11 de março de 2009, às 18h47min

A Inflação

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 Inflacionismo é a política que visa, através de emissão de moeda ou expansão do crédito, aumentar a expressão monetária dos preços e salários ou compensar uma ameaça de diminuição da expressão monetária dos preços e salários que esteja sendo provocada por um aumento da oferta de bens de consumo. Para bem compreender o significado econômico de uma política inflacionária, é senhor fazer referência a uma lei fundamental da teoria econômica. Essa lei estabelece: o serviço prestado pela moeda a uma comunidade econômica independe da quantidade de moeda utilizada. Não importa se a quantidade total da moeda usada num sistema econômico é grande ou pequena. O poder aquisitivo da unidade monetária, em longo prazo, será aquele que naturalmente equilibra a demanda por moeda com a quantidade de moeda. Não devemos nos deixar iludir pelo fato de que todo indivíduo gostaria de ter mais dinheiro. Todos querem ser mais ricos, ter mais bens e expressam esse desejo dizendo querer ter mais dinheiro. Mas se conseguirem realizar o seu desejo de ter mais dinheiro, certamente irão usá-lo para seu consumo ou seu investimento; esse adicional não vai ser usado apenas para aumentar a quantidade de dinheiro à disposição na sua carteira ou na sua conta bancária. Além disso, a satisfação que alguém pode obter por conseguir uma quantidade adicional de dinheiro dependerá de que esse adicional seja maior do que o adicional recebido antes das outras pessoas. Um habitante de Berlim, que em 1914 ficaria radiante com uma inesperada herança de mil marcos, consideraria inexpressiva a importância de um bilhão de marcos em 1923.


Se desconsiderarmos a função da moeda como um padrão de valor para contas a pagar, ou seja, se desconsiderarmos o fato de que existem obrigações e direitos que são expressos em quantidades de moeda a serem exigidos no futuro, fica evidente que não importa se a quantidade de moeda numa determinada economia é de X milhões ou de 100x milhões de unidades monetárias. No segundo caso, os preços e os salários simplesmente serão expressos por uma quantidade maior de unidades monetárias. O que os defensores da inflação desejam, e os partidários de uma moeda saudável se opõem, não é os partidários de uma moeda saudável se opõem, não é o resultado final da inflação, qual seja, o aumento em si da quantidade de moeda, e sim os efeitos decorrentes da forma pela qual a quantidade adicional de moeda é introduzida no sistema econômico e, Consequêntemente, a forma com que são alterados os preços e os salários. As consequências da inflação são de duas naturezas: o valor dos pagamentos diferidos é alterado em favor dos devedores e em prejuízo dos credores, e as mudanças nos preços não ocorrem simultaneamente e nem na mesma extensão para todos os bens e serviços. Assim sendo, o efeito do processo inflacionário sobre os preços e salários fará com que alguns grupos se beneficiem e outros sejam prejudicados. Ganham aqueles que estão numa posição de poder vender os seus bens e serviços por preços já majorados, enquanto ainda estão adquirindo os bens e serviços de que necessitam pelos preços antigos. Por outro lado, perdem aqueles que têm que comprar por preços já majorados enquanto ainda estão vendendo, por preços ainda não-majorados, os seus produtos e serviços. Se, por exemplo, o governo aumenta a quantidade de moeda para comprar armamentos, os empresários e os trabalhadores das indústrias bélicas serão os primeiros a realizar ganhos inflacionários. Outros grupos serão prejudicados pela consequênte alta de preços, até que os preços de seus produtos e serviços sejam majorados. Essa diferença temporal na mudança dos preços das várias mercadorias e serviços é que provoca ganhos e perdas diferentes num processo de diminuição do poder aquisitivo da moeda. Uma vez que os efeitos da inflação são de natureza temporária, os que desejam esses efeitos só poderão obtê-los se a inflação for continuada e cada vez maior. Uma vez que deixe de haver expansão da quantidade de moeda, os grupos que deixe de haver expansão da quantidade de moeda, os grupos que até então se beneficiavam com a inflação perdem a sua posição privilegiada. Podem manter os ganhos já auferidos durante o período inflacionários. O gradual aumento de preço aos bens, que até então podiam comprar mais barato, elimina a vantagem que estavam tendo. Para não perder essa vantagem, clamam por mais inflação.


Mas, por outro lado, a inflação não pode continuar indefinidamente. Tão logo o público perceba que o governo não vai interromper o processo inflacionário, que a quantidade de moeda vai continuar aumentando e que Consequêntemente os preços de todos os bens e serviços vão continuar a subir ininterruptamente, todos procurarão usar o seu dinheiro para comprar o máximo possível e manter em caixa o mínimo. Ter dinheiro em caixa nessas circunstâncias implica não só na perda dos juros que poderiam ser obtidos, mas também na perda considerável decorrente da diminuição do poder aquisitivo da moeda. As desvantagens vão ficando tão onerosas que ninguém mais que manter recursos em espécie. (Durante as grandes inflações da Primeira Guerra Mundial, essa evolução era dominada de “fuga para as mercadorias” e de “alta desastrosa” (crack-up boom). Os sistemas monetários são compelidos a entrar em colapso; segue-se o pânico; termina com uma completa desvalorização da moeda. As pessoas passam a recorrer à troca direta ou alguma nova forma de moeda. São exemplos disso a Continental Currency na América, em 1781, os Assignats franceses, em 1796, e o marco alemão, em 1923.


Muitos falsos argumentos são usados para defender o inflacionismo. O menos daninho é o que alega que uma pequena inflação não causa muito dano. É verdade. Uma pequena dose de veneno faz menos mal do que uma grande dose. Mas isso não pode ser uma justificativa para se ministrar veneno a alguém. Tem sido alegado que no caso de uma grave emergência justifica-se o emprego de meios que em tempos normais não seriam utilizados. Mas quem decide se a emergência é suficientemente grave a ponto de justificar a adoção de medidas de exceção? Qualquer governo e qualquer partido político que esteja no poder têm tendência a considerar as suas dificuldades como excepcionais e a concluir que o emprego de quaisquer meios para combatê-las é justificável. O viciado em drogas que promete se abster de usá-las a partir de amanhã nunca se livrará do vício. A adoção de políticas corretas não deve esperar o dia de amanhã; deve ser feita imediatamente, hoje.


Também se costuma alegar com frequência que não seria possível haver inflação enquanto existirem trabalhadores desempregados e máquinas ociosas. É um erro grave. Se, num período inflacionário, os salários expressos em moeda permanecem inalterados e, Consequêntemente, os salários reais diminuem, enquanto prevalecer essa situação poderá haver aumento da oferta de emprego. Mas isso não afeta os outros efeitos da inflação. As fábricas só diminuirão a sua capacidade ociosa se puderem vender os bens que produzem por preços já majorados em virtude da inflação. Se não for esse o caso, a inflação não conseguirá fazer com que aumentem a produção. Ainda mais grave é o erro subjacente à afirmativa de que não se pode considerar inflação um aumento na quantidade de moeda que corresponda a um aumento dos meios de produção. No que concerne às mudanças de preços e salários provocados pela inflação, é irrelevante a forma como está sendo gasta a quantidade adicional de moeda. Qualquer que seja a maneira como são empregados os recursos públicos, o interesse da sociedade e de seus cidadãos estará mais bem atendido se forem construídas ruas, casas e fábricas do que se ruas, casas e fábricas forem destruídas. Mas isso não tem nada a ver com o problema da inflação.


Seus efeitos sobre os preços e sobre a produção se farão sentir mesmo se os recursos forem utilizados para financiar projetos úteis. A inflação, a emissão de papel-moeda e a expansão do crédito são sempre atos intencionais; não são calamidades naturais que atingem as pessoas, como um terremoto. Uma necessidade por maior e mais urgente que seja só poderá ser suprimida com a utilização de bens disponíveis, bens. A inflação não gera riqueza; apenas estabelece quanto cada indivíduo terá que suportar. Da mesma forma que os impostos ou a dívida pública, são um meio de obter recursos, e não um meio para satisfazer a demanda. Costuma-se dizer que, em tempos de guerra, a inflação é inevitável. Isso também é um erro. Um aumento na quantidade de moeda não gera equipamento bélico - nem direta nem indiretamente. Melhor seria dizer que um governo que não tem a coragem de informar claramente ao povo o valor do seu orçamento bélico e não tem coragem de impor as inevitáveis restrições ao consumo, acabará por preferir recorrer à inflação a recorrer ao aumento de impostos ou ao indevidamente. De qualquer maneira, o aumento da produção bélica e a guerra terão que ser pagos pelo povo através da redução do consumo. Mas, tem sido politicamente conveniente - embora fundamentalmente antidemocrático - dizer ao povo que a produção bélica e a guerra criam condições para o desenvolvimento e para a geração de riqueza. Quaisquer que sejam as razões, a inflação é uma política de visão curta.


Alguns grupos acreditam que a inflação é benéfica porque prejudica o credor e beneficia o devedor; acreditam que seja uma medida em favor dos pobres e contra os ricos. É surpreendente constatar como conceitos tradicionais permanecem válidos, mesmo quando as condições que os geraram mudaram completamente. Já houve tempo em que os ricos eram credores e os pobres, na sua maior parte, eram devedores. Mas, nos dias de hoje, dias de debêntures, títulos, bancos de investimento, seguradoras e previdência social, as coisas são diferentes. Os ricos, como já investiram o seu dinheiro em fábricas, armazéns, residências, propriedades rurais e ações, frequentemente são mais devedores do que credores. Por outro lado, os pobres - exceto os agricultores - mais frequentemente são credores do que devedores. Ao adotar uma política que prejudica o credor, acaba-se por prejudicar a poupança das massas; prejudica-se especialmente a classe-média, os profissionais autônomos, as fundações mantidas por doações e as universidades. Todos os dependentes da previdência social também se tornam vítimas de uma política anticredor. Não me parece necessário discutir a contrapartida do inflacionismo, qual seja, o deflacionismo. A deflação é impopular pela razão mesma de beneficiar os credores à custa dos devedores. Nenhum partido político e nenhum governo jamais tentaram adotar conscientemente medidas deflacionárias. A impopularidade da deflação fica evidente pelo fato de os inflacionistas constantemente advertirem para os perigos da deflação como uma forma de conseguir apoio para suas propostas inflacionárias.

FONTE ORIGINAL: CLICK AQUI

 

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Primerio caro Genilson quem é voce para me chamar de mediocre. Sou repeitador dos militares e admiro...
 
Super interessante. Qual o valor da inscrição? Ja tem a data que vai iniciar?
 
gostaria de enviar um curriculum sou operador de torno convencional e torno cnc operador de temperas...
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