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A rede social: 4 características da maior rede de comunicação do mundo

A difusão de ideais, fake news, propaganda, opiniões e todo o tipo de conteúdo compartilhado nessas plataformas, acabam por remodelar a forma como a sociedade está organizada.

Fonte: Divulgação

O filme “ A rede social” é o retrato da história do Facebook, contada no livro The Accidental Billionaires. A organização detém quase que um monopólio do sistema de comunicação popular global, e continua a se expandir, aderindo ao grupo qualquer iniciativa que se alinhe com a missão do seu CEO de “dar às pessoas o poder de criar comunidades e aproximar o mundo” tais como Instagram e Whatsapp.

Indicado a 8 oscars e ganhador de 3, a película é uma aula de várias matérias do mundo dos negócios, tais como: Empreendedorismo, marketing e gestão de pessoas. Por ser o maior expoente no que diz respeito a comunicação entre pessoas, elenquei 4 características da comunicação em massa que enxergamos no Facebook e nos é mostrado no excelente filme de David Fincher. 

- Ausência de regulamentação
A internet é um mundo praticamente sem lei e os países correm para desenvolver ferramentas para regulamentar e gerenciar a sua utilização! Entretanto, os usuários buscam exatamente o contrário disso. Essa auto-regulação quando utilizada para benefício dos usuários, como para acesso gratuito a informações, conhecimento e todo tipo de conteúdo de qualidade, é fantástico. Todavia, quando fazem uso das nossas informações para adquirirem alguma vantagem competitiva e retorno financeiro, vemos o lado ruim da internet. Quando vivenciamos esses casos, sentimos a falta de um conjunto de normas que nos proteja.

- Compartilhamento de dados
“Li e concordo com os termos de uso”. Suponho que poucas pessoas realmente leem o que estão permitindo ao aceitar as condições dos softwares e aplicativos que usam. Ao concordar, em boa parte dos casos, você está liberando seus dados para serem utilizados por outros. E você pode até achar que seus dados básicos, como gênero...idade...religião… seja algo tranquilo de compartilhar, entretanto, o recente incidente envolvendo o Facebook e a Cambridge Analytica, demonstra que esses dados são tão importantes que chegaram a influenciar a eleição do maior país do mundo, os EUA.

- Relação pessoa-pessoa e pessoa-empresas
O que antes começou com sistemas para troca de textos e depois de conteúdo audiovisual, como fotos e vídeos, se tornou hoje uma grande janela para as empresas. Uma recente atualização no Facebook, modificou a experiência dos usuários, ao diminuir a promoção de empresas em seus feeds, e aumentou os posts de familiares e amigos.

Ruim para empresas? Sim! Para os usuários? Francamente, não sei. Receber notícias dos jornais, memes engraçados e ofertas de produtos que me interessam é muito bom, todavia o excesso tira o foco da missão de Mark, ela acaba apenas “aproximando as pessoas das empresas”. Vale salientar que essa medida é extremamente complexa, pois o Facebook subsidia a sua gratuidade através da publicidade e outras ferramentas e fontes de renda vendidas as organizações.

- Impacto na sociedade
Conectar o mundo e deixa ele conversar possui um viés maravilhoso para o desenvolvimento do planeta. Outras iniciativas similares ao Facebook também corroboram para esse cenário. Entretanto, existem ainda problemas a serem resolvidos, gerados tanto por negligência e má fé de quem utiliza essas plataformas, como dito pelo próprio Zuckerberg: Nós focamos apenas em oferecer a ferramenta para conectar o mundo, mas esquecemos de fazer com que ela seja utilizada para o bem.

A difusão de ideais, fake news, propaganda, opiniões e todo o tipo de conteúdo compartilhado nessas plataformas, acabam por remodelar a forma como a sociedade está organizada.

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