A atuação feminina no mercado de Administração no Brasil

O presidente do CRA-SP, Walter Sigollo, fala sobre a atuação feminina na área

Redação com Assessoria do CRA-SP, Administradores.com,
Divulgação / CRA - SP

O mercado de trabalho cada vez mais conta com a participação e a diferenciação de mulheres em suas profissões. Com um histórico de conquistas, elas têm sido atuantes de maneira crescente na carreira de Administração.

E para falar sobre a atuação feminina na área, Walter Sigollo, presidente do Conselho Regional de Administração – CRA-SP, nos concedeu uma entrevista exclusiva. Confira:

Como tem sido a ascensão das administradoras no mercado de trabalho?

O crescimento é significativo no mercado de trabalho da Administração. Segundo a “Pesquisa Nacional 2011 – Perfil, Formação, Atuação e Oportunidades de Trabalho do Administrador”, realizada pelo Conselho Federal de Administração(CFA), o número de administradoras no Brasil cresceu 67% de 1994 a 2011.

É um número significativo que acompanha a própria expansão da presença feminina no mercado de trabalho e os dados do Censo 2010 publicados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, segundo os quais as mulheres têm um nível de instrução maior do que o dos homens. Enquanto em 2010, o percentual de homens com pelo menos o superior de graduação completo foi de 11,5% entre a população que trabalha, o das mulheres ocupadas chegou a 19,2%.

Outra pesquisa, a Global Entrepreneurship Monitor, realizada pelo Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, também aponta o crescimento de mulheres que comandam os novos negócios brasileiros: 49,6% dos que iniciam a carreira empresarial são do sexo feminino.

Que atributos das mulheres administradoras contribuem para a gestão das empresas?

O estilo de liderança feminina possui aspectos que vão ao encontro do que as empresas mais valorizam e preconizam: empatia, autoconhecimento, capacidade de lidar com muitas e diferentes tarefas e resiliência. Com essas qualidades, não será por acaso se, em pouco tempo, a sociedade chegar ao ponto de equilíbrio em itens ainda a serem superados, como é o caso da equiparação da remuneração.

O que falta para as mulheres alcançarem mais cargos de liderança nas empresas?

Pessoalmente, acho que essa conquista vem acontecendo, talvez não no ritmo que a sociedade e, particularmente, as mulheres desejem, mas vem acontecendo. Acho que as empresas devem continuar nesse caminho de dar mais condições para que as mulheres possam equilibrar a ascensão profissional com a maternidade, a exemplo das organizações que, por conta própria, aumentam o período de licença-maternidade e oferecem creches para as funcionárias. Não creio que seja necessário implementar um regime de cotas obrigatório, por exemplo.

Como o CRA-SP reconhece as mulheres administradoras?

Atualmente, 34% dos administradores registrados no CRA-SP são do sexo feminino. É um número crescente e significativo, sem dúvida. Por isso, sempre procuramos reconhecer o sucesso profissional das administradoras em todo o Estado.

Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza, Andrea Figueiredo Alvares, presidente da divisão de bebidas da Pepsico, e Karla Bertocco Trindade, diretora geral da Artesp, são exemplos de administradoras quejá foram homenageadas pelo Conselho em razão do trabalho que têm feito em prol do aprimoramento da profissão no Brasil e do desenvolvimento da sociedade.

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