Administradores.com - Notícias http://www.administradores.com.br/ Últimas notícias do Administradores.com pt-br Copyright 2018 Sun, 19 Aug 2018 18:01:00 -0300 Mcommerce, marketplaces, chatbots: o que está mudando no cenário dos e-commerces? http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/mcommerce-marketplaces-chatbots-o-que-esta-mudando-no-cenario-dos-e-commerces/126041/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/mcommerce-marketplaces-chatbots-o-que-esta-mudando-no-cenario-dos-e-commerces/126041/ Sun, 19 Aug 2018 18:01:00 -0300 Lars Leber Mcommerce, marketplaces, chatbots: o que está mudando no cenário dos e-commerces?

Se antigamente o sonho do brasileiro era ter a casa própria, de uns anos para cá o desejo virou ter um negócio para chamar de seu

Boa parte dos estigmas sobre compras online já foram desmistificados. Há poucos anos, era comum ver casos de pessoas que tinham comprado produtos e recebido em casa caixas vazias, tijolos ou simplesmente não recebido nada e não conseguiam seu dinheiro de volta. Neste novo momento de confiança dos consumidores em compras online, os e-commerces começam a adaptar-se ao cenário em que não são mais novidade e precisam se reinventar.

Se antigamente o sonho do brasileiro era ter a casa própria, de uns anos para cá o desejo virou ter um negócio para chamar de seu.

Mas como é possível se distanciar dos concorrentes? Como atrair um público que já está acostumado com os mesmos sites, os mesmos produtos e a credibilidade que foi criada por eles? E - mais importante - como manter o crescimento e a inovação na área?

Uma das tendências ainda não completamente explorada nesse mercado é o Mcommerce, ou Mobile Commerce, venda online feita a partir de um smartphone. No auge de seu momento de glória, as compras via smartphones e dispositivos mobile só têm crescido nos últimos anos. Segundo dados do Ebit, em 2017 existiam mais de 55 milhões de e-consumidores ativos no Brasil, sendo que 27,3% deles tinham usado dispositivos móveis para completar a aquisição de um produto. 

Outra novidade desse cenário é o aumento do uso dos chatbots, softwares que simulam a comunicação humana como ferramenta para aprimorar a interação com os clientes. E mais importante do que saber onde e quando se aproximar dos consumidores é entender de que forma. É por isso que empresas de e-commerce estão se aprofundando em estudos para conhecer os consumidores, seu comportamento de consumo, reincidência de compra, ticket médio etc. Afinal, o público que você estipulou pode não ser exatamente aquele que está consumindo o seu produto/serviço.

Conhecer com quem você fala é essencial também para planejar exatamente onde estabelecer a comunicação com mais eficácia. Os marketplaces, por exemplo, são uma ótima oportunidade para as micro e pequenas empresas, bem como para os profissionais autônomos. Depois de crescimento de vendas e troca de produtos em grupos de Facebook, a plataforma criou seu próprio marketplace e agora serve de opção para divulgar mercadorias localmente. 

Para os microempresários, é fundamental ter noção de que “menos é mais”. Atender seu bairro ou cidade, antes de tentar abranger um público em massa, pode ser exatamente o que vai manter seu negócio aberto a longo prazo e o que renderá uma margem de lucro alta durante a vida útil da empresa.

Entender como funciona a engenharia de seu próprio negócio é apenas o primeiro passo para a inovação diante do mercado. Manter os olhos bem aguçados para as oportunidades e criá-las você mesmo são grandes impulsionadores. Muitas vezes, é melhor primeiro formar uma clientela na sua cidade do que investir para todo o estado ou País. Por isso, invista no seu público e não se precipite.

Lars LeberCountry Manager da Intuit Brasil, empresa multinacional com sede na Califórnia (EUA) que oferece soluções para planejar e simplificar a vida financeira de pequenas empresas e pessoas que trabalham por conta própria.

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Evolução tecnológica e as mudanças observadas na área de compras http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/evolucao-tecnologica-e-as-mudancas-observadas-na-area-de-compras/126040/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/evolucao-tecnologica-e-as-mudancas-observadas-na-area-de-compras/126040/ Sun, 19 Aug 2018 16:01:01 -0300 Carolina Cabral Evolução tecnológica e as mudanças observadas na área de compras

O objetivo é buscar cada vez mais o cenário no qual redução de custo e ganho de produtividade caminhem juntos

A área de compras sempre foi considerada parte executora dentro do operacional, e muitos gestores não tinham a exata consciência da importância do setor para o resultado financeiro da companhia. A evolução das tecnologias, sobretudo as consideradas 4.0, estão modificando esse panorama. Grande parte dos profissionais de procurement afirmam que a transformação digital vai mudar o futuro da área nos próximos anos, de acordo com um estudo realizado pelo The Hackett Group.

Gestores, líderes e profissionais em geral da área de compras já adotam na rotina diária tecnologias que permitem aperfeiçoar o processo, seja pela implementação de ferramentas que utilizam recursos como computação em nuvem e inteligência artificial, ou mesmo com a adoção de metodologias ágeis na gestão dos indicadores com vista à sua otimização. O objetivo é buscar cada vez mais o cenário no qual redução de custo e ganho de produtividade caminhem juntos.

Com esse diagnóstico, já é possível observar reestruturações cada vez mais estratégicas, contando com profissionais capacitados e com tecnologias para suportar esse novo cenário. Com as ferramentas adequadas, é possível aplicar as melhores práticas e fazer a gestão destas. Com isso, permite-se que todo o processo se torne mais ágil e simples. Alguns benefícios da utilização da tecnologia são agilidade nos processos, respeito às melhores práticas de governança (compliance) e aumento de produtividade.

Algumas das mudanças observadas com essas evoluções impactam a relação dos compradores com seus parceiros e fornecedores.

Negociações estratégicas

Com as tecnologias adequadas, pode-se estruturar a troca de informações entre compradores e fornecedores ao longo do processo. Seja por meio de um marketplace ou por intermédio de parceiros homologados da rede privada do comprador. Com a ferramenta certa, cria-se processos de sourcing que permitem realizar diversas modalidades de leilão, além de solicitar informações, cotações e propostas ao mercado. Deste modo, o comprador define a dinâmica do bid, desde a identificação do melhor fornecedor (qualitativo) como também da melhor oferta (quantitativo).

Certificação e homologação

Encontrar, validar e homologar parceiros, além de verificar informações financeiras e jurídicas dos fornecedores, são requisitos fundamentais para atender às melhores práticas de governança corporativa e de compliance. Com o uso da tecnologia, a implementação desses processos se tornou muito mais ágil. A organização das informações por marcadores, status, segmentos ou qualquer informação cadastral se dá de forma automatizada. Mais do que isso, realizar um processo de homologação de forma transparente permite que o fornecedor tenha acesso a todas as informações online, bem como o comprador.

Redução de custos na operação

O uso da tecnologia na gestão de compras das companhias ajuda na simplificação dos processos, sobretudo por reduzir telefonemas, troca de e-mails, redigitação e tabulação de informações, entre outras atividades comuns. Todas essas ações passam a ser realizadas de forma automática. É possível notar também a redução do custo de aquisição e de processamento de uma compra. Esse resultado permite analisar todos os custos envolvidos pela área e também de todos os KPIs apurados de forma estruturada e em tempo real. A melhora da relação com os fornecedores se torna evidente, principalmente no que diz respeito à transparência.

Se a tecnologia já apresenta diversas inovações para o setor de compras das companhias, existe, por outro lado, desafios a serem superados e o principal deles é o da mudança cultural. A reatividade normalmente existe pelo desconhecimento dessas tecnologias e não entendimento de como essa mudança é estratégica e benéfica para a empresa. Esse processo de convencimento vem junto com a evolução presenciada no setor de compras.

O setor está vivendo um momento em que as empresas não estão levando em consideração apenas o preço, mas sim os riscos, a performance e o compliance. Com isso, as tecnologias consideradas 4.0 ganham cada vez mais força. A inovação dos produtos e serviços, os novos modelos de negócios e a digitalização dos processos só são possíveis por meio de cloud computing, business intelligence, analytics, machine learning e Big Data.

Carolina CabralSócia-diretora da Nimbi, especialista em tecnologia para a cadeia de suprimentos. http://www.nimbi.com.br/

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O Open Banking e a disrupção no setor financeiro http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/o-open-banking-e-a-disrupcao-no-setor-financeiro/126039/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/o-open-banking-e-a-disrupcao-no-setor-financeiro/126039/ Sun, 19 Aug 2018 14:01:01 -0300 Koen Pelgrims O Open Banking e a disrupção no setor financeiro

A mudança cultural promovida pelo Open Banking, isto é, a adoção dos consumidores a diversas instituições financeiras para diferentes finalidades, não acontecerá da noite para o dia

Já ouviu falar no Malcon McLean? Este empresário americano foi um grande instrumento para o crescimento da economia e pela globalização do comércio ao apresentar para o mundo, em 1956, um navio que comportava os contêiners de carga dos caminhões por inteiro, e não só as mercadorias de dentro dele. Antes dessa invenção, todo o trabalho de transferir mercadorias do veículo ao navio era feito manualmente.

McLean criou uma nova plataforma de colaboração global que permitia que companhias de navegação, caminhões e qualquer outra pessoa na indústria de transporte entregasse qualquer coisa, em qualquer quantidade e a qualquer distância, desde que coubesse dentro de um contêiner – e poderiam fazê-lo a um custo muito reduzido, pois a carga e descarga do navio poderiam ser feitas de maneira muito mais rápida e 40 vezes mais barata. Ao tirar essa enorme fricção do sistema, a eficiência disparou e essa inovação foi imediatamente adotada por todos.

Esta história é uma prévia do que pode estar prestes a acontecer aos bancos na União Europeia após a introdução do PSD2 (diretiva revisada dos serviços de pagamento, em português). De acordo com a regulamentação, as instituições financeiras da UE são agora obrigadas a fornecer acesso às contas correntes do cliente a terceiros, se o cliente assim exigir. Isso permite que um cliente possa, por exemplo, gerenciar sua conta bancária e despesas com a ajuda de um aplicativo de uma Fintech para gestão financeira e, ao mesmo tempo, compartilhar os dados da conta com outro banco que ele usa para gerenciar seus investimentos.

Tal como aconteceu com McLean, muito atrito está prestes a ser retirado do sistema para as empresas que oferecem serviços baseados em informações bancárias. Dados e transações serão repassados entre as instituições através de ecossistemas de bancos e terceiros. Isso tem o potencial de redefinir o setor bancário e o papel dos no atual modelo, já que o objetivo é promover a concorrência e a inovação nos serviços financeiros em benefício do cliente.

Um exemplo é o GDPR (Regulamente Geral de Proteção de Dados), que apesar de regulamentado na Europa impactou empresas de todo o mundo por se aplicar a todas as companhias que tratam de dados de cidadãos europeus.

A mudança cultural promovida pelo Open Banking, isto é, a adoção dos consumidores a diversas instituições financeiras para diferentes finalidades, não acontecerá da noite para o dia. Mesmo que grandes mudanças - como a disrupção causada pelos contêineres da McLean - também afetem o setor de serviços financeiros, as discussões sobre o assunto estão acaloradas e os participantes da UE estão lutando para lidar com a nova realidade.

Koen Pelgrims —Diretor de Open Banking e Customer Experience Solutions da Atos

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Você está preparado para a omnicanalidade? http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/voce-esta-preparado-para-a-omnicanalidade/126038/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/voce-esta-preparado-para-a-omnicanalidade/126038/ Sun, 19 Aug 2018 12:01:01 -0300 Walter Sabini Junior Você está preparado para a omnicanalidade?

Seja on ou off-line, o cliente será sempre será um

Omnicanalidade! Em algum momento, nos últimos anos, você já deve ter ouvido essa expressão. Ela diz respeito à integração de todos os canais da empresa para melhorar a experiência do consumidor. Ganhou força com a popularização dos dispositivos móveis nesta década, mas, mesmo assim, era mais um desejo dos empresários do que algo prático e fácil de ser implementado – pelo menos até agora. Isso porque soluções que promovem a união do digital com o comércio físico finalmente começam a provar os primeiros resultados no mercado.

Essa situação exige uma resolução rápida. Três em cada quatro consumidores, em todo o mundo, desejam que os atuais processos desconectados de compra entre os diferentes canais se convertam em uma experiência omnichannel unificadas em um futuro próximo, de acordo com pesquisa patrocinada pela Manhattan Associates. Já um levantamento da Deloitte apontou que, em 2015, o digital influenciou US$ 1,7 trilhão das vendas off-line em todo o mundo. 

Diferentemente do que muitos imaginavam, essa integração entre os canais no varejo não começa pelo e-commerce, mas sim pela loja física. É uma mudança de paradigma importante. Com a chegada do comércio eletrônico, entre os anos 1990 e 2000, muitos especialistas projetaram até mesmo o fim do varejo tradicional. Mas não foi o que aconteceu. A maior transformação ficou restrita ao consumidor. Ele é que se tornou digital com os diferentes recursos a sua disposição. Assim, aos poucos, site, mobile e marketplace se convergem e a marca precisa estar presente de forma unificada em todas as áreas que o cliente acessa.

O grande gap então está, ou estava, em como reconhecer esse cliente e o seu comportamento quando ele sai do mundo digital, onde todas as suas trilhas podem ser identificadas e analisadas. E isso hoje é possível por meio de dispositivos IoT (Internet das Coisas) que conseguem captar informações sobre o fluxo de visitantes no varejo por meio de sensores que além de disponibilizar indicadores fundamentais como taxa de conversão, de retorno e de permanência, permitem que os dados de comportamento sejam cruzados com ferramentas de CRM (gestão de relacionamento com o cliente), agências de mídias e DMPs (Data Management Platform) ativando ações de maneira integrada e personalizada em tempo real, tendo como alvo tanto o cliente quanto o próprio vendedor. Ou seja, é um ecossistema muito maior que começa a tomar corpo para que a transformação digital aconteça e, logo, a omnicanalidade também. 

Evidentemente essa transformação não será do dia para a noite. A omnicanalidade envolve uma mudança na própria cultura da empresa. É necessário enxergar além. Hoje, os empreendedores mais inovadores não olham suas estratégias para cada canal de atuação, eles têm uma única área chamada "digital", inclusive com equipes consolidadas, antes chamadas de on e offline. 

A meu ver, essa mudança de cultura deve ser um movimento uno na companhia e a grande energia deve estar concentrada nos líderes, para que processos mentais passem por disrupção e comecem a ser implantados em todas as áreas da empresa, caso contrário, o projeto certamente estará condenado a ficar ultrapassado. 

Seja on ou off-line, o cliente será sempre será um! E para que a marca consiga preservar sua experiência sem que as barreiras apareçam, é necessário conhecê-lo em qualquer momento, num caminho que vai desde a sua intenção até a compra propriamente dita. Sem isso, será impossível contemplar o "omni", que significa "tudo", e, portanto, por mais que haja esforços, sua atuação estará sempre incompleta.

Walter Sabini JuniorSócio-fundador da FX Retail Analytics, empresa que oferece inteligência para o varejo por meio do monitoramento de fluxo.

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Como o remarketing pode alavancar a sua empresa? http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/como-o-remarketing-pode-alavancar-a-sua-empresa/126037/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/como-o-remarketing-pode-alavancar-a-sua-empresa/126037/ Sun, 19 Aug 2018 08:01:01 -0300 Diego Carmona Como o remarketing pode alavancar a sua empresa?

O remarketing é uma ferramenta de Marketing Digital que exibe novamente os anúncios para quem já acessou o seu site ou anúncio antes

Você está procurando por uma geladeira nova, pesquisou no Google e até que entrou em uma grande loja virtual na busca incessante por promoções. Mas, no final, optou por não fazer a compra e deixar a decisão para outro dia. Aí você começa a acessar outros sites e reparar que várias páginas (e até mesmo o seu Facebook) estão exibindo banners com as geladeiras que você mais gostou.

Mas, o que é isso? É o remarketing, uma ferramenta de Marketing Digital que exibe novamente os anúncios para quem já acessou o seu site ou anúncio antes. As marcas utilizam essa estratégia porque sabem que a maioria das pessoas não adquirem um item à primeira vista e precisam de uma forcinha para fechar a transação.

De acordo com dados do Google Adwords, ferramenta de anúncios da empresa, nos casos de e-commerce, 97% dos visitantes de um site não convertem na primeira visita. Por isso, a solução oferece a possibilidade de sua marca continuar aparecendo para o cliente, incentivando-o a adquirir a mercadoria pesquisada. Esse “marketing repetitivo” nos leva a pensar novamente e finalizar a compra, algo que não aconteceu no primeiro contato. Interessante, não?

O pensamento mais óbvio é que a ferramenta funciona apenas para tentar conseguir a venda do usuário que foi até a página de um produto ou mesmo até o carrinho, mas não deu continuidade ao processo. Mas essa é só a situação mais óbvia, o remarketing pode ser usado para outros objetivos, o mais importante deles é a fidelização.

Por meio de sua utilização em plataformas como a do Facebook e do Google, o cliente sempre será impactado de maneira assertiva, de acordo com suas preferências. Em outras palavras, é uma maneira de engajar positivamente seu público-alvo. Afinal, com tantos concorrentes, é imprescindível se manter vivo na memória do consumidor.

Dentro do Facebook, é possível subir uma lista com os e-mails dos seus leads e fazer anúncios específicos para o seu público de interesse. Assim você impacta quem já demonstrou interesse em algum conteúdo utilizado como uma espécie de “recompensa digital”, aumentando as chances de venda. No Google Adwords, funciona da mesma maneira só que dentro do buscador Google, Google Maps, Google Shopping, Google Imagens, grupos do Google e sites parceiros de pesquisa.

As possibilidades dentro do remarketing são inúmeras! Agora que você entendeu o conceito e como esse recurso pode ser significativo para o seu negócio, que tal colocá-lo em prática? E, se precisarem, contem conosco!

Diego CarmonaFundador, sócio e CVO da leadlovers, plataforma de automação em marketing digital.

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5 pontos de atenção da Economia Analítica http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/5-pontos-de-atencao-da-economia-analitica/126036/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/5-pontos-de-atencao-da-economia-analitica/126036/ Sat, 18 Aug 2018 18:01:00 -0300 Marcelo Rezende 5 pontos de atenção da Economia Analítica

Hoje em dia, o volume, velocidade e variedade de dados é grande, por isso se faz importante saber o que fazer com essas informações e como usá-las da melhor forma

O tema Economia Analítica tem, merecidamente, ganhado cada vez mais destaque no mercado. O desafio, que antes era em torno de como captar e armazenar dados, agora é mais complexo: como fazer a leitura correta da história que esses dados contam? Como alcançar insights a partir dessas informações?

Hoje em dia, o volume, velocidade e variedade de dados é grande, por isso se faz importante saber o que fazer com essas informações e como usá-las da melhor forma. Podemos então, listar 5 importantes pontos de atenção da Economia Analítica para que, cada vez mais empresas estejam alinhadas com o mercado e preparadas para a transformação digital: 

1. API's abertas – São necessárias para conseguir conversar com qualquer plataforma, player, ou até mesmo tecnologias como a inteligência aumentada. Por exemplo, se uma empresa usa robôs para automatizar seus processos, gerando informações e estatísticas, a ferramenta de BI tem que ser capaz de usar esses dados, trazendo-os para dentro da plataforma. 

2. Governança – Hoje, todos têm acesso aos dados. Em uma empresa isso confere autonomia para análises e agiliza muitos processos. Mas, é preciso ter sempre em mente a questão da governança, ou seja, quem pode acessar quais dados e informações. Inclusive, vale lembrar neste ponto a questão da nova lei de dados pessoais aqui no Brasil, projeto bastante parecido com o GDPR (lei criada pela União Europeia que regulamenta a proteção de dados e identidade dos cidadãos na Europa). Daqui para frente, será preciso ter atenção redobrada com o uso de dados de terceiros já que essa lei transformará (e muito) a forma como lidamos com as informações dos usuários. 

3. Ambiente Híbrido – Os dados devem ser acessados onde estiverem, em qualquer base: as plataformas devem permitir que os usuários acessem e analisem dados de onde quer que eles estejam, seja em ambientes cloud, físicos ou híbridos.

4. Escalabilidade – A questão da escalabilidade sempre é bastante polêmica, cada vez mais os “Softwares As a Service” ganham espaço. Isso porque é preciso que as soluções acompanhem o crescimento da empresa. Um BI capaz de crescer junto com a sua companhia é o ideal, assim a expansão pode ser programada, sem gerar surpresas com relação aos custos. 

5. Modelo Associativo – os modelos mais tradicionais de BI disponíveis no mercado geralmente exigem pré-configurações e cruzamentos de dados para gerar as análises. O ideal é que essa organização prévia não seja determinante. Existem, por exemplo, plataformas com modelos associativos, ou seja, capazes de relacionar os dados de diversas formas sem precisar, necessariamente, de uma organização prévia de informações. Esse caso é bastante recomendado justamente porque as respostas e insigths que sua empresa precisa, podem estar nas perguntas que não foram feitas (ou até mesmo pensadas). 

Além desses cinco pontos de atenção, é importante mencionar outro fator que o Gartner destaca como algo de alta importância: Data Literacy, ou a alfabetização de dados em tradução livre. A Economia Analítica aponta para a necessidade de que, cada vez mais, empresas e profissionais sejam de fato “fluentes em dados”, que saibam falar esse “idioma” que vem, por muitos, sendo considerado como o novo petróleo, tamanho seja este valor.

Estamos caminhando para um futuro dirigido por dados, também conhecido como Data-Driven. Perguntas, descobertas, e ideias devem ser cada vez mais direcionadas de acordo com as informações que esses dados trazem, tudo isso de forma muito mais democratizada. 

Numa realidade não tão distante, todos poderão ter acesso aos dados de uma empresa em qualquer nível hierárquico, de qualquer dispositivo, em qualquer ambiente. Ganhos ainda inimagináveis estão vindo juntamente com essa grande Transformação Digital e todos precisamos estar alinhados para fazer parte dela.

Marcelo Rezende, country manager da Qlik no Brasil.

 

 

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Facebook: algorítmos imperfeitos expõem geração que acredita ter a tecnologia na palma da mão http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/facebook-algoritmos-imperfeitos-expoem-geracao-que-acredita-ter-a-tecnologia-na-palma-da-mao/126035/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/facebook-algoritmos-imperfeitos-expoem-geracao-que-acredita-ter-a-tecnologia-na-palma-da-mao/126035/ Sat, 18 Aug 2018 16:01:01 -0300 Roosevelt Colini Facebook: algorítmos imperfeitos expõem geração que acredita ter a tecnologia na palma da mão

As máquinas são eficientes e infinitamente mais rápidas do que nós, porém são escravas da sintaxe humana. Tudo o que fazem é cumprir códigos que foram desenvolvidos com a retaguarda da consciência de seus criadores

Geralmente tudo que é feito sem considerações morais, movido pelo embalo do momento ou pela ganância descontrolada, cedo ou tarde transborda em lambança e punição. Queremos acreditar nisso. Muitas vezes, acontece. Mas só acontece em democracias.

O Facebook acabou de perder bilhões de dólares em valor de mercado. Decerto isso não é o fim da rede social. Ela não vai acabar. Nem deve. Pode acontecer que perca espaço para outras redes, mas estas chegaram para ficar. A lição é que ninguém pode ser tão autossuficiente a ponto de agir como se fosse superior a todas as instâncias da sociedade.

É muita grana, poder e fama concentrados nas mãos de poucos. Isso faz parte do jogo, tudo bem. Mas a psique desses poucos é tão problemática como a minha ou a sua. Mas no caso deles, essa aura de deuses faz com que se julgassem, no mínimo, como super-homens.

O caldo entornou no momento em que ficou claro demais que a utilidade se transformou em perversão. Então, esses jovens vieram a público e se revelaram perplexos, fúteis e tolos. Perceberam que habilidade não é conhecimento e que a inovação não garante a ética. Foi muita areia para seus caminhões.

Até que aconteceu essa rebordosa, eles diziam que tudo ia bem e que seus algoritmos eram: perfeitos.Essa perfeição, essa aposta em inteligência artificial, me fez refletir sobre a distância entre duas gerações: essa daí, autoengendrada, a galerinha do vale do Silício e outra, que se formou profundamente contaminada pelas transformações sociais e culturais ocorridas depois da Segunda Guerra. O resumo é o seguinte:

Uns acham que sabem o que dizem, outros dizem o que sabem.

Talvez eles nem percebam que seus projetos se tornaram totalizantes e totalitários. Felizmente tem gente que pensa diferente. Não precisamos recorrer a filósofos (e há excelentes pensadores se debruçando sobre esse tema). Acho mais interessante selecionar um filme popular, cujo diretor sabe muito bem o que diz: Alien Covenant, de Ridley Scott.

Não são apenas gerações que se contrapõem – o que é natural –, mas também perspectivas de vida. Escolho esse tipo de filme porque provavelmente a galerinha do Silício assistiu. Há controvérsias se a sequência fez justiça ao clássico original Alien – O Oitavo Passageiro. Contudo, para esse debate que proponho, o diretor criou algo sensacional. Mesmo sendo um filme de ação, sujeito às fórmulas desse tipo de obra, o diretor deixou seu recado.

Ele disse o que pensava no diálogo de quatro minutos do prólogo do filme. A cena é brilhante.

Alguém que produz uma cena como essa, leu muito na vida. Conhece muito. É um maestro que, mesmo dirigindo um filme de ação, não deixou de semear belezas monumentais. É preciso colher.

A cena pode parecer banal: o dono de uma empresa cria um robô, réplica perfeita de um humano. O robô se levanta, observa ao redor e troca os primeiros diálogos de sua existência. O homem que o criou diz: filho. O robô o chama de pai.

Pois bem: é hora de arregaçar as mangas. Nesses minutos sublimes, Ridley Scott evoca os mais profundos conflitos da alma humana, revisita a história da civilização ocidental, realiza uma das mais cobiçadas pretensões do homem – tornar-se Deus –, e revela a dúvida mais ancestral, e talvez mais irrespondível que já ousamos fazer.

Faça-se a luz. A sala do pai é toda branca: teto, parede, piso. O robô nasce (David – Michael Fassbender). Seus olhos captam os objetos que estão decorando a sala. O criador (Weyland – Guy Pearce) pergunta ao filho o que este está vendo. Logo em seguida, anuncia que é seu pai.

O robô enumera aquilo que vê. Ele apenas cita o nome das obras e seus autores, nada mais. Porém, aquilo que vai retratando enquanto dá os primeiros passos no mundo representa uma jornada imemorial do humano: a mitologia (o robô toca Wagner ao piano), o nascimento da cristandade (quadro da natividade), o velho testamento (David), o renascimento dando voz aos mitos clássicos de criação, e o pós-moderno (cadeira Carlo Bugatti).

Levanta-te, diz o pai, que percebe que sua criação é perfeita. A primeira pergunta é muito mais do que parece: resulta em uma reviravolta avassaladora.

"Perfeito.", comenta o pai ao ver o filho dar os primeiros passos.

"Eu sou?" é a primeira pergunta que faz aquele que acaba de nascer.

"Perfeito?", retruca o pai com outra pergunta, ingenuamente acreditando que o filho se surpreendeu com a perfeição.

"Seu filho?", devolve David, provocando a primeira decepção do pai. O filho sabe que é perfeito; em pouco tempo saberá também que é superior ao pai. A pergunta, na verdade sua única dúvida, será sobre a ontologia daquele que o criou. Mas essa ficará sem resposta. Nada mais há para perguntar: a partir daí David fará considerações e afirmações.

O pai permite que o filho escolha seu próprio nome. Não há transmissão nem legado. O robô se aproxima da escultura perfeita e se batiza: David.

Perfeição: realiza-se o sonho dos deuses, assim como o de Michelangelo na última cinzelada sobre o mármore.

Porém, a ilusão da perfeição tem sido o mais trágico engano dos deuses e dos homens... Assista.

Finalmente, pai e filho conversam. O filho demole as aspirações do pai e o confronta com a dor da condição humana. O parricídio é instantâneo. A perplexidade do pai surge com sutileza no olhar mal dissimulado de Weyland. O conflito humano, as tragédias, reis destronados, complexos, os dramas de uma vida, enfim, são condensados em poucas palavras.

Acuado e ciente de sua finitude e pequenez, o criador usa seu último recurso: o poder paterno.

"Sirva-me chá, David."

Agora é David quem lança um olhar sutil. Ele acaba de entender que é superior ao pai. O filho obedecerá. Para ele, porém, o pai nada mais representa: é inútil, impotente e indigno diante do filho. Rei morto, rei posto.

"Sirva-me o chá!", quase grita Wayland enquanto mira com rancor o rosto do filho perfeito.

Lá fora, através da janela que ocupa toda a parede, revela-se o cenário deslumbrante de um lago cercado por montanhas nevadas. Se a paisagem é real ou uma projeção em tela plana, não importa: a natureza e a cultura estão irremediavelmente separadas.

Em nossa longa jornada diante da natureza inóspita, criamos o milagre da linguagem e da cultura. Queremos a perfeição, porém a linguagem é caracterizada pelo erro, engano, imaginação e mentira. A ambiguidade humana é nosso destino inelutável, consequência do bom e do mal que realizamos em nossa recente jornada apartada da natureza.

Adiante no filme, o diretor completa seu ponto de vista, quando David confronta-se com o erro. É uma pequena dica que Ridley Scott nos dá sobre o diálogo inicial e prova que a cena possui a profundidade que estou defendendo.

Se um dia seremos deuses e criaremos um ser consciente, nem mesmo os céus podem antecipar a resposta.

Mas hoje, é presunção infantil achar que estamos perto disso. As máquinas são eficientes e infinitamente mais rápidas do que nós, porém são escravas da sintaxe humana. Tudo o que fazem é cumprir algoritmos, que foram desenvolvidos com a retaguarda da consciência de seus criadores.

As máquinas não pensam porque não erram. Quando falham, suas falhas refletem falhas humanas. Nada além de equívocos, assim como aqueles jovens magos, que talvez nem desconfiem que procuram desenvolver um mundo totalizante e totalitário.

Esses jovens estão tão sujeitos aos erros como nós, porém tão poderosos como nenhum de nós. O problema é que nossa força está na escolha e no debate, mas abrimos mão desse poder. Deixamos de refletir; às vezes, sobre um filme; às vezes, sobre a vida; às vezes, sobre a manipulação.

Porém, nada será melhorado sem a intermediação do debate e reflexão. Nada será conhecido sem a história, a filosofia, o cinema, a literatura. Isso não quer dizer que somente doutores e especialistas nesses conhecimentos tenham acesso ao conhecimento. Pelo contrário, esse conteúdo está no ensino fundamental e no secundário. Está nos livros e em uma educação comprometida.

Um filme de um diretor comercial está aí para provar o que digo.

Infelizmente, esse conteúdo não está na realidade educacional brasileira. Falta-nos uma coisa fundamental: leituras. Para que possamos compreender que a riqueza não está no homogêneo, mas na diferença e na mutação.

Roosevelt ColiniEscritor. Website: http://www.rcolini.com.br.

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A nota fiscal 4.0 entrou em vigor: e agora? http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/a-nota-fiscal-4-0-entrou-em-vigor-e-agora/126034/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/a-nota-fiscal-4-0-entrou-em-vigor-e-agora/126034/ Sat, 18 Aug 2018 14:01:01 -0300 Sidney Zynger A nota fiscal 4.0 entrou em vigor: e agora?

Segundo uma pesquisa feita pelo Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) em julho deste ano, 49% das empresas ainda não tinham se adequado à essa nova norma

Criada para substituir o modelo 3.10, a nota fiscal 4.0 se tornou obrigatória a partir deste mês e trouxe diversas mudanças técnicas para atender às necessidades do mercado. Muitas plataformas já começaram a disponibilizar a atualização desde o ano passado para que o empreendedor pudesse se familiarizar com o sistema. Porém, muita gente deixou para a última hora.

Segundo uma pesquisa feita pelo Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) em julho deste ano, 49% das empresas ainda não tinham se adequado à essa nova norma. O dado é preocupante, pois quem não estiver utilizando um emissor atualizado, não conseguirá emitir notas, sujeitando-se à multas e punições do fisco.

Além disso, um ponto de atenção para esses empreendedores é que os sistemas de gestão empresarial gratuitos não vão ter o suporte para essa mudança, obrigando a instalação de plataformas pagas. Por isso, a corrida para entrar na NF 4.0 está a todo vapor.

Para quem ainda não está por dentro do assunto, as principais mudanças foram feitas no seu layout, que agora conta com novas categorias e informações, deixando o documento ainda mais completo, como por exemplo a adoção do protocolo TLS 1.2 ou superior, que protege as telecomunicações via internet para serviços como e-mail (SMTP), navegação por páginas (HTTPS) e outros tipos de transferência de dados, garantindo mais segurança durante o processo de envio do documento.

Já em relação ao seu conteúdo, a principal modificação é o campo especial do Fundo de Combate à Pobreza (FCP), que recebe recursos do ICMS para operações internas ou interestaduais, com ou sem a substituição tributária. O valor deve ser identificado nos espaços pré-determinados de acordo com o percentual do imposto recolhido.

Outra mudança importante é a inclusão da informação sobre o indicador da forma de pagamento. Pois, antes ele se restringia a informar se o pagamento aconteceu à vista ou a prazo, mas agora é preciso detalhar também qual será o meio de pagamento utilizado: dinheiro, cheque, cartões de débito ou crédito, vale alimentação, entre outros. Essa é uma forma de deixar as operações cada vez mais transparentes e seguras.

Temos agora o campo "Grupo de Rastreabilidade de Produto", que aceita o rastreamento de itens sujeitos a regulações sanitárias, como bebidas, itens odontológicos ou defensivos agrícolas. As empresas que trabalham com medicamentos devem informar na NF-e o código da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em um local específico do documento.

Portanto, se você ainda não está preparado para essa mudança, é melhor se apressar. Para facilitar a implementação da novidade, busque por ferramentas de ERP modernas, robustas e completas, que já fazem as mudanças de forma automática e tornam os processos ainda mais simples, seguros e transparentes.

*Sidney Zynger, Diretor de Marketing do Bling, sistema de gestão empresarial (ERP) 100% online para micro e pequenas empresas

 

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7 ações que distraem gestores na hora de inovar http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/7-acoes-que-distraem-gestores-na-hora-de-inovar/126033/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/7-acoes-que-distraem-gestores-na-hora-de-inovar/126033/ Sat, 18 Aug 2018 12:03:01 -0300 Aureo Villagra 7 ações que distraem gestores na hora de inovar

O trabalho de um bom gestor é descobrir como alinhar a necessidade da empresa com esse novo mundo de constantes mudanças

Inovar cada vez mais se torna uma ação necessária. O mundo realmente está mudando e as empresas e gestores não podem ficar para trás. Porém, em meio a tantas iniciativas como Indústria 4.0, Big Data, Inteligência Artificial, startups e novas tecnologias, é muito fácil perder o foco do que realmente importa para o seu negócio.

O trabalho de um bom gestor é descobrir como alinhar a necessidade da empresa com esse novo mundo de constantes mudanças.

Com tantas opções e tecnologias, a chance de fazer um investimento alto em algo que não necessariamente precisa ser melhorado pode aumentar consideravelmente.

É neste momento que a Teoria das Restrições (Theory of Constraints - TOC), introduzida pelo Dr. Goldratt, pode auxiliar os gestores a manterem o foco para atingir resultados decisivos. A TOC baseia-se em focar no ponto chave para o negócio, através de uma visão holística. Inovar não apenas porque é necessário para acompanhar as mudanças do mercado, mas sim inovar para realmente agregar valor ao negócio. Trata-se de abraçar iniciativas que geram o maior impacto positivo possível nas metas da empresa, entregando valor real para o mercado.

Tecnologia e inovação são necessárias, mas muitas vezes, não são suficientes para atingir um resultado realmente significativo.

Os gestores devem evitar os chamados "7 Sedutores", ações que normalmente induzem as empresas a perder o foco na hora de resolver um problema. Representam táticas que rapidamente são utilizadas sem uma visão clara do problema real. Muitas vezes podem até ser necessárias em um certo ponto da inovação, porém possuem resultados limitados e marginais, se aplicados isoladamente. Podem dar a falsa impressão de que o problema foi resolvido a longo prazo.

Os "7 Sedutores" são apresentados no livro recém lançado, chamado "Stop Decorating the Fish", de autoria de Kristen Cox, Diretora Executiva do Governo de Utah, e Yishai Ashlag, Senior Partner da Goldratt Consulting, eles são definidos por soluções direcionadas exclusivamente por:

1) Mais dinheiro

2) Mais tecnologia

3) Mais reorganização

4) Mais treinamento e comunicação

5) Mais dados

6) Mais responsabilização e atribuição de culpa

7) Mais planejamento estratégico

No varejo, uma situação comum em que pode haver influência de um ou mais dos "7 Sedutores" é o desafio na gestão de estoques, especificamente na definição da quantidade que deve ser comprada e mantida em cada loja para cada produto. Em geral, varejistas têm dificuldade em encontrar um modo que garanta estoque suficiente para satisfazer a demanda por itens que possuem alta venda, porém também que não tenha excesso de produtos que vendem pouco. Na tentativa de solucionar o problema, algumas empresas do setor investem muito dinheiro e atenção gerencial em Inteligência Artificial e Big Data para tentar aumentar a precisão das previsões de vendas, porém, mesmo com grandes investimentos em softwares e coleta de dados em tempo real, tentar otimizar as previsões não resolve – de fato - o problema de ruptura e estoque em excesso.

Nesse caso, não tente colocar certeza na incerteza. O seu best seller do ano passado pode ser o seu slow mover desse ano: não é possível definir com precisão como será a venda de amanhã. Em boa parte dos casos, a predição é um tiro no escuro. Ao invés de gastar tempo e dinheiro tentando otimizar as previsões sem ter sucesso, a melhor solução é estruturar uma operação que responda rapidamente à demanda real em cada ponto de consumo com ressuprimentos frequentes e lead times curtos. Investir em um sistema de execução em tempo real, através da Teoria das Restrições, traz mais resultados do que tentar melhorar o sistema de planejamento.

Os "7 Sedutores" frequentemente parecem prometer uma solução fácil e de imediato resultado, enquanto a causa raiz ainda não foi solucionada. Podem ajudar a possibilitar a solução, porém não são a solução. Insistir nessas ações individuais pode causar custos desnecessários, consumo de tempo e de atenção gerencial. Para garantir um impacto significativo é necessário buscar falhas que refletem no desempenho global do sistema, para não se distrair com melhorias apenas locais e momentâneas. 

Aureo Villagra, CEO da Goldratt Consulting Brasil

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Novo cavalo de tróia assombra usuários e empresas brasileiras http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/novo-cavalo-de-troia-assombra-usuarios-e-empresas-brasileiras/126032/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/novo-cavalo-de-troia-assombra-usuarios-e-empresas-brasileiras/126032/ Sat, 18 Aug 2018 10:01:01 -0300 Pedro Barreto Novo cavalo de tróia assombra usuários e empresas brasileiras

O arquivo baixado nada mais é que um dropper (cavalo de tróia), tipo de malware que nem sempre executa ações maliciosas

Uma nova ameaça foi descoberta recentemente por mim e pelo time. Ela chegou ao computador do usuário por meio de download, no momento que acessou um website legítimo em WordPress, porém comprometido. Sem desconfiar dos riscos, a vítima foi solicitada a atualizar o java e após iniciar a suposta atualização foi direcionada para o download de um executável hospedado no Google Drive.

O arquivo baixado nada mais é que um dropper (cavalo de tróia), tipo de malware que nem sempre executa ações maliciosas, sua essência é instalar/baixar/executar outros códigos, que de fato possuem as rotinas que causam algum tipo de dano.

Ainda sobre esse cavalo de tróia, verificamos que durante sua execução é exibida uma tela idêntica à de instalação do java, que começa baixando um script malicioso, o python e diversos módulos que serão utilizados posteriormente, em seguida adiciona persistência (auto inicialização) e reinicia o computador para então entrar em atividade.

Uma característica interessante sobre o dropper é que, mesmo após quase 30 dias depois da sua descoberta, permanecia com uma baixa taxa de detecção em relação à maioria dos antivírus de mercado. Outro ponto a ser destacado é que há diversos comentários em português no script, podendo indicar ser um malware brasileiro. Esta última informação é reforçada pelo fato dos alvos serem domínios brasileiros em sua grande maioria. 

Caso o malware infecte ambientes de empresas, o comportamento da ameaça poderá negativar a reputação do IP corporativo, causando impacto ao negócio, uma vez que diversas soluções de segurança de perímetro, por exemplo, consultam backlists e bloqueiam qualquer tráfego com IP’s que constem nestas listas.

Podemos concluir também que não se trata de um ameaça direcionada a um nicho de mercado e que o provável propósito do atacante é usar infraestrutura de terceiros para obter acessos privilegiados em sistemas que estejam mal configurados e possuem senhas fracas, usando tais informações para obter ganho financeiro, seja na venda das informações no mercado negro ou extorsão de empresas através de vazamento de dados. 

No geral, é imprescindível investir em prevenção, seja na aquisição de soluções de segurança, seja na criação de rotinas proativas de revisão de configuração e boas práticas para administração das soluções. Além disso, é importante fazer um monitoramento de segurança contínuo, criar/atualizar controles, ter equipes especializadas, inclusive na Resposta a Incidentes de Segurança. Estas ações reduzem significativamente o número de incidentes mais complexos, reduzem custo com recuperação de incidentes e principalmente o impacto ao negócio.

Prevenir é sempre um bom caminho!  

Pedro Barreto — Pesquisador e incident responder na Real Protect.

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5 mitos de segurança digital que mais colocam seu negócio em risco http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/5-mitos-de-seguranca-digital-que-mais-colocam-seu-negocio-em-risco/126031/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/5-mitos-de-seguranca-digital-que-mais-colocam-seu-negocio-em-risco/126031/ Sat, 18 Aug 2018 08:01:01 -0300 Carlos Rodrigues 5 mitos de segurança digital que mais colocam seu negócio em risco

Um estudo apontou que 41% das empresas tinham pelo menos mil arquivos confidenciais abertos a todos os funcionários, o que pode representar um risco gigante na segurança da instituição

Os últimos ataques cibernéticos que impactaram grandes empresas e ganharam destaque na imprensa em todo o mundo têm feito com que cada vez mais organizações brasileiras se atentassem à necessidade de estruturar e fortalecer sua estratégia de segurança digital. Porém, alguns equívocos comuns relacionados à proteção dos dados estão afetando a efetividade desses investimentos.

Veja a seguir alguns mitos que podem gerar uma série de desperdícios – de tempo e dinheiro –, além de colocar a segurança dos dados corporativos em risco. 

Mito #1: “Uma senha forte é suficiente para manter a empresa segura”

Seria bom se fosse assim tão fácil. Porém, o que consideramos uma “senha forte” nada mais é do que um primeiro passo para começar a dificultar a vida dos hackers. A implementação e a aplicação de políticas de senhas fortes são uma das bases das boas práticas de segurança, porém, além disso, é preciso ter visibilidade total de todos que têm permissão para acessar cada arquivo no sistema. 

Um estudo feito pela Varonis este ano revelou, por exemplo, que 41% das empresas tinham pelo menos mil arquivos confidenciais abertos a todos os funcionários. Senhas fortes não impedem que os portadores das credenciais de acesso façam mau uso dos dados. Ou seja, com tantos usuários acessando os documentos e fazendo o que quiserem sem que haja nenhum controle, é provável que seus dados estejam em perigo mesmo que você tenha adotado uma política de senhas.

Mito #2: “Sou pequeno, então os hackers não estão de olho no meu negócio” 

Este pensamento é comum entre empresas de pequeno e médio porte, no entanto, dados recentes têm mostrado o oposto. De acordo com o Relatório de Investigações de Violações de Dados da Verizon, de 2018, 58% das vítimas de violação de dados são pequenas empresas.

Isso acontece porque os hackers sabem que essas organizações geralmente não contam com uma estratégia robusta de proteção dos dados. Assim, acabam fazendo várias vítimas por meio de ataques conhecidos como spray-and-pray, que são feitos por meio de sistemas automatizados que tentam invadir empresas aleatoriamente com base em vulnerabilidades comuns em sistemas populares como o Windows. 

Não é raro, por exemplo, tirar proveito de falhas de segurança em sistemas desatualizados, por exemplo. 

Mito #3: “As ameaças só vêm de fora” 

As ameaças internas são tão perigosas quanto as externas, e respondem por 75% das violações de dados. Essas ameaças podem vir de qualquer um: funcionários insatisfeitos, ex-funcionários buscando vingança e até funcionários inocentes, porém, sem o devido treinamento de segurança.

Os funcionários geralmente têm acesso total aos dados de que precisam e, como falamos anteriormente, muitas vezes, aos dados de que não precisam. A melhor maneira de lidar com as ameaças internas é contar com uma estratégia de privilégios mínimos, que permita a cada membro da equipe ter acesso apenas aos dados necessários.

Além disso, é fundamental contar com sistemas que permitam ter controle total do que é feito em cada arquivo, como acessos, alterações, cópias, mudanças de local, entre outros. Assim, é possível identificar comportamentos que possam indicar ações maliciosas. 

Mito #4: “Segurança digital é responsabilidade só da TI” 

Todos os funcionários desempenham um papel na estrutura de segurança digital, mesmo que a TI acabe se responsabilizando pela implementação e revisão de políticas de proteção de dados. 

Afinal, qualquer funcionário pode colocar em risco a proteção dos ativos digitais se não for treinado para identificar tentativas de phishing ou links inseguros. Por isso, além de contar com uma infraestrutura robusta de softwares de monitoramento, é fundamental contar com um programa de conscientização dos riscos cibernéticos. 

Mito #5. “É possível estar totalmente protegido”

Nenhuma estratégia de segurança é capaz de blindar a empresa contra todo o tipo de ameaça, especialmente com o surgimento constante de ataques cada vez mais sofisticados usando o mais variado tipo de técnica para penetrar o perímetro da rede. 

A segurança digital é algo que deve ser aprimorado de maneira contínua por meio de sistemas de monitoramento, auditorias internas, revisões, testes e planos de contingência.

Carlos Rodrigues — Vice-presidente da Varonis para a América Latina.

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O poder da observação para o sucesso da venda http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/o-poder-da-observacao-para-o-sucesso-da-venda/126047/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/o-poder-da-observacao-para-o-sucesso-da-venda/126047/ Fri, 17 Aug 2018 18:11:21 -0300 Mário Rodrigues O poder da observação para o sucesso da venda

É necessário que o profissional se torne também um analista comportamental, que entenda o perfil do outro

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, a observação, a investigação e o espelhamento (se comportar de forma parecida com o cliente, porém discretamente) são muito importantes na relação entre comprador e vendedor. Entretanto, para alcançar o sucesso nessa negociação o profissional precisa aprender a desenvolver habilidades e técnicas específicas que, com o passar do tempo, lhe ofereçam a capacidade de analisar o consumidor e seu perfil comportamental de forma natural. Assim, a probabilidade do sucesso da venda para ambos os lados só aumentará.

O estudo e o desenvolvimento dessas técnicas não são somente indicados, mas necessários no universo das vendas. Afinal, muitos profissionais acabam deixando de ter clientes satisfeitos, justamente, por não saberem como observar e interpretar o comportamento desse indivíduo. Diante desse cenário, analisar a forma como o comprador movimenta o corpo, os ombros e o olhar enquanto fala, e também como se comporta permitem ao vendedor identificar diversos sinais, que ajudam a comprovar se ele está à vontade ou retraído, bem como se deseja uma ajuda ou não. Além disso, o objetivo maior do vendedor deve ser contribuir na condução do discurso do comprador, proporcionando que este se sinta à vontade e bem atendido. Afinal, ele é o protagonista da ação e deve ser sempre o centro das atenções.

É necessário ainda que o profissional se torne também um analista comportamental, que entenda o perfil do outro. Neste caso, existem quatro perfis comportamentais a serem observados e analisados: o dominante, o influente, o estável e o analítico. O dominante é o perfil de comprador que gosta de falar primeiro, é ele quem toma a iniciativa, gosta de ser atendido rapidamente e muitas vezes não espera o vendedor para fechar ou desistir da compra. Já o segundo, o influente, adora ser o centro das atenções, fala e se movimenta muito, além de ser o falante da relação. Em contrapartida, o analítico gosta de dados, estatísticas, pensa muito antes de falar, é uma pessoa observadora, sendo o inverso do influente. Por fim, a pessoa de perfil estável prefere sequências previsíveis, procedimentos e relações estáveis, normalmente está muito preocupada com o relacionamento interpessoal e às vezes, inclusive, pode chegar a abrir mão do seu próprio prazer para conquistar o equilíbrio da relação.

Para concluir, ao se especializar e desenvolver técnicas de análise, o profissional de vendas adquire uma capacidade muito maior para identificar, rapidamente, as principais características, sinais e perfis dos clientes em potencial, além de conquistar mais facilmente a confiança do comprador, deixando-o mais à vontade. Afinal de contas, em vendas quando as pessoas se sentem mais confortáveis e bem atendidas acabam ficando mais sujeitas a tomar decisões, o que aumenta a propensão a comprar e, até mesmo, a retornarem ao estabelecimento e indicarem para amigos e conhecidos.

 * Mário Rodrigues é diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas) 

 

 

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5 documentários com importantes ensinamentos para a carreira http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/5-documentarios-com-importantes-ensinamentos-para-a-carreira/126046/ http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/5-documentarios-com-importantes-ensinamentos-para-a-carreira/126046/ Fri, 17 Aug 2018 16:09:52 -0300 Redação 5 documentários com importantes ensinamentos para a carreira

O que um documentário sobre chefs de cozinha e outro sobre o último ano da presidência de Obama têm em comum? Eles trazem lições valiosas para o espectador

The Final Year: O documentário faz um registro único do último ano da gestão de Barack Obama como presidente dos EUA, a partir da execução da política externa

Existem dezenas de séries e filmes na Netflix que mostram personagens inspiradores para ter uma carreira de sucesso. Mas você sabia que há também muitos documentários que fazem essa mesma função? O Rodrigo Vianna, CEO da Mappit – consultoria de recrutamento e seleção especializada em conectar profissionais de cargos iniciais da carreira ao mercado de trabalho, elaborou o compilado abaixo com sugestões de títulos interessantes. O especialista indicou também os aprendizados que podem ser extraídos de cada documentário.

1. Chef’s Table

A série documental da Netflix tem três temporadas com seis episódios, e em cada um deles apresenta um dos mais renomeados chefs de cozinha do mundo, tratando suas vidas como história e a cozinha como arte.

De acordo com Vianna, o documentário, ao retratar a jornada que cada chef teve ao longo de sua vida até chegar no que é considerado o topo da carreira de um chef de cozinha – ganhar uma estrela Michelin, reforça competências necessárias para quem quer crescer na carreira. Esforço, dedicação, comprometimento, entusiasmo e liderança são alguns atributos comuns a todos os chefs que aparecem durante a série e competências bastante importantes também no mercado de trabalho. Outro aspecto interessante de observar é a relação que a vida pessoal dos chefs tem com o lado profissional e onde e como eles procuram inspiração diariamente para evoluir e ter um diferencial claro. “Saber como se diferenciar no mercado de trabalho é um fator importantíssimo para quem almeja crescer na carreira e chegar no topo”, pontua Vianna.

Em resumo, os principais aprendizados para a carreira de acordo com o especialista são:

- Como dar o seu melhor para alcançar o sucesso;
- Como trazer aprendizados da vida pessoal para aprimorar a trajetória profissional;
- Como ser original e autêntico podem te diferenciar.

2. The Final Year

O documentário faz um registro único do último ano da gestão de Barack Obama como presidente dos EUA, a partir da execução da política externa. A equipe do documentário acompanhou de perto as últimas viagens de Obama como presidente e a obra retrata a preparação política das ações que definiram o ano final da gestão.

Com a obra, portanto, Vianna acredita ser possível compreender melhor sobre os desafios de trabalhar em um ambiente de pressão, e a importância do planejamento e execução eficazes quando se tem um prazo para entregar algo. Este é um dos grandes desafios do ex-presidente em seu último ano de mandato, e um cenário muito comum dentro das organizações, que exige maturidade e resiliência dos profissionais. Além disso, o documentário aborda um momento de encerramento de ciclo, o que nos faz refletir sobre a importância de deixar um legado por onde passamos. “Mesmo que uma mudança de emprego aconteça de forma voluntária ou involuntária, devemos sempre tentar fazer o nosso melhor e construir uma imagem positiva a respeito do nosso trabalho”, afirma Vianna.

Então, seguem os principais aprendizados da série de acordo com o especialista:

- Como encerrar um ciclo e deixar um legado;
- Como lidar com um ambiente de pressão

3. On Yoga: Arquitetura da Paz

O documentário mostra a jornada do fotógrafo Michael O’Neill pelo universo da ioga durante 10 anos para tentar solucionar uma lesão que o impediria de fotografar.

De acordo com o Vianna, este documentário retrata a busca de um profissional bem-sucedido, que ao se deparar com um obstáculo que poderia acabar com sua carreira, busca soluções e alternativas e não desiste do seu sonho. Não é raro nos depararmos com dificuldades e momentos no trabalho em que aparentemente não sabemos o que fazer. “Buscar alternativas, mesmo que seja em lugares que até então nunca tínhamos parado para pensar, podem nos ajudar a abrir a cabeça e enxergar coisas além, que nos ajudarão a encontrar soluções”, recomenda o especialista.

Os principais aprendizados apontados por Vianna são:

- Nunca desista dos seus sonhos;
- A busca por válvulas de escape externas te ajuda a enfrentar um obstáculo.

4. Gun Runners

Gun Runners é um documentário sobre dois ex-guerreiros tribais quenianos e ladrões de gado em um programa de anistia que trocaram suas armas para se tornarem corredores de maratona. Vianna comenta que uma importante lição a ser aprendida é como somos responsáveis pelas nossas escolhas. Desde a escolha da nossa profissão, quando ainda estamos na escola, até mudanças de carreira depois de iniciar nossa trajetória profissional, precisamos sempre lembrar que os responsáveis pela nossa carreira, somos nós mesmos. “Nós precisamos cavar oportunidades, estarmos sempre nos desenvolvendo e pensar o que queremos para o futuro no curto, médio e longo prazo”, afirma.

O especialista em carreira destaca importantes ensinamentos do título:

- Você define seu futuro;
- Como enxergar uma oportunidade quando tudo parece estar errado.

5. Restless Creature

Uma das bailarinas mais admiradas dos últimos tempos, Wendy Whelan foi celebrada por seu comportamento não-diva e sua longevidade notável, assim como por sua habilidade dançante. “Se eu não dançar, eu prefiro morrer”, ela afirmou enquanto fala sobre deixar o único ambiente que ela conhece e enfrentar o que vem depois. Quando ela chegou aos meados dos seus 40 anos, o New York City Ballet começou a aliviar sua participação em papéis de assinatura, e uma lesão séria do quadril exigiu cirurgia.

Ao se deparar com o possível fim de sua carreira de sucesso, a bailarina procura não se deixar abalar emocionalmente com o objetivo de tomar uma decisão mais racional que impactará completamente sua vida: encerrar sua carreira no ballet clássico. Neste momento, ela começa a enxergar outras oportunidades e vê que é possível se reinventar e continuar fazendo o que ama, mesmo que longe do palco que a acompanhou por muitos anos. “No mercado de trabalho e principalmente em momentos de crise, todo profissional precisa de reinventar e enxergar oportunidades. Continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes não funciona nessas horas”, comenta Vianna.

O especialista, por fim, destaca outras importantes dicas de carreira:

- Às vezes, reinventar-se é necessário;
- Nunca é tarde demais.

 

 

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The Final Year: O documentário faz um registro único do último ano da gestão de Barack Obama como presidente dos EUA, a partir da execução da política externa Reprodução/Netflix
Plano de negócio e o empreendedor http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/plano-de-negocio-e-o-empreendedor/126048/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/plano-de-negocio-e-o-empreendedor/126048/ Fri, 17 Aug 2018 14:23:33 -0300 *Gianfranco Muncinelli Plano de negócio e o empreendedor

O plano de negócios deve conter uma série de raciocínios, baseada em estudos robustos de mercado que apresentem a possibilidade de ganhos

Um plano de negócio é uma ferramenta que auxilia na tomada de decisão. Um empreendedor, frente à uma oportunidade identificada, precisa tomar a decisão de aproveitar (ou não) aquela oportunidade – decisão esta que nem sempre recebe indicações de que o negócio vai dar certo, ou está logicamente estruturada.

O plano de negócios deve conter uma série de raciocínios, baseada em estudos robustos de mercado que apresentem a possibilidade de ganhos – e sob quais condições estes ganhos virão. Este raciocínio é composto por indicadores que apresentam o ganho (ou a mitigação das perdas).

Dentro da estrutura do plano, há uma parte dedicada às operações, ou seja, aos recursos necessários para atender a demanda do produto/serviço que se está analisando. Os nomes podem variar conforme o autor: dimensionamento de operações (Cecconello, 2008) ou planejamento operacional (Deutscher, 2012) – chamaremos aqui de plano operacional.

Este item é composto de informações relacionadas à estrutura física, tecnologia, logística, fornecedores, recursos humanos (política de RH, benefícios, salários) e até o curriculum vitae das pessoas consideradas como chave para o sucesso do negócio. Lembro sempre aos meus alunos e clientes que realizamos os objetivos através das pessoas.

Neste momento muitos dos meus alunos, orientados de TCC que fazem plano de negócio me perguntam: qual é a necessidade de colocar os CVs dos sócios, administradores e funcionários do empreendimento no plano de negócio? Na edição de 26 de abril de 2017 a Revista Exame traz uma matéria muito interessante sobre o êxodo de funcionários de empresas de tecnologia para transformarem-se em empresários.

O artigo chama a atenção que “a vivência profissional em grandes empresas de tecnologia também pode ser a senha para receber investimentos”. A matéria ainda aponta uma pesquisa da FGV que mostra que as principais razões para se recusar a investir em uma startup são: 93% - equipe inexperiente; 51% baixa demanda para o produto ou pouca capacidade para crescer; 35% falta de inovação; 12% falha no modelo de negócios; 12% outros fatores.

O conteúdo foi feito para empresas de tecnologia, porém, o raciocínio pode ser extrapolado para outras empresas – startups ou não: independentemente de o empreendedor haver trabalhado anteriormente em grande empresa, a ideia é mostrar que existe capacidade técnica e comportamental para tocar o novo negócio.

No livro do Deutscher está bem explícito: “relatar as características profissionais e pessoais dos envolvidos, deixando explícitos os papéis de cada um e como os mesmos serão úteis na execução do plano de negócios. Apresente as pessoas chave, que já estejam sendo buscadas no mercado para fazer parte da equipe, e seus respectivos currículos” (Deutscher, 2012). Ou seja, o empreendedor pode (e deve) cercar-se de profissionais que possam executar o plano de negócio e leva-lo ao êxito.

Quero finalizar com uma frase do livro do Cecconello, onde ele nos lembra que a decisão pelo não (negativa ao plano de negócio ou negativo ao investimento) é tão importante quanto a decisão pelo sim (aprovação do plano de negócio) – de repente o empreendedor não está tão pronto e precisa se desenvolver antes de iniciar o empreendimento.

Gianfranco Muncinelli é engenheiro, consultor, coach, empresário e professor do ISAE – Escola de Negócios.

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5 dicas para estimular a inovação no ambiente corporativo http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/5-dicas-para-estimular-a-inovacao-no-ambiente-corporativo/126049/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/5-dicas-para-estimular-a-inovacao-no-ambiente-corporativo/126049/ Fri, 17 Aug 2018 12:02:22 -0300 Flávio Pelizari 5 dicas para estimular a inovação no ambiente corporativo

Primeira dica: diversidade. Novos olhares, novas formas e novas abordagens devem ser estimuladas para o surgimento de novas ideias.

A inovação não é algo que simplesmente acontece, do nada. Ela precisa ser cultivada, desenvolvida e estimulada. A simples decisão ou vontade de se ter uma empresa ou um ambiente inovador não é garantia de que isto vai acontecer, apesar de ser um bom começo. Como em todo cultivo, um ambiente inovador precisa de investimentos para criar raízes e crescer. Alguns pontos são cruciais para isso.

Diversidade

Atualmente, o tema diversidade está muito difundido por conta do estímulo à defesa das minorias e das diferenças. Quando pensamos em um ambiente inovador, a diversidade toma uma dimensão muito mais ampla, já que a inovação só pode existir em um ambiente com espaço para o diverso e o diferente. Novos olhares, novas formas e novas abordagens devem ser estimuladas para o surgimento de novas ideias.

Assim, o aparentemente contraditório deve ser estimulado, discutido e não subjugado e afastado.

É um estímulo fundamental à inovação o empenho dos gestores em compor um ambiente com diversidade de pessoas, olhares, comportamentos, pensares, experiências, idades, crenças, raças, onde haja convivência e propostas de ideias e soluções para os mais diversos problemas, com o objetivo de solucionar questões externas e internas relativas ao negócio.

Ambiente

A inovação não se desenvolve em um ambiente limitado, restritivo e cheio de barreiras. O ideal é derrubar paredes, sejam elas físicas ou mentais. Quanto menos barreiras e hierarquias houver na empresa, maiores serão as chances de se desenvolver um ambiente inovador. Quanto maior o acesso e relação entre os profissionais dos mais diversos níveis da empresa - incluindo líderes do primeiro escalão e os colaboradores em início de carreira -, maior será a chance de todos estarem conectados à realidade do negócio, do mercado e do cliente.

Desta forma, maiores serão as chances das ideias permearem todos os níveis hierárquicos da companhia, promovendo maior compreensão das reais necessidades de mudança e da velocidade necessária para que isso aconteça, além de favorecer a criação de um ambiente mais seguro e honesto, onde o erro não seja punido, mas sim esgotado para que se encontre rapidamente novas soluções e aprendizados, possibilitando crescimento, empatia e inovação.

Entrosamento

Outro tipo de barreira que precisa ser derrubada para a criação de um ambiente inovador é a da distância criada pelo trabalho em home office. Muitas pessoas desejam mais flexibilidade, mas acabam se sentindo isoladas e desconectadas do ambiente corporativo. Garantir meios de comunicação eficazes que integrem estes colaboradores para que o diálogo flua como se fosse presencial, também é uma forma importante de estimular o processo inovador.

Descompressão e criatividade

O sociólogo italiano Domenico De Masi tornou popular a expressão “ócio criativo”, reforçando a ideia de que o ser humano precisa se desconectar da sua intensa rotina diária para estimular sua capacidade de criar.

Muitas vezes, aquela ideia que vem sendo maturada há dias, semanas e até meses, acaba aflorando e se concretizando em meio a uma atividade que nada tem a ver com a rotina corporativa. Por isso, a inclusão de áreas de descompressão - como salas de leitura, de jogos de vídeo game, pebolim, ping-pong, bilhar, puffs espalhados pelas áreas sociais -, são excelentes para que os colaboradores possam sair por alguns momentos das áreas tradicionais de trabalho e se desconectarem do operacional. Essa quebra de rotina estimula áreas do pensamento que podem contribuir com o surgimento de novas ideias e soluções. Se a empresa quer estimular o surgimento de soluções inovadoras, precisa construir condições ambientais que estimulem novas maneiras de ver, sentir e pensar.

Incentivos e recompensas

A questão financeira também é muito importante. Prêmios em dinheiro, bônus, stock options, entre outros mecanismos de reconhecimento, sempre serão grandes incentivos para “reconhecer” a curto prazo alguma nova ideia ou ação inovadora que gerou ganhos ou economias para a empresa. No entanto, atrelar a inovação a reconhecimentos financeiros individuais, apesar de ser uma boa ferramenta, pode ser, em certos casos, um desserviço para a inovação.

A melhor forma de incentivar e recompensar os colaboradores para promover um real ambiente de inovação é fazer com que todos se sintam parte integrante do processo, gerando um ambiente de estímulo e não de ameaça para as novas ideias. Assim, o ideal é que as ideias sejam reconhecidas como um projeto coletivo, onde a contribuição e construção coletiva faça realmente a diferença e gere um resultado exponencialmente melhor do que ações individuais.

A maior recompensa que se pode obter neste sentido - e que reforça o conceito -, é que cada um dos colaboradores envolvidos no projeto sinta-se engajado na ação, perceba o valor da sua contribuição para o todo e se satisfaça por ter contribuído na realização de algo muito maior. As recompensas financeiras ou de crescimento de carreira, então, passam a ser consequência do processo de inovação e não fim.

* Flávio Pelizari é diretor de recursos humanos e treinamento da ReachLocal

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Propaganda eleitoral paga na internet terá que ser identificada http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/propaganda-eleitoral-paga-na-internet-tera-que-ser-identificada/126045/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/propaganda-eleitoral-paga-na-internet-tera-que-ser-identificada/126045/ Fri, 17 Aug 2018 11:40:20 -0300 Jonas Valente Propaganda eleitoral paga na internet terá que ser identificada

Candidatos e partidos não podem impulsionar conteúdos ou pagar resultados de busca sem identificações

 

Com o começo oficial da campanha eleitoral, teve início também a divulgação de publicidade voltada à disputa de outubro. Além dos tradicionais anúncios em rádio e TV, abre-se o período, de maneira inédita, para a divulgação de propaganda paga de candidatos e partidos em redes sociais.

A novidade foi introduzida pela Minireforma Eleitoral (Lei 13.488), aprovada no ano passado. A norma prevê as modalidades de impulsionamento de conteúdo (praticadas pelo Facebook, por exemplo) e de priorização paga de conteúdos em mecanismos de busca (adotada pelo Google, por exemplo).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou uma resolução (23.551/2017) detalhando exigências para essa modalidade de campanha. As mensagens com essa finalidade devem estar identificadas como tal, por meio da criação de selos (como no caso do Facebook) ou outras marcas. O TSE também definiu a necessidade das publicações trazerem as informações sobre o candidato ou partido, como os nomes e o CPF ou CNPJ do patrocinador daquela publicação.

Sendo essa uma obrigação da legislação eleitoral, candidatos e partidos não podem impulsionar conteúdos ou pagar resultados de busca sem essas identificações. Os que agirem desta maneira estão sujeitos à fiscalização. As denúncias podem ser feitas por eleitores (por meio do aplicativo Pardal), por candidatos ou pelo Ministério Público Eleitoral. Os questionamentos são analisados pela Justiça Eleitoral e podem se transformar em sanções diversas.

Concorrentes e legendas também não podem veicular publicidade em outros canais na internet, como banners em sites. Mas podem enviar mensagens por correio eletrônico e divulgar mensagens em seus sites.

Facebook

O Facebook abriu processo de cadastramento para veicular publicidade eleitoral paga. A inscrição pode ser feita por meio de um formulário específico disponibilizado no site da rede social. Esses anúncios serão identificados nas linhas do tempo dos usuários da plataforma como “propaganda eleitoral”. Aqueles publicados por candidatos vão mostrar o CPF dele, bem como a legenda à qual é filiado. Já os anúncios de partidos vão conter o CNPJ da legenda.

Consultado pela Agência Brasil, o Facebook não informou quantos candidatos e legendas já se cadastraram até o presente momento. Na plataforma, além da fiscalização da Justiça Eleitoral, os candidatos também ficam sujeitos às regras internas, denominadas “Padrões da Comunidade” (Community Standards). Esses princípios definem os limites do que pode ser publicado, proibindo, por exemplo, mensagens com discurso de ódio e conteúdos não autênticos. A empresa já afirmou em diversas ocasiões que não fiscalizará as chamadas “notícias falsas”.

O eleitor que receber uma mensagem desta poderá verificar o motivo em uma ferramenta, denominada “Por que estou vendo este anúncio”. A plataforma vai disponibilizar também um recurso chamado de “biblioteca de anúncios”. Nela, os usuários poderão ver posts pagos relacionados a política, incluindo propaganda eleitoral. Este repositório vai reunir tanto as publicações impulsionadas ativas quanto as que já foram divulgadas, permitindo que o eleitor possa verificar quais são as mensagens difundidas por seu candidato ou por concorrentes.

Este mecanismo tem por objetivo dialogar com preocupações manifestadas por diversos agentes da sociedade civil em eventos sobre internet e eleições acerca dos riscos da publicidade paga no Facebook, o que permitiria segmentar, ou quase personalizar, mensagens dos candidatos. Assim, abriria espaço para que um político falasse algo específico para um determinado público e, para outro grupo segmentado, um conteúdo diferente, ou até mesmo contraditório.

Google

O Google informou à Agência Brasil que vai disponibilizar as plataformas de publicidade a candidatos e partidos “de acordo com as regras previstas pelo Tribunal Superior Eleitoral”. Os conteúdos impulsionados voltados à campanha deverão ser identificados como “anúncio eleitoral” pelos responsáveis e conter CPF ou CNPJ, a depender se o patrocinador for um candidato ou partido.

Ainda de acordo com a assessoria, as plataformas identificam qualquer forma de anúncio, diferenciando o resultado de busca pago dos resultados “orgânicos”. A exemplo do Facebook, caso um usuário queira saber por que está visualizando aquela publicação paga, pode clicar em um ícone “I” e, em seguida, na opção “Por que esse anúncio”. O usuário pode também bloquear os anúncios daquela fonte se não quiser mais receber propaganda eleitoral daquele candidato.

Outra opção ao usuário é a denúncia de uma propaganda deste tipo. Basta clicar no ícone “x” e depois na opção “Denunciar este anúncio”. Na ferramenta, a pessoa pode justificar porque está questionando aquela mensagem. Segundo a assessoria da empresa, a legislação eleitoral não prevê fiscalização prévia dos assuntos, mas os candidatos e legendas estão sujeitos às políticas internas e podem ser alvo de punições como bloqueio da propaganda ou da conta.

Outras plataformas

O Twitter anunciou que não veicularia anúncios por não ter como se adequar às exigências do TSE.

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TSE nega participação de Lula em debate na TV amanhã http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/tse-nega-participacao-de-lula-em-debate-na-tv-amanha/126042/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/tse-nega-participacao-de-lula-em-debate-na-tv-amanha/126042/ Fri, 17 Aug 2018 11:18:30 -0300 André Richter TSE nega participação de Lula em debate na TV amanhã

Na quarta-feira (15), o partido registrou no TSE a candidatura de Lula à Presidência e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad com vice na chapa

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Sérgio Banhos decidiu há pouco rejeitar o pedido do PT para autorizar a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate que será realizado nesta sexta-feira (17), na Rede TV, com candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro.

Na decisão, o ministro entendeu que a prisão de Lula está ligada com questões criminais, que não podem ser analisadas pela Justiça Eleitoral. "Carece esta Justiça especializada de atribuição constitucional e legal para intervir em ambiente carcerário, no qual em curso o cumprimento, ainda que provisório, de sanção penal, dispondo sobre a eventual utilização intramuros de aparato tecnológico que possibilite, para além de todas as demais questões jurídicas certamente envolvidas, a participação do segundo requerente, por videoconferência ou por meio de vídeos pré-gravados, em debates a serem realizados nos mais diversos meios de comunicação social".

Lula está preso desde 7 de abril, na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, em função de sua condenação a 12 anos e um mês de prisão na ação penal do caso do tríplex do Guarujá (SP). Para o PT, como candidato registrado no TSE, Lula tem direito de participar do debate.

Na quarta-feira (15), o partido registrou no TSE a candidatura de Lula à Presidência e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad com vice na chapa.

Em tese, o ex-presidente estaria enquadrado no artigo da Lei da Ficha Limpa que impede a candidatura de condenados por órgãos colegiados. No entanto, o pedido de registro e a possível inelegibilidade precisam ser analisados pelo TSE. O pedido funciona como o primeiro passo para que a Justiça Eleitoral analise o caso.

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STJ autoriza importação direta de canabidiol para tratamento médico http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/stj-autoriza-importacao-direta-de-canabidiol-para-tratamento-medico/126043/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/stj-autoriza-importacao-direta-de-canabidiol-para-tratamento-medico/126043/ Fri, 17 Aug 2018 10:04:33 -0300 André Richter STJ autoriza importação direta de canabidiol para tratamento médico

Família pernambucana ganhou autorização após comprovar que o medicamento é necessário para conter cerca de 240 crises epiléticas por mês sofridas por sua filha

A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou os pais de uma criança com paralisia cerebral a importar diretamente do exterior um medicamento a base de canabidiol, uma substância existente na folha da Cannabis Sativa, a planta da maconha. Segundo o tribunal, a decisão, tomada na última terça-feira (14), é inédita no STJ.

A família ganhou autorização após comprovar que o medicamento é necessário para conter cerca de 240 crises epiléticas por mês sofridas por sua filha. Segundo os pais, que são de Pernambuco, os médicos que acompanham a criança receitaram o canabidiol como terapia alternativa diante da ineficácia dos tratamentos tradicionais.

Após serem orientados a comprar o medicamento, os pais passaram a importá-lo por conta própria, mas, diante da legislação que impede a importação direta e a comercialização do canabidiol, eles entraram com ação contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para receber o remédio. A autorização foi concedida pela Justiça de Pernambuco, mas a União recorreu ao STJ para derrubar a decisão.

Segundo a Anvisa, medicamentos sem registro no Brasil podem ser importados por pessoa física. O procedimento é possível por meio de pedido excepcional de importação para uso pessoal. Os pedidos devem ser protocolados na agência, onde serão analisados pelos técnicos que levam em conta aspectos como a eficácia e a segurança do produto e se eles estão devidamente registrados em seus países de origem ou em outros países. A importação, conforme a Anvisa, também é possível em relação a medicamentos classificados como substância de uso proscrito, como é o caso da maconha.

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Pesquisa indica que 16 milhões de brasileiros vivem sem nenhum dente http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/pesquisa-indica-que-16-milhoes-de-brasileiros-vivem-sem-nenhum-dente/126044/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/pesquisa-indica-que-16-milhoes-de-brasileiros-vivem-sem-nenhum-dente/126044/ Fri, 17 Aug 2018 09:12:22 -0300 Bruno Bocchini Pesquisa indica que 16 milhões de brasileiros vivem sem nenhum dente

De acordo com o estudo, no Brasil, 39 milhões de pessoas usam próteses dentárias, sendo que uma em cada cinco delas tem entre 25 e 44 anos

A perda de dentes é o segundo fator que mais prejudica a qualidade de vida de pessoas entre 45 e 70 anos, segundo dados de pesquisa que ouviu 600 latino-americanos, entre eles 151 brasileiros. O estudo Percepções Latino-americanas sobre Perda de Dentes e Autoconfiança, feito pela Edelman Insights, destaca ainda que, para 32% dos entrevistados, a perda de dentes os impede de ter um estilo de vida saudável e ativo.

De acordo com o estudo, no Brasil, 39 milhões de pessoas usam próteses dentárias, sendo que uma em cada cinco delas tem entre 25 e 44 anos. A pesquisa ressalta ainda que 16 milhões de brasileiros vivem sem nenhum dente e 41,5% das pessoas com mais de 60 anos já perderam todos.

Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados disseram que a perda de dentes deixou a aparência do seu rosto pior; 43% afirmaram que a perda de dentes lhes atrapalha namorar ou paquerar; e 21% disseram que a condição lhes impediu de fazer novos amigos. Sobre autoestima e fala, 38% dos entrevistados manifestaram se sentirem mais inseguros para ir a festas e eventos sociais; e 41% relataram mais dificuldade na pronúncia das palavras após a perda de dentes.

“É preciso compreender as dificuldades enfrentadas pelas pessoas que perderam os dentes e ajudá-las a encontrar um bom especialista que as auxilie na escolha de uma prótese adequada, de boa qualidade. O objetivo é que os pacientes tenham acesso à informação e conheçam os melhores produtos disponíveis no mercado para confecção, fixação e limpeza da prótese”, destacou a odontogeriatra Tânia Lacerda, integrante da Câmara Técnica de Odontogeriatria do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.

 

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Dashboards e BI: como a indústria pode analisar dados com agilidade e precisão http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/dashboards-e-bi-como-a-industria-pode-analisar-dados-com-agilidade-e-precisao/126030/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/dashboards-e-bi-como-a-industria-pode-analisar-dados-com-agilidade-e-precisao/126030/ Thu, 16 Aug 2018 16:01:11 -0300 Marcos Abellón Dashboards e BI: como a indústria pode analisar dados com agilidade e precisão

O BI é capaz de transformar a montanha de dados que a sua empresa gera em informações que realmente valorizam o seu negócio

Se pararmos para analisar, a quantidade de dados gerados em uma fábrica é imensa. Quantos funcionários uma empresa tem, qual a produtividade de cada setor, quantos produtos são fabricados por hora, quantos são vendidos ao ano, qual o tíquete médio de cada cliente, etc. Esses são apenas alguns exemplos. E a melhor estratégia para o empresário no mundo atual é saber usar os dados e números a seu favor.

O Business Intelligence precisa fazer parte da rotina de toda empresa. No caso das indústrias, considero essa necessidade algo ainda mais urgente. Saber coletar, organizar e analisar os dados corretamente pode ser o diferencial entre “ser apenas mais um” e virar o líder de mercado. O BI é capaz de transformar a montanha de dados que a sua empresa gera em informações que realmente valorizam o seu negócio.

Para isso, a adoção de dashboards é essencial, já que transforma dados em informações palpáveis, tornando o fluxo de trabalho, as metas do dia, e tudo mais o que for necessário, visível para a equipe. Dependendo do seu mercado de atuação, cada indústria tem um tipo de dashboard mais indicado. Os dados mais importantes são selecionados e combinados entre si para gerar informações que alavanquem o crescimento e o lucro do negócio.

Pense no BI como uma maneira de aproveitar todos os dados gerados por colaboradores, consumidores, fornecedores, etc, e a partir disso gerar insights essenciais para reduzir custos, encontrar oportunidades, tomar decisões mais assertivas e enfrentar seus concorrentes. O BI e o uso de telas inteligentes mostram que o caminho para o sucesso já está dentro da sua organização. Resta saber explorar estes dados com sabedoria.

O dashboard em si é importante para a velocidade dessas decisões. Selecionando as principais informações e análises para ficarem disponíveis, é possível encontrar oportunidades e corrigir rotas com maior agilidade, resolvendo pequenos problemas que poderiam se tornar uma grande dor de cabeça futuramente. Uma linha de produção que apresente uma pequena lentidão em uma de suas esteiras, por exemplo. O problema pode não ser percebido imediatamente, mas essa diferença irá começar a aparecer na tela e as medidas poderão ser tomadas imediatamente. E o mais interessante: você já irá saber numericamente o quanto esse atraso pode interferir nas suas vendas.

É possível trabalhar com dashboards focados em dados internos (como quais produtos estão sendo produzidos por minuto, velocidade das linhas de produção, tempo de execução, etc), informações externas (como quantidade de pedidos que foram realizados por região do país, número de vendas por representante, acompanhamento logístico, etc) e até mesmo dados cruzados. Cabe a cada líder determinar quais são as informações essenciais para sua produção e facilitar o acesso aos dados de qualidade.

A indústria em si é algo muito complexo, pois envolve o trabalho de diferentes áreas que precisam estar funcionando em perfeita sintonia. É preciso estar a par de relatórios, conhecer a produtividade, conferir o trabalho dos colaboradores, ter toda a logística em ordem e conhecer as necessidades e preferências do seu consumidor, etc. Para conseguir aproveitar ao máximo todas informações geradas por cada uma dessas ações, o Business Intelligence é a melhor solução. Já os dashboards são as melhores ferramentas para simplificar todos os dados e colocá-los para, efetivamente, trabalharem ao seu favor.

Marcos Abellón, diretor geral da W5 Solutions, empresa brasileira que desenvolve soluções para prefeituras, BI (Business Intelligence) e aplicativo para pagamento móvel. Mais informações no site: www.w5solutions.com.br

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