
Junho, 02 - 2008
Esta semana ouvimos no noticiário a preocupação do Presidente da Petrobrás com a falta de profissionais qualificados no Brasil. Atenção. Esta preocupação pode ter um agravante quando pararmos para uma análise mais acurada, pois iremos perceber que os poucos profissionais com excelentes qualificações existentes nas organizações como por exemplo, a Petrobrás, podem ser absorvidos por multinacionais que estão desembarcando, nos mais variados momentos, no país, para explorarem os recursos minerais que este Brasil tanto oferece.
Lamentavelmente, enquanto temos uma situação onde é elencada a possibilidade de algumas empresas não poderem se expandir por falta de mão-de-obra qualificada, inclusive vários meios de comunicação noticiam todos os dias a disponibilidade de vagas sem que sejam preenchidas, pois não há pessoas com a capacidade para ocupá-las, o MEC a cada novo semestre divulga que o ensino no Brasil está à beira de uma situação calamitosa.
Será que não estamos pecando na formação do jovem? Será que não é hora de repensar a forma de fazer educação neste país? Será que vai ser possível tornar o Brasil um país desenvolvido com a "mediocridade" que vemos na TV? Será que apenas com a indicação de um instituto de avaliação de mercado internacional o qual diz que o Brasil é um país bom para investimento, nós iremos estar à altura para nos tornarmos competitivos?...
Vejamos. Se compararmos o número de empresas registradas nas Juntas Comerciais, em todos os Estados iremos encontrar uma proporcionalidade muito maior de Micros e Pequenas Empresas. Ora, se há esta proporcionalidade, podemos então, afirmar que, não muito longe, as pequenas também estarão sofrendo do mesmo mal das grandes.
E onde isto pode atingir todo o mercado?
Simplesmente, podemos prever que, se as grandes não conseguirem se tornar, a cada dia mais gigantes, pelo simples fato de não haver profissionais qualificados, como as pequenas poderão um dia crescer, se têm apenas o dono (proprietário) como força de trabalho qualificada e capaz de pensar como empreendedor?
Na minha opinião, está mais do que na hora de as instituições de ensino acabarem com esta fábrica de diplomas e resolverem assumir um compromisso consigo e com a sociedade no sentido de formar profissionais com uma visão empreendedora e capazes de fazer valer o tamanho que este Brasil representa no mundo.
Ora ora, todos sabemos que um país se faz com educação...
Adm. Zenóbio Pereira