Fernando Fusi
Jaraguá do Sul/SC
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28 de junho de 2008

PORTOS BRASILEIROS - Comércio Exterior

Em 28 de janeiro de 1808, Dom João VI ordenou que os portos fossem abertos para as nações amigas e esta é uma das datas mais emblemáticas do nosso calendário não apenas por sua relevância histórica, mas pelo fato de determinar um dos momentos mais importantes para a economia brasileira. Foi a partir desta decisão que o Brasil passou a manter relações internacionais, permitindo o desembarque de mercadorias de diferentes procedências e o embarque de nossos produtos para o mundo. Há 200 anos, portanto, o Brasil está integrado ao processo de globalização, competindo de forma ativa com países de economia mais forte. A nova abertura dos portos brasileiros aconteceu há 15 anos, o presidente Itamar Franco promulgou a Lei 8.630/93m conhecida como a Lei de Modernização dos Portos. Essa lei tornou possível investimentos do setor privado no setor público (portos), concedendo a oportunidades para as empresas atuarem no setor, tornando-se mais competitivo e alavancou-se o mercado a partir da melhor e maior competitividade, “investimentos em infra-estrutura e modernização foram importantes para o Brasil ocupar sua boa posição no mercado internacional.

Em 2001, foi criada a Agência Nacional de Transportes Aquaviários e tem por objetivo principal regular, supervisionar e fiscalizar as atividades de prestação de serviços de transportes aquaviários e de exploração da infra-estrutura portuária e aquaviário para garantir a movimentação de pessoas e bens dentro dos padrões de eficiência, segurança, conforto, regularidade, pontualidade e modicidade nos fretes e tarifas. Em maio de 2007 foi criada a Secretaria Especial de Portos visando colocar os portos brasileiros no mesmo patamar dos portos mais modernos e eficientes do planeta. Foram destinados R$ 2,7 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para obras de infra-estrutura, dos quais R$1,4 bilhão somente para dragagem dos principais portos do país. O esforço está centrado na direção de preparar e modernizar os portos brasileiros para que num futuro próximo tenham condições de competir com portos mais avançados em termos de tecnologia e eficiência e projetar um plano diretor para os próximos 50 anos. A criação da Secretaria Especial de Portos, pelo Governo Lula, foi um importante avanço, pois colocou o assunto como prioridade nacional. Os investimentos no setor duplicaram e o debate sobre como solucionar os gargalos logísticos está sendo aprofundado. O porto de Fortaleza está acompanhando esse novo cenário internacional, a perspectiva futura é colocar a cidade de Fortaleza na rota das grandes embarcações. A meta é tornar o porto mais moderno, eficiente e, consequentemente, atrativo ao mercado externo.

Os portos são estratégicos para o país porque constituem uma das principais infra-estruturas de apoio ao comércio exterior e por eles passam cerca de 95% das mercadorias que são comercializadas além das fronteiras. Todos reconhecem os avanços ocorridos desde a Lei de Modernização dos Portos que tornou possível a privatização dos terminais onde os navios encostam e as mercadorias são desembarcadas e embarcadas. O modelo de administração dos portos ainda segue a linha das companhias estatais, cuja ineficiência tem levado a grandes gargalos no comércio exterior.

Um relatório da CNI mostra a demora na liberação de cargas nos portos que é 56% maior que a média mundial: 39 dias contra 25 dias. O custo excessivo da burocracia- um navio teria o custo entre US$40 mil a US$ 60 mil por dia. A burocratização agrava outro problema do setor publico que são as greves de diversas categorias profissionais ligadas ao desembaraço alfandegário.

Para Helio Silva, a privatização da administração portuária não vai permitir, necessariamente, uma maior eficiência da gestão portuária. O serviço público é moroso.
“ O setor publico faz o que a lei permite e a iniciativa privada o que a lei não proíbe. A flexibilidade de um ente publico está subordinada a uma regra rigorosa; enquanto o setor privado pode contratar compras sem os rigores de uma licitação. Agora, nós somos obrigados a seguir normas legais muito complexas.

O certo é que a privatização dos serviços portuários apresentou um grande salto de qualidade no funcionamento dos portos brasileiros. O volume de cargas no porto de Santos duplicou em 10 anos. Para 2008 prevê um movimento de quase 86 milhões de toneladas, 5% a mais do que ano passado – vale lembrar que o porto de Santos, em São Paulo, é responsável por quase 30% do comércio exterior brasileiro. Os portos brasileiros são de importância estratégica para o crescimento da economia, há a existência de 47 portos organizados e terminais de administração privativa, por onde passam 95% das mercadorias que entram e saem do País.

O porto de Santos liderou o ranking dos dez portos que mais movimentaram carga geral no Brasil em 2007, o que equivale a mais de um terço da movimentação nacional e os quatro portos que, depois de Santos, mais movimentaram carga geral em 2007 não alcançam o percentual do porto santista sobre o total nacional: Paranaguá, Barra do Riacho, Itajaí e Rio de Janeiro movimentaram naquele ano 31,4 milhões de toneladas.

Com a modernização dos portos brasileiros e consequentemente, com o seu crescimento e importância estratégica para a economia nacional, houve a necessidade de implantar cursos de especialização na área de gestão portuária. Esse curso tem como propósito capacitar profissionais para atuar na gestão, logística, operação , armazenagem e suporte portuário. O porto é reflexo da capacidade produtiva e de comercio internacional onde existe a proporção que indica que quanto maior a economia maiores deverão ser suas instalações portuárias. Isso é o espelho do desenvolvimento e, consequentemente, exige maiores e constantes investimentos em modernização e capacitação de mão-de-obra para tornar mais competitiva a atividade. Quanto mais rápido, logisticamente, o fluxo de mercadoria, menor será o tempo para movimentação, menor o custo e maior a receita e arrecadação.

O profissional que trabalha na área de gestão portuária, tem de saber, necessariamente as tendência do comercio, quais são os produtos mais valorizados, as linhas de navegação atendidas e, mais do que isso, o perfil da frota de navios que freqüenta o porto que administra.

No ambiente portuário atuam de cinco a sete autoridades públicas como a Receita Federal, Policia Federal, Ministério da Saúde e Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Marinha e outros. Embora cada órgão tenha sua especificidade se não houver uma integração de todas essas autoridades, o trabalho emperra e se vê perde muito tempo nos caminhos da burocracia. Um aspecto que deve ser destacado na gestão portuária é o fluxo documental. Um navio gera, em média, 50 documentos em cada atracação e o desenrolar dessa documentação é moroso e complicado. É preciso que haja uma integração de todos de tal maneira que um documento quando expedido, sirva para todos e flua rapidamente. A incompatibilidade de horários de funcionamento de determinadas repartições públicas pode ser um empecilho, se um porto funciona 24 horas, todas as autoridades do porto deveriam cobrir o mesmo expediente. Um navio no porto custa muito caro, por volta de R$ 35 mil a R$ 40 mil por dia.

Como as mudanças ocorrem muito lentamente, os problemas de infra-estrutura, adequação da administração portuária, atualização da legislação dentre outros gargalos, podem trazer graves prejuízo à economia e é um tempo que não temos mais a perder.

O segmento que teve o ganho mais significativo com a modernização dos portos foi o de contêineres. As empresas públicas movimentaram entre oito a doze contêineres por hora. Hoje movimentam entre 25 a 30 por hora e o custo caiu de US$ 500 para US$ 200. No primeiro trimestre de 2007, o Porto de Santos liderou a movimentação de contêineres no Brasil, algo em torno de 159.899 unidades.
Enviado por Fernando Fusi às 22:19
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10 de outubro de 2007

Marketing - O Departamento Sumiu

Atualmente, o Marketing é importante e fundamental para qualquer organização. Conforme conhecimento de todos, as empresas precisam reduzir custos, investimentos em áreas importantes, como a do Marketing.
Hoje as empresas, os diretores e responsáveis, não podem mais ver marketing como um custo, e sim como um investimento para o crescimento da organização. Não podemos esquecer que um trabalho de marketing eficaz passa a identidade, a imagem da organização.
Criar produtos e serviços inovadores, criar planejamento e estratégias competitivas é um desafio a todos, mas quem trabalha com marketing precisa saber passar o valor da Marca/Empresa, profissionais que se superam, vão em busca de inovações.
O problema é que na maioria das vezes o departamento de marketing não tem seu trabalho reconhecido, não valorizam o profissional.
Precisam saber que marketing não é somente propaganda, mas sim um trabalho que irá trazer frutos plantados hoje para colher em médio/longo prazo. O setor de Marketing é responsável por vários quesitos, criar uma estratégia que encha os olhos do cliente, pesquisar e saber o que o cliente deseja,desenvolver novos produtos, publicidades e propagandas marcantes.
Todo e bom profissional de marketing sabem que precisa justificar os gastos aplicados, porque na maioria dos casos os resultados não vêm de uma hora para a outra.
Espero que esse pensamento arcaico de alguns empresários mude e que eles vêem marketing como um dos principais fatores de sucesso de sua organização, pois é ali que o cliente ira ver o que ele esta investindo.


Enviado por Fernando Fusi às 08:48
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09 de outubro de 2007

Práticas de desenvolvimento de Liderença

Traçar caminhos futuros

Investir em liderença é um dos segredos de sucesso de algumas organizações. Precisamos ter absoluta consciência que o que fazermos, é o melhor do nosso conhecimento e das nossas habilidades para o sucesso da empresa. Tem que haver uma filosofia de emprego para contratar pessoas para que desenvolvam suas carreiras na empresa e não apenas para um cargo imediato.
Ressalto que para maximizar o potencial de cada funcionário, a organização tem diversas práticas ou ferramentas que possibilitam o desenvolvimento de cada colaborador, tais como: programa de recrutamento interno, avaliações constantes de performance, programa de mentorado e plano de sucessão anual. Este último é um processo para identificação do potencial de cada trabalhador e das possibilidades de carreira que os funcionários com alto potencial identificado poderão seguir. O objetivo é identificar a pessoa certa, com habilidades certas, no cargo certo e no momento certo. Como consequencia do plano de sucessão, são identificadas as possibilidades de encarreiramento dos funcionários, que incluem job rotation, transferências locais e as transferências internacionais.
O impacto dessas práticas é mensurado pelos próprios colaboradores. Eles destacam diversos aspectos positivos, tais como um ambiente que promove o desenvolvimento pessoal e profissional e a possibilidade de buscar posições efetivas em outras áreas de interesse. Também promovem a busca pela excelência de performance e a confiança de que serão sempre tratados com respeito e transparência nas mais diversas situações, pois as constantes avaliações de performance e discussões sobre potencial e carreira evitam surpresas e frustações.
Quando se fala em investimentos, sabemos que os programas e ações de desenvolvimento, incluindo desde participação em palestras ou em fóruns específicos até toda a assistência necessária por acasião de uma transferência internacional, recebem valores significativos.
Devemos estar comprometido com a diversidade na nossa força de trabalho para melhor servir o mercado que esta cada vez mis diverso.


Enviado por Fernando Fusi às 21:55
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