26 de fevereiro de 2009, ās 15h19min

A Crise Alimentada Pela Mídia

Por Danilo Silva Pinto
 
Vivemos um momento de incerteza. A cada dia que passa, somos bombardeados com uma série de novas informações sobre a atual crise econômica mundial e somos obrigados a criar nosso próprio conceito acerca do tema, afinal, nossa geração está sempre atenta a tudo que se passa e precisa se preparar para discutir os mais diversos assuntos entre os amigos e colegas.
É ai que mora o perigo. Sabemos muito bem que o brasileiro possui uma certa predileção por notícias com forte cunho emocional e as atuais informações sobre a situação financeira mundial mexe diretamente com o bolso das pessoas. O problema é que a imprensa, na sua ávida corrida pela audiência, está plantando uma dimenção supervalorizada da crise e desenvolvendo o que prefiro chamar de terrorismo informacional. O brasileiro já viveu diversas situações de crise e aprendeu a lidar com muitas situações, mas a grande massa não foi preparada para avaliar o que ouve de maneira crítica, servindo na maioria das vezes como propagadores de informações, sem nenhum juíso de valor.
O Brasil está muito bem, se comparado com grandes potências econômicas, que estão caíndo por terra. Aqui ao contrário, temos um período de turbulência, alimentado principalmente pelo pânico que aumenta a audiência e vende publicidade. Esta crise é uma grande porta que se abre para quem souber aproveitar as oportunidades que surgem. Lembremos que os espaços são ocupados, logo, se uma grande potência entra em decadência, outra obrigatoriamente tem que surgir. O Brasil possui uma infinidade de competências, recursos naturais, estrutura técnico-operacional, entre outros fatores, que o colocam como um dos grandes candidatos a crescer com a crise. Basta que para tanto, deixemos de lado o medo e nos vistamos com a camisa empreendedora que move o mundo. Somos uma nação que possui o que as grandes potências desejam, mas só poderemos ganhar com isso, se explorarmos este potencial antes que estas nos tomem à força, ou por meio da malandrágem diplomática, a que já estamos bem acostumados.
A responsabilidade por colocar o Brasil entre as grandes potências mundiais não é só do governo, mas é, principalmente dos brasileiros que movimentam a economia e a produção desta nação.
Vamos à luta, porque outra oportunidade como esta, não deverá aparecer tão cedo.
 
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