Sem dinheiro público e com responsabilidade social empresarial eu vou!

É Carnaval, mas a vida segue e a nossa responsabilidade sobre nós mesmos e o mundo permanece. E o mesmo raciocínio vale para as empresas.

E quando falamos em responsabilidade social empresarial, duas teorias que costumam dividir as atenções das organizações quanto ao seu papel no mundo são as Teorias do Shareholders e dos Stakeholders.

Basicamente, a diferença entre as duas teorias supracitadas reside no público a ser considerado e atendido em suas necessidades pela empresa. Enquanto a Teoria dos Shareholders sustenta que a função-objetivo de uma empresa consiste na maximização de seus resultados financeiros, com vistas a entregar maiores lucros aos seus acionistas, a Teoria dos Stakeholders busca construir nas organizações uma filosofia de geração de valor aos negócios pautada pela identificação, entendimento e atendimento das necessidades das múltiplas partes interessadas e afetadas pelas operações da empresa, isto é, os seus stakeholders.

Ainda no que tange à Teoria dos Stakeholders, trata-se de um fenômeno empresarial mais recente, fruto, sobretudo, da diminuição da atuação dos Estados-nação na economia e das pressões da sociedade civil organizada acerca de uma postura mais comprometida e engajada das organizações privadas com o ambiente em que atuam.

Em que pese existirem menções ao impacto dos stakeholders nos negócios das empresas ainda na década de 1960, foi a partir dos anos 1980 que a Teoria dos Stakeholders ganhou impulso. Na ocasião, R. Edward Freeman publicou em 1984 o livro “Strategic management: A stakeholders approach”, no qual definiu stakeholders como quaisquer grupos ou indivíduos que podem atingir ou serem atingidos pela alcance dos objetivos organizacionais.

Também serviu como catalisador da observância e aplicação da gestão dos stakeholders no mundo corporativo o fim da Guerra Fria e a subsequente globalização da economia advinda do término das tensões entre Estados Unidos e o Bloco Soviético, o que expôs organizações de todo o mundo a uma competição econômica que vai além das fronteiras dos países. Com isso, ficou mais nítido para gestores e empreendedores que o sucesso de um negócio passa por reconhecer os impactos socioeconômicos das operações das empresas, bem como por identificar e buscar atender os anseios de seus stakeholders.

Diante do exposto, fica cada vez mais notória a observância da responsabilidade social empresarial como fator crítico de sucesso, o que envolve o reconhecimento e a gestão adequada das partes interessadas e afetadas pelo negócio.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

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