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Visão empresarial

O artigo refere-se a conceituação do assunto, mediante a visão de diversos autores, sobretudo abordando a sua aplicabilidade na organização

Ricardo da Silva,
O conceito de visão, por várias vezes, é confundido com o conceito de missão. Vale ressaltar que a priori a visão da empresa não é um sonho ou utopia. Segundo Chiavenato (2005), a estratégia organizacional deve estar alinhada com a visão e objetivos principais da empresa. Desta forma torna-se indispensável o conhecimento da visão para a elaboração das estratégias.

Para Rodrigues et al (2009), a visão da empresa é a explicação do que ela tem por objetivo de posicionamento para o seu futuro. Sendo ainda a tradução da maneira pela qual ela deseja ser vista, bem como algo que seja motivador e tangível e possível de ser alcançado.


Vale ressaltar que, no decorrer da coleta de dados para o planejamento e em seu desenvolvimento, as informações geradas podem nortear a empresa a manifestar interesse em alterar sua visão. Isso demonstra que empresa não soube realizar o planejamento, uma vez que a visão baliza o planejamento, ou a visão construída está fora de um cenário possível.


Segundo Oliveira (2005), a visão representa um cenário ou horizonte desejado pela empresa para atuação. Já para Hart (1994, apud ALBUQUERQUE, 2004) ela é a compilação de desejos de uma empresa a respeito do seu futuro.

Para Costa (2007, p.35) o conceito de visão é muito amplo, porém pode ser definido como um conceito operacional que tem como objetivo a descrição da autoimagem da empresa: como ela se enxerga, ou melhor, a maneira pela qual ela gostaria de ser vista.


Rodrigues et al (2009) defendem que, após definir a visão, a empresa deve fazer as seguintes reflexões: Como queremos ser reconhecidos no futuro? Quais desafios se apresentam a nossos colaboradores? O que queremos ouvir de nossos stakeholders? Onde estaremos atuando com nossos clientes? Quais as principais oportunidades que podem aparecer? Contemplando esta listagem de checagem, a missão pode ser definida e declarada. Neste sentido, Costa (2007) ainda afirma que uma visão deve ser compartilhada por toda empresa e tem um valor precioso, além de:


Explicitar o que a empresa quer ser, unificar as expectativas, dar um sentido de direção, facilitar a comunicação, ajudar no envolvimento e comprometimento das pessoas, dar energia às equipes de trabalho, inspirar as grandes diretrizes e balizar as estratégias e demais ações da empresa. (COSTA, 2007, p.36).

O pensamento de Chiavenato (2005, p.66) não difere de Costa (2007), pois segundo aquele autor a visão "estabelece uma identidade comum referente aos propósitos da empresa em relação ao futuro, de modo a orientar o comportamento das pessoas quanto ao destino da organização quer alcançar".

Porras e Collins (1998) acreditam que a visão é composta de dois atributos: a definição das metas em longo prazo e a descrição de qual será a realidade se a empresa alcançar a meta. Para os autores:


Uma verdadeira supermeta é clara e inspiradora, concentra esforços e catalisa o espírito de equipe. Apresenta uma linha de chegada bem-definida para que a organização saiba que a atingiu – as pessoas gostam de cruzar linhas de chegada. A supermeta leva as pessoas a se envolver, requer pouca ou nenhuma explicação e é apreendida rapidamente. (PORRAS e COLLINS, 1998. p.9).


A realidade alcançada é o resultado da conclusão da meta. Para que a organização alcance a super meta, ela cria estratégias; tais estratégias moldam o formato da empresa, de forma que no cumprimento da meta a empresa já terá novos desafios, pois o ambiente também não será o mesmo. (PORRAS e COLLINS, 1998).


Muito embora a visão de uma organização estimule e molde o comportamento dos colaboradores, além de modificar o status quo da organização, muitos empresários sentem dificuldade de descrevê-la. Isto ocorre, pois, como mencionado, só sabe chegar a um lugar quem sabe onde está. Em conformidade com o tema, Chiavenato (2005, p.67) apresenta uma proposta de uma visão que tem como caráter impulsionar a organização a sair de um estado letárgico.


Referências


ALBUQUERQUE. A. F., Gestão estratégica de informações internas na pequena empresa, Estudo comparativo de casos em pequenas empresas do setor de serviços (hoteleiro) da região de brotas-sp. 2004. p, 209. Dissertação (Mestrado). Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo. São Carlos, 2004.


CHIAVENATO, I., Gestão de Pessoas, Segunda Edição, totalmente revista e atualizada. 9.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. 528p


COSTA, E. A., Gestão estratégica, Da empresa que temos para a empresa que queremos. 2. Ed. São Paulo: Saraiva, 2007. 424p


OLIVEIRA, D. P. R., Planejamento Estratégico, Conceitos metodologia práticas. 22.ed. São Paulo: Atlas, 2005. 335p.


PORRAS, Jerry I., COLLINS, James C. Construindo a visão da empresa. HSM Management, São Paulo, n. 7, a. 2, p. 32-42, mar/abr. 1998. Disponível em: < www.followscience.com/library.../construindo_a_visao_da_empresa.doc> Acesso em 12 Fev 2011.


RODRIGUES, M. R. A.,TORRES M. C. S., FILHO J. M., LOBATO. D. M, Estratégia de empresas. 9.ed. Rio de Janeiro: FGV, 2009. 528p

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