Cinco linhas de estudo para inovar

Bitcoin, Blockchain, Startup, Match, Pich, Disrupção, ah, essas coisas provavelmente muita gente não quer saber do que se trata, como funcionam, nem para quê servem. Uber, Nubank, Google, e-commerce, Waze, Whatsapp, EAD, ah, essas coisas muita gente quer saber usar, como funcionam não importa muito, mas que facilitam a vida, facilitam.

Bitcoin, Blockchain, Startup, Match, Pich, Disrupção, ah, essas coisas provavelmente muita gente não quer saber do que se trata, como funcionam, nem para quê servem.

Uber, Nubank, Google, e-commerce, Waze, Whatsapp, EAD, ah, essas coisas muita gente quer saber usar, como funcionam não importa muito, mas que facilitam a vida, facilitam.

É importante saber discernir entre o que é importante para quem trabalha com inovação e para quem apenas quer usufruir dos benefícios e facilidades que ela nos traz. Se desejamos inovar, talvez tenhamos que ir muito além das buzzwords (vocabulários da moda) e aprofundarmo-nos em técnicas inovadoras e conhecimentos já existentes (conhecimento tácito e explícito), além da criatividade propriamente dita, que muitas vezes terá que lidar com coisas ainda não teorizadas, não amparadas pelo conhecimento, daí teremos que “prototipar” (fazer modelos) para realizar suas “provas de conceito” (testá-los).

Na realidade, as teorias sobre inovação não são muitas, mas como o tema está na moda, tem gente de todo lado querendo seus “quinze minutos de fama” ao criar uma nova “embalagem” para terminologias mais que sedimentadas nos processos inovadores. A dedicação à inovação é mais importante do que todo o discurso exponencial que temos assistido, ouvido ou lido.

Então, se você realmente quer inovar, não precisa perder tempo com nada das baboseiras que se reproduzem mais do que vírus nas redes sociais e meios de comunicação, isso só vai te confundir mais e mais. Coloque a mão na massa! Ao defrontar-se com os problemas, busque algum conteúdo relacionado que aponte uma solução, ou chame seu “mentor” (alguém com mais experiência – conhecimento tácito – e que você confia).

Toda a verborragia que está proliferando é lixo informacional, inovação pressupõe ação, isso é incontornável, mas é mesmo bom dedicar um tempo para estudar temas como:

Gestão de Projetos – PMBOK, mais complexa, SCRUM, mais simples e dinâmica, Design Thinking, mais básica/didática.

Gestão da Inovação – Inovação – Criatividade (três coisas distintas, mas que se somam diretamente e são fundamentais para inovar).

Complexidade e Trabalho em Rede (que absorve a linearidade histórica do pensamento humano e vai muito além).

Acompanhamento de Tendências Globais – Sociais, Mercadológicas, Políticas e Ambientais (com o cuidado de buscar fontes fiáveis e com nível de assertividade alto).

Artes de Vanguarda e Ficção Científica – Que costumam funcionar como sementes para novas ideias.

Tanto se tem falado sobre os “unicórnios”, que são as startups que deram certo e passaram a ter valor acima de um bilhão de dólares, mas poucos dizem que elas são análogas a jogar na loteria, pois as chances de acerto são baixíssimas. Então não adianta sairmos como loucos, dando impulso a milhares de iniciativas, se a maioria delas não tem pé nem cabeça, erram em preceitos básicos sobre a inovação.

Certo fazem as entidades públicas e privadas que apoiam financeiramente a inovação, ao inserir mentores experientes, criar convívios em eventos e avaliar os riscos inerentes aos projetos apresentados, mas aqueles que estão do outro lado da moeda, tentando inovar, economizam tempo, dinheiro e energias ao investir no conhecimento sobre o tema, antes mesmo de submeterem suas propostas aos “anjos Investidores” (patrocinadores), ou “aceleradoras” (apoiadores), afinal, quanto menos errarmos, melhor.

Não que errar não faça parte do jogo, faz sim e não devemos ter medo dos reveses, mas errar em coisas estúpidas só atrapalha os stakeholders (todos envolvidos), além de prejudicar a imagem do inovador em questão.

São várias ondas para surfar, todas trazem oportunidades, porque o dinheiro que estava aportado em muitos segmentos de mercado vai migrar, é a obsolescência do sistema todo, causada pelos avanços tecnológicos, mas surfa melhor quem treina mais, quem conhece as técnicas, o resto vai tomar belos caldos e engolir muita água até aprender.

Boa “jornada”.

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