13 de agosto de 2009, às 11h02min
5 cuidados para a Comunicação Interna não morrer na praia
Comunicação Interna é a união planejada de todas as ferramentas capazes de permitir o fluxo das informações de interesse para os colaboradores de uma organização. Essa definição fica bonita no papel, mas na prática acaba destoando das previsões mais otimistas. Por que tantas empresas falham nos seus processos de disseminação interna da missão, da visão e dos valores corporativos?
Imagine a organização como um corpo com veias que espalham a substância estratégica que ela própria produz. Se há problemas na irrigação de todos os seus membros, nada mais natural do que imaginarmos a obstrução das mais importantes artérias. A substância deixa de ser estratégica, vira um amontoado de dados sem destino e função. Na verdade, todo diagnóstico de falhas nesses processos indica canais impedidos de funcionar com agilidade e qualidade. Para deixá-los livres e eficientes, há tratamento disponível. Cuidados preliminares têm salvado do fracasso a Comunicação Interna de muitas empresas.
Alinhe:
Orientar a comunicação para que ela esteja em sintonia com o Planejamento Estratégico Corporativo da empresa é a única forma de viabilizar a conquista dos objetivos e metas estabelecidos. O alinhamento de estratégias é fundamental, inclusive quando a área de comunicação é externa e terceirizada. Existem diversas formas de se comunicar com cada grupo de colaboradores, mas, se não houver alinhamento, não há a espinha dorsal que é comum a toda modalidade de comunicação utilizada em uma empresa. Além disso, a comunicação ao mercado e para a imprensa deve ter as mesmas essências do que se comunica internamente. Se for preciso que a comunicação externa destoe da interna, a empresa deve esclarecer os seus motivos para os colaboradores. A incoerência das informações sempre afeta a capacidade produtiva das equipes.
Identifique:
A desk research ou pesquisa com os públicos internos não é apenas um esforço para que os colaboradores percebam o quanto são estratégicos para os rumos da empresa. Em Comunicação Interna, a pesquisa de necessidades e perfis é o mais viável caminho para sintonizar equipes com a organização e sua comunicação. Antes de desenvolver programas de Comunicação Interna é preciso ouvir os colaboradores de diferentes níveis. Com diagnóstico, a qualidade do programa está assegurada, porque será possível saber as demandas por informação, pressupor as ferramentas e os canais mais apropriados para cada área (Campanhas, Programas sócio-culturais, Publicações eletrônicas e digitais, Intranet, TV corporativa, Jornal mural, etc.) e até determinar se haverá Comunicação Interna orquestrada por equipe própria ou por agência contratada.
Oficialize:
Não existe a “quase” Comunicação Interna. A disseminação de informações dentro de uma empresa precisa ser formalizada, divulgada e celebrada por toda a organização. Há muitas empresas que deixam de tomar esta atitude. A consequência mais drástica é o surgimento de uma rede informal de comunicação. Na falta de profissionalismo, a comunicação caminha sem direção, desagrega equipes, compromete resultados e inviabiliza a cultura organizacional.
Envolva:
Da diretoria à área operacional, todos precisam estar envolvidos nos programas de Comunicação Interna. O envolvimento tem provado ser a melhor forma de cumprir a comunicação estratégica, porque uma das metas mais comuns a todos os programas de Comunicação Interna é exatamente permitir que as áreas diversas de uma empresa possam atuar com visão do todo, conscientes dos valores da marca e com conhecimento dos processos. Se a Comunicação Interna não promover esse envolvimento, as equipes continuarão sem cooperação e sem perceber toda a organização.
Meça:
Só há uma forma de saber se a Comunicação Interna está atuando como uma aliada nos negócios, cumprindo as exigências do Planejamento Estratégico e rendendo resultados comportamentais entre as equipes de colaboradores. Esta forma é medir. Todo diagnóstico dá trabalho, exige tempo maior de dedicação, mas a sua ausência pode significar a falta de indicadores na empresa. E, sabemos, falta de indicadores organizacionais é o cenário mais favorável para investimentos virarem despesas. Para que a organização tenha conhecimentos, portanto, da atuação efetiva da Comunicação Interna, desenvolva indicadores para cada caso, realize pesquisas com metodologias adequadas e, após a coleta dos dados qualitativos e quantitativos, faça uma avaliação. A experiência comprova que, apesar do planejamento, a Comunicação Interna se aperfeiçoa na prática, com correção de rumos e acompanhamento da dinâmica do clima organizacional. As pesquisas são fundamentais para isso, e também para compreender melhor a visão interna sobre a identidade corporativa. Autoconhecimento nunca é demais. Em comunicação, é vital. As pessoas precisam se enxergar.
Bruno Espinoza é jornalista do portal do OESP. Colega de trabalho, é muito talentoso.
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Comunicativa, gosto de tecnologia, internet, bons programas de TV como documentários, jornalismo, debates.
Apoio o voluntariado e a defesa do meio-ambiente.
Trabalho com assessoria de imprensa e Relações Públicas, em São Paulo.
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