A escolha que pode mudar sua vida!
A escolha que pode mudar sua vida!
Reclamações... Reclamações... e mais reclamações.
Comum é todos os dias, mesmo que já seja uma grande vitória estar vivo, os indivíduos abrirem os olhos depois de uma boa ou não noite de sono e... iniciarem o seu dia com desesperanças e pedidos latentes de desgraças e maldições, que encarcerarão, inconscientemente, a mais remota das possibilidades de ter um dia feliz. Sim. Não é para assustar-se; é deveras um axioma humano agir dessa forma. Ao acordar, antes até de se saber onde está, a maioria de nós dá início ao dia que surge lamentando, pensando em, ou proferindo frases como: “ô vida, mais um dia de sufoco” ou ainda “Meu Deus, hoje o dia vai ser terrível”, para não citar centenas de outras “pragas” que mal-dizemos quando damos o primeiro sinal de como queremos que seja nosso dia. Não nos damos conta de que estamos profetizando nossa existência de forma negativa, aprisionando e registrando na nossa mente, as mais sombrias expectativas para o dia que começa.
Impressionamos-nos com a quantidade de reclamações que fazemos no primeiro minuto, para não dizer segundo, do nosso dia, queixando-nos pelo que temos, logo, pelo que não temos; pelo que somos, logo pelo que não somos. Mal sabemos que uma quantidade exasperada de pessoas gostaria, mesmo que fosse por um instante, de desfrutar das nossas condições, física, financeira, pessoal, profissional, enfim, usufruir um pouco, do tudo que temos e não nos damos conta. Feliz é aquele que assume o que tem, ainda que não se conforme, mas sabe fazer uso das ferramentas que o Criador nos oferece todos os momentos da nossa espetacular existência.
É incalculável o número de vezes em que estamos descontentes com o nosso mundo, e talvez esteja aqui o grande problema: o nosso mundo. Nós não vemos o mundo como ele é, mas sim, como nós somos. Portanto, é preciso, agradecer pelo que já conseguimos fazer num sopro de tempo, que é ter a dádiva de acordar pela manhã e enxergar, ouvir, sentir as pernas, movimentar os braços, falar e vamos além; podemos nos levantar e caminhar até a cozinha após nossa higiene pessoal, que conseguimos fazer sem a ajuda de ninguém (pelo menos isso conseguimos), e tomarmos café e melhor ainda, com pão e manteiga, com frutas, leite, enquanto bilhões de pessoas ao redor do planeta estão em busca da primeira refeição do dia, mesmo que isso aconteça no pôr do sol.
Mas parece que não estamos preocupados com isso. É claro, isso é natural e normal para nós e tendemos a não valorizar aquilo que é normal e natural, como a luz do dia que muitos não têm o privilégio de ver, como o abraço que muitas vezes nem damos e muitos gostariam de ter braços para poder abraçar, como o elogio que quase nunca fazemos e muitos gostariam apenas de dizer, se pudessem, parabéns! Das vezes que não soubemos contemplar a alegria dos filhos por estarem num parque de diversões ao lado dos pais, que lhe ofereciam toda a atenção. No maravilhoso filme da nossa vida, feliz é aquele que atua como protagonista da sua própria história e não é mero coadjuvante da extraordinária e teatral arte da vida.
Nos tornamos vítimas, não nascemos assim e não devemos continuar agindo com uma postura vitimizadora. Amor, fé, sinceridade, esperança, capacidade, dedicação, inteligência, nada disso é comprovado por sentimentos apenas, ditos muitas vezes para agradar este ou aquele. Tudo isso se trata de formas de comportamento. Se você ama, comporte-se como alguém que ama e não apenas sinta ou diga que ama. Se você diz que é sincero, comporte-se da mesma forma. Falar, até papagaio fala.
Uns reclamam por não terem um bom emprego, outros porque não têm emprego e outros ainda, mesmo com um bom emprego, não estão contentes. O que será que lhes falta? Atitude, força de vontade e ação. Isso é o que nos falta. Falta lhes também a capacidade de contemplar o belo, de se regozijar com as pequenas coisas da vida, como o poder respirar sem pagar nada por isso. Sempre nos safamos de tudo dizendo que a culpa pelo nosso insucesso é do governo, do dono da empresa que não valoriza nosso trabalho, do parceiro que não ajudou a cumprir a tarefa, do vendedor que não se empenhou e fez toda a equipe entrar pelos canos. Mas e nós, não somos culpados de nada? Somos sim. É claro que somos. Somos os principais culpados e os criadores de quase todos os nossos infortúnios. Queremos o melhor emprego para começar a empenhar-se com todo garbo. Buscamos o melhor relacionamento conjugal para se comportar amorosamente.
Quando escolhemos trabalhar na empresa, quando escolhemos ser um representante, quando escolhemos ser um chefe, quando escolhemos não estudar, quando decidimos parar, quando decidimos não agir, quando decidimos ter apenas uma profissão, saber apenas de uma ou duas coisas, quando culpamos os pais por não nos dar condições de estudar, mesmo sabendo que com um pouco de empenho e as três qualidades precitadas, sequer precisávamos deles para continuar a estudar, enfim, todas as escolhas, somos nós que fazemos, porém, após feita, existe uma coisa que não teremos como escolher: As conseqüências. Portanto, pare de reclamar pelo que é ou não é, pelo que fez ou não fez. Faça a partir de agora, já. Se já está perto dos 60, ainda tem tempo. Se estiver bem longe dessa idade, não espere chegar perto para começar a melhorar.
A decisão que poderá modificar e transformar todo o cenário da sua vida, reeditar as cenas que lhe impedem de ter um fantástico final, está dentro de você. Decida assumir a sua história, participando como ator principal dessa dramática e fenomenal novela da vida real, que é a sua existência.
Um forte abraço e felicidades sempre!
Professor Paulo Sérgio












