Obra - A Arte da Guerra de Sun-tzu

A ARTE DA GUERRA O livro A Arte da Guerra se baseia nos princípios de Sun Tzu que foi um general chinês que viveu no século IV AC e que no comando do exército real de Wu acumulou inúmeras vitórias, derrotando exércitos inimigos e capturando seus comandantes. Foi um conhecedor das manobras militares. Uma das histórias mais repetidas sobre Sun Tzu descreve o modo pelo qual ele empregava as "concubinas" para demonstrar, no palácio, ao rei, exemplos de manobras de combate e deslocamentos de tropas. Sun Tzu disse: a guerra é de vital importância para o Estado; é o domínio da vida ou da morte, o caminho para a sobrevivência ou a perda do Império: é preciso manejá-la bem. Não refletir seriamente sobre tudo o que lhe concerne é dar prova de uma culpável indiferença no diz respeito à conservação ou à perda do que nos é mais querido; e isso não deve ocorrer entre nós. Há que valorá-la em termos de cinco fatores fundamentais, e fazer comparações entre diversas condições dos contendores, com vistas a determinar o resultado da guerra. O primeiro desses fatores é a doutrina; o segundo, o tempo, o terceiro, o terreno, o quarto, o mando e o quinto, a disciplina. A doutrina significa aquilo que faz com que o povo esteja em harmonia com seu governante, de modo que o siga onde esse for, sem temer por suas vidas, nem de correr qualquer perigo. O tempo significa o Ying e o Yang, a noite e o dia, o frio e o calor, dias ensolarados ou chuvosos e a mudança das estações. O terreno implica as distâncias, e faz referência onde é fácil ou difícil deslocar-se, se é em campo aberto ou lugares estreitos, e isto influencia as possibilidades de sobrevivência. O mando há de ter como qualidades: sabedoria, sinceridade, benevolência, coragem e disciplina. Por último, a disciplina há de ser compreendida como a organização do exército, as graduações e classes entre os oficiais, a regulação das rotas de mantimentos, e a provisão de material militar ao exército. Estes cinco fatores fundamentais hão de ser conhecidos por cada general. Aquele que os domina, vence; aquele que não, sai derrotado. "Podemos afirmar que a Arte da Guerra é governada por cinco fatores, que são: a Lei Moral; o Céu; a Terra; o chefe; o método e a disciplina". Trazendo os ensinamentos de Sun Tzu para o nosso meio, podemos dizer que, a arte da Administração é de suma importância para a sobrevivência da Empresa e que é guiada por cinco fatores: A Lei Moral; o Céu; a Terra; o Chefe; o Método e a disciplina. A Lei Moral: é ganhar da equipe confiança e admiração, através de atitudes pessoais corretas. É passar para a equipe de forma clara, os objetivos a serem alcançados, o que, como e porque. O Céu: significa as mudanças que estão sujeitas. A Terra: o caminho a ser percorrido, a escolha correta, a tomada de decisão. O Chefe: significa o líder da equipe com todas as suas qualidades e capacitações. O Método e disciplina: divisão hierárquica por onde será colocada em prática todas as fases da estratégia. Estes fatores devem ser familiares a cada General, quem os conhecer será vencedor. Podemos comparar o primeiro, o fator político a algum fator dentro de uma empresa, que é a razão da existência da empresa, seu propósito, se um funcionário trabalha bem, podemos sempre contar com ele. A missão corporativa inclui a missão, que possibilita que seus administradores e funcionários sigam um caminho que levará ao sucesso da empresa, concentrando esforços em um único foco, o tempo, pode ser compreendida como os fatores de ambiente externo à empresa (consumidores, concorrentes, depto. comercial, fornecedores). O terreno, pode ser comparado ao mercado de atuação da empresa. Se a empresa decide desenvolver um produto, é fundamental que ela estude a concorrência, (Pois quem conhece o inimigo, pode se sair bem.) o consumidor, o ponto de venda, não esperando que o mercado se adeque ao produto, é necessário desenvolver um produto que satisfaça as necessidades e desejos do consumidor. O chefe, que pode ser comparado ao administrador da empresa (o comandante), com visões estratégicas e bem planejadas com papéis de liderança na definição da missão da empresa; na análise competitiva e nas situações específicas dos negócios; no desenvolvimento de projetos, metas e estratégias; na definição de produto, mercado, distribuição e dos planos de qualidade para implementar as estratégias da empresa. A doutrina, estabelecimento de Unidades Estratégicas de Negócios pode muito bem ilustrar essa citação de Sun Tzu, pois se as empresas administram vários negócios, nada mais prático é eficiente do que criar divisões de trabalho (Ex.: Departamentos). Cada uma com sua própria estratégia, planos e responsabilidades e objetivos, que facilitarão a identificação de ameaças e oportunidades dos produtos e serviços. Quando planejamos fazer mudanças mais radicais, em uma empresa com intuito de melhorias, devemos se possível implantar projetos-piloto para correções e verificar das novas idéias. Tudo que é administrado com planejamento e acompanhamento terá grandes chances de se chamar arte. Acredito que A Arte da Guerra mostra com grande clareza como tomar a iniciativa e combater o inimigo : qualquer inimigo." - A arte da guerra mostra como o administrador pode lançar seu produto no mercado, sabendo como criar estratégias para competir com a concorrência. Se um administrador, Visa um plano que não obtém resultado, ocorrerá um desequilíbrio dentro da empresa. Quando um administrador. for fazer um plano para tirar a concorrência de seus negócios, é necessário que se conheça bem o adversário e esteja preparado para qualquer falha, pois caso contrario correrá o risco de ser uma ex-empresa. Quando começar-mos a concorrer, precisamos estar preparados para que nosso ataque de certo. Existem épocas certas para entrar com uma concorrência, saber ao certo o que o concorrente tem para se defender e ter um produto melhor para ele. Esses ensaios já mais foram superados em precisão e conduta em épocas de guerra. Eles contém os princípios que ainda hoje influenciam os generais chineses :sabe-se que Mao Tse Tung recorreu a Sun Tzu quando estava em dúvida sobre seu programa de ação militar assim como seu conselheiro de muito tempo Marechal Chu Teh:é uma das obras mais estudadas e interpretadas em todo mundo, nela observa-se cuidadosamente detalhes para administrar uma guerra afinal ;como já dizia Sun Tzu, dirigir muitos é o mesmo que dirigir poucos, trata-se de uma gestão de organização; um homem é uma umidade, dois são um esquadrão; dois esquadrões formam uma seção; cinco seções, um dois batalhões, um regumento; duas companhias, um batalhão ;dois batalhões, um regimento;dois regimentos, um grupo, dois grupos, uma brigada; duas brigadas,um exército.Cada um deles subordina-se ao superior e controla o inferior e são adequadamente treinados.Assim, pode-se comandar uma hoste de um milhão de homens como se fossem uns poucos e controlar muitos é o mesmo que controlar poucos trata-se de uma questão de formação e sinalizações. A Arte da Guerra significa a arte de administrar bem pensando nos prós e contras, finalidadese dificuldades, planejamentos e atitudes , tudo que se é estudado e analisado terá maiores possibilidades de funcionar melhor assim como no contexto de uma empresa para atingir suas metas necessita de avaliações, critérios e objetivos definidos, conhecer a empresa e seus concorrentes. Quando nos empenhamos numa guerra verdadeira, se a vitória custa a chegar, as armas dos soldados tornam-se pesadas e o entusiasmo deles enfraquece. Não devemos estipular metas à longo prazo sem que haja a avaliação e a recompensa de forma periódica, ou seja, o objetivo é de longo prazo, porém, os resultados positivos devem ser divulgados e comemorados em prazos menores, a fim de mostrar a toda a equipe que os objetivos estão sendo alcançados e para que o entusiasmo não se perca pelo caminho. Uma vez declarada a guerra, não perderá um tempo precioso esperando reforços, nem voltará com seu exército à procura de suprimentos frescos, mas atravessará a fronteira inimiga sem demora. O valor do tempo – isto é, estar ligeiramente adiante do adversário – vale mais que a superioridade numérica ou os cálculos mais perfeitos com relação ao abastecimento. "Traga material bélico, mas tome as provisões do inimigo". Não estamos sozinhos no mercado, ele é altamente competitivo, e estar à frente da concorrência é estar na liderança do mercado. "Para que percebam a vantagem de derrotar o adversário, devem também ser recompensados. Assim, quando se captura bens do inimigo, esses devem ser usados como prêmios, de forma que todos os soldados tenham um forte desejo de lutar, cada um por sua conta". Quando ganhamos mercado sobre os concorrentes, deve-se levar ao conhecimento de toda a equipe, como também dividir os lucros provenientes dessa conquista, isto trará ânimo novo à equipe e forças para seguir caminho. Lutar e vencer em todas as batalhas não é a glória suprema; a glória suprema consiste em quebrar a resistência do inimigo sem lutar. O general é o sustentáculo do Estado: se o sustentáculo for forte em todos os aspectos, o Estado será forte; se está defeituoso, o Estado será fraco. O essencial é que nos conheçamos e conheçamos a concorrência, os pontos fortes e fracos, sem que nos sujeitemos a riscos, para que a estratégia seja traçada em alicerces firmes, onde o administrador é o general e o Estado a empresa, onde dependendo de sua preparação levará ao sucesso ou ao fracasso. "... se um general ignorar o princípio da adaptação, não deve ser colocado numa posição de autoridade. Um hábil empregador de homens usará o prudente, o bravo, o cobiçoso e o burro. Pois o prudente terá prazer em aplicar seu mérito, o bravo sua coragem em ação, o cobiçoso é rápido em tirar vantagens e o burro não teme a morte". O administrador deve estar ciente do poder de adaptação que as pessoas possuem, como também, saber aproveitar cada elemento com o seu talento que difere de um para o outro, sabendo encaixá-lo para desenvolver atividades conforme sua aptidão. A garantia contra a derrota implica táticas defensivas; a capacidade de derrotar o inimigo significa tomar a ofensiva. Manter-se na defensiva indica força insuficiente; atacar, uma superabundância de força. A melhor tática a ser aplicada é a tática da ofensiva. Ser ofensivo é colocar-se em uma posição que torna a derrota impossível, sem perder a oportunidade de acabar com a força de qualquer reação do concorrente. Na batalha, porém, não há mais de dois métodos de ataque: o direto e o indireto, todavia, a combinação dá ensejo a uma infindável série de manobras. Aprendemos aqui que, com a combinação dos poucos recursos que temos, podemos tirar o máximo de proveito. O guerreiro inteligente procura o efeito da energia combinada. Leva em conta o talento de cada um e utiliza cada homem de acordo com sua capacidade. Não exige perfeição dos sem talento. É saber canalizar a energia de cada indivíduo conforme suas capacitações, ou até mesmo, mesclar conhecimentos sem excluir aqueles que não contém conhecimentos, pois a troca de informações e conhecimentos os tornará aptos. Descobrindo as disposições do inimigo e nos escondendo, podemos conservar nossas forças concentradas, enquanto as dele podem ser divididas. O local onde pretendemos lutar não deve ser revelado, pois assim o inimigo terá de se preparar contra um possível ataque em vários pontos diferentes. Devemos conhecer todos os pontos fortes e fracos da concorrência, nunca revelando qual será a nossa estratégia de ataque, desta forma, saberemos onde dispor de maior força como também enfraqueceremos os nossos concorrentes pelo fato de terem que separar suas forças por medo de uma investida repentina. Sem harmonia no Estado, nenhuma expedição militar pode ser garantida. Ao reunir um exército e concentrar suas forças, deve misturar e harmonizar seus diversos elementos antes de instalar seu acampamento. A harmonia entre as equipes e a coalizão administrativa é fato imprescindível para por em prática qualquer estratégia. Não podemos participar de alianças até estarmos a par dos objetivos dos nossos vizinhos. Pondere e delibere antes de fazer um movimento. Vencerá quem tiver aprendido o artifício do desvio. Essa é a arte de manobrar. Não compor sociedade sem antes conhecer os reais objetivos dos interessados. Toda e qualquer decisão deverá estar embasada em fatores reais que foram profundamente analisados, sem tornar-se moroso, procurando racionalizar e tornando todo processo eficaz. "Ora, o espírito de um soldado é agudíssimo pela manhã; ao meio dia começa a enfraquecer e ao anoitecer sua mente está apenas voltada para o retorno ao acampamento. Um general esperto evita um exército quando de espírito agudo, mas ataca-o quando moroso e inclinado a retornar. Disciplinado e calmo, o general espera a chegada da confusão e do rebuliço entre o inimigo". O administrador deve ter o autodomínio, não deixando-se levar por precipitações e aguardando o melhor momento para por em prática o seu plano de ação. Quando em região difícil, não acampe. Em regiões onde cruzam-se boas estradas, una-se aos seus aliados. Não se demore em posições perigosamente isoladas. Em situação de cerco, deve recorrer a estratagemas. Numa posição desesperada, deve lutar. Há estradas que não devem ser percorridas e cidades que não devem ser sitiadas". "Nos planos de um chefe inteligente, as considerações sobre vantagens e desvantagens devem estar harmonizadas. Estar sempre aberto as mudanças, acompanhar as mudanças de mercado, analisar, repensar, reavaliar, abrir mão de algumas vantagens e encarar certas desvantagens como parte de um processo, isso significa capacidade de flexibilidade. A visão de homens sussurrando em grupinhos ou falando baixo revela inimizade entre superiores e inferiores São fatos reais que acontecem no nosso dia-a-dia e que devem ser tratados com habilidade. É sinal também de conflitos de interesses e desunião do grupo, que pode ocasionar o não atingimento dos objetivos. Se os soldados forem punidos antes de se afeiçoarem ao chefe, não demonstrarão que são submissos e, a menos que se submetam, serão praticamente inúteis. Portanto os soldados devem ser tratados em primeiro lugar com humanidade, porém, mantidos sob controle, mediante uma rígida disciplina. Se ao treinar soldados, as ordens forem diariamente reforçadas, o exército será bem disciplinado; do contrário, sua indisciplina será nefasta. O administrador deve manter harmonia entre o grupo, tratando cada elemento com o devido respeito, sabendo que pessoas têm sentimentos e se comportam conforme o estímulo que lhe é imposto, não deixando de lado a disciplina que deverá ser moldada de forma cuidadosa durante todos os dias. Quando os soldados rasos são muitos fortes e seus oficiais muito fracos, o resultado é a insubordinação. Quando os oficiais são muito fortes e os soldados rasos muito fracos, o resultado é o colapso. Quando o general é fraco e sem autoridade, quando suas ordens não são claras e compreensíveis, quando não há obrigações determinadas para os oficiais e os soldados e as fileiras são formadas de forma desleixada e a esmo, o resultado é desorganização absoluta. Nota-se a necessidade do equilíbrio entre todos os níveis hierárquicos, resultantes da capacitação pessoal de cada indivíduo dentro da sua linha de ação. Tão importante também é a organização, com funções bem definidas e tarefas a serem executadas distribuídas de forma clara, transparente e inteligível. Trate seus soldados como seus filhos e eles o seguirão aos vales mais profundos; trate-os como filhos queridos e o defenderão com o próprio corpo até a morte". Se, porém, você for indulgente, mas incapaz de fazer valer sua autoridade; bondoso, porém incapaz de fazer cumprir suas ordens; incapaz, além disso, de dominar a desordem, então seus soldados ficarão iguais a crianças estragadas; ficarão inúteis para o que for. Seja humano e preocupe-se com seus colaboradores como se fossem seus filhos, mais não faça igual a determinados pais que são complacentes com seus filhos e preferem ficar acomodados em um lugar de conforto ao invés de fazer valer sua autoridade a fim de corrigir, educar, orientar, preparar. Neste capítulo são citadas nove situações, onde a estratégia é traçada conforme o tipo de terreno à ser conquistado, uns mais fáceis, outros nem tanto. Esta situação é a mesma que as empresas se deparam no seu dia-a-dia, onde as estratégias devem ser elaboradas conforme o caminho escolhido a ser trilhado. "Não teremos sucesso, a menos que nossos soldados tenham tenacidade e unidade de objetivo e, acima de tudo, um espírito de cooperação harmoniosa". É de suma importância que o grupo todo esteja empenhado de forma harmoniosa em busca dos objetivos. O princípio pelo qual deve-se conduzir um exército, é estabelecer um padrão de coragem que todos devem atingir. O general habilidoso conduz seu exército como se estivesse levando um único homem pela mão. Padronizar os processos reduz os custos e é uma forma eficaz de racionalização. "O homem verdadeiramente inteligente, já dissemos, pode aperceber-se das coisas antes delas acontecerem. Consegue-se através do acompanhamento e do controle, antecipar ou previnir acontecimentos. "Triste é o destino de quem tenta vencer as batalhas e ter sucesso nos ataques sem cultivar o espírito de iniciativa, pois o resultado é perda de tempo e paralisação geral. O governante esclarecido situa seus planos muito à frente; o bom general melhora seus recursos. Comanda seus soldados com autoridade, mantém-nos juntos pela boa fé e os torna serviçais com recompensas. Se a fé diminuir, haverá separação; se as recompensas forem deficientes, as ordens não serão respeitadas". Este trecho do capítulo nos faz refletir a importância do administrador ativo, visionário, hábil. Como é necessário valorizar sua equipe, seja por um gesto, um elogio, um reconhecimento; seja por gratificações. "Ter espiões internos significa usar os funcionários do inimigo. Homens direitos que foram rebaixados no emprego; homens ofendidos por estarem em posições subalternas ou preteridos na distribuição de cargos; outros ansiosos para que seu lado seja derrotado e assim, possam ter uma oportunidade de exibir sua capacidade e talento... funcionários dessas várias espécies devem ser abordados secretamente e atraídos pela concessão de presentes caros". Neste início de capítulo, o autor nos mostra uma maneira de como conseguir ganhar mercado. Trazendo aquele funcionário que atua em uma outra empresa e que no momento não está satisfeito, para dentro de sua empresa, onde servirá de "espião", trazendo informações importantes. "Ter espiões convertidos quer dizer apoderar-se de espiões do inimigo e empregá-los para nossos próprios fins, fazendo subornos e promessas liberais, nós os afastamos do serviço do inimigo e os induzimos a fornecer-lhe informações falsas, e ao mesmo tempo, espionar seus compatriotas". Fazer com que o funcionário de outra empresa, que tem por missão levar informações de nossa empresa, leve informações falsas, mantendo o sigilo. "Ter espiões condenados significa fazer certas coisas às claras, com o objetivo de enganar e permitir aos nossos próprios espiões tomar conhecimento e, quando traírem, comunicarem o que sabem ao inimigo". Fazer com que aquele funcionário que irá trair receba informações incorretas sem saber que as são, repassando ao concorrente, sem trazer maiores conseqüências para a nossa empresa. Sun Tzu já dizia:"Se você conhece a si e não conhece seus inimigos,você ganha algumas batalhas. Se você conhece a você e aos seus inimigos você ganhará a guerra.E se você não conhece a você nem aos eus inimigos, você não ganhará nenhuma batanha." Desde que foi encontrada, essa obra foi traduzida centenas de vezes e recebeu várias interpretações. A "Arte da Guerra" foi traduzida, inicialmente, pelos japoneses em 760 DC. A primeira tradução para uma língua ocidental foi realizada em 1772, pelo padre jesuíta J.J.M.Arniot, publicada em Paris. Em 1782, foi realizada uma nova impressão dessa obra, ordenada por Napoleão Bonaparte. No século XIX, surgiram as traduções em outros idiomas. Hoje, das poucas traduções disponíveis feitas a partir dos originais em chinês para o idioma inglês, a versão de 1963 de Samuel B. Griffith é a mais aceita e consultada. Em 1972, escavações na China revelaram uma "nova" versão da "arte da Guerra", considerada mais completa e antiga que a versão tradicional, ampliando e corrigindo algumas passagens traduzidas. A abordagem é sobre as estratégias da guerra, que podem ser facilmente transportadas para o mundo dos negócios. Para se tornar um gerente de sucesso é necessário seguir os princípios de Sun Tzu que se resumem em: aprender a lutar, mostrar o caminho, agir corretamente, conhecer os fatos, estar preparado para o pior, não complicar, não recuar, atuar melhor, atuar em equipe e manter os concorrentes em dúvida. Importante também obter um eficaz Sistema de Informações, para se ter bom respaldo na hora das decisões. Este livro trata da importância da competição. Há cinco fatores básicos que influenciam a competição: caráter (é o espírito da organização e faz a ligação entre os elementos e as metas); o ambiente, a estrutura ( a forma como o trabalho é organizado e gerenciado); a liderança e a informação (fatos precisos). É necessário que se crie uma estratégia competitiva, otimizando pontos fortes internos e no mercado, criando vantagem competitiva. Necessário também satisfazer plenamente os clientes e desenvolver produtos e serviços inovadores. A sua importância é gerar resultados rápidos. Os recursos para as ações competitivas devem estar disponíveis antes do seu início, gerando assim agilidade. Um dos motivos de vitória é fazer as coisas simples, bem e rapidamente, não deixando diminuir a criatividade, o compromisso, o entusiasmo e o capital. Há também que saber utilizar a inovação e os sistemas de informação, assim como, manter uma boa equipe. E para desenvolver a equipe é necessário motivar, recompensar e treinar. A melhor forma de conquistar um mercado é com serviços superiores e inovadores, tornando obsoletos os produtos e serviços do concorrente, criando melhores maneiras de fornecer tais produtos e serviços, oferecendo maior satisfação. A pior estratégia é atacar a reputação e o produto do concorrente. Necessário também desenvolver uma eficaz liderança. Há três maneiras de dificultar o desenvolvimento: agir com ignorância, visar os procedimentos ao invés do cliente e promover pessoas sem habilidades. Há cinco indicadores de um bom líder: saber quando lutar ou recuar, utilizar recursos apropriados, ter entusiasmo e espírito inovador, saber utilizar as informações e desenvolver boa equipe. A ação básica para o sucesso é se posicionar. Esperar e criar oportunidades, e saber executar as estratégias no momento propício. Defender posições nas quais não se possa ser atacado, gera vantagem. É necessário criar condições de vitória antes de tomar iniciativas. Para desenvolver elementos da estratégia é conveniente identificar oportunidades, coletar fatos, analisar alternativas, julgar a adequação e atuar. Quando o executivo cria as oportunidades sabendo o momento certo, pode-se dizer que ele domina a situação. A utilização de táticas inesperadas, desnorteia o concorrente. Sun Tzu diz que a vitória é uma questão de oportunidade e momento. Sun Tzu diz que o guerreiro hábil move seu oponente, não permite ser movido por ele. Ou seja, é vital possuir o controle. É necessário não demonstrar ao concorrente e, quais pontos a visão está focada, assim não saberá que ponto atacar. O forte faz com que a concorrência reaja, o fraco reage à concorrência. As estratégias bem sucedidas não devem ser repetidas. A vitória deve ser moldada adaptando os planos e recursos aos pontos fortes e fracos da concorrência. Segundo Sun Tzu "uma manobra bem sucedida depende de confundir o inimigo e despistá-lo". Para planejar um ataque reuna informações sobre o concorrente e sobre o mercado. Determine onde estão as reais vantagens e desvantagem. Confunda o concorrente e o faça adotar uma estratégia pouco eficaz. O executivo deve conhecer a fonte, os aliados, os objetivos, seu mercado e as políticas do concorrente, assim como saber o que pensam seus clientes. Essa é a base da vitória em um ataque direto. O executivo flexível e que sabe adaptar sua estratégia às mudanças, saberá administrar com eficácia seus recursos. Deve levar em consideração os ganhos(tirando o máximo de proveito) e as perdas (podendo antecipar os problemas). Há cinco falhas do concorrente que se pode utilizar: descuido, timidez, irritabilidade, convencido e excesso de preocupação. Para enfrentar a concorrência deve manter-se ao redor dos obstáculos e dificuldades, treinar a equipe com eficácia. No momento da competição é útil manter os padrões, as questões administrativas fáceis e claras, manter estabilidade e atuar de posições que possam ser definidas. Sun Tzu disse: " Na guerra não precisamos ter o maior exército para vencer", ou seja, é necessário ter boas equipes ao invés de numerosa equipe. Investigue e estude as atitudes dos concorrentes. São seis tipos de situações competitivas: acessíveis ( quando todos podem atingir os clientes); as enganosas (quando é fácil entrar na situação competitiva mais difícil de sair); as não conclusivas; as restritas, difíceis e especulativas (arriscadas para ambos os lados). Pode se distinguir também as causas do fracasso: falta de recursos; de direcionamento; de desempenho; de disciplina; de ordem e de competência. É necessário conhecer a si mesmo, a situação competitiva e os elementos envolvidos para se obter sucesso. Pode se citar como condições competitivas: situação dispersa (sem concentração de recursos); situação não comprometida ( quando se gastou pequena parte dos recursos); situação conflitiva (quando uma mesma posição é almejada por dois concorrentes); situação acessível ( quando as chances de avançar e recuar são iguais); situação de encontro ( quando há acesso aos elementos); situação crítica ( quando já foi gasto grande parte dos recursos); situação de bloqueio (existem importantes barreiras); situação de cerco (quando já gastou os recursos e não há como recuperar) e situação mortal. O essencial é avançar quando a situação for vantajosa e saber parar quando necessário, bloqueando as ações do concorrente através de estratégias ofensivas. Os que não estão a par das oportunidades e obstáculos não são competentes para comandar uma organização. Os ataques podem ser dirigidos para cinco áreas: pessoais ou relações pessoais, desempenho organizacional, clientes ou funcionários, fornecedores e patrocinadores e suporte de recursos econômicos ou financeiros. Essa açõa depende do ambiente político e econômico. O 1º passo é provocar uma crise de credibilidade. Depois de destruída a reputação é difícil recuperá-la. Não é recomendado atacar a reputação do concorrente, a menos que se tenha lucro com isso. É necessário agir sabiamente e cuidadosamente. Há dois tipos de utilização da informação: sobre o concorrente e para confundir o concorrente. São quatro as fontes de informação: fontes gerais (facilmente acessadas); informação interna (obtidas através de pessoas que trabalham com a concorrência); contra-informação (agentes da concorrência que se converteram) e infiltrados. A informação é a essência e a base de todas as ações competitivas. Podemos concluir que este é um livro que, após séculos, ainda se faz atual e de grande utilidade deveria ser lido por todos os cidadãos que almejam uma posição de destaque e por todos àqueles que desejam vencer os desafios do dia-dia. A Arte da Guerra" é um manual para quem deseja sobreviver no mundo atual. Após essa leitura, obrigo-me a dizer que as estratégias que adotei para alcançar meus objetivos sofreram algumas alterações e que, com certeza, na guerra da vida eu vencerei A arte da guerra não se resume a soldados fardados, estratégias militares... Hoje a guerra está presente em nosso dia-dia e nossos soldados podem ser nossos funcionários, nossos inimigos um concorrente, até mesmo um rival do campo afetivo. Dominar a arte da guerra é de fundamental importância para a vida moderna, saber interpretar Sun Tzu, transportar seus ensinamentos para a atualidade nos torna capaz de enfrentar qualquer situação. A guerra de informações, a guerra do tráfico, a guerra das empresas, a guerra do sexo..., para todos os tipos de guerra o "tratado milenar" de Sun Tzu deve ser utilizado.
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