Troca de informações para chegar nessas pessoas.
Alguns assuntos recomendados:
- Search Engine Marketing
- Webanalytics e métricas em geral
- Social Media Optimization
- e-Mail Marketing e Permission Marketing
- Interatividade
- Behavioral Target (Segmentação Comportamental)
Propagandas não serão toleradas!
Grupo destinado a profissionais que trabalham ou tenham interesse em marketing.
Criado para acolher os profissionais cadastrados no grupo PROFISSIONAL DE MARKETING do Grupos Abril, que hoje utiliza este portal para a atuação dos seus grupos.
As interações envolvem discussões sobre conceitos, teorias, cases, notícias, empresas, dia-a-dia do trabalho e desenvolvimento de carreira. O foco da lista é a discussão de temas de marketing.
Estou a disposição para esclarecer possíveis dúvidas!
Grande abraço,
Viviane Teobaldo
Jornalista e Profissional de Marketing
Recife/PE
viteobaldo@gmail.com
Não há no Brasil um código do Marketing, tampouco uma lei específica sobre o tema. No entanto, existe uma coletânea de normas esparsas, representadas, principalmente, pelo Código de Defesa do Consumidor e pela Lei Antitruste, ambas informadas por princípios constitucionais.
Assim, para a construção do sistema do Direito do Marketing – ou Marketing Jurídico –, extraem-se fundamentalmente normas e princípios dessas duas legislações, sem prejuízos de outras a título supletivo.
Portanto, nos dias de hoje, em um mercado de alta competitividade, nos termos da livre concorrência da iniciativa privada e dos grandes conglomerados que compõe o cenário empresarial, formando a cadeia de consumo, que se faça uma análise do ambiente jurídico em consonância com o Marketing, por meio de fatos e valores normalizados.
Devem ser analisados basicamente dois tipos de relação jurídica: a primeira entre fornecedor e consumidor; e a secundária entre os fornecedores de serviços, ou seja, a adequação dos serviços jurídicos prestados pelas grandes bancas de advocacia com a real necessidade do cliente/carteira a qual representa.
O marketing, a exemplo de outras tantas práticas econômicas ou comerciais, é realizado em massa. O contexto meta individual das relações jurídicas em jogo não pode nunca ser olvidado sob pena de se construir uma dogmática ultrapassada.
O Marketing Jurídico é possível ser trabalhado tranqüilamente dentro do Código de Ética da OAB (Lei 8.906/94 – Estatuto da Advocacia), por meio de seu Mix: praça, preço, promoção e produto (ou serviço).
Veja algumas das ferramentas mais utilizadas pelo meio:
- Marketing de relacionamento - ( CRM, DBM e buzz marketing)
- Marketing digital - ( otimização, site interativo, e-mail marketing)
- Promoção e eventos -( workshops, palestras e etc)
- Assessoria de Imprensa
- Publicidade - (posicionamento da marca em nixos focados)
- Parcerias Estratégicas
http://www.marketingjuridicobrasil.blogspot.com
O CONCEITO
No início da presente década Zohar e Marshall, dois professores da Universidade de Oxford (GB), completam o quadro geral da inteligência humana com o QEs (Quociente Espiritual), revelando a inteligência suprema do ser humano, o poder transformador do homem. O processo que deriva da Inteligência Espiritual une, integra e potencia o diálogo entre razão e emoção, indo mais longe, fornecendo um centro activo e outorgador de sentido, suportando a transformação ligada à sabedoria para lá da mente consciente, permitindo-nos mais do que a habilidade de seguir valores – a de criar a possibilidade de os ter.
Igualmente, cento e noventa e nove países, entre os quais Portugal, ratificaram durante o ano de 2005 a Declaração Universal de Bioética e Direitos Humanos (UNESCO), afirmando que “a identidade de um indivíduo inclui dimensões biológicas, psicológicas, sociais, culturais e espirituais”. Como poderiam os marketeers ser indiferentes à mais intensa das dimensões humanas: a espiritualidade?
Referimo-nos à dimensão que está além da racionalidade ou da lógica que permite ao homem seguir regras e estratégias (Quociente de Inteligência), estando, igualmente, além da emoção que reconhece padrões e constrói hábitos (Quociente Emocional). A dimensão espiritual possibilita o pensamento unificador, onde reside o potencial do princípio animador ou vital do ser humano (Quociente Espiritual). As questões sociais, culturais e psicológicas, assim como as questões ambientais têm merecido a atenção por parte de algumas das organizações mais responsáveis. Contudo, a dimensão espiritual do Homem, vista como o mais alto patamar da prosperidade integral, vem sendo esquecida, porque é muitas vezes confundida com a perspectiva religiosa. Desta forma se verifica o distanciamento da questão do auto-conhecimento em ambiente empresarial. O auto-conhecimento permite o despertar da consciência, tornando-nos capazes de escolhas mais assertivas e consequentemente mais satisfatórias e significativas.
Do ponto de vista conceptual o marketing espiritual tem vindo a perder sentido desde o tempo em que ágeis facilitadores espirituais como Joe Vidal ou mesmo Bob Proctor (O Segredo) confundiram marketing espiritual com terapias de auto-ajuda, programação neuro-linguística, ou mesmo com o marketing pessoal.. Apesar destas abordagens serem muito desejáveis, não podemos deixar de referir um certo abuso em volta do termo marketing, no que às questões espirituais diz respeito.
Ainda que de uma forma superficial, também o neuromarketing nos revelou um mundo demasiado complexo, trazendo de volta a necessidade de uma abordagem mais íntima às questões relacionais, ante a constante tensão entre impulsos eléctricos cerebrais, necessidades e desejos humanos. Aliás, muitos anos antes Schopenhauer já teria lançado o aviso ao afirmar que o homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode querer o que quer. Estas circunstâncias, ao se afigurarem como não exclusivas da área comportamental, radicam-se, necessariamente, ao nível das mais subtis competências, ou seja, para além da simples condição físico-química do ser humano.
Mesmo o factor atitude, ponto crucial da competência organizacional, não depende exclusivamente de um conjunto de impulsos eléctricos cerebrais, de formalidades ou regras. Existe um grupo alargado de padrões não convencionais que constantemente interferem nas decisões humanas, tornando-se necessário agir a um nível mais íntimo. Contudo, tal não quererá dizer que devemos subalternizar a dimensão técnica, pelo contrário, pretendemos assegurar o seu fortalecimento. Os computadores têm um elevado Quociente de Inteligência, conhecem as regras e conseguem segui-las sem erro. Mas, só o homem é capaz de questionar as referidas regras. Uma máquina, assim como um animal, trabalha dentro de uma lógica de “jogo finito”. A dimensão espiritual permite alargar as fronteiras de um “jogo infinito”, dando aos homens a capacidade de colocar em causa regras que eles próprios criaram. Esta é uma realidade que coloca um desafio inacabável à extensão tecnológica. Triste para os homens não será nunca que os computadores pensem como as pessoas, lamentável será que os homens pensem como os computadores.
Ao imaginarmos um marketing para a responsabilidade espiritual nas empresas propomos um conceito que se inscreve dentro da linha de entendimento do marketing relacional, não esquecendo que as organizações deverão estar focadas em valores, em estratégias,.., dependentes de hábeis negociadores, criativos, empreendedores, que saibam trabalhar sob pressão. Mas, ser-lhes-á isso possível na ausência da consciência de si mesmo?
Partindo desta questão surge um novo conceito de marketing que se propõe chegar à mais íntima dimensão do psiquismo humano, antecipando o caminho para um marketing de proximidade real.
MARKETING DE PROXIMIDADE REAL: O MARKETING PARA ALÉM DA PERCEPÇÃO
Na actualidade o indivíduo sente-se no mundo – não do mundo. Isto é, igualmente, o que acontece com aqueles que constituem o tecido relacional das empresas. O marketing de proximidade real enaltece a sustentabilidade das condições de reciprocidade, de aceitação e das transformações em si próprias, projectando-as em todos os seus públicos relacionais.
Pretende-se, no caso em mãos, estabelecer condições propícias para o homem que procura, em todas as relações, uma dimensão exclusiva/interior. Cabe pois ao Marketing de Proximidade Real aumentar a atracção, removendo os obstáculos mais íntimos, facilitando a interdependência aos que procuram o nexo que assiste à experiência empresarial. Apesar da riqueza material e do desenvolvimento tecnológico das organizações, falta algo estruturante à gestão actual. Para nós isso será a capacidade de alterar um mero trabalho numa vocação. Só este pensamento poderá unificar a experiência humana, de forma contextualizada e transformadora nas empresas. Infelizmente, a vocação não se encontra dentro da actual estrutura de valores da comunidade dos negócios.
O marketing tem vindo a evoluir na sua orientação, indo para além do produto, da venda, do mercado, do cliente,.. Assim, depois do marketing massificado, do marketing de segmentação, do marketing one to one,.., surge igualmente o marketing orientado para o Ser, onde o compromisso entre as empresas e todos aqueles com quem estas se relacionam é conseguido através de parcerias inclusivas. Procura-se um impacto significativo nos negócios, ou, pelo menos, dar às suas competências conotações mais amplas, no que respeita à empatia que leva à fidelização, através de benefícios (espirituais), transformadores de quem os produz, e consequentemente dos seus públicos relacionais. Este efeito introduz-nos num ambiente de elevada proximidade e confiança, garantindo relações mais transparentes, e consequentemente de maior prazo, aumentando o QEs (Quociente Espiritual) dos parceiros implicados.
No marketing de proximidade real a espiritualidade facilita a criação de uma imperceptível teia no entorno organizacional, pelo que o mundo das empresas deverá ser visto como um todo, polarizando positivamente as referidas relações. Esta procura só poderá existir como resultado de uma permanente e efectiva dinâmica integrada e reciprocamente complementar, da evolução económica, humana, social, se obviamente acompanhada de mudanças ao nível espiritual. Estamos perante uma forma sustentada de revolução organizacional, já que passamos a perceber a realidade empresarial, do ponto de vista do paradigma quântico, tendo em conta a capacidade da consciência de todos os implicados interferir na criação da realidade. Já anteriormente Jung teria dado a sua contribuição para este entendimento ao apresentar a sua teoria da sincronicidade e do inconsciente colectivo. Contudo, é na verdadeira origem destas ideias que vamos buscar a influência decisiva para o marketing de proximidade real. Referimo-nos ao budismo primordial e ao milenar conceito de interdependência.
A INFLUÊNCIA ORIENTAL
A cultura atomista separa-nos uns dos outros, isolando os que são diferentes por alguma razão,.., os critérios inclusivos dizem respeito à coerência entre o discurso e a prática em todos os seus detalhes. Do ponto de vista organizacional isto acontece a partir da visão do homem, enquanto sujeito de relações, que pode mudar a sua própria vida, bem como contribuir para a mudança das demais, sem colocar em causa a sustentabilidade da organização representada.
Aqueles que procuram compreender o budismo aprendem que a principal responsabilidade do ser humano passa pela libertação de todo o sofrimento (nirvana). Para o Zen esta possibilidade depende, em grande parte, da forma como se compreende o espaço que é deixado para a não mente, o wu-nien que permite a compreensão do subconsciente; ou daquilo que para outros, como é o caso da filosofia de Hui-neng, traduz a ideia de natureza-própria. A isto as neurociências chamam a realidade para além da física e da química do ser humano, no nosso entender a Inteligência Espiritual.
No Marketing de Proximidade Real aprofundamos a aproximação à sabedoria humana (a prajna dos budistas) no que respeita o espaço da não-mente, a fase “inconsciente” da mente. Assim, no nosso modelo de trabalho agimos ao nível do conflito psicológico anterior à vontade humana, concentrando-nos, deste modo, no que é precedente à intencionalidade no homem, ou seja, anterior às necessidades, aos desejos e às motivações.
A sintonia com o princípio transcendente e transpessoal proporcionado pelo Marketing de Proximidade Real é um diferencial não espontâneo, a ser conquistado e desenvolvido tendo por base formação desenhada exclusivamente para as empresas, visando o desenvolvimento da Inteligência Espiritual. O primeiro passo a dar neste sentido será o de contratar recursos humanos com base em critérios inclusivos. Igualmente, cumpre às empresas apostar numa formação complementar em mind-sets, ou seja, em técnicas (adaptadas à realidade empresarial) que vão para além do discurso, visando a introdução da atenção plena na consciência organizacional, bem como no auto-conhecimento. Exemplos dessas técnicas são a Meditação Therevada e a Zen-budista de Thich Nhât Hanh, na busca de um estado de consciência que propicia a auto-compreensão e a paz interior; as práticas de refinamento espiritual do Seishin no Jutsu, que literalmente constituem a arte do espírito; a união com o todo do Ketsugo; a arte da concentração do Mokuso no Jutsu; a arte da estratégia do Heiho; a arte da liderança do Doshu no Jutsu. Não poderíamos deixar de referir a importância de alguns dos ensinamentos da arte do Arco Zen e do Raja Yoga.
A espiritualidade é anterior a todos os valores e a qualquer cultura, portanto tão antiga como a humanidade, assim sempre que pretendermos agir a este nível teremos de nos recorrer a práticas ancestrais como a meditação e todas as anteriormente referidas técnicas de refinamento espiritual.
A realidade a que nos referimos não poderá ser confundida com o simples exercício moral, ético, regimentar. De igual modo, as mudanças de que temos vindo a falar não poderão ser periféricas. Se assim for, no essencial, tudo permanecerá na mesma. Esta mudança não poderá ser em si mesma um fim, mas sim mais uma possibilidade de caminho, onde o Dharma Marketing se afirma como uma das ferramentas do marketing relacional.
Para o Marketing de Proximidade Real a mudança de que falamos não depende de questões formais. Modificar a atitude dos outros só será possível pelo exemplo. Então, deveremos pugnar por ser o exemplo da atitude que queremos ver nos nossos públicos relacionais.
Estas mudanças reflectem-se na busca do entendimento pacificador e profundo de sentido na transformação pessoal. Alguns exemplos práticos serão a liderança ao serviço – o gestor servidor inspirado pela gratidão, a humildade, o servir como a verdadeira natureza do ser; um elevado grau de consciência de si mesmo; a reacção ao Eu mais profundo; o uso e a transcendência das dificuldades; o ser espiritualmente inteligente; o aceitar a incerteza como princípio da inspiração criadora; a espontaneidade profunda e responsável; o activismo comunitário, etc..
Em jeito de conclusão repetimos a chamada de atenção para o facto destas propostas não significarem a perda do rigor intelectual ou a reverência crédula, despojada de sentido crítico, infelizmente tão comuns nos nossos dias, em especial quando falamos em espiritualidade.
A PRÁTICA PROPOSTA PELO MARKETING DE PROXIMIDADE REAL:
TRANSPARÊNCIA
A arte de ser associada à competência do fazer
CONFIANÇA
Relacionamento coerente e calma mental
ESPÍRITO DE MISSÃO
Viver profundamente os valores institucionais
PROXIMIDADE REAL
Auto-conhecimento, Meditação e Mind-sets
DIMENSÃO HOLÍSTICA/ INTEGRAL
Gestão espiritualizada das relações
Esta matéria está fundamentada em www.dharmamarketing.org
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