24 de novembro de 2011, às 08h15min
Aumento da demanda leva setor de alimentação a investir em cozinhas industriais
Com o mercado em ascensão, especialista afirma que setor só irá sustentar a expansão com investimentos em equipamentos que atendam a demanda
De acordo com a última Pesquisa de Orçamento Familiar realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2008/2009, o brasileiro está gastando 31,1% das suas despesas com alimentação fora do lar. No penúltimo levantamento, de 2002/2003, constatou-se 24,1%. Estes dados confirmam a ascensão da alimentação fora do domicílio no país. Segundo o IBGE, as vendas da indústria para o setor de food service foi de 16,7% em 2010, o que representa mais que o dobro do PIB nacional do mesmo ano, fechado em 7,5%.
Segundo o diretor da ECD, consultoria especializada em Food Service, Enzo Donna, este contexto é favorável apenas para os restaurantes que estiverem atentos às inovações. "A Alimentação fora do lar tornou-se hábito dos brasileiros e os estabelecimentos devem atentar-se a este cenário equipando suas cozinhas com produtos de qualidade que melhorem a produtividade do profissional e proporcionem padronização dos pratos, garantindo a segurança alimentar", explica.
Se a expansão do setor seguir a linha dos últimos anos, para 2014, as despesas com alimentação fora de casa podem chegar a 38,2%. E, seguindo esta visão, as indústrias que fornecem equipamentos para a área devem estar preparadas para a procura. Com o desenvolvimento de profissionais e a valorização da dietética e nutrição para alimentos que não são produzidos em casa, hoje, alimentar-se fora do lar é uma tendência que deixou de ser preocupação. Por isso, é indicado que as companhias equipem suas cozinhas e façam seus estabelecimentos crescerem junto à demanda.
Para o diretor operacional da Cozil, João Carlos Caminha, as empresas já estão acompanhando o crescimento do setor. "Nos últimos anos, o número de vendas aumentou de forma relevante, o que nos incentiva cada vez mais a fazermos investimentos em novas tecnologias que atendam as necessidades do mercado", lembra.
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