13 de outubro de 2011, às 17h03min

Líderes devem ter atenção redobrada ao contratar estrangeiros

Língua e a cultura podem gerar conflitos entre o novo executivo e o restante da equipe, alerta especialista

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Com a crise financeira mundial, cada vez mais o Brasil tem se tornado um mercado atraente para executivos estrangeiros. A experiência é interessante para as empresas, que podem, segundo a diretora regional Sul da De Bernt Entschev Human Capital, Ruth Bandeira, trocar experiências. Entretanto, alerta, é preciso ter atenção redobrada com este tipo de contratação.

Isso porque, explica Ruth, a língua e a cultura podem gerar conflitos entre o novo executivo e o restante da equipe.

“Há algumas preocupações quando se traz estrangeiros. Quem vai selecionar deve prestar atenção na questão da língua, sobretudo no nível gerencial. A cultura também deve ser observada (…) Esses aspectos são importantes para a comunicação com a equipe”, ressalta a diretora.

Áreas técnicas sofrem menos
De modo geral, diz Ruth, as áreas técnicas e de finanças são as que enfrentam menos problemas quando um estrangeiro chega à equipe, especialmente se ele for liderar. Ainda assim, antes de contratar estes profissionais é preciso certificar-se de que a pessoa tem familiaridade com as leis nacionais, além de capacidade de adaptação.

“Observados esses aspectos, ganha-se na diversidade, sendo que a presença de um estrangeiro na equipe faz com que os outros profissionais tornem-se mais flexíveis, por terem contato com uma experiência diferente de trabalho”.

Questões jurídicas
No que diz respeito às questões jurídicas, o diretor de Recursos Humanos também da De Bernt Entschev Human Capital, Hélcio Tessaro, explica que a contratação de um estrangeiro requer que o mesmo esteja regularizado junto ao governo brasileiro, tendo, entre outras coisas, se registrado na polícia federal da cidade na qual irá atuar.

A empresa, por sua vez, deve fornecer ao profissional um pré-contrato, para facilitar a permanência deste no País, a ser apresentado às autoridades responsáveis, devendo ainda cuidar da documentação de familiares dos funcionários.

Feito isso, completa o advogado especialista em direito trabalhista e associado do escritório Gaiofato Advogados Associados, Fábio Christófaro, o profissional passará a ter os mesmos direitos de um trabalhador brasileiro, com contratos iguais, porém, sendo necessário colocar a periodicidade deste.

 

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