Um modelo de prática administrativa

Para falar sobre o nascimento e o crescimento de um processo de Inteligência em uma empresa, nada melhor que começar pela mensagem enviada pela Sabrina:

“Me lembrei de uma fato marcante. Quando trabalhava naquela “instituição bancária”, participei de uma palestra sobre processos de IC, apresentada pela equipe de monitoramento estratégico. Lá, nos fizeram uma pergunta que até hoje me acompanha.

“Antes do Google, quem respondia às suas perguntas?“

Sou do fim da década de 70, não consigo imaginar como uma empresa realizava o monitoramento do mercado e da concorrência antes da internet. Da perspectiva da minha geração, parece impossível! Salve salve os bites e bytes.”


a.G. e d.G. - antes e depois da Google: Internet

Citar que a World Wide Web chegou ao ponto de aceitação geral em 1995, parece história de muitos séculos passados e não de quase duas décadas. E quantas mudanças nestes 13 anos.

Informação

Miller (Jerry P. Miller, O Milênio da Inteligência Competitiva, Porto Alegre: Bookman, 2002) afirma que convencer as pessoas a compartilhar informações é um problema presente na maioria das organizações. Integrantes de equipes quase sempre consideram que a informação é poder, e poder, sabemos, quem tem não está disposto a cedê-lo - por menor que seja.

A atitude do “o que eu ganho com isso?” também pode interferir na questão. Por que, por exemplo, deveria um vendedor ocupado, ao final de um longo dia de estrada, sentar-se no seu quarto de hotel e mandar por e-mail para a sede comentários que talvez nem tenham relação direta com a venda que ele está prestes a fechar?

Lições de Inovação com “a” Google

Bala Iyer e Thomas H. Davenport
escreveram um artigo para Harvard Business Review, abril 2008, intitulado Engenharia reversa da máquina de inovação da Google, cujo resumo da publicação, segue:

“Mesmo entre empresas de internet, a Google (isto mesmo a empresa não o buscador) se destaca como um empreendimento projetado com a meta explícita de buscar profusão e rapidez na inovação. Muito daquilo que a empresa faz tem raízes em sua lendária infra-estrutura de TI. Só que na Google tecnologia e estratégia são inseparáveis e mutuamente pemeáveis - o que torna difícil dizer se, ali, a tecnologia é o DNA da estratégia ou se é o contrário. Seja como for, os autores acreditam que a Google será a herdeira, na era da Internet, de empresas como General Electric e IBM - ou seja, um modelo de prática administrativa.

A Google investiu bilhões de dólares para montar uma plataforma operacional na internet e desenvolver sua tecnologia proprietária. Isso permite à empresa criar e lançar com rapidez novos serviços - de autoria própria ou criados por parceiros. No papel de proprietária e operadora desse “ecossistema” de inovação, a Google pode controlar a evolução da plataforma e extrair uma parcela desproporcional do valor nela gerado. Já que toda transação ocorre nessa plataforma, a empresa tem perfeito e contínuo conhecimento da informação resultante - além de acesso a ela. É ainda, centro de todo fluxo novo de receita.

Além da tecnologia expressamente projetada para inovação, a Google tem uma estratégia cultural e organizacional que a ajuda a atrair os profissionais mais brilhantes do mercado - e a extrair de todos a máxima contribuição possível.
Entre as práticas da Google estão reservar parte da carga horária do pessoal para inovação, eliminar impedimnetos no processo de desenvolvimento e cultivar o gosto pelo erro e pelo caos.


Embora certos elementos do sucesso da Google como inovadora possam ser muito caros e difíceis de reproduzir, praticamente toda empresa pode adotar alguns deles e lucrar com isso, concluem Bala Iyer e Thomas H. Davenport, Harvard Business Review Brasil, abril 2008, assinantes podem ler artigo completo, clique aqui.“




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Sobre o autor

Alfredo Passos

Atividades Profissionais:

Alfredo Passos, info@kmchouse.com.br, é Partner da Knowledge Management Company, empresa especializada em Estratégias Empresariais e Inteligência Competitiva.

Publicitário, Doutorando em Administração, Mestre em Comunicação e Mercado, Pós-Graduado pela ESPM, com Certificado em Diagnóstico Empresarial pela The Association for Overseas Technical Scholarship – AOTS do Japão.

Ex-executivo de grandes empresas como Brasilit - Grupo Saint-Gobain e EDS América Latina.

A Knowledge Management Company, vem assessorando empresas públicas e privadas de diversos setores da economia como: agropecuária, indústria (bens de produção, capital, consumo) e serviços (mercado financeiro), na implantação e fortalecimento de unidades de Inteligência Competitiva, bem como no fornecimento de informações e técnicas para análise de setores e da concorrência, para departamentos de planejamento estratégico, além de informações mercadológicas para lançamento ou reposicionamento de produtos para departamentos de marketing.

Prêmio Internacional e Associação

Em março de 2003 recebeu premiação internacional de destaque: o Prêmio SCIP Catalyst Award, tornando-se o primeiro profissional da América Latina a receber esta laúrea da Society of Competitive Intelligence Professionals dos EUA.

Membro e voluntário da SCIP. Palestrante por três oportunidades nas Conferências Internacionais da SCIP. Recentemente, em 2007, foi um dos palestrantes com trabalho aceito na Conferência Internacional (SCIP) realizada em Nova York, U.S.A.

Atividades Acadêmicas

Professor da ESPM: Graduação (Inteligência Competitiva e Orientação PGE) e Pós-Graduação (Estratégias Empresariais) no MBA Executivo e 1a.Gerência.

Professor Convidado da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia - FACE, PUC RS, para um dos módulos do curso de pós-graduação "Gestão e Inteligência Competitiva".

Livros publicados

Autor de três livros sobre Inteligência Competitiva: 1. INTELIGÊNCIA COMPETITIVA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS: Como superar a concorrência e desenvolver um plano de marketing para sua empresa;2. E a Concorrência… não levou !- Inteligência Competitiva para gerar novos negócios empresariais e 3.Inteligência Competitiva - Como fazer IC acontecer na sua empresa, todos publicados pela LCTE Editora.

Blogs e Websites sobre Gestão e Inteligência Competitiva

Em apoio às atividades acadêmicas e de grupos profissionais escreve os blogs: Inteligência Competitiva: Da Teoria à Prática e Laboratório de Informações Mercadológicas

Participe das comunidades profissionais de Inteligência Competitiva e/ou Inteligência de Mercado no Linkedin, Ning e Inteligência de Mercado, neste Portal Administradores.

Também conheça a Associação Brasileira dos Analistas de Inteligência Competitiva - ABRAIC.

Alfredo Passos, coordena um ciclo de palestras sobre Inteligência Competitiva, na ESPM, com conteúdo disponível para profissionais e interessados em Inteligência Competitiva, através do website Inteligência Competitiva.



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