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Quando o poder sobe à cabeça

Muitas empresas ainda possuem aquela vetusta idéia de que aquele funcionário com mais anos de empresa é o que deve ser promovido para uma determinada função. Nem sempre essa estratégia deve ser tida como diretriz para que esse tipo de decisão seja tomada, uma vez que tempo de serviço não é regra.

José Carlos,
"Viu como ele mudou quando assumiu o poder?" Essa expressão é comum entre os membros um grupo quando um deles consegue chegar a um nível mais elevado em relação aos demais. Muitas vezes isso ocorre porque o indivíduo em questão muda radicalmente o seu perfil como pessoa ou até mesmo como profissional, adquirindo muitas vezes um comportamento arrogante em função de sua incapacidade de discernir os fatos. Assim, o grupo de subordinados ao novo líder poderá não cumprir as ordens emanadas deste, pois ele será visto como um sujeito autoritário, enquanto poderia demonstrar autoridade sendo flexível e liderando com base nas necessidades do grupo, ouvindo-o atenciosamente sempre que solicitado.


Esse comportamento intragável é adquirido por vários fatores. Entre ele se destaca o fato deste indivíduo ter a "oportunidade" de agir arbitrariamente com seus liderados assim como o seu diretor agia com ele em tempos passados, quando ele (o novo líder) pertencia ao grupo (nível operacional, por exemplo). Os testes psicológicos são indispensáveis nesse tipo de situação. Informações serão obtidas de modo que os pontos negativos deste funcionário sejam corrigidos de imediato, pois assim o ritmo das atividades da empresa será alterado, o que causará prejuízos por carências no processo produtivo. Assim, a empresa pode ter perdido um ótimo operário e ter adquirido um líder desprovido de capacidade de administrar suas emoções e, portanto, gerir as situações ocorridas dentro do seu grupo. Com isso, a esse novo gerente poderá criar animosidade entre ele e o grupo, onde a desmotivação será evidente, causando danos a empresa, como citado anteriormente.


Muitas empresas ainda possuem aquela vetusta idéia de que aquele funcionário com mais anos de empresa é o que deve ser promovido para uma determinada função. Nem sempre essa estratégia deve ser tida como diretriz para que esse tipo de decisão seja tomada, uma vez que o funcionário com mais tempo de empresa pode não ter o perfil para ser gerente ou diretor de algum departamento, podendo este perfil desejado pela empresa estar no funcionário com menos tempo na empresa ou até mesmo no recém contratado.


Todo esse processo de elevação de cargo (promoção) deve ser analisado minuciosamente; afinal, o funcionário promovido será responsável em gerenciar todas as etapas das atividades de um determinado grupo na empresa. Dependendo da sua atuação ele poderá garantir o ritmo do processo de produção, além da motivação do grupo através de estímulos. A decisão tomada de forma errada poderá conduzir a empresa a caminhos indesejáveis. A decisão vai desde a contratação de um funcionário até a elaboração de um produto e disponibilizá-lo para a sociedade. A gerência desse processo cabe a cada um que compõe a estrutura organizacional, onde a harmonia deverá ser uma constante entre os indivíduos nesse ambiente.




Por: José Carlos Souto e Silva
Contato:josecarllos.ses@gmail.com
Fone: (0xx93)9194-4784

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