Administradores.com - Artigos http://www.administradores.com.br/ Últimos artigos do Administradores.com pt-br Copyright 2019 Wed, 20 Mar 2019 10:00:00 -0300 Os cuidados que os empresários devem ter com a concorrência desleal http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/os-cuidados-que-os-empresarios-devem-ter-com-a-concorrencia-desleal/114452/ http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/os-cuidados-que-os-empresarios-devem-ter-com-a-concorrencia-desleal/114452/ Wed, 20 Mar 2019 10:00:00 -0300 Paulo Mandarino Os cuidados que os empresários devem ter com a concorrência desleal

O comércio informal está invadindo repartições públicas, praças, rodoviárias e pasmem, até aeroportos

Estamos vivendo uma época de expectativas, início de ano, governo novo, mudanças que prometem ajudar a todos através de melhoras na economia. Enquanto isso não acontece estamos vendo o comércio informal crescer de maneira impressionante com consequências que podem frustrar até os mais otimistas. Vemos esse comércio informal em todos os lugares por onde passamos.

Desde o café com bolo vendido nos pontos de ônibus ou próximo deles passando pelas quentinhas entregues em qualquer lugar, sem falar em bala, biscoito, água e refrigerante vendidos no meio de carros e avenidas de todas as cidades.

O comércio informal está invadindo repartições públicas, praças, rodoviárias e pasmem, até dentro dos aeroportos! Já podemos encontrar ambulantes vendendo todo tipo de alimento em carrinhos das próprias concessionárias em aeroportos aqui no Rio de Janeiro e até mesmo prestação de serviços; embalagens para malas de viagem e a milenar troca de moedas ; câmbio negro feito dentro dos aeroportos continuam em alta. Uma concorrência que vem afetando a todos de uma madeira silenciosa, de forma bastante ampla e grave.

Produtos adquiridos de procedência duvidosa, às vezes por meio de roubo ou furto e produtos falsificados, produtos fabricados sem o cuidado necessário com a higiene, causando risco a saúde e sem condições de rastreio, podendo causar problemas sérios de saúde, além da sujeira que alguns deixam pelas cidades. Também temos que falar sobre a sonegação que isso causa e a não geração de impostos e pagamento da Previdência Social assunto tão atual e preocupante.

Hoje sem custos de aluguel, impostos, registro em carteira e pagamento da Previdência, esse comércio informal pode levar à primeira vista uma economia de 50 a 70% para quem compra. Mas lembrando que esta conta voltará para o próprio cidadão em um futuro bem próximo com a queda de arrecadação dos estados, municípios e a Federação que ficam sem recursos para aplicar na parte mais sensível e da população. Somente com a emissão da nota fiscal garante um ciclo completo na formalidade de qualquer comércio além de ser um direito é um dever do cidadão exigir a sua nota fiscal.

Na parte dos governantes falta incentivar e reativar algumas políticas como nota fiscal paulista que premia quem exige sua nota fiscal e bonifica através de descontos no IPTU, IPVA e outros. É fundamental para o aumento desta prática tão importante para a arrecadação de estados, municípios e união.

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5 Passos para Você Vender cada dia mais http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/5-passos-para-voce-vender-cada-dia-mais/114474/ http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/5-passos-para-voce-vender-cada-dia-mais/114474/ Wed, 20 Mar 2019 09:53:05 -0300 Eugênio Sales Queiroz 5 Passos para Você Vender cada dia mais

Com uma concorrência brutal nos últimos tempos sai na frente aquele vendedor que procura fazer a diferença, tais como, os 5 passos a seguir:

Com produtos e serviços com qualidade semelhantes, preços equivalentes e prazos idem, a diferença na área de vendas está no profissional de vendas, é nele que recai toda a responsabilidade de fazer a empresa prosperar.

E com uma concorrência brutal nos últimos tempos sai na frente aquele vendedor que procura fazer a diferença, tais como, os 5 passos a seguir:

  • Estuda profundamente e constantemente o seu ramo de atuação;
  • Procura entender quais são as mudanças mais sutis que o mercado vem atravessando;
  • Não perde tempo se queixando e sim criando novas alternativas para o seu público-alvo;
    Procura destacar seus produtos e serviços em conversas diretamente com seu cliente;
  • E está sempre em busca de novos conhecimentos, através de treinamentos, leituras, workshops e eventos corporativos.

Veja que esses são passos simples, mas que requer do profissional de vendas uma atenção muito grande, pois qualquer vacilo pode ser falta para ele e para a empresa.

Hoje no mercado turbulento onde tudo muda rapidamente, sai na frente quem prepara-se sempre e não fica esperando as coisas melhorarem, ao contrário, estar o tempo inteiro com o radar ligado para captar onde e quando haverá novas guinadas no seu ramo de negócio.

Lembre-se: vender é uma arte que precisa ser aprendida por toda a vida.

Procure, portanto, fazer sempre o seu melhor.

Sucesso nas suas próximas vendas.

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Distribuição de renda: a eficácia das políticas econômicas no longo prazo e seus mitos http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/distribuicao-de-renda-a-eficacia-das-politicas-economicas-no-longo-prazo-e-seus-mitos/114473/ http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/distribuicao-de-renda-a-eficacia-das-politicas-economicas-no-longo-prazo-e-seus-mitos/114473/ Wed, 20 Mar 2019 09:20:00 -0300 Cláudio Márcio Araújo da Gama Distribuição de renda: a eficácia das políticas econômicas no longo prazo e seus mitos

Eles levam a políticas que são promulgadas como antirrecessivas, as quais alimentam principalmente a inflação sem estimular o consumo ou o emprego

Muito se fala hoje sobre as mudanças que estão ocorrendo na estrutura da economia norte-americana. Mas a retórica política e as políticas econômicas dos Estados Unidos da América ( EUA ) estão mais dominadas por mitos relativos e esta estrutura do que pelas realidades estruturadas em si. 

Eme special, há seis mitos em que quase todos acreditam, mas que estão completamente em desacordo com as realidades da economia americana.

O primeiro deles é a crença, compartilhada, já pelo que dizia ver Peter F. Drucker, por praticamente todos os economistas, de que há pela frente longos anos de altas taxas de desemprego, mesmo que a economia volte ao normal. 

Isto não bate com os números relativos à população do país. Já desde a década de oitenta, havia uma acentuada queda no número de jovens entrando no mercado de trabalho, resultado da queda da taxa de natalidade começou na década de sessenta e que diminuiu o número de nascimentos em vinte e cinco por cento ou mais em um período curtíssimo. Ao mesmo tempo, durante e depois da década de noventa, o número de pessoas em idade de se aposentar continuou e continua aumentando. 

Assim sendo, há pela frente longos anos de diminuição da oferta de mão de obra, salvo na eventualidade de uma depressão mundial ( como a de dois mil e oito que ainda não acabou ), em que haja uma reversão da taxa de natalidade e isto poderá influir no tamanho da força de trabalho. O presidente Ford, em seu discurso, do dia do trabalho, em mil novecentos e setenta e cinco, chegou a mencionar o número de noventa e cinco milhões de pessoas que teriam de ter empregos em mil novecentos e oitenta e cinco. Mas, se o presidente supôs uma condição de pleno emprego oficial - ou quatro por cento de desempregados - naquele ano da década de oitenta, então o número de noventa e cinco milhões de pessoas desempregadas dali a dez anos dificilmente seria maior do que o daquelas que estariam empregados em mil novecentos e setenta e cinco, se houvesse uma taxa de desemprego de quatro por cento em lugar de nove por cento. O número que o presidente citou como indicação da magnitude do crescimento da força de trabalho acaba mostrando não incluir absolutamente nenhum crescimento da força de trabalho. 

A escassez de mão de obra resultante não será sentida de forma igual em todas as áreas. na verdade, a área que exibiu a maior falta de mão de obra nas décadas de cinquenta e sessenta - empregos de professor - continuará sendo uma área de superávit de empregos, de novo por causa da queda da taxa de natalidade. isto pode explicar por que os especialistas, os quais são todos ou quase todos professores universitários, preveem um continuado superávit de empregos ao invés da realidade de falta de mão de obra quase certa. 

O segundo mito também está estreitamente ligado à demografia. É o mito de que é possível restaurar a atividade econômica intensa revitalizando a demanda de consumo nos dois setores verdadeiramente deprimidos: o setor automobilístico e o setor da habitação. No curtíssimo prazo, esta política de estímulo pode funcionar. Em qualquer período mais longo, por exemplo uns três anos, a demanda nestas duas áreas será baixa e diminuirá, não importa que políticas econômicas sejam adotadas. A demanda não estará lá. 

É sabido, há quase um século, desde que a General Motors Company ( GMC ) fez seus estudos básicos na década de vinte, que, nos EUA, o fator isolado mais importante na demanda por automóveis é o número de pessoas atingindo a idade em que podem tirar sua carteira de motorista. É claro que, em regra, elas próprias não compram carros novos. Elas compram os carros usados, o que possibilita aos antigos donos destes carros comprar carros novos. E o número de compradores destes carros usados, desde mil novecentos e setenta e cinco, diminuiu vinte e cinco por cento ou mais e permaneceu baixo até as primeiras décadas do século vinte e um. 

Da mesma forma, é sabido, com relação à habitação, que não é a formação de família - isto é, o número de homens e mulheres que se casam ( ou que de alguma outra forma assumem a direção de uma casa ) - , mas o número de nascimentos de um segundo filho que está mais estreitamente correlacionado com a demanda por novos imóveis residenciais. E também este número está diminuindo. Tudo o que se pode fazer ao injetar dinheiro na habitação, nestas circunstâncias, é subir os preços, o que, Peter F. Drucker dizia suspeitar, tem sido o principal efeito de todas as políticas governamentais na área de habitação desde o início. 

Não há falta de moradias. Provavelmente há um estoque de moradias grande demais, embora, é claro, não esteja todo ele nos lugares onde as pessoas estão ou querem estar. O que é preciso é de uma política que possibilite às pessoas manter o valor das residências existentes, ao passo que a maior parte da política atual, a começar pelo controle dos valores de aluguel e prosseguindo com as taxas de juros excessivamente altas para reformas residenciais, tem o efeito oposto, e tem por propósito - conscientemente ou não - desestimular as pessoas a manter suas casas e estimulá-las a comprar ou construir uma nova. E isso não pode funcionar. 

O terceiro mito é aquela crença profundamente arraigada de que nos EUA pratica-se a obsolescência planejada de produtos, especialmente de automóveis. o que foi visto ficando obsoleto, e rápido, foi o primeiro dono de um carro. 

O automóvel americano tem, na realidade, vida útil mais longa, medida em quilômetros rodados - o único fator de medição sensato - , do que qualquer outro automóvel. Na verdade, o sistema americano, no qual as pessoas trocavam de carro após um ou dois anos de uso, representava, sem que isso tivesse sido planejado, a forma mais eficiente de distribuição de renda que já houve nos EUA - uma vez que o primeiro dono pagava ao redor do dobro por quilômetro rodado do que pagava o terceiro dono ( se consideradas todas as despesas ), de modo que as pessoas mais pobres conseguiam carros em excelente estado de funcionamento, bons para rodar mais uns oitenta mil quilômetros, a um preço substancialmente menor do que o primeiro dono pagou, em essência, por vaidade. 

Pressupondo o preço de um carro novo de vinte e cinco mil dólares, o primeiro dono, rodando uma média de dezesseis mil quilômetros por ano, paga cento e cinquenta menos um terço de centavos de dólar por milha, representando uma perda de valor do carro de três mil e seiscentos dólares e um custo por milha rodada de trinta e nove menos um terço de centavos de dólar. O segundo dono, pagando quinze mil dólares pelo carro ( normalmente com a concessionária / revendedora assumindo um pequeno prejuízo ) e ficando por ele por três aos, paga sessenta centavos de dólar por milha rodada ( uma perda de valor de carro de quinze mil dólares, três mil dólares em manutenção e trinta e nove menos um terço de centavos de dólar por milha rodada ). O terceiro e último dono, que paga, talvez, cinco mil dólares e roda oitenta mil quilômetros, após o que o carro sofre depreciação total e só tem valor residual, paga cinquenta centavos de dólar por quilômetro rodado ( estimativas aproximadas ). 

Nunca se projetou uma forma mais equitativa de distribuição de renda. A redução do preço por quilômetro rodado para os donos de seminovos ou usados financiada pela vaidade dos compradores de carros novos. O carro em si não se torna obsoleto; ao contrário, ele continua rodando. 

O quarto mito seria aquela crença básica, hoje arraigada em praticamente todos os economistas, de que comprar uma casa, pagar a previdência social ou contribuir para um fundo de aposentadoria de funcionários é poupança. Mas, na verdade, estes são pagamentos de transferência. A única definição viável de poupança é recursos disponíveis para a criação de empregos. A área da habitação faz isso em grau mínimo, e a área da previdência social faz zero. Os fundos de pensão privados, a menos que sejam atacados por elementos irresponsáveis e inúteis como aqueles que se mostraram evidentes em algumas situações recentes envolvendo sindicatos, acumularão capital por alguns anos ainda. Mas, então, os pagamentos de pensão / aposentadoria começarão a se equiparar aos montantes contribuídos. 

Assim, a poupança no país é, de modo geral, uma subpoupança. E é preciso pensar em como estimular a poupança genuína - ou seja, como formar capital disponível para investimento em ativos produtivos ( o imóvel residencial, a propósito, não é este tipo de ativo; é um bem de consumo durável ). 

Quinto, existe a crença gera de que o imposto sobre a renda de qualquer natureza ( IR ) das sociedades anônimas é um imposto cobra dos ricas e dos graúdos. Mas, com os fundos de pensão sendo donos de trinta por cento das empresas americanas de grande porte - e caminhando para cinquenta por cento - , o IR das sociedades anônimas na verdade alivia a carga daqueles que estão nas mais altas faixas de renda e penaliza os beneficiários de fundos de pensão. Em muitos casos, ele significa um IR efetivo de quase cinquenta por cento sobre o trabalhador aposentado, ante os quinze por cento ou menos que supostamente ele deveria pagar. O IR das sociedades anônimas tornou-se o imposto mais progressivo do sistema dos EUA, e um imposto sobre o assalariado e sobre os salários. Sua eliminação provavelmente seria o maior passo isolado que seria possível dar rumo a uma maior igualdade de renda nos EUA, numa reforma tributária mais ampla. 

Finalmente, há o belo número falso, em que todos acreditam e que vive sendo repetido, de que os cinco por cento de maior renda do trabalho ( aqueles que ganham mais de trinta ou quarenta mil dólares por ano ) detêm quarenta por cento da riqueza pessoal dos EUA. E é claro, está se tornando particularmente popular, uma vez que o antigo número da distribuição de renda não mais corrobora aqueles que dizem quão terrivelmente desigual é a sociedade americana. 

O que derruba o mito, é claro, é a palavra pessoal. Isto porque o maior ativo isolado da típica família americana da classe média trabalhadora, seu futuro direito contingente sobre o fundo de pensão da empresa empregadora, não é riqueza pessoal. Tampouco é patrimônio. Mas certamente é um ativo, que progressivamente vale muito mais do que a casa da família ou o automóvel da família. Se ele fosse incluído - e não é difícil fazê-lo com base na probabilidade e em base estatística - , a distribuição de riqueza nos EUA mostraria uma notável e progressiva igualdade, na qual a idade, e não a renda, é o fator causador da desigualdade. 

Este ajuste de direitos contingentes sobre fundos de pensão mostraria que os cinco por cento de maior renda do trabalho provavelmente detêm quarenta por cento da riqueza dos EUA, mas não mais que dez por cento. Além disto, converte-se sessenta por cento do montante total dos futuros direitos de pensão são pessoas na faixa salarial de nove a vinte mil dólares por ano. Este é, de longe, seu maior ativo. No entanto, lamentavelmente, é um ativo que vem sendo destruído muito rapidamente pelo impacto da inflação. 

Estes mitos não são inócuos. Eles levam à criação de leis para escorchar os ricos, as quais acabam efetivamente escorchando os pobres, os ex-trabalhadores que vivem de suas pensões. Eles levam a políticas que são promulgadas como antirrecessivas, as quais alimentam principalmente a inflação sem estimular o consumo ou o emprego. E estes mitos inibem as medidas corretas - medidas para estimular a formação de capital. De fato, a menos que sejam descartados estes mitos e seja enfrentada a realidade econômica, não é possível esperar ter políticas econômicas eficazes. Outras informações podem ser obtidas no livro Os novos desafios dos executivos, de autoria de Peter F. Drucker.

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Conversando sobre dinheiro: o assunto proibido http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/conversando-sobre-dinheiro-o-assunto-proibido/114472/ http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/conversando-sobre-dinheiro-o-assunto-proibido/114472/ Wed, 20 Mar 2019 08:38:00 -0300 Samuel Rota Conversando sobre dinheiro: o assunto proibido

Você não gosta ou tem dificuldade de falar sobre dinheiro com as outras pessoas? Veja porque isso acontece e a importância deste diálogo.

Em meio a um ambiente descontraído, escuta-se risos e muita alegria vindos de uma roda de amigos. A conversa vai e vem, diversos assuntos são discutidos com muito bom humor.

Até que um dos amigos toca no assunto dinheiro. De forma sutil, ele comenta que havia começado a poupar um pouco do seu salário para fazer uma viagem. Ingenuamente ele pergunta se seus amigos também fazem o mesmo com o dinheiro que ganham.

No mesmo instante o silêncio toma conta da mesa em que estavam sentados. Os rostos se fecham e os outros amigos pedem a conta para ir embora, alegando que lembraram que tinham compromissos. Mesmo sem entender o que havia acontecido e se questionando se havia dito alguma besteira, o amigo que havia feito a pergunta prefere não tocar mais no assunto.

Esta história acontece todos os dias e talvez já tenha acontecido com você. Já se perguntou por que algumas pessoas tem dificuldade em falar sobre o seu dinheiro? Elas tratam este assunto como algo inapropriado. Será que elas estão certas em agir assim? 

O Medo de Falar Sobre Dinheiro 

Você se sente desconfortável quando o assunto de uma conversa passa a ser sobre dinheiro? Fica encabulado quando alguém íntimo pergunta quanto você ganha? Você tem vergonha de pedir descontos ou de cobrar pessoas que te devem?

Se você respondeu "não" para todas as perguntas, parabéns! Você não tem medo de falar sobre dinheiro. Porém se respondeu "sim" para algumas delas, puxa uma cadeirinha e vamos conversar. Relaxa, não vai doer. Talvez um pouco, mas é para o bem da sua saúde financeira.

Você sabe por que não gosta ou por que tem dificuldade de falar sobre dinheiro? Da mesma forma que falei no artigo "Como enfrentar meus medos e realizar meus sonhos?", essa barreira normalmente é coloca por aquelas pessoas que são próximas de nós quando somos criança, na maior parte das vezes vem de casa por meio dos nossos pais.

 

Quem nunca ouviu alguém falar que o dinheiro é mal ou que ele é sujo?


O dinheiro não é mal, o ser humano que é malvado e egoísta. O dinheiro não é sujo, a menos que seja obtido por meio de formas ilícitas.

Todos nós precisamos do dinheiro, pois é por meio dele que compramos as coisas que precisamos para sobreviver e para viver com o mínimo de dignidade.

Existem pessoas que justificam a sua opinião de "não gostar" do dinheiro por causa das diversas coisas ruins que acontecem no mundo, causadas pela ganância. Porém uma coisa que falta os gananciosos e as pessoas que têm essa inimizade entenderem é que, o dinheiro foi criado para adquirirmos as coisas que precisamos e queremos, não apenas para acumularmos mais e mais. Ou seja, ele é o meio e não o fim.

É preciso conversar sobre dinheiro! Não existe outra maneira inteligente de descobrir o que estamos fazendo de errado ou de aprender como usar ele melhor, se não trocarmos informações e experiências com as outras pessoas. Comece hoje a se desafiar e a perder esse bloqueio. Você só tem a ganhar e a agregar quando compartilha conhecimentos.

 

Este artigo foi inspirado no livro Me Poupe! 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso, escrito por Nathalia Arcuri.

 

Este artigo ajudou você a ver o seu dinheiro de uma forma diferente? Qual sua opinião sobre o tema?

Comente aqui embaixo e compartilhe!

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Compliance digital e a Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD http://www.administradores.com.br/artigos/tecnologia/compliance-digital-e-a-lei-geral-de-protecao-de-dados-lgpd/114471/ http://www.administradores.com.br/artigos/tecnologia/compliance-digital-e-a-lei-geral-de-protecao-de-dados-lgpd/114471/ Wed, 20 Mar 2019 06:00:00 -0300 Gustavo Rocha Compliance digital e a Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD

Compliance Digital e a Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD

Compliance de maneira sucinta, se traduz em regramento e junto ao tema digital, temos um conjunto de normas, normativas e regras que orientam o mundo digital.

Esta problemática não é simples e muitas vezes é sumariamente ignorada pela maioria das pessoas, pois pensam em primeiro lugar que o mundo digital é terra de ninguém, onde tudo pode, tudo seria liberado e em outros casos, que o mundo digital não conteria regras suficientes nem pessoal suficiente para fiscalizar eventuais quebras de conduta.

Por óbvio, temos muito ainda a avançar no cenário brasileiro sobre o que chamamos de virtual hoje, entretanto, as regras que já possuímos, aliadas a nova lei de proteção de dados trarão um mercado interessantíssimo aos advogados (internos de empresas e seus terceirizados) além de especialização específica de pessoas dentro das empresas para auxiliar nestes treinamentos.

Nosso maior exemplo atual é a lei já em vigor européia sobre proteção de dados que criou a necessidade de regramentos como o Data Protection Impact Assessment que se trata de regras específicas de compliance digital onde conterão as informações necessárias do impacto da proteção de dados na empresa e seus riscos, cuidados, entre outros.

Como já estamos acostumados a algumas regras de compliance, onde formamos comitês, preparamos pessoas para cuidarem das regras (Compliance Officers), na lei de proteção de dados teremos que ter estes e mais cuidados ainda.

Por quê mais cuidados?

Porque a regra da Lei Geral de Proteção de Dados é clara em seus princípios: Precisa haver o interesse legítimo a coleta e processamento do dado e que o detentor do dado permita o uso e processamento dos mesmos.

Vamos então pensar em algo simples, do dia a dia e que será amplamente impactado pela LGPD: Coleta de dados de pessoas para cadastro dentro das empresas.

A empresa coleta o dado para uso próprio e quiçá já tenha regras de compliance tradicional para cadastro, armazenamento em sistemas, permissões de acesso para os colaboradores, entre outros.

E na ótica da LGPD?

Houve consentimento para a coleta e uso destes dados?

Quem está analisando softwares, permissões de acesso, possibilidades de cópia, transferência e backups dos dados armazenados na empresa?

Percebam que estamos muito distante de comprar um software de segurança de dados, firewall e outros e resolver o problema.

Temos aqui a clássica dicotomia: Gestão ou tecnologia? A resposta ao meu sentir é: AMBOS, mas primeiro a gestão, depois a tecnologia.

A lei obrigará uma adaptação maior do que foi necessária quando tivemos o compliance, pois o compliance digital ainda hoje é pequeno perto de outros regramentos e porque não temos inserida na nossa cultura atual uma cultura digital e uma cultura básica de proteção de dados.

Concordamos com quaisquer regras que os softwares nos imponham sem sequer pensar nos riscos envolvidos. Concordamos com qualquer um coletando nossos dados sem mesmo nos informar a finalidade de uso e onde serão armazenados, etc. Exemplo típico: Portaria de prédio. Porque coletar minha identidade, foto, CPF, endereço, BIOMETRIA (!), se bastava informar a sala aonde estou indo se posso ou não subir (se fui ou não convidado). Onde ficam estes dados? Já perceberam que de tempos em tempos eles perdem nossos dados e pedem tudo de novo? E se estes dados vazarem? De quem era a responsabilidade de coleta, guarda e uso dos mesmos?

Notório que para adaptar a LGPD as empresas temos que ter times multidisciplinares. Os advogados precisam trabalhar com engenheiros, com pessoal de TI, com pessoal de compliance, com equipes que pensem mais do que apenas uma lei ou um dado, estamos lidando com um ecossistema inteiro, com consequências diretas ou indiretas a toda a empresa, muito além das multas da lei.

Precisamos compreender que para evoluir no compliance digital e sua aplicabilidade na LGPD primeiro temos que estabelecer compliance digital que vai desde sistemas, pessoas, permissões de acesso, rastreabilidade das informações, entre outros para que quando pensar em dados, tenhamos ideias claras e objetivas sobre como agir com a coleta, como pegar o consentimento expresso e a guarda destas informações.

E ainda bem que vivemos num universo digital, posto que esta coleta, autorização e guarda podem ser obtidas num clique de concordância eletrônica, desde que para tanto tenhamos alguns elos digitais de segurança.

Assim, penso que usando a gestão como regra matriz, aplicando o compliance digital como forma de regramento da seara eletrônica como um todo (desde softwares até a uso e normas de redes sociais a colaboradores) e com olhar crítico, assertivo e direcionado a Lei Geral de Proteção de Dados, teremos como proceder numa implantação correta e segura as empresas dos regramentos necessários a adaptação da LGPD.

#FraternoAbraço

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Liderança pode ser aprendida: mito ou verdade? http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/lideranca-pode-ser-aprendida-mito-ou-verdade/114470/ http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/lideranca-pode-ser-aprendida-mito-ou-verdade/114470/ Tue, 19 Mar 2019 20:49:00 -0300 CAMILA KELLY DA GAMA Liderança pode ser aprendida: mito ou verdade?

Um dos maiores mitos há alguns anos era afirmar que líderes eram natos. Embora pareça algo do passado, ainda há quem faça essa afirmação. No entanto, se de fato acreditarmos que os líderes são inatos, a maioria das pessoas poderia desistir.

Felizmente, hoje já temos evidências bem factíveis e dados acumulados ao longo de milênios que comprovam ser possível desenvolver liderança. A verdade é que todos nós podemos aprender a liderar, a começar por liderar nossas próprias vidas e carreiras.

Aprender a liderar pode ser como aprender a tocar piano, sem mesmo ter muito talento. Um pouco de atitude, esforço e de exercício é suficiente para sermos melhores líderes do que quem nunca tentou. Talvez você não tenha paciência, persistência e competência suficiente como se fosse fazer um concerto no Royal Opera House em Londres, mas se tentar, certamente aprenderá a liderar melhor. E, se for paciente, persistente e desenvolver competências, certamente fará diferença frente a uma equipe.

Podemos aprender a liderar e podemos aprender a liderar melhor sempre, mesmo que nunca nos tornemos estrelas globais entre os líderes. Algo que inclusive, nem sempre tem relação com ser ou não um bom líder.

Porém, é preciso responder as seguintes perguntas:

1. O que aprender: Quais competências e aptidões que precisamos desenvolver para sermos líderes eficazes?

2. Como aprender: De que recursos dispomos para nos ajudar em nossa jornada de liderança. De que forma, por exemplo, você pode alavancar experiências de liderança, seja na vida pessoal ou profissional, ocupando ou não uma posição de líder?

Tenho apoiado muitos líderes a encontrar respostas para essas perguntas e listei algumas competências-chave para os profissionais que querem desenvolver liderança:

Tomada de Decisão - Cada decisão tomada pelo gestor gera uma consequência para a empresa, seja ela positiva ou negativa. Por isso, ter inteligência emocional é primordial para conduzir o processo de forma bem-sucedida. Todo líder conhece os dois principais componentes de suas decisões: as pessoas e os números. A escolha do fornecedor, a contratação de um profissional, a mudança das rotinas produtivas. Esses são alguns exemplos que exigem a definição de um modo de agir. Justamente por afetar finanças e pessoas, a tomada de decisão envolve grande responsabilidade, por isso é relevante tomar a frente com assertividade e no tempo adequado. O que demanda certo de coragem.

Comunicação - Como gestor, comunicar aos liderados “o que fazer” e “como fazer” é um dos princípios básicos a serem trabalhados. É importante também deixar claro o “por que fazer”, ou seja, o propósito das coisas. Isso vai gerar atitude, motivação e engajamento, além de trazer resultados transformadores e vantagens competitivas.

Realização de Resultados – Significa assegurar resultados e gerar valor, com visão e controle do curto, médio e longo prazo, garantir a concretização das metas estabelecidas alinhadas ao planejamento estratégico e em consonância com os princípios de responsabilidade social. Realizar um planejamento adequado. Envolve a disseminação das metas, monitoramento de indicadores, tais como, benchmarking, gestão de pessoas, custos, qualidade, produtividade, vendas, etc.

Gerenciamento de Mudanças - Explorar novas ideias com sucesso. Liderar equipes para promover coisas novas e mudanças construtivas, por meio de ousadia, determinação e senso de urgência para reverter situações desfavoráveis e efetivar resultados em curto prazo. É a capacidade de inovar, assumir riscos na busca de oportunidades de novos negócios, produtos e processos, considerando os impactos envolvidos. Buscar pelas melhores práticas. Desafiar-se constantemente para o aprendizado e melhoria contínua.

Planejamento Estratégico - Ter visão de longo prazo, enxergar todo o potencial do negócio e ver além do óbvio para sair na frente no mercado. Desenhar cenários, utilizar de ferramentas de planejamento como análise SWOT e BSC, métricas de desempenho são algumas das ações desta competência.

Serviço ao cliente - Atua com propósito junto ao cliente (interno / externo), identificando e antecipando as suas necessidades, surpreendendo na entrega e superando as expectativas. Conhecimento do negócio e do mercado. Compromete-se com os resultados dos seus clientes. Percebe e antecipa-se às necessidades e oportunidades do cliente que agrega valor ao mesmo. Estabelece proximidade e relações de longo prazo com o cliente.

Desenvolvimento de Equipes - Lidera pelo seu exemplo. Possui uma comunicação direta, aponta metas e caminhos para o atingimento dos resultados. Seus comportamentos estão alinhados aos padrões éticos da organização. Conquista o comprometimento e a motivação das equipes equilibrando exigência, afetividade, gerando um clima favorável na organização. Busca o autodesenvolvimento. Sabe atrair, reter e desenvolver profissionais em sintonia com os valores e a cultura organizacional. Identifica e forma sucessores. Celebrar e reconhece as conquistas. Comunica-se de forma clara, objetiva e transparente, com empatia, respeito e eficácia.

Tomada ou Gestão de Risco - Gestão de riscos é o processo de organizar e planejar recursos humanos e materiais de uma empresa de forma a reduzir ao mínimo possível os impactos dos riscos na organização, utilizando um conjunto de técnicas que visa minimizar os efeitos dos danos acidentais direcionando o tratamento aos riscos que possam causar danos ao projeto, às pessoas, ao meio ambiente e a imagem da empresa. O principal objetivo da Gestão de Riscos é avaliar as incertezas de forma a tomar a melhor decisão possível. De certa forma, toda gestão de risco e toda tomada de decisão lida com esta situação, e os seus benefícios dão as melhores decisões, menos surpresa, melhora no planejamento, na performance e na efetividade, além da melhora no relacionamento com as partes interessadas.

É importante lembrar que liderança é uma jornada e não um ponto de chegada!

 

 

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Vai vender produtos na internet? Saiba como escolher a embalagem http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/vai-vender-produtos-na-internet-saiba-como-escolher-a-embalagem/114233/ http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/vai-vender-produtos-na-internet-saiba-como-escolher-a-embalagem/114233/ Tue, 19 Mar 2019 20:30:00 -0300 Dan Cortazio Vai vender produtos na internet? Saiba como escolher a embalagem

A embalagem é muito importante para quem vende produto pela internet

É verdade, você até pode estar rindo ao entrar nessa matéria, mas saiba que escolher a embalagem ideal para o seu produto é um dos temas importantes que se deve considerar durante o planejamento.

E se você é um bom empreendedor digital já sabe disso!

Vender produtos na internet é um assunto novo para muita gente e, por isso mesmo, muitas pessoas esquecem de considerar temas como esse, o da embalagem.

O resultado pode ser desastroso. Ou pode ser totalmente positivo se você estudar ele com cuidado!

O que vamos falar aqui hoje não é nada assim: fora desse mundo. Mas, ao mesmo tempo, é algo que está sempre deixado de lado por não ser considerado tão importante assim.

Vamos te mostrar que é importante. Inclusive, você saberia dizer qual é a embalagem correta para o seu produto?

Dicas para escolher a embalagem do produto

Não existe um jeito único para escolher a embalagem certa para o produto que você vai vender na internet, tá bom? Mas, existem pontos que podem ser observados e que servem de comparação na hora de fazer essa escolha. 

Unir a proteção do produto com o custo da embalagem, por exemplo, te traz uma boa ideia disso. Além do mais, a sustentabilidade está em alta e é um tema muito importante para todo mundo, inclusive, para o seu cliente.

Entenda, em tópicos, como estudar a escolha de uma embalagem para o seu produto!

A proteção do produto

Obviamente que um dos pontos mais importantes de uma embalagem para um produto é a proteção que ela vai dar. Então, devemos estudar isso, logo de início.

Garantir que o seu produto chegue até o consumidor de forma segura, mesmo em meio as movimentações do transporte e carregamento, é um dos pontos que vai te ajudar a fidelizar o cliente, sabia?

A avaliação para o tipo de material deve ser vista antes da escolha, mesmo porque as mercadorias mais frágeis demandam de um tipo de material enquanto outras mais resistentes podem necessitar de outro tipo.

Tem aquelas que precisam de embalagens contra luz, contra faísca, contra umidade também.

Ah, e tem outra coisa sobre a proteção: pergunte-se quantos itens cabem dentro da embalagem sem que o produto seja danificado.

Os custos da embalagem

Outro ponto a ser estudado é sobre os custos da embalagem. Nem sempre vai ser possível escolher o produto mais barato porque, como acabamos de ver, a proteção é ainda mais importante do que o custo.

Mas, na grande maioria dos casos, sim. É possível casar a ideia da proteção com o custo mais baixo.

Aqui, vale muito a pena estudar a parte financeira da embalagem considerando as margens do produto, as perdas, a validade, a valorização, a sustentabilidade, etc.

A sustentabilidade da embalagem

E, em se tratando de sustentabilidade, também temos que ter um tópico para falar disso.

Esse é um ponto importantíssimo em todo processo de escolha da embalagem para o seu produto porque isso vai influenciar até na visão que o consumidor tem sobre a sua marca.

Ao ter uma embalagem sustentável, você cria uma ótima relação com o seu público. E, claro que não é só isso: você está, de fato, colaborando com o meio ambiente, né. E, de algum modo, isso te faz ser um empreendedor totalmente consciente.

Quando for escolher a embalagem, assim sendo, pergunte:

  • O material pode ser reciclável, reutilizável?
  • Ele tem um custo de logística muito alto?
  • Ele pode danificar o produto?
  • Ele é ruim para o meio ambiente?

No final, você compara as opções que tem no mercado.

Uma boa ideia é considerar esse pensamento em todas as outras etapas também, além da embalagem, como na impressão, no design do produto, na comunicação, etc.

A visão do consumidor

Por um lado, já vimos que a sustentabilidade da embalagem influencia na forma com que o cliente vê a sua marca, certo? Agora, também é importante entender que a embalagem pode te ajudar a vender. Como?

Basta observar que ela atrai as pessoas quando tem diferenciais. Tudo se inicia no design, né. E aí podemos pensar também em materiais diferenciados, por exemplo. Além da conveniência do uso.

Quanto mais você conhecer o seu público, mais vai saber qual é o produto ideal para ele, assim como a embalagem ideal também. Inovação deve ser visto como ponto positivo, mas sem deixar de lado o custo, a sustentabilidade e a proteção.

Sim, vale a pena escolher a embalagem certa!

Se você chegou ao final do conteúdo e entendeu que a escolha da embalagem é importante para a sua venda, considere que está no caminho certo.

É simples entender que a forma com que a mercadoria chega até o cliente gera um valor na marca. Grandes empresas estão investindo, cada vez mais, na sustentabilidade das embalagens. E você deve seguir essa ideia também.

Estudos já mostraram, por diversas vezes, que a embalagem afeta o comportamento de compra dos consumidores. O pacote é importante... e isso vale para todas as marcas. O visual, sim. O uso, também. E a sustentabilidade, com certeza.

E apenas para você considere a grandiosidade do tema, saiba que hoje falamos em vários materiais usados para embalagens de produtos. Então, para quem vai vender um produto na internet, dá para pensar em alternativas.

O vidro, o plástico, o papel, o metal... Cada um deles com suas características, pontos positivos e negativos. No caso do papel, por exemplo, ele tem o baixo custo e é de fonte renovável, por isso, hoje em dia, é um dos mais usados!

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O Direito e o ecossistema das startups http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/o-direito-e-o-ecossistema-das-startups/114469/ http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/o-direito-e-o-ecossistema-das-startups/114469/ Tue, 19 Mar 2019 19:40:00 -0300 Alexandre Assaf Filho O Direito e o ecossistema das startups

Diante da velocidade de propagação da tecnologia e do desenvolvimento de novos institutos, a startup surge como uma nova modalidade de empresa, demandando uma maior reciclagem e proteção jurídica, porquanto o advogado é um importante elemento deste ecossistema empreendedor.

Diante da velocidade de propagação da tecnologia e do desenvolvimento de novos institutos, a startup surge como uma nova modalidade de empresa, demandando uma maior reciclagem e proteção jurídica, porquanto o advogado é um importante elemento deste ecossistema empreendedor.

Introdução

Em poucas palavras, ecossistema significa o sistema onde se vive. É um termo que deriva das ciências biológicas.

Contudo, é bastante utilizado no contexto empresarial para designar o conjunto de empresas nascentes e inovadoras que atuam em determinado local, por meio de interação com os hábitos de consumo existentes, com o auxilio de diversos agentes (aceleradoras, investidores, advogados, governos e entidades, incubadoras e etc.) em um cenário de riscos e incertezas.

O objetivo do presente trabalho é analisar este ecossistema empreendedor, as suas origens e diferenças em comparação as empresas tradicionais, realçando ao final, a importância de profissionais capacitados para um sistema estável, equilibrado e autossuficiente.

Desta forma, como veremos no decorrer do trabalho, é bastante recomendável aos empreendedores compreenderem que os institutos jurídicos e a advocacia preventiva existem para sua proteção, como verdadeiros investimentos e não custos, além da necessidade de uma maior profissionalização em seus métodos, com uso do MVP e um plano de negócios escalável e coeso.

Origem e breve histórico

Na década de 70 o termo já era usado para definir as pequenas empresas inovadoras nos EUA.

A sua evolução, conforme disserta o estudioso Bruno Feigelson [1]:

“passa a acompanhar, de certa forma, o surgimento e a propagação da internet. O marco histórico de origem das empresas desenvolvidas com fundamento nessa tecnologia é o ano de 1993, data de criação do navegador Mosaic. A partir de então, sucedeu-se a fundação de diversas empresas deste tipo...Exemplos marcantes de stratups fundadas nesse período são a Yahoo! E a Amazon”

Porém, a sua notoriedade mundial ocorreu após o evento denominado de “bolha da internet”.

A “bolha da internet” ou “bolha das empresas.com” foi uma:

“bolha especulativa criada no final da década de 1990, caracterizada por uma forte alta das ações das novas empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC) baseadas na Internet. Essas empresas eram também chamadas "ponto com" (ou "dot com"), devido ao domínio de topo ".com" constante do endereço de muitas delas na rede mundial de computadores.
No auge da especulação, o índice da bolsa eletrônica de Nova Iorque, a Nasdaq, chegou a alcançar mais de 5000 pontos, despencando pouco tempo depois. Considera-se que o auge da bolha tenha ocorrido em 10 de março de 2000. Ao longo de 2000, ela se esvaziou rapidamente, e, já no início de 2001, muitas empresas "ponto com" já estavam em processo de venda, fusão, redução ou simplesmente quebraram e desapareceram” [2]

Nesta época surgiram inúmeras empresas de comércio eletrônico no mercado internacional, com atuação na rede mundial de computadores, e uma crescente valorização de ações referente à tecnologia e as empresas deste setor.

Contudo, ludibriados com o novo nicho de negócios proporcionado pela internet muitas empresas de comércio ignoraram completamente os preceitos básicos de economia, acreditando no mantra de que qualquer coisa podia ser vendida on line.

“Exemplo clássico dessa abordagem foram às empresas que tentaram usar um modelo de cortador de biscoitos para espalhar suas marcas no mapa global. Muitas delas simplesmente ignoraram as regras básicas de diligência em relação ao mercado-alvo e potenciais clientes no que diz respeito ao mercado e às necessidades locais. Se uma ideia fosse bem sucedida nos E.U.A., supunha-se que pudesse ser também em outras partes do mundo, o que acabou não acontecendo” [3]

Desta forma, surgiu a chamada bolha especulativa, onde os preços que normalmente têm um produto industrial, financeiro ou tecnológico sofreram um aumento muito rápido e elevado, frisa-se, de forma irreal, desviando-se do seu valor intrínseco, motivado por rumores ou notícias de lucros importantes no futuro.

Em meados de 2001 cessou a referida bolha econômica. Grande parte das empresas.com. encerraram suas atividades após exaurir seu capital de risco, sem ao menos obter qualquer lucro.

A partir dai, mostrou-se imprescindível a necessidade de um aporte consultivo jurídico e financeiro aos novos negócios, aliados a um plano de negócios coeso e ao MVP, objetos de estudos nos próximos tópicos.

Conceito prático

Analisando a doutrina sobre o tema vemos que as startups podem ser consideradas: (i) empresas com um peculiar empreendimento; ou (ii) estágio de uma, uma fase embrionária.

Sob o prisma de empresas, o autor Eric Ries [4] as define como:

“uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza”

Para outros estudiosos, é considerada uma fase da empresa, aquelas em fase preliminar de desenvolvimento, conforme lecionam Cumming e Johan [5].

Estes autores entendem que há um protótipo de negócio, uma mera organização com ideias inovadoras, sem que haja um produto ou serviço já lançado no mercado.

Tentando conciliar esta exaustiva discussão, consideramos startup uma empresa protótipo, em seu estagio inicial de desenvolvimento e em processo de constituição, carente de processos internos e organização, com perfil inovador, altamente dependente do capital: humano (intelectual) e de terceiros (investimentos), bem como, da tecnologia, emergida em condições de risco e incertezas (mercado pouco explorado) tendo como finalidade primordial a criação e o desenvolvimento de produto ou serviços inéditos no mercado.

Requisitos e elementos intrínsecos

Todavia, mais importante que esboçar sua definição, que pode variar devido à falta de um consenso jurídico sobre o tema, é necessário analisar a rotina destas inovadoras empresas e analisar os seus requisitos e elementos intrínsecos que as diferenciam das empresas comuns.

Preliminarmente, cumpre dizer que a startup é anterior à própria ideia do negócio, constituindo-se uma fase probatória de produtos e serviços, frisam-se inovadores, com o objetivo de serem lançados no mercado.

Já as empresas comuns, não estão preparadas para as incertezas e riscos de mercado, em face do seu alto custo (funcionários, impostos e etc) optando por atuarem em um mercado sólido e já conhecido, disputando espaço com outras empresas do mesmo ramo.

Como bem frisado por Cristiano Freitas [6], CEO da Syhus Contabilidade, as empresas comuns ao contrário da inovação oferecida pelas startups, optam pelo tradicionalismo, preferindo:

“atuar em mercados consolidados com soluções já conhecidas; oferecer produtos ou serviços para um público-alvo já existente; produzir uma demanda que já é atendida”

Feita estas pequenas considerações, passemos a analisar os seus requisitos, devendo possuir os seguintes elementos.

A inovação, com perfil inovador e disruptível: não há processos internos e organização. É movida pelo ímpeto de vender uma ideia, produto ou serviço inovador no mercado.

Para tanto, se utiliza de técnicas como o MVP [7] para observar e coletar dados sobre clientes e criar situações práticas de negócio para aferição de preços, funcionalidades, para a inserção de uma solução inovadora no mercado.

Escalável, com uso de tecnologia: o produto ou a ideia deve ser escalável e repetível, ou seja, facilmente expandido e distribuído ao mercado, de forma ilimitada e uniforme, para inúmeros clientes (como um aplicativo, e demais plataformas digitais), com um rápido crescimento, sem que isso interfira no custo da empresa. A intenção é alcançar uma economia de escala. Por essa razão, dificilmente optaram por serviços customizados.

Ambiente de extrema incerteza: mercado pouco explorado, porém com riscos. Não se confunde com modelo de negócios pequenos, já consolidados, como uma padaria. O ineditismo se faz presente, ainda que seja de forma parcial, tornando a atividade dos empreendedores bastante incerta.

Tipos de investimento: bootstrapping, investimento-anjo, capital de risco e agências de fomento

Atuando em um mercado de risco e incerto as startups em cada fase de seu desenvolvimento pode ser financiada de diversas maneiras.

O investimento inicial pode ser denominado de capital semente, para atingir um patamar financeiro para o exercício de suas atividades, focados exclusivamente no desenvolvimento de seu produto e/ou serviço principal, ou receba novos aportes financeiros.

Investimento próprio (bootstrapping)

Na criação destas empresas o empreendedor não se utiliza de capital externo, procurando utilizar de capitais próprios ou faz empréstimos pessoais para lançar o seu negócio, com poucos gastos.

Além do aporte financeiro próprio, caracterizam-se por extrair de cada fundador suas capacidades individuais e tempo para tracionar o negócio, em seu estágio inaugural, por meio de prospecção de investidores.

Veja-se o exemplo de empresas como a Apple, Amazon e Google, que começaram suas atividades em verdadeiras garagens, pequenas, com baixos custos e hoje são referência no mercado onde atuam.

Investimento-Anjo

Lançadas no mercado, as startups nascentes com potencial de crescimento (emergentes) entenda-se, plano de negócios escalável, são objetos desta espécie de investimento que se caracteriza:

“1. É efetuado por profissionais (empresários, executivos e profissionais liberais) experientes, que agregam valor para o empreendedor com seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamentos além dos recursos financeiros, por isto é conhecido como smart-money.
2. Tem normalmente uma participação minoritária no negócio.
3. Não tem posição executiva na empresa, mas apoiam o empreendedor, atuando como um mentor/conselheiro.
O Investimento com recursos de terceiros é chamado "gestão de recursos". É efetivado por fundos de investimento e similares, sendo uma modalidade importante e complementar a de Investimento-Anjo, normalmente aplicado em aportes subsequentes.
O Investidor-Anjo é normalmente um (ex)-empresário/empreendedor ou executivo que já trilhou uma carreira de sucesso, acumulando recursos suficientes para alocar uma parte (normalmente entre 5% a 10% do seu patrimônio) para investir em novas empresas, bem como aplicar sua experiência apoiando a empresa. Importante observar que diferentemente que muitos imaginam, o Investidor-Anjo normalmente não é detentor de grandes fortunas, pois o investimento-anjo para estes seria muito pequeno para ser administrado.
Importante observar que o investimento-anjo não é uma atividade filantrópica e/ou com fins puramente sociais. O Investidor-Anjo tem como objetivo aplicar em negócios com alto potencial de retorno, que consequentemente terão um grande impacto positivo para a sociedade através da geração de oportunidades de trabalho e de renda. O termo "anjo" é utilizado pelo fato de não ser um investidor exclusivamente financeiro que fornece apenas o capital necessário para o negócio, mas por apoiar ao empreendedor, aplicando seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamento para orientá-lo e aumentar suas chances de sucesso.
O investimento-anjo em uma empresa é normalmente feito por um grupo de 2 a 5 investidores, tanto para diluição de riscos como para o compartilhamento da dedicação, sendo definido 1 ou 2 como investidores-líderes para cada negócio, para agilizar o processo de investimento. O investimento total por empresa é em média entre R$ 200 mil a R$ 500 mil, podendo chegar até R$ 1 milhão” [8]

São de fundamental importância para o crescimento sustentável dos seus negócios.

Capital de risco

São aportes de capital de forma direta ou por meio de fundo de investimentos para aquisição de participações em empresas não listada em bolsas de valores, geralmente minoritária, com o objetivo de ter ações valorizadas para posterior saída da operação.

O capital de risco pode ser classificado como venture capital ou private equity, de acordo com o tipo de empresa receptora dos investimentos.

Venture capital. Em geral, considera-se venture capital o investimento em empresas em estágio inicial, com potencial de geração de receitas e lucros ainda incerto, e possivelmente dependente de um produto, tecnologia ou mercado que não tenha sido inteiramente testado como proposição de negócios. O risco deste investimento tende a ser maior em comparação ao de private equity. São os mais comuns nas startups.

Private equity. Investimento em empresas, mais maduras, em processo de consolidação no mercado, que possam oferecer oportunidades de retorno em razão de uma potencial reestruturação societária, alteração na estrutura de capital, mudança de gestão, dentre outros.

Em geral, o produto ou serviço prestado pela empresa receptora já é plenamente aceito pelo mercado. Este investimento antecede a entrada dessas empresas na bolsa de valores.

Na espécie, a empresa gestora, que detém os investimentos adquiri uma participação societária na empresa investida, se tornando um sócio, a fim de alavancar os seus resultados. Tem como objetivo final dar-lhe um valor de mercado significativo.

A qualidade da gestão é aprimorada, com a profissionalização da equipe, com melhoria da credibilidade e imagem institucional da empresa. Não há somente o acréscimo do capital a empresa beneficiada.

Há ainda, os denominados investimentos: (i) LoveMoney; onde o capital é investido, em função da pessoa do empreendedor e seu potencial e não diretamente no potencial mercadológico de sua startup, (ii) Smartmoney; onde o investidor é também um mentor, contribuindo com seu know-how com o intuito de tracionar o negócio da empresa.

Agencias de fomento

E, por fim, há os investimentos por meio de agencias de fomento, como a FINEP [9].

O crescimento econômico e a competitividade no mercado internacional de um país dependem muito do fomento a criação de empresas inovadoras e de base tecnológica.

Portanto, a consolidação de investimentos dessa natureza mostra-se estratégico, para um crescimento sustentável da economia.

Formas de desenvolvimento

Incubadoras

São organizações sem fins lucrativos, geralmente formadas por meio de convênios ou termos de cooperação firmada entre várias instituições como universidades, institutos de pesquisas, prefeituras, empresas, associações de classe e etc., com o intuito de difundir e desenvolver uma cultura empreendedora para os novos negócios.

Para atingir seus propósitos, elas oferecem por tempo limitado, uma infraestrutura, suporte técnico, gerencial e logística para o desenvolvimento das startups emergentes, no que tange aos produtos e serviços.

Trata-se de processo de fundamental importância para a maturidade e consolidação dessas empresas, de modo a lhe proporcionar competividade no mercado.

A preocupação aqui é apenas dar viabilidade ao seu plano de negócios, como se fosse um estágio, para o ingresso de um universitário ao mercado. Não há investimento nestas empresas, tampouco o intuito de lucro na espécie.

Aceleradoras

As principais diferenças com relação às incubadoras residem no fato de que nas aceleradoras o lucro é um dos objetivos principais.

Deste modo, há um processo de inscrição de seleção altamente competitivo onde os investidores oferecem aporte de recursos financeiros e serviços de capacitação e mentoria intensiva em troca de participação societária na empresa escolhida.

Tem como objeto as startups com plano de negócios escalonáveis, porquanto os investidores almejam obter com a participação na empresa, resultados relevantes em curto prazo, para manterem o seu suporte e investimento.

Tipos de startups

Elas aparecem de várias formas e propostas.

Contudo, devem estar presentes os seus requisitos estudados no tópico anterior quais sejam, inovadores, escaláveis e com uso de tecnologia.

Em geral, variam de acordo com o serviço que prestam e o nicho de mercado onde atuam.

Nesse cenário, destacamos as:

Fintechs

Formado pela combinação dos termos financial e technology (finanças e tecnologia, da língua inglesa) tem o objetivo de simplificar, inovar e otimizar os serviços do sistema financeiro, por meio de uso intensivo da tecnologia, como aplicativos, inteligência artificial e etc.

Possuem custos operacionais bem inferiores e menor burocracia em suas operações em comparação as instituições financeiras tradicionais do setor.

Lawtechs/legaltech

Compreende-se pela junção dos termos law e technology (Direito e tecnologia, da língua inglesa) tem a finalidade de ser uma plataforma digital para conectar pessoas a justiça, por meio de uma intermediação ágil e moderna perante os advogados, bem como, oferecer informações acessíveis na esfera jurídica ao publico leigo.

Caracterizam-se também por oferecerem serviços jurídicos com uso de tecnologia, software e inteligência artificial, para a logística do exercício da advocacia, que podem ser usadas tanto pelos clientes quanto pelo setor jurídico de uma empresa/escritório.

Todas elas são movidas pela ambição de oferecer soluções rápidas, com otimização de tempo e estreitamento de relacionamentos entre clientes/profissionais e usuários, por meio do uso da tecnologia.

A importância da assessoria jurídica e os processos de regularização

Conforme frisado em tópico anterior, a startup, é uma empresa embrionária, ainda em processo de constituição.

Portanto, é uma fase temporária, até atingir uma maturidade comercial, qual seja, oferecer um modelo de negócios repetíveis e escaláveis que sejam novidades e que atendam efetivamente as necessidades do mercado.

O consumidor, as preferências, carências e tendências de consumo são profundamente estudados para que o produto ou serviço seja lançado para a sociedade de consumo, com o maior grau de satisfação e qualidade possível, por meio de planos de marketing, desenvolvimento do MVP e etc.

Os altos riscos, o tempo depreendido no estudo e desenvolvimento do negócio, o receio da burocracia fazem com que a formalização dessas empresas seja postergada.

Deste modo, muitos empreendedores questionam: “qual seria o melhor momento para formalizar minha empresa?”, ou seja, a criação da pessoa jurídica que irá exercer a atividade empresarial proposta.

De início, cumpre asseverar que se trata de uma decisão estratégica dos seus fundadores, que deveram ter ciência do tempo para a sua constituição e dos custos fixos que deverão arcar adiante, em razão da contabilidade que precisará ser efetivamente declarada.

O advogado, nesse mister, deve ser um parceiro comercial, e um portfolio de gestão, indo além de seu conhecimento jurídico para auxilia-las, em especial, na esfera preventiva, com um minucioso planejamento jurídico para a consolidação de seus negócios.

Ao propor o modelo jurídico adequado à determinada conjuntura, aliado com a avaliação do cenário econômico, o gestor jurídico com sua solução técnica que atenda aos propósitos empresariais, destaca-se como um importante direcionador de valor.

Observe, nesta temática, a importância dos advogados da Apple recrutados para defendê-la em ações de quebra de patentes por concorrentes, bem como do recente imbróglio com o FBI sobre a segurança e criptografia (dados pessoais) dos seus usuários. Gerenciar a reputação da empresa ao longo do seu processo produtivo é de suma importância e um desafio aos gestores jurídicos.

Partindo desta premissa, mostra-se recomendável que a formalização seja necessária a partir do momento em que essas empresas possuam uma receita recorrente. Isto porque, caso venham a ser demandadas judicialmente, antes de sua constituição, o seus fundadores responderão pessoalmente, com seus próprios patrimônios.

Doutra parte, a formalização propiciará um meio para expandir suas atividades, obter melhores recursos, além de uma maior confiança a seus investidores.

Procedimento de regularização

Em resumo, o procedimento de sua regularização começa com:

Registro

É necessário fazer o registro da empresa perante a junta comercial munida do contrato social e demais documentos.

Para a definição de sua estrutura societária seus fundadores deveram ater-se as peculiaridades de seu modelo de negócios, seus objetivos e atual estágio de desenvolvimento de seu projeto, mediante uma análise estratégica, para escolher o melhor modelo societário a sua empresa (Ltda, S/A, e etc).

Alguns casos, o investidor não tem interesse em ser sócio da startup, novel, porquanto não tem certeza de que seu negócio irá prosperar.

Uma medida interessante para este tipo de situação seria utilizar o contrato de mútuo conversível em participações societárias ou o contrato de opção de compra, como bem explica o advogado e estudioso Plinio [10]:

“Uma solução interessante para não se tornar sócio da empresa nessa fase inicial seria utilizar o contrato de mútuo conversível em participações societárias ou o contrato de opção de compra. Basicamente, os dois instrumentos contratuais possuem o mesmo objetivo, que consiste na realização de aporte financeiro em startups, com a possibilidade de converter esse investimento em participações societárias no futuro. A diferença é que o primeiro contrato trata-se de uma espécie de mútuo, no qual o investidor compra uma dívida da empresa investida, que poderá ser convertida em participação societária, enquanto no segundo contrato, o investidor aporta recursos na empresa para no futuro se tornar sócio caso o negócio venha a prosperar”

Posteriormente, é emitido perante a receita federal, o respectivo cadastro nacional de pessoas jurídicas (CNPJ) bem como, o cadastro perante o INSS.

Inscrição municipal e estadual

Após a obtenção do CNPJ, a empresa deve providenciar a sua inscrição municipal e estadual, de cunho obrigatório.

Alvará de funcionamento

Será exigido caso a startup possua algum estabelecimento físico, consistindo na autorização de funcionamento concedido pelo município.

Fase de pré-constituição

Sem embargos da necessidade de sua constituição, o aporte jurídico e consultivo do profissional do Direito mostra-se imprescindível mesmo antes de sua existência na esfera jurídica, na fase embrionária.

O diagnóstico jurídico preciso e adequado de uma licença de tecnologia e da proteção da marca, dos nuances de um contrato, a correta tributação de uma operação, obrigações trabalhistas, as relações com investidores, fornecedores, funcionários, clientes e governo, de modo a contingenciar os riscos envolvidos, é direcionador de valor para as empresas.

Assim sendo, como o auxilio de um parceiro jurídico, nesta fase de pré-existência, destacamos o memorando de entendimentos (MOU), como importante ferramenta estratégica.

Memorando de entendimentos

Trata-se de um documento, preparatório a elaboração do contrato social, de natureza pré-contratual, contendo por minúcia os interesses, as obrigações e os deveres de cada um dos seus fundadores, conforme as diretrizes do projeto e fins da empresa.

É uma ferramenta importante, porquanto representa uma segurança jurídica, complementando o futuro contrato social e ao mesmo tempo, oferece credibilidade institucional à empresa, antes mesmo de sua constituição, como forma de atrair investidores.

Engloba-se, ainda, no contexto deste primordial documento, questões como:

“definições e princípios preambulares, o objeto e a finalidade da empresa, a divisão da participação e a responsabilidade dos sócios e termos societários como vesting (aquisição progressiva de quotas), direito de preferência e confidencialidade” [11]

Denota-se de todo o exposto a importância de um aporte jurídico preventivo as startups ainda na sua fase embrionária, como forma de garantir a sua constituição, de forma sustentável e com menores riscos, favoráveis a sua própria subsistência no mercado.

Conclusão

A evolução do conceito de startup acompanhou de certa forma, o período de surgimento e a propagação da rede mundial de computadores.

Nesta época, surgiram inúmeras empresas de TI no mercado internacional, com atuação na web, e uma acentuada valorização de ações referente à tecnologia e ao comércio eletrônico.

Contudo, ludibriados com o novo nicho de negócios proporcionado pela internet muitas delas ignoraram completamente os preceitos básicos de economia, acreditando no mantra de que qualquer coisa podia ser vendida on line.

Deste modo, conforme salientamos muitas foram encerradas, por falhas no seu plano de negócios, bolhas especulativas e etc.

A partir daí, mostrou-se imprescindível a necessidade de um aporte consultivo jurídico e financeiro aos novos negócios, aliados a um plano de negócios coeso e MVP, pois o mercado, as tendências de consumo e o próprio consumidor devem ser estudados, com minúcias, de forma estratégica e profissional.

Vivemos na era de incertezas, em mundo de relacionamentos conectados, em constante e rápida transformação, portanto, disruptível, em especial, na seara das relações comerciais e de consumo.

Há escassez de tempo e recursos. As startups são uma amostra da necessidade de se proporcionar serviços ágeis e sem burocracia para atender a um determinado nicho de mercado.

O empreendedorismo proporcionado pelas startups e seus investimentos em tecnologias, de modo a criar um ambiente próspero para a originalidade, agregam riqueza contínua e duradoura, uma vez que diversificam as exportações de um país, que não pode ficar restrito as oscilações do seu mercado de commodities.

O Direito, enquanto ciência social está também em constante evolução, e dessa maneira, deve acompanhar as transformações e complexidades do mercado.

Na esfera jurídica, a proteção deve ser dada antes de tudo ao negócio, como preparação prévia a constituição das empresas.

O diagnóstico jurídico preciso e adequado de uma licença de tecnologia e da proteção da marca, dos nuances de um contrato, a correta tributação de uma operação, obrigações trabalhistas, as relações com investidores, fornecedores, funcionários, clientes e governo, de modo a contingenciar os riscos envolvidos, é direcionador de valor para as empresas em processos de constituição, como as startups.

Para uma melhor compreensão do que seja direcionador de valor, é preciso analisar o binômio: vantagens competitivas/custos.

A globalização da economia é um grande desafio, porquanto passa a exigir maior competência da gestão empresarial.

Uma reflexão sobre vantagens competitivas é fundamental para a continuidade dos negócios. Reduzir custos, atualmente, é muito mais do que cortar números, é saber identificar as deficiências do próprio negócio e a contingenciar riscos.

No atual cenário econômico, as empresas brasileiras estão convivendo com vários desafios que as expõem ao risco da descontinuidade, especialmente, no que tange aos aspectos jurídicos do negócio.

O ímpeto de um novo empreendimento sem o suporte de um plano de negócios com a avaliação prévia dos reflexos jurídicos que circundam a atividade empresarial pode comprometer a curto, médio, ou longo prazo uma ideia promissora ou a respectiva estratégia negocial com possibilidade de êxito.

Para o mister da advocacia, não é diferente, fazendo-se necessário uma reciclagem profissional para entender o ecossistema das startups, oferecendo serviços jurídicos consultivos, como aporte de gestão.

Ao propor o modelo jurídico adequado à determinada conjuntura, aliado com a avaliação do cenário econômico, o gestor jurídico com sua solução técnica que atenda aos propósitos empresariais, agrega valor e sustentabilidade econômica as empresas.

Não basta ao causídico saber o inteiro teor de leis e regulações. O mercado necessita de um gestor jurídico que entenda a realidade do setor econômico e proponha com sua expertise alternativa para a tomada das decisões empresariais.

A formalidade dos escritórios deve dar lugar um relacionamento mais próximo com os empreendedores, participando do cotidiano das suas operações.

Por sua vez, a inteligência emocional para gerenciar o risco dos negócios, oferecendo soluções criativas de modo a fomentar novas ideias e tomadas de decisões gerenciais é essencial.

A mudança deste paradigma representaria não só a modernização da profissão, elevando o patamar da advocacia a investimento (e não custo) imprescindível para as empresas, aumentando suas vantagens competitivas.

Os serviços oferecidos pelas bancas devem ter o condão de verdadeiros portfólios de gestão as empresas.

A gestão empresarial é um modelo de trabalho orientado por uma política de valores capaz de alocar e gerir recursos, ações, iniciativas, princípios, valores e estratégias, viabilizando o alcance dos objetivos propostos e a maximização do seu valor de mercado.

O surgimento das startups fez eclodir novos paradigmas ao conceito tradicional de empresa, que não se restringe a uma mera atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços.

Há a necessidade de observar a dicotomia: empresa tradicional e negócio. Empresas tradicionais atuam com atividades comerciais já conhecidas, e possuem processos internos e organização, estoques, maquinário, funcionários e etc.

Por sua vez, nas startups, a empresa está ainda em constituição, porquanto as atenções de seus empreendedores são voltadas unicamente para a ideia de negocio inovadora, representado pelos investimentos e estudos dos seus produtos ou serviços no mercado, com o fim de apresentar uma solução concreta, com amparo nas suas habilidades mercadológicas e intelectuais.

Neste contexto, a empresa sob um enfoque financeiro pode ser compreendida como uma unidade econômica geradora e distribuidora de caixa, transcendendo de seu conceito jurídico. Seu valor não se restringe aos seus ativos tangíveis e ao lucro, mas está associado com a capacidade futura de geração de caixa.

A figura do advogado não pode ser mais vista como mero conselheiro, inserindo-se como peça chave de gestão e de direcionamento de valor, enquanto gestor jurídico participa de todo o processo de formação das empresas de startups.

Hodiernamente, também não se pode mais conceber que o profissional da área jurídica seja um custo e muito menos óbice às negociações e projetos comerciais e estratégicos.

Nesta sequência, a advocacia enquanto gestora jurídica deve ser aliada das empresas na sua função de gerir e agregar valores e riquezas.

É um desafio às bancas a proporem as empresas um modelo de negócio mais criativo e alinhado com as novas mudanças do mundo corporativo.

As empresas e as bancas precisam trabalhar em conjunto. O advogado deve ir além da ciência jurídica, e avaliar com precisão o custo econômico de uma decisão judicial, bem como, dos riscos de êxito ou insucesso nas demandas, de modo a permitir as empresas provisionarem perdas, aperfeiçoando-se, deste modo a sua gestão.

É necessário, portanto, desatar os nós das “gravatas mentais” da profissão. O novo mercado exige uma advocacia mais colaborativa e próxima e menos contenciosa, mais profilática e menos reacionária, e que seja descomplicada, ágil e inovadora.

A advocacia não é apenas um “serviço indispensável à administração da justiça” como apregoa a Constituição Federal. É um agente econômico, protagonista e gerador de riquezas na economia. Não deve ser confundida com fóruns e burocracias.

O advogado não é um burocrata restrito ao contencioso judicial, é antes de tudo um profissional técnico, gestor e liberal na essência, cujo portfólio de conhecimentos e serviços postos a disposição do mercado, garante a ele a sua identidade (intuitu personae) e o legitima, com sua excelência e ética, a máxima de que um grande advogado, assim como as startups, é bem sucedido por sua reputação e gestão de seus ativos, como verdadeiro negócio.

Referências bibliográficas

[1] FEIGELSON, Bruno et al. Direito das startups. São Paulo: Saraiva educação, 2018. Livro digital (E-pub).
[2] [3] CONTEÚDO aberto. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Bolha_da_Internet> Acesso em: 7 jan 2019.
[4] RIES, E. A startup enxuta: como os empreendedores atuais utilizam a inovação contínua para criar empresas extremamente bem-sucedidas [tradução texto editores] São Paulo: Lua de Papel, 2012. Título original: The Lean Startup.
[5] CUMMING, Douglas J.; JOHAN, Sofia A. Venture Capital and Private Equity Contracting: An International Perspective. Burlington: Elsevier, 2009
[6] FREITAS, Cristiano. Entenda 3 diferenças entre startup e empresa tradicional!. Disponível em: https://syhus.com.br/2018/09/21/entenda-3-diferencas-entre-startup-e-empresa-tradicional/. Capturado em 16/01/19.
[7] Minimum Viable Product, o MVP. A Endeavor Brasil apresenta um conceito didático desta ferramenta: “É um conjunto de testes primários feitos para validar a viabilidade do negócio. São diversas experimentações práticas que serão desenvolvidas levando o produto a um seleto grupo de clientes… mas não é o produto final! Estamos falando em um produto com o mínimo de recursos possíveis, desde que (em sua totalidade) estes mantenham sua função de solução ao problema para o qual foi criado (não vale ser apenas funcionalidades soltas: juntas, elas devem configurar um produto, ainda que em forma de protótipo!). O empreendedor vai oferecer o mínimo de funcionalidades para conhecer na prática a reação do mercado, a compreensão do cliente sobre seu produto e se ele — de fato — soluciona o problema do consumidor”. Disponível em: https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/mvp/. Capturado em 16/01/19.
[8] CONTEÚDO aberto. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Startup. Capturado em 17/01/19.
[9] A Financiadora de Estudos e Projetos, é uma empresa pública brasileira de fomento à ciência, tecnologia e inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas, sediada no Rio de Janeiro. A empresa é vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação. A sua missão é promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil por meio do fomento público à Ciência, Tecnologia e Inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas. BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação. FINEP. Disponível em: http://www.finep.gov.br/a-finep-externo/sobre-a-finep. Capturado em 18/01/19.
[10] HAYASHI, Plinio Tatsumi. Startups: Sociedade Limitada ou Anônima?. Disponível em: https://souzapereiraadv.jusbrasil.com.br/artigos/484343029/startups-sociedade-limitada-ou-anonima. Capturado em 20/01/19.
[11] BROTTO, Natália e RIBEIRO, Aleff. Stratups precisam de respaldo jrídico desde a sua criação. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2018-jun-10/opiniao-startups-respaldo-juridico-criacao. Capturado em 20/01/19.

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Vamos conversar sobre diversidade? http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/vamos-conversar-sobre-diversidade/114468/ http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/vamos-conversar-sobre-diversidade/114468/ Tue, 19 Mar 2019 15:41:55 -0300 Fernando Coelho Vamos conversar sobre diversidade?

O mercado precisa evoluir muito sim, e para isso, as pessoas precisam abrir a mente para o diálogo. Contudo, o debate só ganhará musculatura quando os atores principais se empoderarem.

Um amigo me perguntou o porquê de eu não me posicionar sobre o tema diversidade no mercado. Sempre abordo a questão em sala de aula nos MBAs de gestão, mas nunca escrevi sobre o assunto.

Então aqui vai minha opinião: o mercado precisa evoluir muito sim, e para isso, as pessoas precisam abrir a mente para o diálogo. Contudo, o debate só ganhará musculatura quando os atores principais se empoderarem.

Quando falamos sobre diversidade o tema macro se divide por núcleos: inclusão de mulheres, negros, gays, PCD e outras microdivisões. Quero me atentar a uma que venho percebendo no âmbito social e empresarial, de forma especial. Muitos gays que não se aceitam, portanto, não se posicionam, e assim, não são respeitados.

Outro dia conversava com um professor que é engenheiro, mestre, respeitado na academia e mercado, e que não se aceitava como homossexual no auge dos seus 30 anos.

Outro conhecido, médico, estabelecido, também na casa dos 30 anos, tem medo do que a família pensaria.

Etimologicamente, liberdade é uma condição de independência, de livre-arbítrio e, por isso, corresponde ao contrário do aprisionamento. Quando alguém se amedronta de sua condição natural em detrimento do olhar social e policia seus desejos, instintos e autoego (não alterego), está preso em si dando a chave ao outro.

Sua família, amigos e mercado, só irão respeitar você a partir do momento que você se empodera de sua verdade, todavia, isso só ocorre quando você se liberta para dentro. Quando você para de mentir, fingir e de ser um personagem triste de si. Como propõe Fernando Pessoa por meio de seu heterônimo Alvaro de Campos: eu que me entenda comigo e com os comigos de mim mesmo. É preciso você se entender consigo, respeitar o seu Eu e viver bem com ele.

Sua moral, valores e competências não são definidos pela sua orientação sexual. Da mesma maneira você não necessita se enquadrar em condições ou rótulos por escolher ser quem de fato é. O primeiro passo para discutir inclusão e diversidade é aceitar que somos diversos, plurais e ao mesmo tempo únicos.

Epitéto, filósofo que influenciou a psicologia cognitiva, diz que a felicidade e a liberdade começam com a clara compreensão de um princípio: algumas coisas estão sob nosso controle e outras não. Somente depois de ter enfrentado esta regra fundamental, e ter aprendido a distinguir entre o que podemos controlar e o que não, será possível ter a tranquilidade interior e a eficácia exterior. O pensador deixa claro: não se culpe por ser quem é.

Como estrategista de mercado, escritor e professor universitário, penso que a pauta deve ser sim discutida, porém, tenho certeza, que os seus principais protagonistas precisam aparecer, parar de se esconder por trás de personas pseudas e terem coragem de ser que são. Diferente disso, não se evoluirá no tema.

É inconcebível em pleno ano de 2019 que pessoas tenham que se esconder não da sociedade, mas de si. Vamos discutir diversidade si, mas antes, discuta consigo quem você é.

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Administração da Empresa Vida http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/administracao-da-empresa-vida/114467/ http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/administracao-da-empresa-vida/114467/ Tue, 19 Mar 2019 15:40:25 -0300 Susana Barbosa da Silva Matos Administração da Empresa Vida

“Administração antes de mais nada é a organização da nossa vida, sobre o passado, presente ou futuro”.

Administrar vem de gerir, governar, dirigir ou atuar como administrador (definição do dicionário). “Administração é simplesmente o processo de tomada de decisão e o controle sobre as ações dos indivíduos, para o expresso propósito de alcance de metas predeterminadas”. (PETER Ferdinand DRUCKER – 1989).

Peter foi feliz em sua definição. Tomadas de decisões constantes. De modo geral, todos nós somos administradores.

Devemos administrar a mais difícil empresa: nossa vida. Todos os dias temos agendas a cumprir na nossa vida.

Uma escolha errada, um planejamento errado e não monitorado e já era. Quem nunca se viu diante de uma situação em que a escolha deveria ser imediata sem afetar ou refletir diretamente na sua vida ou nas muitas vidas.

É escolher levantar ou deixar-se dominar pela cama quente. É decidir focar ou distrair-se na primeira adversidade. Administração antes de mais nada é a organização da nossa vida, sobre o passado, presente ou futuro.

É preciso administrar a vida se quisermos cursar administração e dela viver. Esse é o conceito geral de administração. Dele precede as demais especificidades para a administração de negócios empresariais.

Então, antes de administrar o que lhe for incumbido, administre primeiramente a sua vida, para ter sucesso, exemplo e autenticidade.

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7 Dicas para escolher seu curso online http://www.administradores.com.br/artigos/academico/7-dicas-para-escolher-seu-curso-online/114466/ http://www.administradores.com.br/artigos/academico/7-dicas-para-escolher-seu-curso-online/114466/ Tue, 19 Mar 2019 15:30:00 -0300 Lígia Velozo Crispino 7 Dicas para escolher seu curso online

Você está pensando em fazer um curso de idiomas online? Então veja quais são as 7 dicas essenciais que você deve ter em mente antes de contratar.

Muito se tem falado sobre o impacto da tecnologia no mundo corporativo. As ferramentas digitais são importantes aliadas no incremento da produtividade, otimização de processos, redução de custos, dados super precisos auxiliando as tomadas de decisão.

A tecnologia também está fazendo grande diferença em treinamento e educação, capacitando as pessoas nas mais diversas competências e esferas, e o aprendizado do idioma estrangeiro não fica de fora dessa tendência. Porém, é preciso uma mudança de mindset quanto ao estudo de uma língua como o inglês, porque ainda nos deparamos com muitas pessoas acreditando que as aulas presenciais são a solução para atingir a meta de fluência.

Aprender um novo idioma demanda tempo e dedicação. Por isso, se você está pensando em contratar um curso online, considere as seguintes dicas na definição da melhor opção:

1. TEST DRIVE
Para entender exatamente como funciona o curso e se atende às suas expectativas, use o período de degustação, que muitas escolas e plataformas disponibilizam, para avaliar a qualidade e volume de conteúdo, a variedade de atividades, a metodologia, programa, como funcionam as aulas de conversação etc. 

2. VERSÃO MOBILE
O Brasil tem mais de 230 milhões de smartphones, e a maioria dos usuários acessa a Internet do celular. Por isso, o curso precisa oferecer uma versão para celular, aumentando a possibilidade de acesso e a regularidade de estudo. Porém, a versão mobile precisa ter os mesmos recursos que o site.

3. HABILIDADES TRABALHADAS
O curso precisa contemplar a prática das quatro principais habilidades: falar, ouvir, ler e escrever. Portanto, se o curso foca apenas em uma ou duas delas, melhor analisar se sua escolha está alinhada à sua meta.

4. PROFESSORES
O ideal é que o curso seja um combo com conteúdo em LMS/AVA (Learning Management System – Ambiente Virtual de Aprendizagem) e aulas online ao vivo com professor. Essas aulas online ao vivo devem ser com professor dedicado ao aluno ou ao grupo. Dessa forma, o professor foca no desempenho e progresso dos alunos e está comprometido com resultados.

5. TESTE DE NÍVEL
Não comece um curso no nível iniciante sem antes saber quais são as suas habilidades no idioma. Para isso, faça um teste de nivelamento, mas não confie apenas num teste escrito em formato de múltipla escolha.

Se você já tiver conhecimento, é importante fazer uma avaliação oral também, pois a definição do seu nível será mais precisa. Também é melhor que use a CEFR (Common European Framework of Reference) com grade de proficiência.

A comunicação oral é o que há de mais desafiador em outro idioma. Então, com esse teste de nível, você deve receber um diagnóstico das suas áreas de atenção e estabelecer um plano de estudo.

6. ATIVIDADES DE FIXAÇÃO
Não confie em cursos que se baseiam apenas na prática oral, sem feedback de dúvidas e erros cometidos e vários exercícios para automação das estruturas gramaticais e do vocabulário. 

7. CONTEÚDO CUSTOMIZADO
Você deve checar se o curso pode customizar suas trilhas de aprendizagem, privilegiando seus desafios e metas de comunicação no idioma.

Lembre-se de que o aprendizado é um processo contínuo e demanda várias horas de estudo. Por isso, a última dica é para você verificar a carga horária estimada para cada estágio. Não acredite em milagres de chegar à fluência com pouco tempo de estudo.

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A relação entre uma pessoa e uma cédula de alto valor http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/a-relacao-entre-uma-pessoa-e-uma-cedula-de-alto-valor/114465/ http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/a-relacao-entre-uma-pessoa-e-uma-cedula-de-alto-valor/114465/ Tue, 19 Mar 2019 14:42:05 -0300 Elazier Barbosa A relação entre uma pessoa e uma cédula de alto valor

As comparações são uma excelente forma de posicionar alguém, alguma coisa em relação a outra.Vamos fazer uma comparação de uma pessoa com uma nota de alto valor que passaram por situações estressantes.

Nessa nossa vida materialista, imediatista que vivemos, parece que as pessoas estão
sempre procurando achar valores monetários nas coisas e até nas pessoas.

 Existe um provérbio português que diz:

“Todo homem tem o seu preço”.

Ou seja, a honestidade de tal homem pode ter limite. Verdade seja dita, um homem que tem preço não tem valor.

Isso me faz lembrar de uma série exibida entre 1974 a 1978 “O homem de 6 milhões de
dólares”.

Cujo tema era sobre o ciborgue Steve Austin, interpretado pelo ator Lee Majors. Ciborgue é um organismo dotado de partes cibernéticas e orgânicas, cujo objetivo
geralmente é melhorar as capacidades físicas de uma pessoa, utilizando
tecnologia artificial. Por exemplo, uma pessoa que possui uma perna mecânica entraria
nesta definição. Idem uma pessoa que tenha implantado um marcapassos

Deixando os ciborgues de lado, eu pergunto a você?

A quantas andam o seu valor?

Está em alta, estável ou na baixa?

Podemos utilizar a palavra valor para caracterizar monetariamente um bem físico. Mas se formos referir-se a uma pessoa, o conceito monetário não poderia ser utilizado.
Ou seja, uma pessoa não pode ser valorizada como se faz com um objeto.

Assim podemos dizer que um par de sapatos tem o preço de 200 reais, mas ao referir-se a uma pessoa, podemos dizer que tal pessoa tem alto valor (e não preço) como
administrador de determinada organização, por exemplo.

E possível que esse sapato que custou 200 reais não tenha valor algum para uma outra pessoa.

Também é possível que comprador gostou do sapato e perguntou quando custava e, o
vendedor disse 200 reais. Na realidade o custo é confidencial que somado ao lucro resulta no preço.

Como se vê as palavras, valor, custo e preço, apesar de algumas vezes serem utilizadas como sinônimas, tem sentidos diferentes

Feita essa introdução podemos sequenciar o nosso artigo.

Vamos relacionar de forma metafórica, o valor de uma cédula de alto valor que sofre
um processo de amassamento, com uma pessoa que venha passar por situações
estressantes, adversas.

Assim, vamos assumir que num determinado seminário, o palestrante no intuito de animar a plateia, propõe dar para quem se interessar uma cédula de alto valor.

Ele dirige-se à plateia levanta o braço segurando uma célula, faz uns movimentos
para chamar a atenção e pergunta:

-Quem quer essa cédula de alto valor?

A plateia fica toda animada e todos de alguma forma demonstra o interesse em ganhar a nota. Ou seja, todos querem.

No entanto o palestrante não entrega a ninguém e amassa a dita cuja e repete a oferta:

-Quem quer essa uma cédula amassada de alto valor?

Se uma nota está apenas amassada, ela pode ser “alisada” e ser utilizada e dessa forma a resposta da plateia continua afirmativa.

Novamente o palestrante não entrega a nota, agora amassada para ninguém e para espanto geral, ele joga a nota no chão e pisa em cima dela várias vezes.

Mas nem por isso a plateia deixa de continuar querendo a nota.

Agora chega-se ao ponto que o palestrante vai fazer a comparação metafórica da nota
toda “sofrida” com uma pessoa que também passou por maus bocados na sua vida.

O palestrante afirma que tanto a nota amassada quanto uma pessoa que sofreu
determinadas agruras, continuam tendo valor.

No entanto ele explica que os valores não serão os mesmos de antes. A nota, mantêm
o seu valor de face, desde que ainda esteja inteira e em condições de uso no comércio.

Já a pessoa que foi “amassada, pisada” na sua vida, passou por experiências diversas
e agora tem mais conhecimentos que antes e portanto, vale mais.

Seria como um soldado que entra numa guerra sem nunca ter participado dessa
experiência, sai ferido, com cicatrizes, consegue sobreviver, é promovido e agora pode passar sua experiência para os novatos.

Ele passa a valer mais. Seus conhecimentos podem salvar a vida nos novos soldados.

A mensagem do palestrante é que se isso acontecesse com a gente, sermos
“amassados”, “pisados”, mas com o apoio da nossa resiliência, continuaríamos
tendo o nosso valor e esse valor seria maior do que a nota, tendo agora mais
experiência, conhecimentos e valemos mais.

No entanto não necessariamente todas as pessoas que passam por situações difíceis
conseguem reerguer-se e tirar proveito da sua experiência.

Poderíamos dizer que o papel das pessoas menos otimistas não é nem do tipo monetário; está mais para um rascunho de papel sulfite que depois de amassado vai para o lixo e talvez nem seja aproveitado como material reciclável.

Por outro lado, não poderíamos em sã consciência simplesmente vendo um carro amassado assumir que o motorista desse carro é ruim de volante. Seria necessário
conhecer as circunstâncias do acidente.

Muitos fatores são envolvidos no sentido de formatar a personalidade de alguém.

Certas pessoas podem ter sua origem numa família onde o padrão é apenas aceitar as
coisas de forma pragmática e quando muito rezar para que algum milagre aconteça
e ganhar na Megasena.

Pode-se dizer que hoje, graças a globalização, a influência da Internet, redes sociais,
os jovens estão mais ligados e se preparando para enfrentar desafios que não
existiam na vida pacata dos seus pais.

Assim as pessoas procuram estudar, batalhar para ter o seu lugar ao sol e não ficar
sendo espezinhadas passivamente.

Enfrentar esses novos tempos é difícil. Aqueles que descobrem que tem uma força
interna chamada resiliência, com certeza terá muito mais chance de alcançar
o seu sucesso procurado e bem merecido.

Portando,  tire vantagens das suas sofridas experiências e não termine a sua caminhada para o sucesso como um papel amassado. Tenha mais valor do que uma nota amassada.

Somos hoje, resultado das nossas experiências de ontem e seremos melhores amanhã se soubermos usar corretamente nossa energia na busca no nosso sucesso, o sucesso
que merecemos.

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Vamos falar da necessidade de você fazer um upgrade da sua zona de conforto http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/vamos-falar-da-necessidade-de-voce-fazer-um-upgrade-da-sua-zona-de-conforto/114464/ http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/vamos-falar-da-necessidade-de-voce-fazer-um-upgrade-da-sua-zona-de-conforto/114464/ Tue, 19 Mar 2019 12:05:06 -0300 Elazier Barbosa Vamos falar da necessidade de você fazer um upgrade da sua zona de conforto

Nosso inconsciente tem capacidade para armazenar 100 vezes conteúdo de toda a Enciclopédia Britânica

Acredito que numa primeira leitura do título, a orientação indicada não parece ter muita lógica em termos comportamentais. Ou seja, ficar mais acomodado ainda!

Ao longo desse artigo, explicaremos que não é bem assim. O termo Zona de Conforto é constantemente mencionado nos artigos relacionados com a nossa vontade de enfrentar ou deixar de enfrentar desafios.

Num primeiro entendimento zona de conforto, nos leva a imaginar alguém esborrachado num sofá descansando o esqueleto de forma bem agradável, vendo TV, com um copo de bebida numa mão e um pedaço de pizza noutra;

Também nos leva a imaginar que se alguém insiste sempre se manter na sua zona de conforto, podemos concluir que essa pessoa não está a fim de fazer algum esforço para mudar a sua vida em alguma coisa.  Está mais para deixar tudo como está para ver como fica.

A ciência, vem nos dar uma consolação. Ela explica que esse nosso comportamento não significa que somos eternos preguiçosos. Existe uma explicação para a nossa acomodação. Faremos uma introdução para chegar lá.

Todas as nossas experiências, boas ou ruins são arquivadas no nosso subconsciente. Ele é uma espécie de memória virtual, nosso Super HD de grande capacidade de armazenamento praticamente ilimitada.

Podemos achar que perdemos uma informação por tê-la esquecido, mas ela continua armazenada no nosso inconsciente.

Nosso inconsciente tem capacidade para armazenar 100 vezes conteúdo de toda a Enciclopédia Britânica. A enciclopédia por sua vez, tem cerca de 40 milhões de palavras e meio milhão de tópicos. Em 2012, começou a ser publicada na versão online.

Agora, como sabemos que a nossa memória inconsciente tem essa fenomenal capacidade? Sob hipnose, as pessoas mais velhas conseguem lembrar com clareza perfeita, eventos de 50 anos atrás. Essa memória inconsciente é praticamente perfeita.

Só surgem dificuldades em recuperar os eventos anteriores à idade em que o domínio da linguagem ainda não era efetivo. Ao tentar recuperar uma lembrança desse tempo, temos a sensação de que nos lembramos, mas fica difícil de explicar
exatamente o que aconteceu.

Erik Kandel, pai da Neurociência afirmou que:

Somos produtos das sinapses dos nossos neurônios.

Somos quem somos por causa daquilo que aprendemos e do que lembramos”.

Outro neurocientista Joe Dispenza numa palestra no TED, afirmou que o nosso cérebro
tem uns 100 bilhões de neurônios e que se empilhasse 100 bilhões de folhas de papel, essa pilha atingiria a altura de uns 800 quilômetros! Esse é o nosso Super HD.

Um detalhe importante: Os neurocientistas Suzana Herculano-Houzel e Roberto Lent, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estudaram durante seis anos, cérebros sadios de homens entre 50 e 70 anos e chegaram pela primeira vez contar com precisão que temos 86 bilhões de neurônios em nosso cérebro e não, o então número mágico de 100 bilhões.

E cada um desses 86 bilhões se conectam (não fisicamente) com outros milhares de neurônios.

Esse número de 100 bilhões proposto em 1988 por Karl Herrup,

da Universidade Rutgers, Nova Jérsei

A mente subconsciente é subjetiva e isso significa que não se baseia em fato ou em verdades. Ele não se envolve com a razão. Ela simplesmente, apenas obedece aos comandos que recebe da mente consciente.

A mente subconsciente está atuante dia e noite para manter o nosso comportamento um padrão consistente, com todos os hábitos, pensamentos e ação. Tudo devidamente armazenados e memorizado.

A zona de conforto é ativada quando se vai mudar algum hábito. Assim, a mente subconsciente faz-nos sentir emocional e fisicamente desconfortável, tenso e inquieto nessa situação.

Qualquer coisa nova ou diferente que vamos fazer, tentando mudar algum hábito, alterando antigos padrões, alterando costumes, o nosso subconsciente nos puxa de volta para mantermos nossos padrões de comportamento, trazendo-nos para a nossa atual zona de conforto.

A Neurociência nos explica que o nosso cérebro não está preocupado com o nosso sucesso. Ele está eternamente vigilante com a nossa sobrevivência e, para ele atender esse objetivo, ele economiza de forma ferrenha energia.

E quando  pensamos em enfrentar um novo desafio, é necessário sair da nossa zona de conforto, onde estamos gastando a menor quantidade de energia.

Mas manter-sena nossa zona de conforto, sendo complacente com o que deveria ser mudado edeixar como está, é um grande inimigo da criatividade e do nosso futuro.

Assim, para crescermos, temos que aceitar o sentimento de desconforto ao tentar fazer coisas novas que fogem aos nossos padrões convencionados.

A partirde um certo tempo, atualizamos nossa zona de conforto a um novo nível superior e tudo recomeça pelo menos para os mais resilientes!

Ou seja,atualizamos nossa zona de conforto não a eliminamos. Ela faz parte do nosso DNA mas podemos reprogramá-la ao longo da vida e deixá-la mais elástica para enfrentarmos nos empreendimentos.

Apesar desse conflito que surge ao tentar mudar hábitos, existe a razão já comentada, que nos tempos das cavernas não se sabia se teria comida no outro dia. Então se manter quieto num canto, era uma boa e correta decisão.

Nos nossos tempos moderno, nosso cérebro parece que continua ainda se comportado como originalmente.

Mantendo hábitos já enraizados, o corpo economiza energia pois é tudo fica sob o comandode um “piloto automático”. É como voltar para casa usando o caminho tradicionalmente conhecido. Tente fazer um novo caminho e uma voz interna vai dizer: Cara, deixa isso pra lá. Você vai se estressar, vai ser mais difícil, tudo vai fugir do seu controle, vai acabar batendo a carro!

Realmente, de forma geral, ficar na zona de conforto é mais seguro, gostoso e econômico. Pode, quanto muito ser tão confortável e acabarmos dormindo e deixarmos as boas oportunidades passarem.

Também como se diz, no linguajar popular: 'Quem espera desespera," mas, democraticamente, cada um pode tomar a sua própria decisão uma delas é esperar, na sua deliciosa zona de conforto. Ou seja fazer nada é também uma decisão.

Podemos dizer que zona de conforto é um conjunto de contingências ambientais e comportamentos com os quais uma pessoa se sente confortável sem sofrer qualquer tipo de risco. Nem todos os desafios acabam tendo resultados positivos. Falhas ocorrem e isso pode macular nossa imagem.

Também, podemos concluir que o alcance da zona de conforto de uma pessoa, pode caracterizar a sua personalidade, assim uma pessoa altamente resiliente no seu campo de atuação está continuadamente fora da sua zona de conforto.

Temos inúmeros exemplos que mostram que a uma pessoa muitas vezes precisa obrigatoriamente sair da sua zona de conforto, como por exemplo pela perda do emprego. Então ela vai ter que fazer alguma coisa; procurar novo emprego distribuindo currículos, se preparando em novas qualificações para resolver o seu problema. Vai ser um momento estressante.

Podemoslembrar e comentar a chamada Lei de Inércia. Essa lei diz que se um corpo estiver parado, sem movimento, ele assim continuará até que seja posto em movimento. E ele estando em movimento assim continuará.

Como se percebe, a pessoa que está estacionada na sua zona de conforto, segue a lei da Inércia.

CONCLUSÃO

Uma pessoa que se estabilizou na sua zona de conforto tenderá a se estabilizar ali.

Muitas vezes mesmo uma pessoa estando detestando o seu emprego nele se mantêm, pois, a sensação de segurança é mais forte e desestimula sair da sua zona de conforto. Assim colocado, pode-se entender que a zona de conforto inibe a sua criatividade, pois ser criativo é mudar a forma tradicional de fazer alguma coisa.

A primeira lei de Newton, explica o queacontece a um corpo quando a resultante de todas as forças externas que nele atuam é zero: o corpo pode permanecer em repouso ou continuar o seu movimento retilíneo com velocidade constante.

Assumindo que essas tais forças externas sejam a nossa vontade de atingir o sucesso e elas sendo zero, simplesmente iremos permanecer em repouso, nossa zona de conforto e seguir a nossa vidinha de forma retilínea sem gerar nada de especial que possa tornar nossa vida mais vibrante, mais vitoriosa!

Bem pessoal, vamos fazer esse nosso corpo sair da imobilidade.

Vamos sair da Primeira Lei de Newton!

Vamos aplicar no nosso corpo toda a força da nossa resiliência e acelerar a nossa velocidade para atingirmos os nossos objetivos o mais rápido possível.

O nosso cérebro vai chiar inicialmente, mas vai acabar, nos ajudando a subir no pódio dos campeões.

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Bloco K Otimizado – Elemento Estruturante 2: Lista de Materiais http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/bloco-k-otimizado-elemento-estruturante-2-lista-de-materiais/114461/ http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/bloco-k-otimizado-elemento-estruturante-2-lista-de-materiais/114461/ Tue, 19 Mar 2019 12:00:00 -0300 Josadak Astorino Marçola Bloco K Otimizado – Elemento Estruturante 2: Lista de Materiais

A forma como é estruturada e delineada a lista de materiais, traz simplicidade as demais atividades, como engenharia industrial, planejamento da produção, programação da produção, custos e principalmente apontamento da produção.

Vamos falar hoje da Lista de Materiais (Bill of Materials – BOM). Na horizontal, a sigla BOM traz uma mensagem positiva, e na vertical, ao ser transformada numa acrostico, numa mensagem poética.

Se existe um documento importante nas empresas manufatureiras, este documento é a Lista de Materiais. Isso porque a lista de materiais flui por quase todos os departamentos da companhia, desde a Fase de Orçamento, passando pela Engenharia do Produto, Engenharia Industrial, Engenharia da Qualidade, PCP, Suprimentos, Produção, Almoxarifado, Custos, Expedição, entre outros.

Como tem um fluxo longitudinal e é utilizada por muitos departamentos em suas atividades diárias e transacionais, a lista de materiais é um elemento chave para simplificar os processos de negócios e promover integração direta entre essas funções de negócio complementares.

A Lista de Materiais é uma lista que identifica e descreve todos os componentes - matérias-primas, subcomponentes, componentes, subconjuntos e conjuntos intermediários, necessários para fabricar um Produto Acabado. Estão descritos nesta lista de materiais multinível: nível estrutural (Pai - Filho), código da peça, descrição resumida do item, quantidade, unidade de medida.

A lista de materiais é elaborada pela Engenharia do Produto, sendo denominada de e-BOM, ou seja, Engineering Bill of Material, representando o modo pelo qual o produto foi projetado, oriundo de software CAD, como AutoDesk Inventor, Solid Works, AutoCAD, Catia PLM.

Geralmente não são considerados aspectos referentes à vendas, planejamento, fabricação, custo, expedição do produto. Prevalece a ótica de necessidade do departamento de projeto baseado em Engenharia Reversa, e formação de conjuntos, subconjuntos e peças.

Ocorre que na grande maioria das empresas, a lista de materiais é do tipo explosiva, apresentam muitos níveis horizontais e verticais. Já trabalhei em empresas de bens de capital, cuja lista de materiais apresentavam mais de 10 níveis estruturais – como em fornos industriais - e mais de 30 mil linhas na lista- como em caldeiras de geração. Fato correlato acorre com aviões, máquinas operatrizes, máquinas agroindustriais, implementos agrícolas, etc.

Quando essa lista de materiais é cadastrada nos ERPs, e posteriormente feito a explosão do MRP (Material Requirements Planning), são abertas uma enorme quantidade de Ordem de Produção (OPs), com geralmente uma operação fabril, e com esta operação apresentando pequeno tempo de processamento.

Esse fato traz grande dificuldade, complexidade e custos para as tarefas de liberação (dispatching) das ordens de produção, programação da produção e principalmente no apontamento da produção e movimentação de materiais no chão de fábrica.

Não é nada operacional, efetuar-se o apontamento de tempos e evolução do material no tempo, quando se encontra esse cenário: elevada quantidade de Ordens de Produção, poucas operações na Ordem de Produção, tempo diminuto por operação, apontamento semiautomático ou manual, alta frequência de abertura e encerramento de operações, entre outros. Impossível ter-se um apontamento adequado, eficiente e fidedigno.

A solução é ter outras visões da Lista de Materiais. Deve-se transformar a visão inicial e mandatória da E-BOM. É necessário ter a visão da Lista de Materiais de Manufatura (M-BOM), da Lista de Materiais de Planejamento, da Lista de Materiais de Expedição, Lista de Materiais de Custo, etc.

Deste modo, na Lista de Materiais de Manufatura (M-BOM), por exemplo, é possível reduzir significativamente o número de ordens de produção, utilizando-se de agrupamento e legendamento:

  • Agrupamento por tipo de material e desenvolvimento de lista de corte;
  • Agrupamento por tipo de material e desenvolvimento de lista de dobra;
  • Agrupamento para processos de pintura, tratamento térmico e tratamento superficial;
  • Legendamento de itens fantasmas (phanton item), notadamente em subconjuntos de nível 1 e de nível 2 no processo de caldeiraria e montagem.

Assim, ao desenvolver múltiplas visões da lista de materiais, balizada pela lista de materiais da engenharia (dona do produto), e contemplando características do produto, do processo de fabricação, do parque fabril, do layout e necessidade de informações para atender os requisitos organizacionais da companhia, é possível simplificar o modelo de gestão de operações.

Além de atender as exigências do Bloco K, compulsoriamente fixada pelo Fisco, estes novos formatos de saída da lista de materiais, tornam factível a utilização plena de outros elementos estruturantes como roteiro de fabricação, baixa de material, inventário, e apontamento da produção.

Nos próximos artigos abordaremos estes pontos.

Josadak Marçola

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Com qual adjetivo que você profissionalmente se rotula? http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/com-qual-adjetivo-que-voce-profissionalmente-se-rotula/114462/ http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/com-qual-adjetivo-que-voce-profissionalmente-se-rotula/114462/ Tue, 19 Mar 2019 11:39:18 -0300 Elazier Barbosa Com qual adjetivo que você profissionalmente se rotula?

Importante, mude o seu comportamento, tornando-se mais proativo e seja rotulado com um adjetivo positivo.

Existem diversos adjetivos que são utilizados para caracterizar um funcionário, que o definem com uma determinada característica; esforçado, criativo; responsável; cumpridor de suas tarefas, pontualidade etc.

No entanto, o rótulo também poderia ser negativo; negligente, desinteressado, criador de problemas e por aí vai.

Segundo os dicionários, uma pessoa proativa define alguém que age antecipadamente,
evitando ou resolvendo situações e problemas futuros. Um surfista não espera a onda passar; avista, planeja, age e administra o resultado

O ato de uma pessoa proativa é chamado de proatividade. Essa uma das grandes
qualidades de uma pessoa e que conta pontos, na hora da sua contratação. O RH nas suas entrevistas e testes procura identificar o nível de proatividade que o candidato possui.

Antes do Novo Acordo Ortográfico, a palavra "proativo" era escrita com a seguinte grafia: "pró-ativo".

As duas versões ainda são aceitas como corretas no Brasil,

Já o adjetivo Reativo por sua vez, refere-se ao ato de reagir após um acontecimento, ou seja, após uma ação.

Um surfista reativo põe a mão na testa e vendo a onda ir embora diz;

-Caramba, essa era uma boa, mas perdi essa, poderia ter feito um backside (quando se
surfa de costas para a onda)!

Ser reativo é simplesmente ter uma reação. O oposto da proatividade.

Assim sendo, um funcionário com comportamento reativo, ao contrário do proativo,
não possui uma qualidade positiva, pois indica alguém que não se preocupa
antecipadamente com os problemas, espera que eles acontecerem para ver o que vai fazer

Um funcionário proativo tem um otimismo natural contagia a equipe pela sua convicção que é fundamental para dar segurança os seus membros.
E isso é observado pelos colegas, quando resolve problemas dentro de um bom controle emocional o que solidifica a posição de liderança.

É interessante comentar um resumo das diferenças entre ativo e proativo:

EXEMPLO 01

Ativo

Assiste uma corrida e aposta num corredor.

 

Proativo

Aposta numa corrida quando participa dela.

 

EXEMPLO 02

Ativo

Toma iniciativas relacionadas como universo conhecido.

 

Proativo

Toma iniciativas relacionadas mesmo num universo desconhecido, com o incerto, com
incertezas.

 

EXEMPLO 03

Ativo

Adapta-se, é um paciente.

 

Proativo

É protagonista da transformação, é um agente.

 

EXEMPLO 04

Ativo

Gosta da rotina, gosta de fazer o que sabe, gosta de segurança

 

Proativo

Gosta do novo, gosta de inovação, atraído pela novidade

 

EXEMPLO 05

Ativo

É apenas resiliente.

 

Proativo

É altamente resiliente.

 

EXEMPLO 06

Ativo

Faz.

 

Proativo

Faz acontecer.

 

Segundo Philip Kotler (um dos gurus do marketing mundial):

Há três tipos de pessoas no mundo:

1-Aquelas que fazer as coisas acontecerem

2-Aquelas que veem as coisas acontecerem

3-Aquelas que querem saber o que aconteceu

 Poderíamos até adicionar:

Aquelas que deixam as coisas como estão para ver  como ficam,

 

 

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Administração financeira: a gestão da produtividade do capital http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/administracao-financeira-a-gestao-da-produtividade-do-capital/114463/ http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/administracao-financeira-a-gestao-da-produtividade-do-capital/114463/ Tue, 19 Mar 2019 11:30:00 -0300 Cláudio Márcio Araújo da Gama Administração financeira: a gestão da produtividade do capital

Diretores e gerentes são pagos para gerenciar a produtividade, em especial a produtividade do capital

Há cento e quarenta anos, por volta de mil oitocentos e oitenta, Karl Marx baseou sua previsão do inevitável e iminente colapso daquilo que hoje é chamado de liberalismo, neoliberalismo, capitalismo ou ainda sistema de livre iniciativa ( os termos só passaram a ser usados depois da morte de Marx ) na lei dos rendimentos decrescentes do capital. Em que pese, a principal obra de Marx ( O Capital ) ter ficado inacabada com sua morte.

 

O que aconteceu foi que, durante um século e meio, a produtividade do capital nos países desenvolvidos - ou melhor, nos países desenvolvidos com economias de mercado - estava aumentando, exceto durante os anos de depressão mais profunda. Esta foi uma das maiores conquistas do mundo dos negócios moderno e talvez o alicerce das conquistas posteriores. Que percentual da população mundial foi beneficiada com estas conquistas, é objeto de outra análise que não será explorada neste texto. Em parte, esta conquista foi empresarial: a contínua migração do capital de áreas de investimento antigas rapidamente menos produtivas para áreas novas e mais altamente produtivas, por exemplo, para inovações técnicas ou sociais, as quais, como Joseph Schumpeter, o grande economista austro-americano, convincentemente demonstrou há cento e dez anos, é o verdadeiro capital livre de uma economia moderna.

 

Mas o aumento contínuo da produtividade do capital é igualmente resultado da ação gerencial, do esforço continuado para melhorar o montante do trabalho produtivo que dada unidade de capital realiza na empresa. Um exemplo são os bancos comerciais, nos quais uma unidade de capital financia hoje, muitas vezes o volume de transações que financiava na época de Marx.

 

Ainda assim, a lógica básica de Marx era impecável, até na visão de Peter F. Drucker. Se a produtividade do capital fosse de fato diminuir inexoravelmente, um sistema baseado na alocação de capital no mercado - isto é, o sistema de livre iniciativa - não sobreviveria mais que uma poucas décadas cheias de crises, se não fosse amplamente e continuamente reformado com o passar das décadas.

 

O fato mais inquietante da economia mundial de hoje pode, portanto, ser a reversão, desde o início dos anos sessenta, da longa tendência secular de aumento da produtividade do capital nos países desenvolvidos. A tendência da queda não está em absoluto restrita aos países de livre iniciativa do Ocidente e Japão. Ela é ainda mais pronunciada no mundo comunista e em especial na antiga Rússia soviética, onde, segundo todas as informações,a já baixíssima produtividade do capital na indústria e na agricultura vem sofrendo queda precipitosa e quase catastrófica desde as décadas de sessenta e setenta. Mas isto não é grande consolo para as pessoas que vivem nas economias de mercado. Em um sistema como o da economia soviética, no qual o capital é alocado por decreto político e não pelo mercado, a produtividade baixa e em queda do capital prejudica, de início, somente a eficiência, os padrões de vida e os custos. Em que pese, a palavra soviética vem da palavra soviet, que significa conselho, que seria representante dos produtores ou o mercado russo. Ela não precisa necessariamente por em perigo o sistema em si, e isto por muito tempo.

 

A evidência dos últimos cento e quarenta anos é, porém, bastante clara: não há nada de inevitável, nada de inexorável no que se refere a tendência de queda da produtividade do capital, se o sistema não tivesse sido continuamente reformado. A produtividade do capital pode ser mantida e até aumentada, contanto que os homens de negócios trabalhem nela de forma constante e determinada.

 

Na realidade, trabalhar na produtividade do capital é a maneira mais fácil e geralmente a mais rápida de melhorar a lucratividade de uma empresa, e a de maior impacto. Lucro, como o primeiro capítulo de qualquer livro de economia empresarial explica, é a margem de lucro multiplicada pelo giro do capital, isto é, pela produtividade do capital. Se a margem de lucro é de seis por cento, por exemplo, e o capital gira uma vez por ano, há um retorno de seis por cento sobre o capital toral. Se o giro do capital puder ser aumentado para um vírgula dois vez por ano, o retorno total sobre o capital subirá para sete vírgula dois por cento.

 

Aumentar as margens de lucro em vinte por cento costuma ser extremamente difícil e pode ser impossível em um mercado competitivo. Porém, aumentar o giro do capital de uma vez por ano para um vírgula dois vez por ano requer, de modo geral, apenas muito trabalho sistemático, mas rotineiro. na verdade, com base nuns bons anos de experiência neste campo, Peter F. Drucker se dispunha a prever que uma melhora desta magnitude - isto é, uma melhora de vinte por cento na produtividade do capital ao longo, talvez de quatro ou cinco anos - estaria acessível a qualquer um que fizesse seriamente este trabalho.

 

No entanto, apesar de sua importância e compensações, não são muitos os administradores de empresas que prestam grande atenção à produtividade do capital, e menos ainda que trabalham sistematicamente no sentido de aumentá-la. Tampouco administradores e empresas de serviço público, tais como hospitais, prestam suficiente atenção à produtividade do capital, muito embora ela tenha caído, nos últimos anos, bem mais acentuadamente nas instituições de serviço público do que nas empresas privadas.

 

Uma das razões, talvez a mais importante delas, é que os administradores, em geral, obtêm poucas informações sobre a produtividade do capital em suas empresas. A maioria das empresas decerto sabe quantas vezes por ano giram seu capital inteiro. Mas o giro anual do capital inteiro da empresa num negócio, por exemplo, uma indústria de papel ou uma loja de departamentos, é um agregado. e não se pode administrar um agregado. Sempre se tem de administrar - e, portanto, medir primeiro - os principais componentes separadamente. No entanto, poucas diretorias sabem quais são os mais relevantes componentes do capital em seus negócios, e menos ainda qual é, poderia ou deveria ser a produtividade do capital de cada um deles.

 

O primeiro passo para se gerenciar a produtividade do capital é, portanto, determinar as principais áreas da empresa nas quais o capital é efetivamente investido. Raramente são mais do que um punhado delas. Por exemplo, numa empresa industrial típica, máquinas e equipamentos, estoques de materiais, suprimentos e produtos acabados, e recebíveis costumam, juntos, responder por três quartos do total do dinheiro investido. Numa loja de departamentos típica, há espaço de prateleira ( ou espaço de venda ), recebíveis e estoques ( no varejo, os estoques geralmente têm de ser subdivididos, por exemplo, em artigos de vestuário, móveis e artigos de decoração, eletrodomésticos etc.., para que sejam inteligíveis e administráveis ). Quanto trabalho produtivo o capital empregado em cada uma destas áreas faz? Com que frequência ele gira? Quanto ele traz de retorno ou contribuição? Depois, caberia a pergunta: quanto este capital poderia e deveria produzir, e o que há de se fazer para conseguir isto?

 

As diretorias precisam aprender também algumas regras elementares da administração da produtividade do capital.

 

Pode-se aumentar a produtividade do capital de duas maneiras: fazendo o capital trabalhar mais e trabalhar melhor, de forma mais inteligente. A propósito, esta é uma das principais razões por que é mais fácil gerenciar a produtividade do capital do que os outros dois principais recursos - os recursos físicos e os recursos humanos. Em geral, a produtividade dos recursos humanos só pode ser aumentada fazendo-os trabalhar melhor; a dos recursos físicos, somente fazendo-os trabalhar mais.

 

Manter o estoque da empresa em armazéns regionais estrategicamente localizados, de modo que a mesma quantidade de estoque possa sustentar um volume de venada maior, é fazer o capital trabalhar mais. Controlar o mix de produtos de modo a vender uma proporção maior dos produtos que trazem a mais alta contribuição ou uma proporção menor dos que trazem contribuições baixas é fazer o capital trabalhar melhor. Muitas vezes, é possível fazer ambos ao mesmo tempo. Mas é difícil prever de antemão qual abordagem é a mais apropriada em dada situação, a mais produtiva e a menos arriscada. Ambas precisam ser pensadas e examinadas em termos de cada área mais importante de investimento em cada negócio isolado.

 

O capital fixo e o capital circulante, embora sejam capital, exibem abordagens diferentes na administração de sua produtividade.

 

A maioria dos homens de negócios sabe que, em se tratando de ativo fixo, não há nada mais antieconômico do que o tempo não trabalhado. No entanto, poucos parecem perceber que o modelo de contabilidade de custos-padrão pressupõe - e tem de pressupor - a produção contínua, a um padrão preestabelecido, de dado ativo fixo, seja ele um laminador numa siderúrgica, uma unidade de espaço de venda numa loja ou um leito num hospital clínico. Em outras palavras, o modelo de contabilidade de custos-padrão não mede nem controla o maior custo isolado de um ativo fixo: o custo da improdutividade do capital.

 

Da mesma forma, a contabilidade de custos tem de pressupor um mix de produtos padrão, muito embora tanto os custos como as receitas variem tremendamente nos diferentes mixes ( talvez muito mais no leito hospitalar, entre todos os principais investimentos de capital fixo ). Gerenciar o tempo não trabalhado e gerenciar o mix de produtos são as formas mais eficazes de melhorar a produtividade do capital da maioria dos investimentos fixos. Para isso, porém, primeiro é preciso saber quanto tempo não está sendo trabalhado e por quê. é preciso conhecer a economia dos vários mixes de produtos. É preciso dispor de informações econômicas além dos dados analíticos do modelo contábil. Então se poderá melhorar em muito a utilização do tempo e, com ela, a produtividade do capital fixo.

 

Já o capital circulante, ou de giro, precisa ser medido de forma diferente e gerenciado de forma diferente. Ao contrário dos ativos fixos, ele não está produzindo capital, mas sustentando o capital. A pergunta, portanto, a se fazer e: o que ele sustenta e o que deveria sustentar?

 

Recebíveis - isto é, crédito concedido pela empresa a seus clientes - são o exemplo óbvio. As empresas tipicamente medem seu gerenciamento de crédito de primeira categoria, uma vez que os prejuízos de crédito são de menos que um por cento é um comentário que se ouve com frequência. Mas os fabricantes não estão no ramo bancário e, considerando seu custo de capital, nem poderiam competir com os bancos. Eles dão crédito para fazer vendas lucrativas. Assim sendo, qual deveria ser o objetivo de uma política de crédito com relação á criação de mercado, lançamento de produtos, vendas e lucros, tendo a experiência de prejuízos baixos como a restrição, não como meta ou fator de medição? Toda empresa que se fez esta pergunta descobriu que:

 

a) Põe o grosso do seu crédito onde menos recebe de volta e

 

b) Concede menos crédito onde mais recebe de volta.

 

No decorrer de um período de três a quatro anos, uma empresa que trabalha sistematicamente na produtividade do capital empregado em recebíveis pode esperar que com dois terços do dinheiro agora empatado em crédito seja possível financiar um volume de vendas maior e mais lucrativo.

 

Por fim, poucas diretorias parecem saber que há áreas importantes de uma empresa que normalmente não são consideradas investimento de capital - e certamente não aparecem assim no balanço - , mas que se comportam, economicamente falando de maneira muito semelhante ao capital fixo e devem ser gerenciadas visando, sobretudo, à produtividade de capital. Tais áreas são aquelas nas quais o tempo é o principal elemento do custo, enquanto, em qualquer dado período, outros custos são relativamente fixos e inflexíveis. Dentre elas, a mais importante é a força de vendas ( ou a equipe de enfermagem, em um hospital ). Isso é capital humano fixo. E, economicamente, deve ser gerenciado como se fosse capital fixo, sem qualquer ressalva.

 

Há grandes diferenças na capacidade de venda dos diversos vendedores, as quais o volume de treinamento não parece capaz de superar ou sequer diminuir de forma significativa. Mas o mais capaz dos vendedores - ou a mais dedicada das enfermeiras - só dispõe de um recurso: tempo. Há uma relação razoavelmente constante entre o tempo que um vendedor tem para fazer visitas de vendas e o número de vendas que ele efetivamente fecha. O tempo não disponível para trabalho é o principal - embora, em geral, totalmente oculto - elemento do custo destes ativos humanos fixos. E isto significa que como no caso de todos os ativos fixos, os administradores precisam, primeiro, saber qual é a produtividade do tempo, e em especial quanto do tempo que deveria estar disponível para o trabalho, e por que ( por exemplo, por que o vendedor gasta dois terços do seu tempo cuidando de papelada em vez de estar vendendo ). Assim sendo, às vezes uma pequena mudança pode trazer substanciais aumentos de produtividade. Por exemplo, em alguns hospitais, a introdução de um auxiliar de estação de enfermagem para cuidar da papelada fez dobrar o tempo das enfermeiras para fazer aquilo pelo que elas são pagas e treinadas, e que elas querem fazer, que é cuidar dos pacientes.

 

Peter F. Drucker dizia ter plena consciência de que supersimplificou um assunto complexo. Afinal, a produtividade é o resultado combinado das produtividades dos três fatores de produção: capital, recursos naturais e recursos humanos. E é tão perigoso aumentar a produtividade do capital á custa de diminuir a produtividade dos outros dos fatores quanto, por exemplo, aumentar a produtividade do recurso humano à custa de reduzir a produtividade do capital ( como se fez tão frequentemente nos últimos sessenta e cinco anos ).

 

Finalmente, Drucker dizia saber muito bem que há um bom número de diretores e gerentes, tanto em empresas pequenas como grandes, que, tendo lido até o momento, dirão: "Que novidade! Temos feito isto e muito mais, só Deus sabe há quanto anos.". Mas com base na sua experiência, eles constituem uma ínfima minoria até entre empresas de grande porte e administradas por profissionais. A maioria das empresas não tem sequer dados da produtividade do capital - e, sem eles, não se pode administrar.

 

Já está mais do que na hora de os administradores de empresas dos Estados Unidos da América ( EUA ), em sua grande maioria, aprenderem e aceitarem que diretores e gerentes são pagos para gerenciar a produtividade, em especial a produtividade do capital, da qual, em última análise, dependem todas as outras produtividades; que a produtividade do capital pode ser gerenciada e que a produtividade do capital deve ser gerenciada. Outras informações podem ser obtidas no livro Os novos desafios dos executivos, de autoria de Peter F. Drucker.

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Sucesso não é para quem quer, é para quem realiza mais http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/sucesso-nao-e-para-quem-quer-e-para-quem-realiza-mais/114460/ http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/sucesso-nao-e-para-quem-quer-e-para-quem-realiza-mais/114460/ Tue, 19 Mar 2019 09:01:43 -0300 Eugênio Sales Queiroz Sucesso não é para quem quer, é para quem realiza mais

No mundo globalizado com uma competência fora do comum, fazer sucesso na sua área de atuação é algo que exige muito do profissional dos tempos atuais.

Claro que para qualquer pessoa de bom senso é sempre muito bom fazer sucesso na vida, mas é claro também, que sucesso é para que faz mais, quem realiza mais, quem realmente estar disposto a pagar o preço.

No mundo globalizado com uma competência fora do comum, fazer sucesso na sua área de atuação é algo que exige muito do profissional dos tempos atuais.

É preciso muito mais do que querer.

É preciso:

Coragem: para não desistir no primeiro obstáculo;

Metas claras: para saber para onde estar indo;

Parcerias inteligentes: afinal de contas ninguém consegue se realizar sozinho;
Inteligência emocional: para lidar com as pessoas;

Marketing pessoal aplicado: para que o mundo corporativo conheça e reconheça seu talento;

Foco nos objetivos traçados: caso contrário perderá muito tempo realizando tarefas que poderiam ser terceirizadas.

E um outro fator muito importante para quem deseja fazer sucesso e obter bons lucros na carreira e se capacitar INCANSAVELMENTE e de várias formas: fazendo novos cursos, participando de treinamento corporativos e workshops, fazendo da leitura um hábito saudável, cuidando da saúde para manter-se sempre em forma e mantendo um alto astral acima da média, afinal de contas, precisamos ser felizes durante a caminhada e não somente na chegada.

Pense bem, quais as ações você precisa fazer no momento para conseguir melhores resultados na profissão que abraçou?

O que você ainda não fez e que precisa fazer com urgência se quiser sair da inércia e alcançar o tão desejado sucesso pessoal e profissional?

Acredite sempre: você pode mais do que imagina.

Vá e vença sempre!

Faça realmente a diferença.

Sucesso para você na sua nova empreitada de vida.

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Chegou a hora de falar sobre o vitimismo http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/chegou-a-hora-de-falar-sobre-o-vitimismo/114458/ http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/chegou-a-hora-de-falar-sobre-o-vitimismo/114458/ Mon, 18 Mar 2019 21:20:00 -0300 Lucas Lopes Chegou a hora de falar sobre o vitimismo

Você provavelmente não sabe, mas a minha missão é “expulsar do Brasil o vitimismo e o complexo de vira-lata”.

Você provavelmente não sabe, mas a minha missão é “expulsar do Brasil o vitimismo e o complexo de vira-lata”.

Mas o que seria o vitimismo?

Assim como a meritocracia, eu acredito que o vitimismo é uma palavra que tem sido cada vez mais deturpada. Não é sobre julgar, é sobre incentivar! Apoiar a ideia de que você é capaz de superar qualquer situação, e a única coisa que te impedirá de fazer isso é aceitar o estado comum, aquele que todos dizem que é o seu lugar e você não conseguirá nada além do que já tem, pois é impossível pra alguém nas suas condições.

Para os que argumentam que mesmo assim é importante lutar pelas pessoas que não tem condições e nem tempo de fazer o mesmo, pois precisam levar pão para casa. Que é preciso ajudar a voltar a atenção das pessoas para outras pessoas que precisam de ajuda e/ou apoio, eu concordo plenamente, a questão é: qual a linha para que o protesto/ativismo não se torne um discurso de vitimismo e resguardo, em vez de alerta e incentivo?

Essa é uma observação importantíssima que pode alterar completamente o rumo tanto do desenvolvimento das pessoas, quanto do desenvolvimento do próprio país. E acredito que nossa situação hoje é de um país travado por conta do nosso desenvolvimento pessoal, o desenvolvimento pessoal das pessoas mais pobres principalmente, que hoje é amparado e não incentivado.

Veja, é fácil não perceber a magnitude dessa questão, mas ela vai além da questão de não haver o incentivo; o vitimismo acaba por se tornar uma forma de manipulação social. Como a serpente que manipula Eva a morder o fruto proibido vendendo uma ideia interessante, mas guardando em seus planos uma consequência devastadora, vejo hoje alguns grupos manipulando o povo brasileiro com menos acesso à informação por meio de uma ideia bonita, mas que os coloca em um círculo sem fim, uma corrida de ratos, em um pote de pulgas, como elefantes amarrados, pássaros amarrados.

É uma tática militar, dividir para conquistar, mas somos um só povo, não deveríamos nos dividir.

Por um novo Ethos, por uma nova cultura, existimos para ir contra essa onda, dizer não às serpentes. Existimos para mostrar ao brasileiro, que são suas atitudes e escolhas que definem sua “sorte”.

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A era dos relacionamentos http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/a-era-dos-relacionamentos/114457/ http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/a-era-dos-relacionamentos/114457/ Mon, 18 Mar 2019 18:08:00 -0300 Tássia de Matos A era dos relacionamentos

O mundo mudou! E vai mudar cada vez mais. Isso inclui as formas de nos relacionarmos. Qual a qualidade dos relacionamentos que você tem?

Em um mundo cada vez mais tecnológico soa até estranho, né? Mas acredito sim que estamos entrando na era dos relacionamentos.

Onde precisaremos repensar a forma de nos relacionar e a importância que isso tem nas nossas vidas e profissões.

Quem entender exatamente o quão importante isso é e como fazer da melhor forma, com certeza estará anos luz à frente.

A facilidade de nos aproximarmos de quem está do outro lado do mundo, nos afasta de quem está fisicamente ao nosso lado.

Estamos super conectados com o mundo, mas cheios de conexões vazias e superficiais. Esquecemos que o "olho no olho" continua tendo importância. Especialmente quando se trata de apoio mútuo.

Na classificação das espécies, sempre fomos e sempre seremos animais de grupo. E quando esse convívio nos é retirado, sofremos as consequências (isso talvez explique muitos comportamentos e males contemporâneos).
Importa sim estar online para que o mundo saiba que você existe como pessoa, profissional ou empresa. Mas importa também que as pessoas ao seu redor saibam: quem você é; o que você faz; e o mais importante: que podem contar contigo.

Converse mais com as pessoas do seu bairro, com as quais você convive, ou até com aquelas que não convive tanto. Saiba quem são seus vizinhos. Vá até as empresas próximas da sua, se ofereça para promover um encontro de empresas e profissionais do bairro. Faça networking. Divulgue entre seus clientes os serviços oferecidos na sua região. Ouça com atenção. Empenhe-se em colaborar. Em promover uma interação entre essas pessoas ou empresas. Seja esse importante elo.

Será que isso é voltar no tempo? Na época em que vivíamos em pequenas comunidades nas quais as pessoas colaboravam entre si apenas? Quem sabe… com uma grande diferença. Naquela época, essa talvez fosse a única alternativa para garantir a sobrevivência.

Hoje você tem acesso ao mundo, porém faz a escolha de bem relacionar-se com todos que estão a sua volta e usa seu conhecimento para influenciar positivamente o ambiente ao seu redor.

Já pensou que isso pode ser uma boa forma de mudar o mundo?

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Você é ou pretende ser líder? Então, não cometa estes 10 erros http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/voce-e-ou-pretende-ser-lider-entao-nao-cometa-estes-10-erros/114456/ http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/voce-e-ou-pretende-ser-lider-entao-nao-cometa-estes-10-erros/114456/ Mon, 18 Mar 2019 18:00:00 -0300 Rafael de Souza Você é ou pretende ser líder? Então, não cometa estes 10 erros

Conheça 10 importantes erros que você deve evitar cometer em um cargo de liderança. Do contrário, perderá seus melhores colaboradores.

Assimiu ou pretende assumir um cargo de liderança? Então, fique por dentro dos principais erros que líderes cometem no início de sua jornada, não perca seus melhores colaboradores por desconhecimento sobre os erros em questão.

Iniciantes na posição de liderança cometem erros muitas vezes porque não têm autoconhecimento, não estudaram e se formaram para serem líderes, não tiveram uma boa referência enquanto eram funcionários (no máximo sabem o que não fazer), entre outras causas.

10 Erros comuns de empreendedores iniciantes em liderança de pessoas

Todo esse despreparo para liderar uma equipe costuma gerar um grande problema: a perda de seus melhores colaboradores. Então, conheça a seguir 10 erros comuns que são cometidos por empreendedores iniciantes na posição de líder.

  1. Ausência de planejamento e visão de futuro: imagine você entrando em uma empresa que não tem planejamento, visão, valores, objetivos, metas. A ausência disso tudo gera insegurança para que o colaborador planeje sua carreira dentro da empresa.
  2. Inexistência de plano de cargos e salários: mesmo que a empresa tenha tudo aquilo que foi descrito no item anterior, não adiantará nada se não tiver um bom plano de cargos e salários com descrição de funções, atividades, competências, hierarquia, sistema de avaliação, remuneração variável, etc.
  3. Feedback aos extremos: se você não faz o que foi descritos nos itens 1 e 2, então, quando chegar a hora de fazer feedback, irá fazê-lo de modo amador, tornando a conversa muito subjetiva, caindo na armadilha de ficar nos extremos do feedback: “loveback” (só elogios) e “fodeback” (só críticas).
  4. Não entendem de pessoas ou não sabem lidar com elas: cada colaborador tem valores, modelo mental, personalidade e motivação muito distintas, influenciado por suas experiências de vida, o que proporciona perfis comportamentais distintos (catalizador, controlador, apoiador e analítico), o que exige um líder bem preparado para tal desafio.
  5. Não criam um ambiente de trabalho motivador: pesquisa da Isma Brasil (2014) mostrou que 72% das pessoas estão insatisfeitas com o trabalho. A insatisfação em 89% dos casos tem a ver com a falta de reconhecimento, em 78% com excesso de tarefas e em 63% com problemas de relacionamento, ou seja, ganhar mais muitas vezes não é a questão principal.
  6. Não desenvolvem seus colaboradores: mas, neste caso, têm uma ótima desculpa – “não invisto porque o funcionário melhora e sai da empresa”. Agora, reflita, e se você não treina e ele fica?
  7. Só conversam sobre trabalho com seus colaboradores: sim, você precisa fazer gestão humanizada, conversar com a equipe e conhecer o lado pessoal de cada um, afinal, como você demonstrará aos colaboradores que eles e o negócio podem crescer juntos, se você não conhece os sonhos, objetivos e metas deles para casar os da empresa?
  8. Não atuam como líder coach: você deve alinhar as expectativas da empresa com a de cada colaborador, orientando rumo ao crescimento pessoal e profissional para, desta forma, ambos saírem ganhando, visto que o negócio cresce junto com o desenvolvimento da equipe. O segredo aqui é persuadir, jamais manipular!
  9. Não promovem o trabalho em equipe: cada membro da equipe tem que saber claramente o seu papel, assim como cada setor, departamento e unidade. É função do líder promover uma visão holística a todos, além de fomentar a sinergia, integração e empatia entre todos.
  10. Sobrecarregam os mais produtivos e “empurram com a barriga” os improdutivos: como tudo hoje em dia é urgente, nada mais normal do que cometer o erro de sobrecarregar seus colaboradores mais produtivos, o que irá desmotivá-los e, possivelmente, perdê-los. Para piorar, como é moroso demais demitir, recrutar e selecionar, você acaba mantendo os improdutivos na empresa, pensando “ruim com eles e pior sem eles”.

Você pode ter na empresa os melhores produtos, tecnologia de primeiro mundo, fornecedores excelentes, localização privilegiada, capital de giro acessível, mas, se não tiver uma boa equipe, a qual se constrói com os melhores colaboradores, a sua empresa estará fadada ao fracasso.

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