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As TDIC como desafio para os educadores

As TDIC estão transformando a cabeça dos professores em um caldeirão de interrogações. Como administrar esta tecnologia na escola com eficácia?

Tablets, notebooks, projetores multimídia, lousa digital, Internet, smartphones e tantas outras ferramentas estão transformando a cabeça dos professores em um caldeirão de interrogações. São as tecnologias digitais de informação e comunicação que tomaram conta do cenário educacional e passaram a fazer parte do nosso cotidiano de sala de aula.

Os nossos alunos estão conectados, extremamente conectados e usam da tecnologia com a incrível facilidade de quem já nasceu digital; para esta geração o computador não é novidade e já posso arriscar a dizer que é uma ferramenta ultrapassada graças aos avanços que o mercado de TI (Tecnologia da Informação) oferece a cada mês. Eles utilizam de recursos que o professor, em muitos casos, desconhece. Ferramentas atuais e muito usadas pelos jovens como as redes sociais e aplicativos de comunicação reformulam os métodos tradicionais de relacionamento e transportam os alunos para um mundo paralelo aos nossos olhos, mas que para eles é a normalidade, faz parte da norma, do real. E nós professores e gestores da educação, como ficamos nesta história? O que devemos fazer? Como se sentir incluído neste mundo a parte da realidade em que nós (professores), nos acostumamos a lecionar?

Muitas vezes o aluno não tem interesse no que está sendo ensinado em sala de aula e projeta a sua mente para fora do ambiente escolar como se pudesse também virtualizar em si o mundo real em que vive. Não presta atenção. Mas ao mesmo tempo consegue prestar atenção em várias coisas de uma só vez quando está conectado, compartilhando ideias nas redes sociais, ouvindo uma música em uma rádio on-line ou curtindo um vídeo no Youtube. Porque essa diferenciação paradoxal no aluno? Em sala desatenção, no mundo virtual atenção multifocal? Talvez a resposta para essa e as perguntas feitas mais acima estejam relacionadas com o fato de que a Escola não mudou o seu modus operandi, ou seja, age do mesmo modo que agia no século XIX.
É necessário que o educador entenda que nos dias atuais faz absoluto sentido o seu aluno saber mais do que ele quando a questão é a tecnologia. O professor deixou de ser o único detentor do saber e passou a ter que redescobrir a sua função. O professor da atualidade precisa se adequar a uma nova forma de educar. Uma forma onde ferramentas tecnológicas são fundamentais para o bom trabalho em sala de aula e em parceria com seus alunos.

Quando vemos esse novo caos conectado em que o jovem vive, de recursos tecnológicos, de atenção multifocal naquilo que o atrai, de novas linguagens e novos conceitos percebemos que a educação precisa se adequar. É o mundo da Educação 4.0, da inteligência artificial, do imediatismo tecnológico, da programação, do aprendizado personalizado, da blended learning.

Para que esse caldeirão tenha sabor, os professores precisam compreender que eles são as peças principais neste contexto de ensino-aprendizagem modificado, “mutado” pelo conceito moderno da Tecnologia. Eles são a inovação. O professor precisa ter ciência de que ele é o capitão deste navio que navega perdido pela rede mundial de computadores e passar a ser, educador de novos rumos e novos tempos.

Administrar a nova escola que se faz exigente e urgente, requer compreender e utilizar as TDIC com eficácia e simplicidade para gerar conhecimento.

Um fraterno abraço.

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Tags: educação, tecnologia. blended learning