É preciso lembrar que, para uma empresa se tornar profissional, o primeiro passo não é contratar administradores profissionais que não pertençam à família. O fundamental é a atitude que a família assume diante da profissionalização. Muitos executivos contratados por estas empresas queixam-se de problemas como falta de clareza na orientação que a família pretende imprimir à empresa e das dificuldades de conseguir resultados onde há muitas situações questionáveis.
As empresas familiares são a forma predominante de empresa em todo o mundo. Para a maior parte das pessoas, as duas coisas mais importantes em suas vidas são suas famílias e seu trabalho. É fácil compreender o poder das organizações que combinam ambas as coisas. Estar em uma empresa familiar é algo que afeta todos os participantes. O papel de presidente do conselho é diferente quando a empresa foi fundada pelo seu pai, e sua mãe e seus irmãos participam das reuniões, assim como se sentam em torno da mesa de jantar.
O papel de sócio é diferente quando o outro sócio e um cônjuge ou filho. O papel de representante da empresa é diferente quando este foi precedido na mesma localidade há vinte anos por seu pai e vinte e cinco anos por seu avô. Esta diferença não é apenas um sentimento, ela está enraizada na realidade. As empresas administradas por famílias constituem, uma forma organizacional peculiar, cujo “caráter especial” têm conseqüências positivas e negativas. Elas extraem uma força especial da história, da identidade e da linguagem comuns às famílias. |