A crise social e a corrupção do homem
A corrupção está em evidência não apenas no Brasil, mas em todo o mundo e isto não é mera coincidência ou apenas uma estratégia da direita para retomar o poder no Brasil, EUA e alhures. A crise moral é produto de uma sociedade que se configura a partir do sacrifício existêncial em prol do consumo.
Ao mesmo tempo que enxergamos o crescimento de movimentos sociais em busca de utopias tidas como anacrônicas até bem pouco tempo, vê-se a ascenção de movimentos de cunho fascista como o Tea Party nos EUA. Isto tudo revela que estamos diante de uma profunda crise social. Não apenas diante de uma crise econômica ou gerencial.
Assim como em 1929, a crise gerou um novo modelo de interação entre o estado e a economia no campo econômico, será preciso rever o equilíbrio entre as economias nacionais para acomodar os emergentes em ascenção. A velha dicotomia países centrais versus periféricos em que os primeiros sustentavam parte do seu desenvolvimento a partir do empobrecimento do segundo precisará ser revista. A desregulamentação financeira, idem. E o papel do estado indutor no desenvolvimento também precisará ser retomado.
No que se refere à corrupção, uma vez mais se percebe que a crise moral é produto de uma sociedade que se configura a partir do sacrifício existêncial em prol do consumo conspícuo. Esta realidade, em que o trabalho se baseava na organização burocrática produtora de alienação tornou-se ineficaz. Hoje a inovação é elemento chave da competitividade de modo que precisaremos cada vez mais do trabalho consciente que articule o ser no seu tempo através do trabalho.
O consumo fútil revela-se cada vez mais anti-ético e a humanidade terá de aprender cada vez mais a produzir de maneira sustentável. Mas a questão é mais profunda. É através do trabalho que o homem constrói e aperfeiçoa o seu habitat, lócus da sua existência: a sociedade. Alienado desta construção, resta ao homem evadir-se por meio das drogas, da promiscuidade, do consumismo. Participando de maneira efetiva, o homem trabalha de maneira motivada e consome o que é útil para a sua existência e passa a exigir que a comunicação de marca espelhe este valor.
A crise de 29 produziu avanços, mas também muitos retrocessos, como o fascismo e uma guerra mundial, contribuindo para a modernização do nosso país. Hoje podemos avançar muito em termos socio-econômicos e, por isso, o combate à inflação não pode sacrificar nosso crescimento. No entanto, uma discussão fundamental precisa ser feita: é hora, cada vez mais, de nos empenharmos para tornar o trabalho produtivo e o trabalhador realizado.
Este é caminho para que possamos aproveitar a oportunidade histórica de reconfigurar uma sociedade em que as oportunidades de auto-realização estão apropriadas pelos proprietários dos meios de produção, conferindo ao homem a autoridade sobre o seu destino. Crise é sempre o momento de decisão e os adminstradores podem participar da sua superação, assumindo o objetivo delineado por Drucker há 40 anos e jamais assumido efetivamente pelos administradores.
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Procuro enfatizar as relações entre o empreendedorismo e a estratégia empresarial dentro do objetivo adminstrativo de "tornar o trabalho produtivo e o trabalhador realizado"( DRUCKER), por acreditar ser este o principal desafio da administração contemporânea.
Ser capaz de conciliar os interesses e expectativas dos stakeholders da organização, inclui a implementação acrítica das tecnologias exóticas e a capacidade de explorar e desenvolver convenientemente as competências internas organizacionais.
Avançar na direção da superação deste desafio e me preparar para oportunidades de trabalho e pesquisa na área gerencial são minhas principais expectativas nesta comunidade.
Abs,
leesebrasil.blogspot.com
leesebrasil@ufrj.br







