OUÇA PRIMEIRO E VENDA MUITO DEPOIS!

Em meu artigo anterior, Seja um grande amigo de seu cliente, falei bastante da importância do ato de observar, a necessidade de se analisar o cliente enquanto ele expõe suas necessidades e anseios. Pois bem, durante estes momentos, devemos estar atentos a todos o pontos e fatos que nos propiciem atingir em cheio a necessidade daquele cliente, de maneira que nosso produto ou serviço se encaixe dentro das expectativas dele, e isso não é tarefa fácil, pois tendemos a formular perguntas e pensar em outras coisas enquanto alguém está falando conosco, por isso, é imprescindível que você desenvolva sua capacidade analítica sem interpelar seu cliente, inclusive mentalmente, deixe que ele explane todas as questões que achar pertinente, e observe quais pontos lhe auxiliarão no atendimento das necessidades dele.
Dentro de um contexto diário de vendas, estamos sempre assolados de atribuições e cobranças, muitas delas nos tiram do foco principal que é vender! Esta batalha diária, tem que ser vencida com estratégia, determinação e bom senso, além de um olhar analítico e objetivo sobre o cliente, pois não existe um cliente igual ao outro, e se você já ouviu a máxima “todos os clientes são iguais!” pode ter certeza de que este é o maior erro que alguém pode cometer, pois para que isso fosse verdade, todos sem exceção, teriam que estar buscando um produto ou serviço sempre pelos mesmos motivos, e sabemos que isso não é e nunca vai ser verdade! Deixe seu cliente falar, e ele lhe mostrará direta ou indiretamente, como você poderá atender a necessidade dele, quebrando assim o primeiro muro de objeções entre vendedores e compradores.
Presenciei uma situação interessante em que a cliente começava a falar da mãe, e de seu nervosismo, que a mãe estava sempre reclamando da falta de espaço para secar as roupas no apartamento, pois a área de serviço era pequena, e a mãe sempre estava com os nervos à flor da pele, enfim um desabafo enorme, e certamente aliviador para aquela cliente que havia entrado esbaforida em busca de um secador de roupas mais espaçoso, que coubesse uma quantidade maior de roupas e pudesse ficar em qualquer lugar da casa. Me surpreendi quando percebi a calma daquele vendedor, que ouvia a jovem senhora, com paciência e um grande sorriso no rosto, e ao final da nervosa explanação da cliente, ofereceu-lhe um copo d’água. De longe eu percebia que o vendedor ao trazer a água, fazia uma pergunta objetiva e certeira, “sua mãe deve realmente estar muito nervosa, ele sente dores nas mãos?”, a cliente sem entender bem a pergunta respondeu surpresa “Sim, ela sente sim, como você sabe?”, o vendedor disse sorrindo tocando leve e respeitosamente o ombro da cliente “minha mãe também reclamava muito de dores nas mãos, e o apartamento dela é minúsculo, como ela não tinha máquina de lavar, tinha que lavar tudo na mão, e sem ter como torcer as roupas o suficiente para secarem mais rápido, sempre era aquele transtorno na hora de colocar tudo no varal, sem contar o cheiro que ficavam nas roupas, parecia até que não tinham sido lavadas!”, naquele momento o vendedor atento, fez seu gol de ouro, acertou em cheio, mal o vendedor tinha acabado sua explanação sobre o problema idêntico de sua mãe, e já se podia ver a cliente olhando na direção das máquinas de lavar no interior da loja. De maneira cordial, o vendedor oferece mais um copo d’água e pergunta para sua cliente “vamos ver os secadores, eu tenho um perfeito para sua mãe”, a cliente com um sorriso meio sem graça diz ao vendedor “acho que não vou levar mais o secador, quantos quilos de roupa cabem naquela máquina que está em promoção?”, naquele exato momento, tive a certeza de que o vendedor havia concretizado uma venda brilhante.
Este exemplo que presenciei, é a confirmação de que nós vendedores temos que ser mais sensíveis, mais predispostos a ouvir e a analisar as reais necessidades de nossos clientes. O nosso amigo vendedor do caso acima, sabia exatamente o que estava fazendo durante todo o tempo, mas de maneira sutil, ele soube mostrar para sua cliente, que a causa principal do problema de sua mãe era a falta de uma máquina de lavar roupas, criando na cliente uma necessidade imediata, e até um certo nível de culpa por ela não ter se dado conta que as mãos de sua mãe doíam em motivo da falta da máquina de lavar.
Exercitar o hábito de ouvir, cria aos poucos em nós a capacidade de ser sensível às reais necessidades de um cliente, aprenda a ouvir, e reflita quantas vendas você já perdeu por estar preocupado apenas com sua comissão e o cumprimento de metas no final do mês.






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Sobre o autor

Fábio Azevedo



Fábio Azevedo 



Empresário, sócio-diretor da GT Editora, empresa do segmento editorial e de entretenimento para cinema e TV e Diretor Presidente da Fábio Azevedo Consultoria & Treinamentos, escritor, roteirista, palestrante e consultor de negócios na área imobiliária e de franchising.

Formatou sua carreira profissional na área de vendas com mais de 19 anos de experiência, artista marcial e seguidor da milenar filosofia Budista, é especialista em técnicas orientais focadas para a melhora da qualidade de vida, gestão e desenvolvimento humano nas empresas, maximização de resultados e ampliação de competências em vendas.

Ministra cursos e treinamentos nas áreas de atendimento ao cliente, vendas externas, vendas no varejo, estratégias de vendas, gerenciamento de objeções, motivação em vendas.

Professor da Escola do Varejo da Câmara de Dirigentes Lojistas - CDL – Goiânia, para o Curso de Formação de Profissionais de Vendas para o Varejo.

Colunista e articulista de várias revistas, sites e portais na internet, sobre vendas, qualidade de vida, gestão, liderança, comportamento, franquias, marketing, estratégia, empreendedorismo e inovação. 







http://www.saladetreinamento.blogspot.com/ 














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