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O automóvel sem motorista e os taxistas

A possibilidade de automóveis sem motoristas é uma realidade bem próxima e as experiências tem mostrado que a profissão de taxistas ou motorista de Uber está com seus dias contados.

O AUTOMÓVEL SEM MOTORISTA E OS TAXISTAS

 

O automóvel sem motorista já é uma realidade e não se trata mais de uma ficção futurista. Em Londres já são oficialmente autorizados a circular. Talvez porque os ingleses seja o povo mais disciplinado do mundo ou apenas porque a tecnologia foi comprovada na prática. Nos EUA o carro da Google circulou durante um ano e se envolveu apenas em 16 acidentes. É muito, poderão dizer alguns, mas se acrescentarmos um detalhe muito importante, ou seja, que quinze desses acidentes foram provocados por veículos dirigidos por seres humanos, a experiência ganha outra dimensão.

Esses dados comprovam que o automóvel sem motorista é possível e também mais seguro do que nas mãos de pessoas estressadas, deprimidas, emocionalmente descontroladas, ansiosas etc. Mas a pergunta que todos gostariam de fazer é por que os outros motoristas provocaram os acidentes e não o veículo autônomo? É muito simples, como disse o especialista em tecnologia da informação, Silvio Meira: os computadores obedecem rigorosamente às normas de trânsito, diferentemente das pessoas que burlam constantemente as regras, acelerando o carro para passar em semáforos com a luz amarela a qual existe para chamar a atenção do motorista para se preparar para frear o veículo. Quando um pedestre coloca um pé na faixa, o carro sem motorista se prepara para frear, enquanto nós passamos tranquilamente, mesmo sabendo que o pedestre sempre tem preferência, pois calculamos que não haverá tempo para que ele chegue ao meio da pista e venha a ser atropelado.

Mas é possível mesmo que antes do automóvel sem condutor ganhar as ruas já não existam tantos deles circulando pelas nossas cidades, pois os bons entendedores sabem que em longo prazo, essa forma de locomoção estará condenada pelo seu impacto ambiental (poluição, aquecimento, congestionamentos etc.). Porém, os veículos sem motoristas estarão ocupando o lugar dos taxis conduzidos por seres humanos, encerrando mais uma profissão, cujos dias já estão contados por conta do aparecimento do aplicativo Uber. Portanto, para os nossos taxistas, a realidade é bem pior do que eles poderiam pensar. Aquele dito popular “Se correr o bicho pega, se parar o bicho come” vem bem a calhar. Assim, no futuro, para eventuais deslocamentos individuais acionaremos o transporte por iphones e seremos atendidos por robôs bem educados com pagamento acionado pelas nossas digitais.  Esses veículos serão naturalmente compartilhados por outros usuários que precisam fazer o mesmo trajeto.

Assim como outras profissões que praticamente desapareceram com o advento da Tecnologia da Informação, os motoristas de taxi, de ônibus, pilotos de avião, maquinistas entre outros, podem se preparar para trocar de atividade, pois as mudanças que vem por aí são inevitáveis e tornarão as viagens muito mais seguras, sem a imprevisibilidade do ser humano.

Voltando ao veículo da Google faltou explicar o décimo sexto acidente que aconteceu por uma pequena fatalidade: um motorista de carne e osso estava por acaso dirigindo o veículo. Em resumo, o carro autônomo não provocou nenhum acidente.

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Tags: uber, taxi veículo autônomo

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