Gol estuda parceria com redes varejistas
A programação inicial é de que três lojas sejam abertas no primeiro mês do ano em São Paulo
O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, informou que a empresa está finalizando a negociação de pontos comerciais, reforma desses imóveis e definição de lay-out para abrir, já em janeiro, suas primeiras lojas de rua, batizadas de Voe Fácil. O executivo não descartou ainda o estudo de parcerias com redes varejistas para o modelo. A programação inicial é de que três lojas sejam abertas no primeiro mês do ano em São Paulo.
O executivo informou também que a empresa continua conversando com companhia aéreas regionais para novas parcerias, a exemplo da fechada em agosto com a Noar. O acordo prevê que o parceiro transporte os passageiros da Gol para algumas cidades do Nordeste não atendidas atualmente pela companhia.
"Estamos conversando com todas as empresas regionais que não têm vínculo atualmente com outra companhia aérea, com destaque para as duas mais expressivas", afirmou.
Contratações
O presidente da Gol informou ainda que a empresa está em pleno processo de contratação e que o aumento de pessoal deverá ser suficiente para atender o aumento de demanda esperado para as festas de final de ano. "Estamos concluindo o processo de treinamento de 147 novos co-pilotos, profissionais que já poderemos contar no período de alta temporada", afirmou.
Em teleconferência com jornalistas para comentar os resultados do terceiro trimestre, o executivo informou ainda que a empresa deverá divulgar no início de dezembro seu plano de contingência para o período de final de ano, período de grande fluxo nos aeroportos. Segundo o executivo, o plano prevê desde a disponibilização de voos extras e aviões reservas, como aumento do pessoal.
Constantino informou ainda que com a chegada de novos co-pilotos, alguns desses profissionais que já trabalham na empresa serão promovidos a piloto. Além disso, a empresa está em processo de contratação e formação de 50 novos comandantes. "Não vejo problemas para o final do ano", garantiu.
Multa
Sobre a multa de R$ 2 milhões aplicada à empresa pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por problemas enfrentados em agosto com escala de pessoal, Constantino informou que a empresa está estudando se cabe ou não recurso e qual seria a melhor alternativa. "Estamos dentro do prazo e ainda discutindo se vamos recorrer ou não", disse.
Na época, o Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) creditou os problemas ao fato de a empresa tradicionalmente trabalhar "no limite" das normas legais da carga de trabalho de suas tripulações.
Fusão está descartada
O presidente da Gol descartou a possibilidade de uma fusão com empresas estrangeiras para fazer frente à associação da concorrente TAM com a chilena LAN, anunciada recentemente. "Não há nenhuma conversa em andamento", garantiu Constantino de Oliveira Junior.
Em teleconferência com jornalistas para comentar os resultados do terceiro trimestre, o executivo afirmou ainda que não vê necessidade de uma associação. "Somos hoje a maior companhia com modelo de baixo custo da América Latina e não pretendo abrir mão desse modelo de negócio", disse.
O executivo ressaltou ainda que o objetivo da empresa no momento é dar continuidade a atual estratégia de redução de custos, aumento de rentabilidade e redução da alavancagem. "Queremos reforçar o nosso modelo de negócio. Acredito que temos condições de competir com qualquer concorrente, independente do tamanho", disse.
Aquisições
O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, explicou que o acordo para aquisição de até 30 aeronaves B737-800 NG, firmado com a Boeing, no valor de US$ 2,7 bilhões, informado no balanço financeiro do terceiro trimestre, foi fechado nesta semana. Segundo o executivo, a compra indica que a empresa acredita no crescimento do volume de passageiros e da indústria aérea nos próximos anos.
Com o novo pedido, a Gol passa a ter 104 pedidos firmes e 40 opções de compra, cujos adiantamentos para aquisição de aeronaves iniciam-se a partir de 2012. O valor dos pedidos firmes é aproximado e tem como base o preço de lista das aeronaves.
O executivo ponderou, no entanto, que a estratégia de aumento de oferta da Gol é conservadora. Segundo o presidente da Gol, a expansão da frota segue em ritmo menor que o crescimento do mercado porque a empresa quer evitar problemas no futuro caso essa demanda não se concretize. As projeções da empresa para 2011 deverão ser divulgadas nas próximas semanas, adiantou o executivo.
Constantino ressalta que, caso esse mercado cresça acima das expectativas, a empresa tem flexibilidade para buscar novos leasing operacionais para elevar sua frota. "Acredito que não teremos dificuldade para renovar as operações de leasing operacionais que vem nos próximos anos", afirmou. Atualmente, 86 aeronaves da frota da GOL fazem parte da modalidade leasing operacional, enquanto 35 são leasing financeiro.
O executivo informou ainda que a empresa tem como meta elevara 12,7 horas diárias. "Estamos caminhando progressivamente e a expectativa é de chegar ficar acima de 13,5 horas diárias no terceiro trimestre de 2011", disse. Constantino lembra que para atingir a meta é preciso mão de obra preparada, uma malha que permita essa melhoria e ainda a concretização do crescimento da demanda.
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