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Risco & Recompensa

Risco & Recompensa – Uma necessidade premente
A metodologia de gestão de risco, através do esquema do Ciclo de Crédito, é fundamental para que os negócios aconteçam de forma saudável e lucrativa. Essa metodologia permite ter parâmetros de avaliação que vão desde o Planejamento do Produto, Iniciação ao Crédito, Manutenção das Contas, Cobrança e Perdas de Crédito.
Todas essas atividades devem estar integradas, através de processos, informações gerenciais dos sistemas automatizados de uma maneira que se possa detectar as influências causadas por uma área à outra e os “feedbacks” que uma área pode fornecer por conta das ações tomadas anteriormente.

Veja o Ciclo de Crédito, conceito do Risco & Recompensa

Planejamento - Crédito - Manutenção - Cobrança - Perdas de Crédito



As políticas de crédito definidas na sua área específica (Crédito) são definidas através de diversas metodologias como por exemplo o Credit Scoring e ajudam a determinar quais os clientes que receberão o crédito concedido, qual o montante da linha oferecida, prazos, etc. Essas políticas devem estar atreladas ao volume de inadimplência esperado em cada classe de risco e também os níveis de lucratividade e volume de negócios que se pretende. Portanto, nota-se que há uma perfeita sinergia entre as áreas e todas as ações são medidas e determinadas planejando os resultados que se espera mas também permite corrigir ações através de resultados que estiveram aquém do esperado.
Um gestor de risco deve possuir nas mãos a alternativa de perceber todas as relações que existem entre todas essas áreas. Os relatórios gerenciais devem possuir sinergia e mostrar fatores de influências entre os mesmos. Os sistemas automatizados devem propiciar essa visão bem como a correção de rumos de maneira prática, simples e rápida.
Consideramos que existem fatores fundamentais para a gestão do risco e detalharemos alguns dos 39 passos que utilizamos no gerenciamento do risco, quais sejam:
• Conhecer a lucratividade do ciclo de vida de cada produto e subproduto
• Possuir um sistema de escoragem, aprovado e validado estatisticamente, implantado para cada produto massificado de crédito ao consumidor
• Possuir um modêlo de informações gerenciais suficientemente completo que permita isolar a responsabilidade do financiador, considerando o desempenho do portfólio
• Possuir políticas de reajustes de limites que gerem negócios e mantenham os resultados.
• Planejar o processo de cobrança e necessidade de recursos
• Conhecer e isolar a fonte qualitativa da inadimpl~encia
• Analisar o “net flow” de inadimplências e utilizá-los na previsão dos portfólios e sub portfólios
• Isolar e medir a eficiência dos operadores de cobrança bem como dos terceirizados
• Ter um gerente de risco
Acredito que, atualmente, não ficaremos apenas nos 39 pontos de gestão pois existe uma série de “sinapses de ações e processos” que nos forçam a entender como são criadas e quais os fatores que influenciam a busca pela melhor alternativa de negócios. Lembro que em outro artigo relatei sobre a perversidade e como áreas de relacionamento com o cliente podem gerar culturas perversas e comprometer a imagem da empresa (medimos isso, percebemos isso?)
Concluindo, apesar de se ter muito a falar sobre o assunto, acredito que pouca atenção esteja sendo dada no sentido de se introduzir a cultura de gestão de risco e criar parâmetros que não avaliem e gratifiquem gestores das áreas pelos resultados individuais mas pelo resultado gerado à empresa.
Os sistemas devem conversas em sua integralidade e uma ação disparada deve percorrer todos os caminhos da empresa e os pontos críticos devem estar bem claros de forma que a gestão do risco seja a ferramenta mais importante da gestão do negócio.
Thomas Perlaky

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Tags: cobranca credito gestao planejamento risco