08 de julho de 2011, às 14h05min

Colaboradores em primeiro lugar: será mesmo?

Não são poucas as pesquisas recentes que apontam índices altos de descontentamento de profissionais, tanto entre os jovens quanto entre os mais experientes

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Por Simão Mairins, www.administradores.com.br
 
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Valorização do trabalho dos liderados, por muitos líderes no Brasil, ainda é insuficiente, afirma autor

As empresas brasileiras têm modernizado suas estruturas e seus métodos. Mais profissionais, elas têm se tornado mais democráticas e os colaboradores passado e receber a atenção que, de fato, lhes é devida. Mesmo assim, ainda há muito o que se melhorar. Não são poucas as pesquisas recentes que apontam índices altos de descontentamento de profissionais, tanto entre os jovens quanto entre os mais experientes, com seus trabalhos.

 

As empresas brasileiras já se deram conta de que o fator humano é indispensável para os seus negócios? "Na teoria sim. Porém, na prática, está muito mais presente nos sites corporativos, nos discursos, nos folhetos e nas apresentações de RH das empresas, do que na vida real. Por isso, apesar da profusão de palavras bonitas, muitas pessoas se sentem infelizes na sua vida profissional", afirma Paulo Buchsbaum, co-autor do livro "Negócios S/A: Administração na Prática".

 

"Sem dúvida, houve uma evolução no foco em pessoas, mas existem muitas imperfeições no processo competitivo que permitem que as mais diversas práticas administrativas ineficientes sobrevivam, incluindo a questão humana", destaca Buchsbaum.

 

Segundo ele, as empresas que focam suas principais atenções nas pessoas "têm muito mais futuro. Porém, isso não se dá, muitas vezes, a curto prazo. Empresários e gestores com visão mais imediatista terminam por considerar, na prática, o fator humano como uma questão menor".

 

Afinal de contas, existe uma receita de como ser um bom líder?

 

Para Buchsbaum, a resposta é categórica: não. "Há muitos tipos de líderes diferentes. Um líder pode atuar em uma área interna de uma grande empresa, ser dono de um pequeno negócio de esquina, ser CEO de uma multinacional ou ser capataz de uma fábrica no interior da China. As próprias áreas na empresa demandam diferentes tipos de líderes, conforme suas características", explica.

 

"Em lugar de uma receita genérica, pode-se elaborar um conjunto de recomendações flexíveis. Dado um contexto definido, é possível delimitar melhor os atributos necessários para um bom líder", complementa.

Segundo Buchsbaum, as escolas brasileiras, de ensino básico e médio, "se preocupam muito mais em transmitir conteúdos, sem qualquer aplicabilidade, porque é o que cai no Enem ou vestibulares", e isso interfere bastante no futuro de cada um.

 

"Quaisquer outros aspectos que poderiam estimulá-los a fazer atividades diversas, incluindo o empreendedorismo, são praticamente esquecidos", destaca. 

 

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