores, oferecer nossa contribuição e assim usufruir como cidadão brasileiro das conquistas sociais da nova fase que se inicia.

Sucesso, Brasil!

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