10 de junho de 2011, às 16h15min

Mega salário já não é suficiente para reter bons líderes na empresa

As oportunidades de carreira para executivos qualificados se multiplicaram sem que o mercado de trabalho conseguisse suprir essa demanda

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Por Redação, www.administradores.com.br
 
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Pode até ter existido um tempo em que para manter aquele bom profissional na empresa bastava garantir-lhe um belo salário. Mas, com certeza, essa época já passou. O mundo corporativo mudou muito e se modernizou. As oportunidades de carreira para executivos qualificados se multiplicaram sem que o mercado de trabalho conseguisse suprir essa demanda. Assim, as organizações convivem diariamente com o desafio de encontrar e reter bons líderes, em quantidade que seja suficiente para sustentar suas estratégias de crescimento nos próximos anos.

 

Diante desse contexto, um bom salário continua sendo um fator relevante de reconhecimento para qualquer executivo. Mas, o nível de satisfação profissional passou a estar ligado a outros aspectos. Para o gerente de Desenvolvimento de Projetos do Grupo Selpe, Robson Barbosa, o salário garante as necessidades básicas das pessoas, como alimentação, moradia e saúde, conforme propõe a pirâmide hierárquica da Maslow. "Se essas necessidades estão garantidas, a remuneração deixa de ser um aspecto motivador e entram em cena fatores como o desenvolvimento da carreira, o reconhecimento do papel do profissional na empresa e a liberdade de ação", destaca.

 

Segundo Robson Fonseca, executivos talentosos, principalmente os mais jovens, necessitam de espaço e autonomia nas empresas para desenvolverem seu potencial e gerarem resultados. "O que motiva os líderes são as oportunidades constantes de desenvolvimento de carreira e de ampliação dos horizontes. Esse tipo de profissional não pode sentir-se estagnado. É importante que ele tenha sonhos, desafios e novas perspectivas, com liberdade para criar, inovar, propor melhorias e ser transparente com relação ao que pensa para alcançar resultados diferenciados", analisa Robson.

 

O gerente do Grupo Selpe acrescenta que esses fatores funcionam como uma "remuneração intangível", muito valorizados pelos executivos, pois dão sentido ao trabalho que desempenham e significam o reconhecimento do seu papel na empresa. 

 

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