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Profissionalismo para a Gestão Pública

1-8 de 8 mensagens
 
Profissionalismo para a Gestão Pública
Em época de campanha eleitoral, os candidatos apresentam várias propostas de desenvolvimento econômico e social ao país. Mas acredito que há um ponto que norteia todas as questões nessa área e que ainda não teve um merecido destaque: a busca pelo profissionalismo da Administração Pública. Atualmente existem diversos cargos públicos ocupados por pessoas com pouquíssimo conhecimento sobre a sua área de atuação ou até mesmo nenhum, os quais são indicados devido a um auxílio prestado durante a campanha à candidatura ou por haver laços de parentesco e/ou amizade entre os envolvidos simplesmente. Nesse caso, o preenchimento dos cargos torna-se subjetivo e irresponsável, pois não considera fatores importantes como mérito de competência, imparcialidade e de habilitação legal para o exercício das funções, e que possibilita ao ocupante uma atuação distorcida, que possa contemplar mais favores pessoais do que o interesse público. No Brasil, existem inúmeras profissões e, a título de exemplo, muitas delas são regulamentadas por lei e com a representatividade de seus respectivos conselhos de classe como CRM, CRA, OAB, etc., que orientam e disciplinam, quando necessário, os profissionais registrados para que desempenhem suas funções privativas de maneira proba e objetiva. No setor privado, as instituições que investem no profissionalismo conseguem obter de seu quadro funcional empenho e responsabilidade. É necessário que isso também se aplique na esfera pública, a fim de que o país possa resgatar a estrutura de seu funcionalismo de carreira e promover a capacitação técnica de seus servidores. Alguns dos países mais desenvolvidos do mundo, como Estados Unidos e Japão, já investiram nessa idéia e seus governos conseguem elaborar mecanismos de controle sobre as suas atividades com solidez e transparência, estipulando ações concretas que buscam a melhoria da qualidade de vida e a defesa da sociedade. Essa é uma tendência mundial e está na hora do Brasil começar a incorporar essa cultura no desenvolvimento de suas políticas para proporcionar um futuro mais justo aos seus cidadãos. No dizer do Relatório Final da CPMI "dos Correios" , Volume II pág. 1654 do ano de 2006 é possível verificar a relevância do tema: "A Administração Pública, assim como seus cargos e funções são patrimônio do Estado, e não deve, portanto, ser colocada a mercê dos ímpetos nepotistas e clientelistas do governo, sob pena de criar-se ambiente mais que propício para a proliferação da corrupção".É importante refletirmos sobre o assunto e que venhamos a exigir o profissionalismo de nossos governantes no âmbito da Administração Pública, para que se evite a troca de favores e o "amadorismo" profissional no exercício dos cargos, e inibir erros e corrupções que geram um alto custo social ao país.

Por Rodrigo Roratto Consultor e Administrador de Empresas
 
Eduardo Buys | 3 ano(s) atrás
A Prática da Cidadania
Francisco, gostei do texto de abertura. Criei também uma comunidade com o título acima, que tem tudo com a Gestão Pública, na medida em que nós, os cidadãos é que "contratamos" a Administração Pública, para gerir nossos recursos. Contratamos através dos votos, para gerir os impostos que recolhemos diariamente aos governos, nas três esferas -Municipal, Estadual e Federal. 
E a prática da cidadania entra onde nestes contratos? 
Delegação sem cobrança vira bagunça, contrato sem executor é dinamite com estopim curto, e acesso. A cidadania é a vigilância, nescessária sobre tudo aquilo que tem valor. Vigilamos pela nossa Família, filhos, trabalho, nossa casa e patrimônios, nossas finanças. Por que não iríamos vigilar sobre a nossa nação? Não apenas pelo sentido patriótico, mas também porque esta nação abriga tudo aquilo que já vigilamos em primeira instância: Familia, filhos...
Faz sentido, não?
Creio que o Brasil encontrará seu lugar no mundo justo no momento em que tiver uma excelente administração, profissionalizada e ética, compromissada com quem paga os impostos, com os cidadãos vigilando diuturnamente os seus prepostos. 
Peço que visite nossa comunidade "A Prática da Cidadania" e comente. 
Sou varejista e tenho tanmbém o Blog do Varejo www.varejototal.zip.net
Visitas e comentários são muito estimados.
Abraço, Eduardo Buys 
 
Quanto pesa a ineficiência do Governo
O brasileiro trabalha cada vez mais para pagar tributos e serviços privados que teoricamente deveriam ser oferecidos pelo Governo de forma eficiente. Do início do ano até o dia 5 de junho, ou seja, 156 dias, a classe média brasileira trabalhou só para pagar tributos. De 6 de junho até 29 de setembro (116 dias), o esforço de trabalho será destinado ao pagamento de serviços nas áreas de educação, saúde, previdência, segurança e pedágio. É o que revela estudo divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). "Com a elevação dos gastos para os serviços privados em substituição aos serviços públicos, o cidadão de classe média neste ano só começará a trabalhar para comer, se vestir, morar, adquirir bens, gozar férias e fazer alguma poupança no dia 30 de setembro", afirma Gilberto Luiz Amaral, presidente da entidade e um dos coordenadores do estudo. Ele explica que, por ineficiência, o Governo tem transferido cada vez mais a responsabilidade dos gastos com serviços básicos para as famílias, que recorrem à iniciativa privada e aumentam suas despesas. Segundo ele, a segurança privada é o item que mais cresceu proporcionalmente. "Há 20 anos, esse era um gasto irrelevante, muito pequeno. Dentro de uma ordem de principais dispêndios da população, estava em 14ºlugar. Hoje está em 5º, perde apenas para alimentação, habitação (inclui vestuário), saúde e educação", diz Amaral. Outra despesa que passou a pesar nas contas da classe média nos últimos anos foram aquelas com as estradas, que se reflete de forma direta no pagamento de pedágios ou, indiretamente, no custo embutido de fretes na circulação de bens e serviços. Esses gastos, segundo ele, nem entravam no orçamento das famílias. "A população faz um sacrifício enorme para pagar uma carga tributária de país desenvolvido, mas o retorno quanto à eficiência é equivalente à dos países africanos", critica o tributarista. O estudo também compara o número de dias trabalhados no Brasil para pagar tributos ao de outros países. Enquanto a classe média brasileira trabalha 156 dias, na Argentina são 97 dias, no Chile, 92, e no México, 91. "O que se faz com a classe média brasileira é um verdadeiro massacre. A locomotiva de desenvolvimento de qualquer país do mundo é a classe media. Na Índia e na China essa classe cresce a olhos vistos, no Brasil está estagnada. Eles também têm ineficiência governamental, mas a carga tributária é metade ou menos da metade da brasileira", observa.
Fonte: Portal da Classe Contábil.

 
Luiz Costa | 3 ano(s) atrás
Politica ou politicagem
O modelo de Gestão nos leva a concluir que tudo que se pratica neste país tem como finalidade o enriquecimento ilícito ou a perpetuação no poder. Trabalhamos para pagar impostos sem recebermos em troca os serviços essenciais (saúde, educação, segurança e etc.) O governo arrecada e investe em vales e bolsas para os mais pobres, sem com isso tirá-los da miséria. Quando o governo investe em estrada, metrô, trem, saúde, etc ) é para privatizá-los, gerando com isso mais custos para a classe média. Na verdade nem podemos dizer que escolhemos nossos candidatos, pois, são os partidos que os escolhem, e nós apenas votamos naqueles por eles escolhidos. Em suma, vivemos numa roda viva.
 
CESAR LUIZ MARINHO | 3 ano(s) atrás
considereções às opiniões
Olá pessoal, permitam-me opininar a respeito do tema.
Concordo em termos com os colegas. Considero, sim, que ainda estamos num estágio de profissionalização do serviço público, ou da administração pública. Porém, aquela imagem que os administradores públicos são apadrinhados sem formação técnica-profissional nenhuma, está caindo por terra.  A maioria dos cargos de carreira e de responsabilidade gerencial, principalmente, são ocupados por profissionais altamente qualificados. Prova disso são os concursos públicos cada vez mais concorridos. A procura da estabilidade não é o fator principal, como muitos alegam. Na verdade, a área pública representa uma excelente oportunidade de remuneração, especialmente quando nos referimos aos cargos ditos gerenciais. Além disso, os governos estaduais e federal, vêm, há tempos promovendo programas de capacitação a seus servidores. Isso é fato.
Com relação à carga de impostos, realmente carga tributária está num patamar praticamente inaceitável. No entanto, as comparações com outros países, citadas pelo colega, carece um pouco de reflexão. Em que pese o número de dias trabalhados, esse não o melhor método para se mensurar a carga tributária. Há países, por exemplo, em que a carga de tributos supera em muito a do Brasil. Não estou querendo dizer que a nossa seja justa. Poderemos questionar que em outros países o dinheiro é melhor aplicado. Não é verdade. 
Outra coisa, o setor privado, assim compreendido as indústria, comércio e serviços, costuma reforçar o coro por diminuição da carga tributária. É a mesma que acumula lucros sucessivos há anos (de modo geral).
Agora, com relação ao comentário do colega "O governo arrecada e investe em vales e bolsas para os mais pobres, sem com isso tirá-los da miséria",  desculpe-me a sinceridade, mas, a afirmativa foi no mínimo infeliz. Não se deve assegurar posições sem ter um mínimo de conhecimento de causa. Isso é insensato.
Bom, vou parando por aqui, estão acabando os meus créditos.
 
Luiz Costa | 3 ano(s) atrás
politicas e politicas


Que me perdoem  aqueles que por algum motivo se sentem na obrigação de defender politicas  governamentais desprovidas de objetivos mais consistentes. Ser cidadão vai além de ter o que comer. Insensato é achar que isso é politica. Me desculpe amigo, mas esta é a minha opinião.












 
William Cavalcante | 3 ano(s) atrás
Lutando pela Gestão
Tenho uma visão de mudança. Sou formado no Magistério e sou servidor publico municipal. Quando eu ainda estava no curso aprendi algo observando meus professores. Sabendo que alguns deles também trabalhavam na Prefeitura identifique que éramos parceiros na formação da Educação. Com a atenção da didática do ensino, fui aprendendo a valorizar a arte de ensinar. Durante o estágio, o contato com a sala de aula, me fez ver um mundo real. Neste tempo, fui chamado para trabalhar no departamento de contabilidade. Alí, trabalhei com os prgramas do Ministério da Educação que me aproximou da idéia de valorização do Ensino. Este foi o momento em que algumas coisas começaram a se encaixar na minha carreia. Essa mudança me obrigou a buscar a graduação em ciências contabeis. Hoje estou no 6º período e atualmento trabalho com Convênios. Tudo isso para fazer a diferença na Administração Pública. Acredito que falta mais experiência na área da gestão de projeto e TIC, que não é difícil quando se tem metas bem definidas. Sou concursado e filho desta cidade.

Abraços!
 
LEILA MOTA | 3 ano(s) atrás
Avaliando e Pensando a Gestão Pública.
Planejar, implementar e avaliar políticas públicas, com o objetivo de garantir que essas medidas tenham resultados concretos e permanentes, independentemente do governo que esteja ocupando o poder. 
Desta forma, os futuros e os gestores acabam sendo absorvidos pela iniciativa privada, o que é uma pena, já que o objetivo de governar é ter gestores eficientes, responsáveis e éticos, para a área pública, contribuindo para o próprio desenvolvimento do Brasil. O que falta, ainda, é o reconhecimento profissional.  O futuro gestor tem que ser um profissional sério, competente e muito bem formado. Mas o governo não tem aproveitado convenientemente essa mão-de-obra, até mesmo em função da corrupção. Alguns gestores, até mesmo alguns que conheço, poderiam fazer um trabalho magnífico no setor público, se fosse dada a oportunidade certa e na hora certa.
 O simples fato de governar já é de uma responsabilidade enorme, pois a partir do momento em que se assume esse cargo, além de cuidar da saúde financeira de uma cidade ou estado, o governante também tem que cuidar do povo. Por isso, apesar da responsabilidade do gestor ser enorme, a responsabilidade dos que o elegem é maior ainda.

Abraços!