
O argumento utilizado é falacioso. Declaram, os formuladores da política tributária, que pretendem aumentar a carga tributária (CSS e alíquotas de I.Renda) para promover Justiça Social.
O argumento não se sustenta. De longe, o melhor
Ocorre que, o governo federal aprovou um orçamento de 704 bilhões, destinando só à mão-de-obra oficial 130 bilhões, ou seja, 4 vezes e meia mais para os senhores do governo, que para os assistidos do
Por outro lado, o governo, que elevou os vencimentos da mão-de-obra oficial em até 255%, para alguns casos, declara que, do orçamento de 704 bilhões de reais, não tem 8 bilhões para a saúde, razão pela qual necessita de mais um tributo, a CSS, nada obstante estar batendo recordes olímpicos de aumento de arrecadação - que, na expressão preferida do Presidente Lula, “nunca se viu igual, na história deste país”. Ora, o anúncio de que, além da CSS, necessita o governo elevar as alíquotas do I.Renda para fazer Justiça Social, e não, baixar o nível impositivo para aliviar a sociedade de uma carga que é 7 pontos positivos superior a dos Estados Unidos e do Japão, é, de rigor, inequívoca demonstração de que o Estado Democrático de Direito vai se transformando, pouco a pouco, num Estado Feudal Tributário: os detentores do poder (políticos e burocratas) retiram da sociedade tudo o que podem, como faziam os senhores feudais, com os escravos da gleba, em plena Idade Média. Há necessidade real de um repensar da política tributária deste país, que além de confusa, complexa e desestimuladora, é dramaticamente insuportável.
Ives Gandra da Silva Martins
Bibliografia: Conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o texto científico publicado em periódico eletrônico deve ser citado da seguinte forma:
MARTINS, Ives Gandra da Silva. Projetos aumentam a tributação no país.