21 de junho de 2008
Desenvolvimento do PaísA Base da Educação em Passos Lentos...
Mais uma vez me sinto "indignado" com a forma como se trata a educação neste país.
Na semana passado o MEC divulgou as médias estaduais e nacional do resultado do IDEB 2007 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Segundo reportagem no site da globo, o país passou de 3,8 para 4,2 na avaliação feita levando-se em consideração as primeiras séries do ensino fundamental, ultrapassando a meta para 2007 (o objetivo, segundo o MEC, era atingir 3,9). De 5ª a 8ª série, a nota passou de 3,5 para 3,8 (e a meta era 3,5); já no ensino médio, o objetivo era 3,4 e o Brasil registrou 3,5.
Vejam bem. Somo um dos países que mais se desenvolve ultimamente, segundo dizem os institutos de avaliação mudial. Em se tratando de quantidade de habilitações em telefonia móvel, estamos no topo. Quando o assunto é pessoas por hora conectadas à internet, estamos em um patamar considerado excelente. E a educação deste mesmo povo, como será que está? De acordo com o Ministério da Educação estamos comemorando o resultado apresentado. - Ora veja só. A meta do Brasil, pelo discurso do ministro, é chegar a 2022 com uma média equivalente a 6,0 que segundo divulga-se é considerada de país de primeiro mundo.
Mas, será que na minha santa ignorância, posso fazer uma pergunta? Será que em 2022 esta mesma média, atualmente considerada como satisfatória, ainda estará sendo aceitável para ser de primeiro mundo?
Segundo o site da globo, foram analisadas 38.757 escolas de 1ª a 4ª série e 27.930 de 5ª a 8ª. Somente 1,2% das escolas públicas obtiveram nota igual ou superior a 6,0 (na escala de 0 a 10). Se considerado apenas o ensino fundamental de 5ª a 8ª série o percentual é menor: 0,15% conseguiu nota 6,0. De 1ª a 4ª série, o número de escolas com, no mínimo, 6,0 foi de 1,9%.
Em matéria publicada (neste sábado dia 21/06) no Jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza, o Presidente da Campanha Nacional pelo Direito a Educação, diz o seguinte: "...este resultado pode ser considerado heróico". Mas a justificativa (ou desculpa), segundo o mesmo presidente, é que os municípios estão fazendo verdadeiros "milagres" com os investimentos que são destinados à educação após a Constituição de 1998 ter municipalizado a educação. Pergunta: será que ficamos satisfeitos com as desculpas e continuamos achando que está bom? Pensem bem, a educação de base é fundamental para o futuro de qualquer indivíduo e, se ela está a baixo do esperado, (ou melhor, o necessário), qual o futuro deste país?
Voltamos ao ponto inicial. Que desenvolvimento queremos para o nosso povo, para os nossos filhos, nossos netos? Será que não está na hora de perceber que não podemos esperar até 2022 para podermos dizer que somos desenvolvidos? Se é que esta média não irá aumentar até lá. Enquanto isto temos um presidente da república que faz uma festa para comemorar o aniversário de (sei lá quantos anos) da sua primeira greve. Isso é que é país preocupado com a educação do seu povo...
Adm. Zenóbio Pereira
Enviado por Zenóbio Pereira às 22:57
02 de junho de 2008
Educação e Profissionais QualificadosQue Qualificação que nada...
Junho, 02 - 2008
Esta semana ouvimos no noticiário a preocupação do Presidente da Petrobrás com a falta de profissionais qualificados no Brasil. Atenção. Esta preocupação pode ter um agravante quando pararmos para uma análise mais acurada, pois iremos perceber que os poucos profissionais com excelentes qualificações existentes nas organizações como por exemplo, a Petrobrás, podem ser absorvidos por multinacionais que estão desembarcando, nos mais variados momentos, no país, para explorarem os recursos minerais que este Brasil tanto oferece.
Lamentavelmente, enquanto temos uma situação onde é elencada a possibilidade de algumas empresas não poderem se expandir por falta de mão-de-obra qualificada, inclusive vários meios de comunicação noticiam todos os dias a disponibilidade de vagas sem que sejam preenchidas, pois não há pessoas com a capacidade para ocupá-las, o MEC a cada novo semestre divulga que o ensino no Brasil está à beira de uma situação calamitosa.
Será que não estamos pecando na formação do jovem? Será que não é hora de repensar a forma de fazer educação neste país? Será que vai ser possível tornar o Brasil um país desenvolvido com a "mediocridade" que vemos na TV? Será que apenas com a indicação de um instituto de avaliação de mercado internacional o qual diz que o Brasil é um país bom para investimento, nós iremos estar à altura para nos tornarmos competitivos?...
Vejamos. Se compararmos o número de empresas registradas nas Juntas Comerciais, em todos os Estados iremos encontrar uma proporcionalidade muito maior de Micros e Pequenas Empresas. Ora, se há esta proporcionalidade, podemos então, afirmar que, não muito longe, as pequenas também estarão sofrendo do mesmo mal das grandes.
E onde isto pode atingir todo o mercado?
Simplesmente, podemos prever que, se as grandes não conseguirem se tornar, a cada dia mais gigantes, pelo simples fato de não haver profissionais qualificados, como as pequenas poderão um dia crescer, se têm apenas o dono (proprietário) como força de trabalho qualificada e capaz de pensar como empreendedor?
Na minha opinião, está mais do que na hora de as instituições de ensino acabarem com esta fábrica de diplomas e resolverem assumir um compromisso consigo e com a sociedade no sentido de formar profissionais com uma visão empreendedora e capazes de fazer valer o tamanho que este Brasil representa no mundo.
Ora ora, todos sabemos que um país se faz com educação...
Adm. Zenóbio Pereira
Enviado por Zenóbio Pereira às 20:55