Como o ensino online pode transformar a vida de pessoas que moram em regiões isoladas do Brasil

Não é segredo que o constante avanço da tecnologia e a necessidade cada vez maior de dominar novas habilidades estão provocando uma revolução na educação a nível global. O Ensino a Distância vem se desenvolvendo continuamente para atender as mais diversas demandas da sociedade moderna e se consolidando como uma ótima alternativa para quem prefere personalizar a sua forma de aprender, ajustando esse processo à sua rotina diária.

Mas para além dos acadêmicos que desejam aprofundar algum conhecimento, dos executivos que precisam aprender uma nova aptidão, dos profissionais que querem mudar de carreira e de todos aqueles que cultivam novos hobbies e técnicas de desenvolvimento pessoais, que junto com muitas outras pessoas com interesses e necessidades distintas compõem o universo de alunos que temos na plataforma brasileira da Udemy, por exemplo, está uma parcela de alunos que aprendem online simplesmente porquê é a única forma de acesso à educação que eles têm. São aqueles que, seja por motivos socioeconômicos ou geográficos, vivendo em zonas rurais, periferias urbanas assoladas pela violência ou regiões isoladas, como em comunidades ribeirinhas ou quilombolas, driblam os desafios para não comprometer o aprendizado, palavra que serve como principal pano de fundo deste Dia do Estudante.

Isso tudo em meio a um mercado de trabalho que não espera por ninguém. De acordo com um estudo realizado em 2016 pela OCDE, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, cerca de dois terços das crianças atualmente matriculadas no ensino fundamental trabalharão em profissões que ainda não existem. Mas não precisaremos esperar tanto para ver essas mudanças na prática, pois estima-se que 35% das habilidades mais demandadas atualmente mudem em menos de 24 meses, mantendo-se neste ciclo até 2020, ano em que mais de 7 milhões de postos de trabalho devem deixar de existir. Ou seja, aprender mais e se especializar constantemente deve virar regra e não exceção – inclusive para os alunos que dependem de cursos online. E não estamos falando apenas das crianças e adolescentes, mas até mesmo dos adultos que trabalham e/ou são responsáveis pelas obrigações domésticas e familiares e não encontram tempo ou caminho para chegar a uma sala de aula tradicional.

Isso é um cenário ainda comum, por exemplo, em comunidades quilombolas da Chapada dos Veadeiros, no interior de Goiás; em comunidades ribeirinhas ou indígenas da Amazônia, como nos Estados do Acre, Rondônia, Amazonas e Pará; nas periferias urbanas das metrópoles nordestinas; e em zonas rurais de quase todos os Estados brasileiros. Em muitos casos, esses cursos online são a única oportunidade de estudos oferecida a eles. O EaD surge, então, como uma solução para levar conhecimento àquela população que infelizmente não se enquadra inteiramente no sistema tradicional de ensino, pois com a facilidade que a internet propõe, qualquer aluno pode encontrar o professor certo independentemente de onde ambos estejam.

De certa forma, o EaD chega para democratizar o ensino e alcançar mais pessoas que buscam conhecimentos e qualificações sem a obrigatoriedade de sair de casa. Basta ter acesso à internet, algo cada vez mais abrangente – o número de brasileiros acima dos 10 anos de idade conectados já chega a quase 150 milhões, segundo dados do IBGE. Entre 2005 e 2015, por exemplo, o percentual de domicílios com conexão à internet aumentou em cerca de 446%, apesar de ainda estarmos longe do ideal e do índice apresentado por muitos outros países, principalmente os desenvolvidos.

Para fornecer ainda mais oportunidades de estudo, e consequentemente a chance de melhorar qualidade de vidas, as soluções distintas de cada comunidade exigem articulação e mobilização entre órgãos públicos, gestores escolares e os próprios alunos, fundamentais neste processo. Não é fácil, mas também não é impossível. Assim, plataformas como a Udemy se tornam, ainda, uma ferramenta para a inclusão social e digital, um dos grandes desafios da área educacional neste fim de década.

*Sergio Agudo é o Country Manager da Udemy para o Brasil. Ele e sua equipe são responsáveis ​​por trazer uma experiência única para estudantes e instrutores de língua portuguesa. Sergio tem desenvolvido o mercado brasileiro na Udemy desde 2015 e, antes disso, trabalhou na Visa, American Express e em startups nos EUA. Ele se formou em Administração de Empresas pela FGV-EAESP e obteve seu MBA na Thunderbird School of Global Management, nos Estados Unidos.


Sobre a Udemy:
Udemy foi fundada em 2010 com o objetivo de melhorar a vida das pessoas através da aprendizagem. A Udemy é um marketplace global de ensino e aprendizado online, no qual mais de 24 milhões de alunos aprendem com um extenso catálogo de mais de 80 mil cursos ministrados por mais de 35 mil instrutores especialistas, em mais de 50 idiomas diferentes. Seja aprender para desenvolvimento profissional ou enriquecimento pessoal, os alunos podem dominar novas habilidades em seu próprio ritmo, com conteúdo sob demanda, enquanto os instrutores têm uma maneira de compartilhar seus conhecimentos com o mundo inteiro. A Udemy é uma empresa privada e está sediada em San Francisco, Califórnia, com escritórios na Irlanda, na Turquia e, desde 2018, também no Brasil.

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