Anônimo | 4 ano(s) atrás
mais do mesmo...
Prezada Sandra,
tenho um filho que é professor de Educação Física e se especializa em Treinamento Desportivo; tenho outro que cursa Sistemas de Informação (isso forma analistas de sistemas); minha caçula cursa Administração de Empresas (digo a ela que isso forma bacharéis em Administração de Empresas, que é algo bem diferente de administradores). Minha esposa está no último ano de Pedagogia e é professora há muitos anos.
Apesar do discurso pós-moderno a respeito do volume, velocidade e profundidade das mudanças ocorrendo em nosso mundo, não estou certo de que as coisas mudem tanto assim - um pouco de perspectiva histórica e, rapidamente, ficamos convencidos de que temos mais do mesmo, com muita, mas muita tecnologia a mais.
Assim, as profissões do futuro serão as mesmas de sempre: administradores (públicos e privados, incluindo o que conhecemos por políticos), advogados (no tempo do Império Romano chamavam-se retóricos), pedagogos (o que conduz a criança, uma necessidade em cada cultura humana), médicos (de fato, todos os profissionais da saúde) e pastores (líderes espirituais, tenham o nome de padre, pajé ou mulá), engenheiros (sejam construtores de casas, sejam astrofísicos) e artistas (de todo tipo, músicos ou designers). Os demais profissionais, cujas especialidades estejam ligadas a cada uma das vertentes tecnológicas em vigor, devem descobrir, em si, as qualificações que os aproximam dessas profissões básicas, o que lhes permitirá ir de uma a outra atividade ao longo de sua carreira profissional - sem isso, serão como os cobradores de ônibus e os ascensoristas, essa excrescência de outros tempos que se mantém, aqui e acolá, por força de lei, mas sem qualquer legitimidade mercadológica.