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Educação Corporativa

Na medida em que as empresas começam a perceber a necessidade de repensar seus tradicionais centros de T&D (Treinamento e Desenvolvimento), de modo que possam contribuir com eficácia e sucesso para a estratégia empresarial, agregando valor ao resultado do negócio, surge a idéia da Universidade Corporativa. Na realidade um outro ambiente de aprendizagem, respaldado por uma Pedagogia própria, ou seja, a Andragogia.

Pretendo lançar alguns aspectos importantes nesta reflexão sobre as possibilidades, desafios e limitações de se estabelecer parcerias profícuas e revitalizadoras entre universidades ou institutos de ensino superior tradicionais e esta nova modalidade de educação.
Uma universidade corporativa deve estar envolvida em todas as fases da educação,desde identificar as necessidades atuais e futuras da empresa e elaborar os cursos até colocalos em prática. A verdadeira universidade corporativa treina além de seu pessoal, clientes, fornecedores e a comunidade onde está instalada.

A competitividade crescente na disputa por mercados tem imposto às organizações a necessidade de repensar a sua atuação e de estabelecer uma nova definição de negócios. Nesse contexto, a obtenção e a seleção adequada de informações pode representar o diferencial competitivo necessário para determinar vantagens competitivas para uma organização. O conhecimento está portanto, se transformando no recurso que mais agrega valor aos negócios e, por conseguinte, à economia.

As empresas cientes da importância do conhecimento na sua arena de atuação, e impelidas a buscar e manter uma força de trabalho em processo permanente de aprendizagem, vêm desenvolvendo diferentes estratégias de atuação objetivando a manutenção de empregados com elevado potencial de agregação de valor, representando uma fonte potencial de vantagens competitivas.

Margerison (1992) aponta que um número considerável de organizações criou a sua própria business school, motivado pela convicção de que interessa à empresa integrar o trabalho e a aprendizagem de maneira mais consistente, como forma de ampliar as habilidades de seus recursos humanos, visando a continuidade da prestação de um serviço de qualidade para a empresa. Essa afirmação é reforçada por Meister (1998) ao apontar que a proliferação destes cursos formais pelas próprias organizações é conseqüência do crescente interesse organizacional pelo desenvolvimento permanente de empregados capacitados. Greenspan (1999) corrobora tal afirmação discorrendo que o aumento da demanda por serviços educacionais, particularmente on-the-job training, impulsiona a proliferação das então denominadas, universidades corporativas.

É fundamental destacar que a criação destes cursos formais pelas empresas, disponibilizados pelas universidades corporativas, não se restringe apenas à seara da administração e gerência; abrange a área de informática, de engenharia e outras áreas consideradas vitais para o tipo de negócio da empresa. Algumas universidades corporativas focam as core competencies, tais como o desenvolvimento de qualidades de liderança e a compreensão dos valores organizacionais. Outras enfatizam a aprendizagem horizontal, em que, profissionais de marketing aprendem sobre tecnologia, por exemplo. E outras enfocam a aprendizagem vertical, promovendo o aprofundamento de conhecimentos e técnicas específicas. Evidentemente, combinações entre esses tipos são bastante freqüentes.

Uma série de organizações, principalmente nos Estados Unidos, vem se beneficiando dos conhecimentos e habilidades que têm ajudado a promover a partir da criação de departamentos ou instituições voltados especificamente para a promoção da aprendizagem organizacional. Pode-se citar as empresas Motorola, Arthur Andersen, Arthur D. Little, Disney, McDonald?s, Nokia, Oracle, IBM, General Eletric, entre outras, como organizações que criaram centros de ensino próprios para a condução de atividades voltadas para a aprendizagem, denominadas universidades corporativas.

Muitas destas instituições têm estendido os seus programas de educação e treinamento a fornecedores, clientes, franqueados e, também, a outras empresas. Algumas destas instituições têm tornado os seus programas acessíveis ao público interessado em geral, e outras têm transformado sua universidade corporativa em uma fonte de receitas expressiva.

No Brasil já iniciaram suas atividades a Motorola University, Universidade do Hambúrguer da McDonald´s, Escola Amil, Instituto de Formação Carrefour, Universidade Algar, Unite da Telemar, Universidade TAM, e outras mais, com destaque, de acordo com Eboli (1999), para a Academia Universidade de Serviços do grupo Accor, Boston School do Bank Boston, Visa Training e Universidade Datasul.

As universidades corporativas, em âmbito mundial e nacional, vêm se multiplicado em número e suas ações têm despertado a atenção para o fato de que se configuram em um novo locus de gestão de conhecimento. Antes de se enveredar nessa discussão, é pertinente uma descrição prévia das características gerais das universidades corporativas.
Temos hoje cerca de 200 UC no Brasil e o número cresce a cada dia. Nos EUA o número é 10 vezes maior. O que você tem a dizer sobre o assunto?

dono:Maria Carmem Tavares
categoria:Administração
criada em:15/05/2008 09:21
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