13 de junho de 2008, ās 11h37min

A decisão é DELA!

Por MAICO SULLIVAN LIMA
 

Por Maico Sullivan Lima

Introdução


A quebra de um chefe de família que usa cuecas perdeu-se no tempo e entra nas decisões de um par de saltos altos. As mulheres decidem as compras de quase tudo e ainda não querem produtos rotulados “para mulheres”. Moacir Moura, palestrante e consultor em varejo, cita em “Mulher Decide Tudo”, sobre o comportamento do consumo das mulheres em relação à escolha do carro, materiais de construção, a atenção aos filhos, a preocupação com o crescimento profissional e o posto do chefe da família. Luís Perez, colunista do site UOL, especifica como as mulheres escolhem o carro e não querem “carro para mulheres”, cita o Fox da Volkswagen e o C3 da Citröen como os carros mais vendidos para mulheres, resultados de pesquisas de mercado das próprias concessionárias. A revista Época de 09 de junho de 2008 aborda sobre o resgate de um seriado chamado Sex and the city que se tornou filme nas mãos de cineastas da Warner, focando o comportamento da mulher moderna, como ela é e como ela quer ser vista.

Termos e palavras chaves

• Decidem
• Exigem
• O marketing precisa ser redirecionado. Repensado.
• Chefe de família
• Desdobra
• Filho em primeiro lugar
• Empreendedoras
• Diferenciada
• Racional

Desenvolvimento

As mulheres decidem a compra de quase 70% de tudo, de alimentos à moda e beleza, passando por veículos e material de construção. Sutil ou explicitamente.
Informadas e conscientes da importância do dinheiro, elas exigem qualidade.
O marketing precisa ser redirecionado. Repensado.
O poder de decisão está associado ao aumento do número de mulheres como chefe de família, que passou de 10,3 milhões em 1996 para 18,5 milhões em 2006, (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD).
Esse poder de decisão também está vinculado à multiplicidade de papéis desempenhados pela mulher. Ela se desdobra na dupla jornada, casa e trabalho, e coloca o filho em primeiro lugar.
Segundo a Global Entrepreneurship Monitor 2007, as brasileiras ocuparam o sétimo lugar no ranking mundial das mais empreendedoras, crescimento de 12,71%, totalizando oito milhões de mulheres. Juntas, elas representam 52% dos empreendedores adultos, entre 18 e 64 anos.
Estatísticas dos principais fabricantes brasileiros indicam que elas preenchem o cheque em 40% das compras de carros novos. Em alguns casos, como no do Citroën C3, esse índice aumenta para 58%. A influência do público feminino na decisão de compra então é ainda maior: entre 80% e 90%. Impossível ignorar esses dados.
Salta aos olhos a maneira diferenciada de como a mulher se relaciona com o automóvel. Enquanto o homem enxerga o lado "carrão", destacando potência, ronco do motor, rodas de liga leve e outros detalhes que remetem mais ao exterior do veículo, a mulher se preocupa mais com itens mais funcionais e objetivos, como consumo de combustível e facilidades internas, como boa quantidade de porta-objetos ou a presença de luz no espelho do pára-sol.
Em outras palavras, quando o assunto é automóvel, a compra da mulher é mais racional, enquanto a do homem é mais emocional.
Uma coisa é certa: mulher não quer seu carro tachado como “carro de mulher”. Para as montadoras, seria restringir demais. Aliás, quando um determinado modelo começa a ser conhecido como "de mulher", as marcas tratam de entrar em ação para retirar essa pecha.
Mulher não quer um carro cor-de-rosa. Ela procura o carro como sinônimo de autonomia, liberdade, que permita realizar seus sonhos, resume Isela, da GM, para quem o sexo feminino é um importante indicador de tendências. Elas têm uma visão antecipada do que vai ser necessidade do mercado como um todo, diz a diretora, baseada nas clínicas realizadas pela marca.
As mulheres estão não apenas do lado do consumidor, mas também dentro das fábricas. Está ocorrendo uma mudança de cultura dentro da indústria automobilística. A mulher está mostrando que tem a competência necessária para ocupar qualquer cargo. A tendência é que esse movimento se intensifique e nós vejamos cada vez mais mulheres na indústria

Posicionamento

Com a expansão dos direitos da mulher, sua entrada no mercado de trabalho e o crescimento econômico, a mulher passou a ter uma postura mais firme na hora da decisão final. O mercado começa a ver uma mudança que, aos poucos, tomou conta do mundo em geral.
Elas, que há algum tempo eram vistas apenas como mães e donas de casa, hoje, são profissionais bem sucedidas, líderes disciplinadas que controlam seus lares, organizações e, sem duvida, o mercado de compras.
Nos artigos analisados isso se mostra com grande exatidão, às mulheres decidem tudo.
Desde a roupa que a família usa à alimentação do dia a dia, do carro que será adquirido até a casa própria. Mesmo que haja uma conversa para entrar em acordos, o homem por fim submete-se a fazer as vontades femininas. Com jeito ou autoridade elas dominam o lar, o ambiente de trabalho, as compras, tudo.
Essa mudança, ao longo dos tempos, tem influenciado no comportamento do consumidor pelo fato de ser o público feminino quem possui o maior percentual de decisões, que está em torno dos 70%. Pesquisas mostram que até mesmo a cueca que o marido irá usar, na maioria dos casos é uma escolha feminina.
E as organizações começam a se ajustar de acordo com as exigências do público feminino. É fácil de ver isso, um exemplo muito prático são as propagandas de cerveja; as empresas de publicidade deixaram a típica modelo charmosa que usava um biquíni minúsculo e aparecia junto a cerveja, por animações, futebol festas, etc., mas o que vem chamando a atenção é que esse segmento que focava o homem em si, entrou em uma moda de publicidade diferente, transformar a imagem do homem em um ser tipicamente idiota.
Outro fato interessante é como as concessionárias vêm alterando projetos de veículos para melhor satisfazer o público feminino. Desde fechaduras para não quebrar a unha, até bancos que não desfiem a meia-calça, modelos com maior espaço interno, maior economia, potência e estilo, tudo para agradar o gosto das mulheres que compram ou escolhem o veículo. Outro fator que não se pode deixar passar é a constante procura que as mulheres têm de igualar-se aos homens, os carros popularizados “carro de mulher” perdem mercado, pois não é isso o que elas querem. A Ford, por exemplo, em suas propagandas para a divulgação do Ford EcoSport, utilizou a imagem de carro para homens aventureiros. O resultado é que a grande maioria das vendas do veículo estão em nome de mulheres.
Isso tudo, torna a visão clara de que as mulheres são grandes compradoras, por causa de sua capacidade de atenção pulverizada.
A revista Época do mês de junho (não citada no desenvolvimento) traz uma reportagem sobre uma série da televisão americana que virou um longa quebrador de recordes(U$ 55 milhões na primeira semana), Sex and the City, que fala tudo sobre a mulher moderna.
O sucesso, segundo especialistas, se dá pela forma como as quatro personagens principais se apresentam; o público as vê como realmente gostariam de ser vistas. Outro fator de suma importância são os temas abordados ao longo da série, que vão desde economia até temas sexuais.
A série mostra o mundo feminino não como aquele que se libertou do fogão, dos filhos ou da casa, mas a mulher que hoje, solteira, namorando ou casada, tem o poder de escolher seu homem, cuidar dos seus filhos, pagar suas contas e não sentir remorso em gastar fortunas em sapatos.

 
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/a-decisao-e-dela/23439/