27 de novembro de 2008, às 14h54min
A influência da globalização nas organizações brasileiras
Até o final dos anos 80, as empresas brasileiras contavam com um mercado protecionista, tinham poucos concorrentes e não investiam muito em inovação e, com isso, seus parques industriais estavam cada vez mais ultrapassados. No início dos anos 90, a globalização passou a ser realidade nas empresas brasileiras a partir da abertura do mercado nacional para investimento de outros países, além da estabilização econômica e implantação do plano Real.
As nossas empresas precisavam estar preparadas para a globalização, que era inevitável, e para isso, deveriam atender os consumidores internos e externos com produtos e serviços de qualidade, tendo em vista que os produtos estrangeiros contavam com uma tecnologia mais avançada que os nacionais e eram mais baratos.
Inicialmente as empresas tiveram que avaliar e mudar a estrutura organizacional de modo a se adaptarem ao novo processo que se iniciara. A cultura organizacional destas empresas também foi profundamente afetada, tendo em vista que todos que participavam da organização tiveram que romper com conceitos antigos e se voltarem para a atualidade, onde a quantidade de informações e a rapidez nas mudanças é cada vez maior.
Depois de uma reestruturação no ambiente organizacional, as empresas passaram a ter como foco principal a satisfação do cliente, que se tornou mais exigente por produtos e serviços de qualidade. Para isto, a formação do profissional para atender este cliente se tornou mais evidente, aumentando os investimentos na área de recursos humanos, que visavam o treinamento especializado, de modo a preparar o profissional de acordo com as tendências do mercado. O que vemos hoje é o aumento de universidades corporativas nas empresas, que treinam seus funcionários para as diversas áreas da organização, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação e até mestrado, de modo a obter a eficiência máxima deste empregado, além de o reter para a organização.
As empresas investiram também na modernização de seus parques industriais, utilizando-se de robôs, máquinas e equipamentos tecnológicos atuais, visando reduzirem custos, produzirem com qualidade e máxima eficiência. O resultado é que as empresas nacionais se tornaram fortes e competitivas, alcançando novos mercados e se tornando sólidas suficientemente para lidar com as eventuais crises que possam ocorrer no cenário global.
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