12 de setembro de 2009, às 20h45min
A grande vilã da má gestão do tempo: a procrastinação
Adiamos quase sempre, o que não nos é agradável e, como desculpa, dizemos que é a falta de tempo. No trabalho, não temos tempo suficiente para fazer um relatório ou um projeto, porém, sempre conseguimos um tempo para discutirmos o jogo da seleção, o fim de semana...
Todos nós participamos de jogos em que acabamos nos enganando. Você já deve ter percebido o jogo do “quando”. “Farei isto quando não estiver tão ocupado... quando os filhos crescerem... quando estiver preparado... quando as coisas estiverem mais calmas...”. Para combater a tendência à procrastinação ou protelação, é necessário entender suas causas. Elas são todas de natureza psicológica.
A principal causa da procrastinação é a falta de vontade de fazer determinada coisa. Isto se dá quando e porque a tarefa a ser realizada é muito difícil, complexa, longa, ou desagradável. Em relação a esse tipo de tarefa, todos nós temos uma inclinação natural a seguir o conselho de Mark Twain: "Nunca deixe para amanhã o que você pode deixar para depois de amanhã”. A forma de lidar com essa causa é enfrentar o problema com coragem e determinação, reconhecendo nossa falha.
Outra causa da procrastinação é o perfeccionismo. Os perfeccionistas, frequentemente têm dificuldade para começar tarefas que não dominam bem, mas precisam aprender a conviver com o fato de que, frequentemente, é preciso fazer o que tem de ser feito, mesmo que o nível de qualidade seja aquém do desejado por ele.
Uma terceira causa da procrastinação é a ilusão de que não fazemos à tarefa que estamos procrastinando por falta de tempo. Para manter a ilusão, procuramos manter-nos ocupados - mas geralmente com trivialidades ou com coisas que não têm muita urgência. Resolvemos, por exemplo, limpar nossa mesa, arrumar nosso arquivo ou armário, colocar em dia nossa contabilidade pessoal, etc.
A eliminação dessa causa envolve reconhecer que, por mais hábeis que sejamos em enganar a nós mesmos, no fundo sabemos que o problema real não é falta de tempo. Essa tática, na verdade, nos causa stress e profunda frustração, porque sabemos que estamos engajados em um teatro do qual somos protagonistas, e do qual só poderemos sair perdendo se não mudarmos.
Mas sempre há uma saída. O autoconhecimento é fundamental, bem como, investirmos parte de nosso tempo do dia observando nosso comportamento, observando como estamos e no que podemos melhorar. Este é o segredo do sucesso, inclusive na gestão do tempo.
Isabel Rios Piñeiro
Diretora da Paradigma Consultoria em RH
Autora do livro Metamorfose do líder
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Autor
Isabel Rios Piñeiro Diretora da Paradigma Pesquisa e Desenvolvimento do SER Humano Ltda., Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica e em Psicologia Organizacional e do Trabalho. Formada pela UFSC em 1984, desde então, atua com desenvolvimento de pessoas de forma geral, com ênfase em desenvolvimento de líderes, coaching. Pós-graduada em Administração de Recursos Humanos, possui MBA em Gestão Empresarial, cursa mestrado em Gestão do Conhecimento e Direção de RH e fundou com seu marido a PARADIGMA em 1995, onde atua até hoje em soluções de RH com foco em competências.
Palestrante e ministrante de cursos de desenvolvimento do
potencial humano em organizações públicas e empresas privadas. Escreve artigos e matérias para diversas revistas com ênfase em gestão.
Autora do livro: Metamorfose do líder: uma jornada para o autocoaching, Editora Pandion.
Palestrante e ministrante de cursos de desenvolvimento do
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Autora do livro: Metamorfose do líder: uma jornada para o autocoaching, Editora Pandion.
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