Frank Van Rikard Santos da Silva
Belém/PA
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30 de novembro de 2008

Administração de Empresas ou Administração?

Bem, há um tempinho eu deixei de escrever. Um pouco atarefado, mas vamos lá...

Hoje, quero ter uma conversa com você leitor. Quero ajudá-lo a refletir comigo sobre os desenvolvimento da Administração como ciência até hoje, focando a pergunta: "Por que as pessoas falam 'Administração de Empresas', ao invés de apenas 'Administração'?"

Você consegue responder a essa pergunta de imediato? Tomara que sim, mas caso não consiga, vamos viajar na história e depois respondemos à pergunta, certo? Bem, então, vamos lá.

A Administração é uma ciência relativamente nova, claro que os seus primórdios são antigos, mas as ações, teorias e estudos científicos que desembocaram na Administração como a conhecemos hoje são novos (leia-se um século). Então, quando Taylor criou a Escola de Administração Científica, a Administração obteve visibilidade e importância. Você sabe por que a referida escola é chamada assim?

Deixo essa pergunta em aberto para que você reflita. Dou apenas uma dica: métodos científicos.

Pois bem, Taylor difundiu a Administração a partir da sua aplicação a uma empresa, certo? Então, com o passar dos anos, as pessoas observavam a Administração apenas como uma ciência voltada para as empresa, propriamente ditas. É claro que essa idéia só persistiu por um bom tempo devido a convergência de diversos fatores históricos, políticos, sociais e econômicos.

No entanto, em meados do século passado, o mundo observou que as empresas deveriam fazer um outro papel na sociedade na qual estavam inseridas: primar pelos diversos tipos de desenvolvimento, inclusive desenvolvimentos não relacionados diretamente com a sua área de atuação. Surgiram, então, as Organizações Não-Governamentais.

Esse tipo de organização, apesar de, na sua essência, não visar ao lucro, precisou ser administrada. A partir daí, alinhadamente às mudanças complexas pelas quais o mundo passou e até hoje passa, viu-se a necessidade em formar "gestores" para tais organizações.

Você já consegue identificar ou responder à pergunta principal do texto?

Prossigamos. Então, outras instituições e organizações observaram essa necessidade, pois apesar de não almejarem lucro, à parte de suas funções precípuas, existem recursos que devem ser geridos de forma clara, transparente, profissional e objetiva. E, portanto, qual profissional foi o "escolhido" para essa nobre função?

Isso mesmo, o administrador. Desde então, as ementas e as grades curriculares das graduações em Administração mudaram e mudam rapidamente. Pois, saiu a idéia de que o Administrador era formado para exercer a profissão unica e exclusivamente em empresas e entrou a idéia (e fato) de que tal profissional é diversificado e deve atender às exigências de qualquer organização, desde igrejas até empresas.

Está aí um dos pontos-chave, pois como o Objeto de Estudo da Administração como ciência é as Organizações, então, como se perpetuou uma idéia equivocada? Bem, essa é uma discussão longa que deixo a cargo de você leitor.

Logo, a flexibilidade e adaptabilidade pelas quais o mundo passa só podiam levar a Administração a diversas organizações e torná-la uma ciência multifocal no seu objeto de estudo e microfocal a partir do momento que tal objeto é identificado e especificado. Portanto, o correto não é "Administração de Empresas" e sim, "Administração", pois essa nobre ciência tem o desafio e a perspicácia de entender cientificamente os diversos tipos de organizações que habitam as nossas sociedades de diferentes costumes, credos, gostos, etc.

Tenho um desafio a você: quando observar alguém chamar Administração de Empresas, explique a essa pessoa, com as suas palavras, por que essa forma está errada. Você consegue? Com certeza, sim!

Enviado por Frank Van Rikard Santos da Silva às 02:01
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19 de agosto de 2008

Logística

Logística & Logística Reversa

A logística é um dos mais fascinantes assuntos da Administração. Atualmente, é um dos temas mais debatidos dentro da academia e do mundo corporativo.

A grande sacada da logística é entendermos que ela não é apenas a distribuição do produto final – como muita gente pensa -, pelo contrário, ela faz parte de toda a cadeia de suprimentos e produção de um produto, ou seja, desde a obtenção das matérias-primas até o destino final do produto acabado.

Sabemos que esse é um dos mais complexados assuntos para a busca de resultados positivos dentro das organizações. Com a mudança da rota econômica e industrial – a qual se dirige às regiões Norte e Nordeste do país – as organizações têm um grande empecilho a vencer. Há muitas barreiras que devem ser transpostas, principalmente na Amazônia.

Recentemente, a multinacional ALCOA, líder mundial em produção de alumínio, investiu mais de R$ 1,3 bi na instalação de uma mega unidade de extração e transformação de bauxita (a matéria-prima do alumínio) na cidade de Juruti, aqui no estado do Pará. Para vencer os obstáculos impostos pela região, a empresa precisou construir sua própria infra-estrutura (porto, ferrovia, etc.).

Muitas empresas que buscam novos mercados têm que construir a sua própria infra-estrutura de produção e distribuição, pois o Estado não faz o seu papel e não promove o desenvolvimento das regiões menos favorecidas, como as regiões Norte e Nordeste – é claro que o Brasil como um todo sofre com falta de investimentos nessa área.

A logística em si já é um assunto bastante interessante. No entanto, quando nos referimos à Logística Reversa o assunto se torna mais interessante por um motivo principal: a responsabilidade ambiental. 

Esse tipo de logística preza a reutilização ou um novo destino ao produto que seria descartado na natureza. Caso uma empresa se comprometa em criar programas de logística reversa a sua imagem melhorará muito e, conseqüentemente, a sua visibilidade e competitividade.


Enviado por Frank Van Rikard Santos da Silva às 16:38
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09 de agosto de 2008

Sustentabilidade

A sua consciência está aquecida?

Todos nós estamos saturados de ouvir recomendações acerca do nosso comportamento ambiental. Recomendações do tipo: “jogue o lixo no lixo”, “use papel reciclado”, “não desperdice água”, “recicle o seu lixo”, etc. Porém, nós deveríamos ir além dessas recomendações. Devemos entender por que, afinal, a Amazônia precisa de ações urgentes? Por que apenas o desenvolvimento econômico pode eliminar o principal predador da floresta: a pobreza? Dentre outras indagações.

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a madeira e a agricultura não são os motores econômicos da Amazônia; pelo contrário, o desenvolvimento da região está intimamente ligado a grandes projetos de extração mineral e vegetal de grandes organizações. Essas empresas são as grandes responsáveis pelo desenvolvimento da região, pois, geralmente, são elas que trazem grandes projetos de exploração com olhos voltados ao desenvolvimento sustentável. Isso ocorre quando uma empresa chega a uma cidade sem perspectiva de futuro e investe quantias astronômicas na região. Parte desse investimento não está voltado apenas à implantação da empresa e sim, a programas sócio-ambientais. Com a chegada dela, vêm diversos serviços e empreendimentos que as pessoas jamais imaginariam dispor.

Portanto, o fato de “aquecer a consciência para desaquecer o planeta” não está relacionado apenas às recomendações sustentáveis, está, também, relacionado às nossas indagações e análise crítica de tudo aquilo que está envolto ao tema. Sabe-se, ainda, que o desenvolvimento econômico deve estar atrelado a diversos fatores, tais como: educação, saúde, saneamento básico, habitação, etc. Logo, a sustentabilidade advém da inserção desses fatores alinhados com a quebra de paradigmas, educação ambiental e desenvolvimento de valores humanos, tanto da população quanto das empresas.


Enviado por Frank Van Rikard Santos da Silva às 22:50
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