17/04/2008 09:36
Li seu texto “Quem vai amarrar o gato” e a frase principal para mi foi :
“Analise sua vida profissional e pessoal, e perceba quantos gatos existem aguardando para serem desamarrados.”
O problema de qualquer procedimento e se tornar um comportamento não por necessidade e sim por costume, ou seja o hábito faz o monge, e a crença dos monges mantêm o hábito.
O pior hábito como foi colocado no texto e transformar ruídos de comunicação em ruídos emocionais que viram ecos emocionais. Transformam algo prático em algo ritualístico. Assuntos que deveriam durar 3 minutos duram 3 meses... 3 anos... e o pessoal, sem questionar, sem pensar, continuam a obedecer. E ninguém ameaça as vacas sagradas, ou os gatos sagrados, com medo de ir contra ordens inventadas. Depois de inventada uma ordem, os grupos de poder marretam a ordem até que ela seja considerada verdade... para todos os casos. E quando o grupo dirigido confunde verdade com validade, para todos os casos, começa a criar um padrão que mata qualquer iniciativa inovadora.
Algumas empresas se tornam reféns dos próprios hábitos de seus funcionários, gerando uma rotina de permanecer numa zona de conforto prejudicial. De tão obedientes os funcionários ficam embotados feito zumbis e não há lideres ou palestrantes motivacionais que cheguem para mudar o estado mental e comportamental da organização. Se os funcionários acreditam mais em procedimentos do que na própria capacidade de solucionar problemas, a empresa estará tomando o caminho da estagnação.
Um exemplo interessante de colocar o gato (crença, paradigma) em cima do muro foi de um advogado brasileiro que foi defender um diplomata americano cleptomaníaco acusado de roubar um objeto no oriente médio e pelas leis árabes teriam que lhe cortar a mão, e como exemplo, em praça pública. O diplomata americano nos EUA possuía apenas advogados judeus, o que só iria trazer mais problemas. Chamaram o brasileiro... Que tinha as respostas nas perguntas. Colocaria as verdades sob a luz das validades.
Chegando lá, depois das conversas habituais de futebol e amenidades, o advogado brasileiro foi conversar com o sheik sobre o caso grave . E começou a tentar desamarrar os gatos...
Fez algumas perguntas ao sheik, facilitando para o lado diplomático dele...
- Sheik, quem rouba tem a mão decepada pelas leis arábes ? Sim, o sheik respondeu.
- Sheik, pelo alcorão, quem rouba tem que ter a mão decepada necessariamente em praça pública ? Não, o sheik respondeu.
- Sheik, pelo alcorão, a mão pode ser decepada com anestesia ? Que eu saiba... o alcorão não diz nada sobre anestesia...
Sheik, depois de decepada, pelas leis do alcorão, pode juntar ? O sheik ficou em silêncio pois os procedimentos da lei não cobriam este fato. O sheik disse, após a mão decepada o americano é seu.
Nisso, o advogado brasileiro, que já tinha desamarrado aquela gataiada toda, a mão foi decepada perante as autoridades árabes por um carrasco, com anestesia, e um renomada microcirurgião dos EUA fez a operação de juntar. Respeitou as leis árabes, quebrou o galho pro americano e de quebra resolveu um conflito diplomático.
Dizem que a única dor lacinante do americano foi no bolso...
Boa semana !